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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Paraguai Vence Jamaica Graças A Lance Inusitado

Imagem extraída de FourFourTwo.
Quando alguém diz: "o goleiro falhou", é possível associar a frase a uma infinidade de situações diferentes. Geralmente, pensamos numa finalização na qual o arqueiro permitiu que a bola passasse por si (seja por baixo das pernas, por entre as luvas, por baixo do corpo). No caso do camisa um Duwayne Kerr, foi diferente de tudo isso: ele alcançou a bola. Ele rebateu a bola. Ele conseguiu a interceptação a qual se propôs a fazer. Enfim, ele foi bem-sucedido em sua intervenção. Quer dizer, nem tanto... O longo lançamento efetuado por Víctor Cáceres saiu forte demais. Bastaria ao goleiro aproveitar-se do privilégio de utilizar as mãos para recolher a bola e distribuir o jogo conforme julgasse conveniente. Só que ele estava fora da grande área. Optou, então, por um cabeceio. E conseguiu cabecear. Porém, como quem pergunta "quer o gol?" (Kerr, perdoe o trocadilho), acabou acertando a perna direita (não sei se o joelho, não se se a coxa) de Edgar Benítez, provável alvo da bola lançada por Cáceres. O jogador jamaicano que acompanhava o lance de perto até correu pra tentar evitar que a bola atravessasse a linha-de-fundo, mas precisaria de uma velocidade maior que a do recordista Usain Bolt para ter sucesso nessa empreitada. Gol paraguaio aos 35'.

O econômico (para não dizer escasso) futebol paraguaio proporcionou um ou outro momento interessante. No primeiro tempo, Roque Santa Cruz emendou bonito chute para boa defesa de Kerr. No segundo, Miguel Samudio arrancou, tabelou e chutou com precisão, carimbando o travessão na proximidade da bifurcação. A Jamaica, na base da empolgação e da pressão, até criou uma ou outra situação. Chegou de fato a assustar o goleiro Antony Silva, talvez causando no torcedor paraguaio uma leve acelerada na batida do coração. Mas não conseguiu um gol em Antofagasta. De toda forma, ainda não se pode falar em eliminação. Quem quer eliminar da mente essa partida é o goleiro Kerr. Quem sabe, diante da Argentina, não venha a redenção? Sinceramente... Não sei, não...

domingo, 14 de junho de 2015

Mesmo Com Performance Fraca, Uruguai Vence A Jamaica

Foto: Getty.
Fosse Uruguai e Jamaica um jogo qualquer, onde o espectador não soubesse quem é o Uruguai e quem é a Jamaica, ficaria praticamente impossível adivinhar de que lado estava o atual campeão na Copa América e de que lado estava o estreante no torneio, debutando graças a um convite para participar na competição. Tudo porque o que se viu no gramado de Antofagasta foi uma partida onde a tradicional seleção bicampeã mundial simplesmente não conseguiu se impôr em relação ao país que tem muito maior tradição nas pistas de atletismo do que nos campos de futebol.

Ilustres leitores, não quero aqui exigir que o Uruguai goleie a Jamaica sempre que enfrentá-la, nada disso. Reconheço que o futebol é um esporte altamente competitivo e surpreendente (o que o torna ainda mais apaixonante) - a questão é como se propôr a jogar. Mesmo dando um crédito por se tratar de uma estréia, é inaceitável que os uruguaios apresentem futebol tão precário com a bola nos pés. Salvo alguns lances de Lodeiro e uma ou outra jogada melhor trabalhada, o saldo da equipe comandada por Óscar Tabárez ficou abaixo do mínimo que se espera da Celeste.

Já a Jamaica, já marca uma coisa boa no torneio: não veio para a América do Sul por turismo. Perdeu por 1a0 uma partida onde teve chances claras de pelo menos empatar. Os cabeceios de Barnes e Brown no segundo tempo poderiam inclusive dar uma vitória de virada para a seleção da América Central, fazendo lembrar uma certa Costa Rica, que estreou na Copa do Mundo 2014 vencendo um tal de Uruguai, também de virada (nesse 14.06.2015 completa um ano daquele jogão).

Enfim, manteve-se o placar de 1a0. Aí você pergunta ao blogueiro: "mas como foi esse gol uruguaio que acabou valendo três pontos?". O gol foi marcado por Cristian Rodríguez, aos seis minutos no segundo tempo, em lance de bola parada que foi cobrada por Lodeiro e ajeitada por Giménez. Com um "detalhe": é muito difícil identificar qualquer infração no lance em que a falta foi assinalada. Ou seja: não bastando as chances de a Jamaica empatar ou virar a partida, o próprio gol do Uruguai é pra lá de contestável.

Na próxima rodada, teremos um Uruguai e Argentina. Espero ver alguma evolução na seleção uruguaia por três motivos. O primeiro, porque a seleção tem qualidade técnica para render mais. O segundo, porque o estilo de jogo argentino favorece o estilo uruguaio de atuar "em resposta" à iniciativa tomada pelo adversário. E o terceiro, porque sou otimista na prática do bom futebol. De toda forma, que falta faz o Luis Suárez...

Também na próxima rodada, a Jamaica tem pela frente o Paraguai. Entrando em campo ciente da necessidade de pelo menos pontuar, imagino que os comandados do alemão Winfried Schäfer possam aprontar alguma. Isso, claro, se a arbitragem autorizar.