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segunda-feira, 11 de março de 2013

Não Podes Perder Nem Empatar Com Ninguém: Botafogo Campeão Na Taça Guanabara 2013

Vasco e Botafogo coloriram o Engenhão de preto e branco numa linda tarde de domingo. Em campo, duas equipes que integravam - e continuarão integrando - o grupo A no Campeonato Estadual 2013. Por ter feito melhor campanha naquela fase, o Vasco jogava com a vantagem de poder empatar para ser campeão. Só que deu Botafogo. Foi a vitória do time que mais procurou atacar, que mais buscou o gol, que teve maior volume de jogo, que mostrou-se mais preparado técnica e taticamente para levantar a taça Guanabara 2013.

Talvez o destino fosse diferente se Carlos Alberto tivesse concluído na parte interna da rede um lance ainda nos primeiros minutos de jogo. Só que não. Talvez nem Carlos Alberto nem nenhum vascaíno, por mais pessimista que pudesse ser, poderia imaginar que aquela oportunidade de gol seria a maior do time em toda a partida. O Botafogo dominou territorialmente, se impôs. E o gol do título tardou, mas veio: aos trinta e cinco minutos do segundo tempo, uma jogada iniciada por Seedorf pela esquerda terminou com assistência de Bolívar (que recebeu cruzamento de Júlio César) para a finalização precisa de Lucas.

Perceberam como o Botafogo pressionava? A bola passou pelo maestro holandês e por três jogadores que teoricamente compõem a linha de defesa, envolvendo um zagueiro e ambos os laterais. O Alvinegro mostrou que a melhor maneira de se defender é atacando. Manteve a bola longe do goleiro Jéfferson e deu muito trabalho para o goleiro Alessandro. No final, o Vasco enfim tirou a máscara que o assemelhava a um clube pequeno e foi para cima. Faltava organização, é verdade, mas pelo menos havia coragem. Coragem que não era vista anteriormente, num time que chegou ao cúmulo de simular lesões (até Dedé o fez) e retardar toda e qualquer reposição de bola em jogo (que o diga o goleiro Alessandro).

Houve tempo para um gol anulado de Renato Silva (o vídeo abaixo não tira dúvida nenhuma, mas deixa a certeza de que foi um momento dos mais emocionantes no torneio). Houve tempo também para defesa de Jéfferson, em nova cobrança de falta de Fellipe Bastos. Muito pouco. Mesmo para alguém que "jogava pelo empate". Parabéns, Botafogo, merecidamente campeão na Taça Guanabara 2013.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Flu Vence Um Clássico E A Taça Guanabara Numa Tacada Só

Dezenove anos após sua última conquista de Taça Guanabara, o Fluminense voltou a conquistar, nesse domingo, o título referente ao primeiro turno no Campeonato Estadual. E, ao contrário de finais recentes no Rio de Janeiro, essa foi relativamente tranqüila para o campeão, que chegou a abrir 3a0 no placar e administrou a ampla vantagem no marcador para ficar com o troféu.

Outro tabu quebrado pelo Tricolor das Laranjeiras refere-se ao recente retrospecto em clássicos: a equipe vinha de doze jogos sem vitória nessas partidas até o 3a1 sobre o Vasco. Aos vascaínos, vice-campeões na Taça Guanabara 2010 para o Botafogo, na Taça Rio 2011 para o Flamengo e na Taça Guanabara 2012 para o Fluminense, fica o sentimento de que o índice de 100% de aproveitamento na competição foi derrubado num momento um tanto inoportuno para as intenções da equipe.

Curiosamente, na fase de grupos o Fluminense dependeu do Vasco para conseguir avançar a fase semifinal. Quer dizer, a grosso modo, o Vasco foi vice para si mesmo nessa Taça Guanabara.

O jogo

O setor de meio-campo estava congestionado, mas o ímpeto dos times em ir para o ataque passou por cima disso e o jogo foi movimentado desde o início. Quando aos trinta e quatro minutos o vascaíno Diego Souza carimbou a trave de Diego Cavalieri, provavelmente não imaginaria que no contra-ataque adversário nasceria o primeiro gol do jogo: Wellington Nem entrou na área, preparou a finta na marcação de Fágner e foi derrubado pelo lateral-direito. Pênalti assinalado pelo polêmico árbitro Marcelo de Lima Henrique e convertido pelo atacante Fred, que cobrou no canto esquerdo de Fernando Prass.

O Vasco não deu sinais de abatimento pelo revés no placar e seguiu tentando atacar. Mas foi surpreendido por Deco, que, aos quarenta e dois minutos, recebeu uma bola não muito longe da linha lateral e mandou um chute que tomou o rumo do canto direito do gol, quando muitos esperavam um levantamento na área - será que o próprio Deco buscou um chute direto? Independentemente da resposta, o fato é que Prass saltou mas não alcançou e o Flu marcava 2a0 naquele momento. E houve uma baita oportunidade para o Tricolor fazer o terceiro ainda no primeiro tempo, mas o vacilo de Rodolfo que rendeu um presente para Thiago Neves acabou em uma finalização para fora.

No intervalo, Carlinhos deu lugar a Carleto no Flu, numa modificação estritamente por motivos clínicos. O Vasco voltou idêntico. E, aos onze minutos, sairia o 3º gol tricolor: em contra-ataque, Thiago serviu Fred com precisa enfiada de bola e o camisa nove nem precisou ajeitar, chutando de primeira no canto esquerdo de Fernando. Com cânticos exaltando ironicamente a condição de vice do Clube da Colina (no futebol, muitos consideram o vice-campeão mais como um derrotado do que como o mais bem-sucedido adversário do detentor do título), a torcida tricolor fazia festa no estádio Engenhão.

Cristóvão Borges mexeu três vezes (Fellipe Bastos por Eduardo Costa, Thiago Feltri por Felipe e William Barbio por Kim) e o Vasco passou a correr atrás do prejuízo apostando quase que exclusivamente em uma jogada: colocar a bola na área via lançamentos aéreos. Naquele momento, Dedé havia se tornado um centroavante tão presente na área quanto Alecsandro, e o time levava bastante perigo buscando o alto jogador que vestia a camisa vinte e seis. Só que nem a torcida vascaína confiava mais numa reviravolta, sendo possível ver vários adeptos deixando as arquibancadas por volta dos trinta e seis minutos do segundo tempo. Esses indivíduos provavelmente não viram o gol de honra da equipe pela qual "torciam": de cabeça Eduardo Costa apoveitou de liberdade e mandou com firmeza pra rede. No minuto seguinte, Dedé teve sua chance mas mandou na trave direita. Seria um gol para incendiar a partida, mas o Fluminense escapou de ter uma vitória aparentemente tranqüila colocada em risco, confirmando o título no apito final. Quarta-feira, começa a Taça Rio.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Urubu Espanta Zebra Verde: Flamengo Campeão Na Taça Guanabara 2011

Sem dar chance ao sonho de uma conquista inédita do Boavista, o Flamengo garantiu o título da Taça Guanabara pela 19ª vez na história. Se por um lado o placar foi apertado e o gol do título só foi sair aos 26 minutos do segundo tempo, em lance de bola parada, por outro foram raros os momentos em que o Rubro-negro se viu envolvido pela equipe de Saquarema e Thiago, goleiro do Boavista, foi um dos personagens mais ativos na partida.

O jogo

Atuando com um meio-campo bastante povoado (Maldonado, Willians, Bottinelli, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho freqüentavam o setor) e sem um único atacante de ofício (Vanderlei Luxemburgo tinha no banco de reservas Negueba, Diego Maurício e Deivid), o Flamengo demonstrou que realmente faltava aquela presença de área específica para concluir as jogadas criadas.

Aos 11 minutos, Ronaldinho fintou Bruno Costa e, da esquerda, lançou Thiago Neves na área, que cabeceou para defesa de Thiago. 3 minutos depois, Renato Abreu disputou a bola com dois adversários e quem colocou ordem no lance foi Thiago Neves, que passou para Leonardo Moura na direita e o lateral chutou cruzado, para fora.

Com 24 minutos, Egídio deu pinta de tentar cruzar pra área mas acabou foi mandando a bola diretamente pro gol, surpreendendo o goleiro Thiago e provavelmente a si mesmo, mas o arqueiro conseguiu desviar a tempo. A primeira participação do goleiro Felipe deu-se aos 26 minutos, quando Tony cobrou falta pela esquerda mandando pra área, ninguém desviou e o camisa 1 ficou com a bola.

O Flamengo já não conseguia criar tanto como antes, mas aos 41 minutos teve nova chance: Bottinelli recebeu na direita, cruzou à meia-altura e Thiago mergulhou para afastar a bola que ia na direção de Ronaldinho. Aos 43 minutos, uma saída errada rendeu a mais perigosa finalização do Boavista no primeiro tempo: Júlio César chutou forte e Felipe espalmou na direita. Aos 44, Santiago afastou mal e Wellinton chutou por cima, na última chance do 1º tempo.

Luxemburgo trocou Bottinelli por Negueba no intervalo, dando ouvidos aos apelos da torcida que, ainda na primeira etapa, já clamava pelo autor do gol do título na Copa São Paulo de Juniores. Aos 10 minutos quem mexeu foi Alfredo Sampaio, trocando Bruno Costa por Joílson, jogador que conhece bem o Engenhão, tendo inclusive marcado um dos mais belos gols do estádio, quando em 2007 fez o gol da vitória do Botafogo diante do River Plate, pela Copa Sul-Americana.

Com 16 minutos, Egídio deu lugar para Diego Maurício: era a mostra de que o Flamengo não tinha mais receios de partir de vez ao ataque na busca pelo gol. Porém, a partida naquela altura era mais faltosa do que criativa, e até Ronaldinho havia sido punido com cartão amarelo após dar um pontapé em Júlio César aos 11 minutos. 5 minutos depois, Leandro Chaves, que já tinha amarelo, derrubou Negueba após levar uma caneta e foi poupado de uma expulsão.

Falta aqui, falta acolá, e aos 26 minutos Thiago Neves sofreu carrinho que rendeu cartão amarelo para Edu Pina. Mas o maior castigo ao Boavista não seria aquele cartão a mais: Ronaldinho Gaúcho foi pra cobrança e colocou a bola no canto esquerdo com tamanha precisão que Thiago sequer se movimentou, acompanhando a trajetória da bola até a rede sem esboçar reação. 1a0 Flamengo, para vibração dos cerca de 40.000 flamenguistas presentes no Engenhão.

Aos 31 minutos, Thiago Neves saiu e quem entrou foi Ronaldo Angelim, reestabelecendo o contingente de defensores, já que Egídio havia deixado o campo 15 minutos antes e o Flamengo encontrava-se em vantagem no placar. Na marca de 33 minutos, a vantagem flamenguista passou a ser também numérica: Frontini foi expulso por usar os punhos em Renato, que a bem da verdade também poderia ter recebido o cartão vermelho por levantar a perna na direção do adversário.

Alfredo Sampaio buscara alternativas, já tendo colocado em jogo o atacante Max. Mas como a bola não chegava lá na frente e com a recente expulsão de Frontini, o treinador tratou de trocar o atacante André Luís pelo meio-campista Rafael Araújo. Pouco ajudou. A última chance do jogo foi rubro-negra, quando aos 44 minutos Leonardo Moura chegou facilmente na linha-de-fundo, mas ninguém se apresentou e Thiago cortou o cruzamento. Foi esperar o apito final.
Elenco comemora conquista na Taça Guanabara: passo importante rumo a mais um título estadual.