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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Um Sonho Que Vem Da Alma

Uma das discussões mais cativantes e desafiadoras a respeito da existência (animal em geral e humana em particular) é sobre o conceito de alma. Fato ou suposição? São muitas interpretações dentro e fora do âmbito religioso. Muitas crenças. Muitos achismos. Muitas sensações. Muitas percepções. Muitas convicções. Há quem veja a alma do Outro num olhar. Há quem sinta a alma do Próximo num abraço. Há quem capte a alma alheia numa conversa.

No futebol, um jogador pode ser criticado por errar passes simples. Vacilar em finalizações. Posicionar-se mal. Mas se esse mesmo jogador "deixa a alma em campo", a torcida o respeita. Por vezes, chega até a idolatrá-lo. O Botafogo de Jair Ventura é um time sem grandes craques. Mas é um time com alma. Pode o botafoguense reclamar de diversos aspectos do time alvinegro, mas jamais da entrega, da dedicação, da honra à camisa gloriosa. Da alma.

Hoje, diante do Nacional, pela Libertadores, ficou escancarada a alma que habita cada atleta da equipe. O espírito coletivo dos jogadores casou com a energia da torcida que lotou as arquibancadas no estádio Nílton Santos. Aliás, como não falar de alma quando o campo de jogo carrega o nome do mais lendário lateral-esquerdo de todos os tempos?

Foram dois gols em cinco minutos. Foi uma comunhão durante o jogo inteiro. Foi uma lição. Fato ou suposição? Creio que esse Botafogo, mais que qualquer outro clube, mereça essa Libertadores. De corpo e alma.
Jogadores, torcedores, ídolos lembrados na faixa... Uma atmosfera perfeita no Rio de Janeiro. Foto: Vítor Silva / SS Press / Botafogo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

À Espera De Um Milagre

Em um jogo fraco, o Fluminense perdeu para o Nacional e está por um fio de ser eliminado na primeira fase da Libertadores. Na última rodada do grupo, o time das Laranjeiras precisará vencer o Argentino Juniors na Argentina e torcer para que, no outro jogo, o América do México vença o Nacional no Uruguai.

No primeiro tempo o Fluminense teve posse de bola e controle do jogo mas foi pouco incisivo e pouco ameaçou o adversário, que também não produziu muito. Por isso o placar zerado na primeira etapa.

No segundo tempo, quando o Fluminense iria para cima em busca de uma vitória importante, numa bola alçada na área Garcia cabeceou e encobriu Berna, abrindo o marcador. A partir daí o Nacional se empolgou e criou mais chances, até que Gallardo lançou Garcia que só empurrou a bola para o gol e abriu 2 gols de diferença. Pouco produtivo, o Fluminense não conseguiu reagir e sucumbiu perante o lotado estádio Centenário.

A situação do Tricolor Carioca se complicou na Libertadores e as expectativas futuras não são as melhores. Sem técnico, time limitado, Conca não recuperou o bom futebol - tudo isso contribui para o mau momento da equipe. Por enquanto, só um milagre (coisa que o fluminense é especialista) salvará o primeiro semestre tricolor.

(Por Lucas Peres)