É desconfortável falar de futebol numa cidade, num estado, num país, num planeta onde o governo manda policiais baterem em indígenas por simplesmente ocuparem um patrimônio histórico dedicado a sua cultura. Mas, já que a Copa do Mundo é nossa, pancada neles. Leia-se "eles" = o povo, "nós" = o poder.
Pela segunda rodada num torneio que carrega o nome daquela cidade antidemocrática, o Botafogo venceu o Madureira em Moça Bonita sem apresentar um futebol brilhante, mas conseguindo criar chances o suficiente para merecer a vitória, contando ainda com o talento do goleiro Jéfferson para não permitir maior sorte ao Tricolor Suburbano.
Porém, infelizmente, o centro das atenções foi a arbitragem chefiada pelo confuso Philip Georg Bennett. Foi uma lambança colossal em cada tempo, só não sendo maior do que a lambança do governo estadual - pelo menos, Philip Georg Bennett não violentou ninguém, embora tenha expulsado um jogador leal por abuso de autoridade.
No primeiro tempo, com o placar zerado, foi marcado pênalti para o Botafogo em lance onde havia impedimento, ignorado por árbitro e auxiliar. Bola colocada na marca, Seedorf preparado para a cobrança e, antes de dar a autorização e em vez de dar a autorização, Philip Bennett (é brasileiro isso?) cancelou tudo e deu a bola ao Madureira. A pergunta é: quem decidiu isso tanto tempo depois?
O Botafogo chegou ao gol ainda antes do intervalo, em lance de bola parada: Seedorf cruzou e Dória desviou de cabeça para a rede. Dessa vez, sem anulações posteriores. Estava oficialmente aberto o placar em Moça Bonita.
Veio a segunda etapa e Jean, cara-a-cara com Jéfferson, não desperdiçou a chance e empatou o jogo. Mas o Alvinegro de General Severiano reagiu bem, desempatando a partida menos de dez minutos mais tarde: Rafael Marques dividiu com o goleiro e Seedorf aproveitou a sobra para recolocar os botafoguenses em vantagem no placar. Sem anulação, vale ressaltar.
Clarence Seedorf atuava bem, como de hábito. Era o maior organizador das jogadas ofensivas e colaborava constantemente na recomposição defensiva. Nos acréscimos, um possível mal-entendido na leitura da substituição fez subir a placa com o seu número quando Cidinho já havia deixado o campo contundido. A saída do holandês demorou mais do que o comum, rendendo-lhe o amarelo.
Pois é, a situação poderia terminar daquela forma que não haveria (novos) maiores transtornos. Mas o tal Georg Bennett queria mesmo ser o centro das atenções e tratou de dar mais um amarelo para o craque holandês, dando o primeiro cartão vermelho na carreira da fera nascida no Suriname (há quem diga que ele foi expulso uma vez pelo Milan, mas desconheço a oficialidade dessa informação).
Mas quem acha que a anulação do pênalti foi a única, não esqueçam daquele ditado: "há coisas que só acontecem ao Botafogo". A diretoria alvinegra promete pedir a anulação da expulsão tendo como base as imagens referentes ao fato. Até porque, convenhamos, deve ter sido através de imagens que aquele pênalti foi anulado...
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domingo, 24 de março de 2013
domingo, 27 de março de 2011
Invencibilidade Flamenguista Balança Mas Não Cai
6 gols no estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé, no jogo entre Flamengo e Madureira, pela 5ª rodada na Taça Rio (o 2º turno no Estadual do Rio de Janeiro). Goleada rubronegra? Que nada! O Tricolor Suburbano saiu na frente, cedeu o empate ainda no primeiro tempo e, na segunda etapa, alcançou uma vantagem de 3a1 no marcador. Mas o Flamengo, invicto em 2011, correu atrás e conseguiu empatar a partida.Com esse resultado combinado ao demais jogos nessa rodada, o campeão da Taça Guanabara aparece na 4ª colocação em seu grupo, com 1 ponto a menos que cada uma das 3 equipes que figuram à sua frente. Já o Madureira, em 6º lugar na sua chave, dificilmente se classifique para a fase semifinal mesmo no improvável caso de vencer os últimos 3 compromissos.
O jogo
Sem poder contar com Willians nem com Renato Abreu, que ostentam condição de titulares no meio-campo de sua equipe, o treinador Vanderlei Luxemburgo optou por dois jogadores jovens entre os onze iniciais: Thiago Galhardo e Lorran. Este último fez um ótimo primeiro tempo, mostrando desenvoltura quando carregava a bola e consciência no momento de distribuir os passes, além de ajudar na proteção à defesa. Talvez se não tivesse sido sacado por Luxemburgo no intervalo - em substituição de difícil compreensão -, o Flamengo poderia ter saído de campo com uma vitória.
Embora o Flamengo apresentasse maior volume de jogo (foi para o vestiário com 62% do tempo de posse de bola), a primeira finalização digna de registro foi ocorrer aos 27 minutos, quando o goleiro Cléber encaixou chute à meia-altura de Thiago Galhardo. O Madureira, que nem isso conseguia fazer, contou com a sorte para abrir o placar: aos 34 minutos, uma bola cruzada da esquerda foi interceptada pelo zagueiro Wellinton, mas o rubronegro desviou em direção à própria rede. 1a0 Madureira.
Leonardo Moura era elemento dos mais participativos na partida: bastante acionado pelo flanco direito, o habilidoso lateral mostrava agilidade para escapar da marcação e precisão no momento de cruzar. Mas foram tantos os desperdícios de seus companheiros que, aos 43 minutos, quando recebeu bom passe de Wanderley, Léo Moura tirou proveito de Nil não tê-lo acompanhado e soltou um chute forte para estufar a rede e empatar a partida. "Cruzar pra quê se eu mesmo posso resolver?". Não que ele tenha dito isso, mas é bem capaz de ter pensado em algo parecido.
O Flamengo voltou do intervalo com uma alteração: Diego Maurício no lugar de Lorran. Se a idéia de Vanderlei Luxemburgo era dar ofensividade ao time, o que acabou arrumando foi uma forma de bagunçar a mecânica de jogo rubronegra, comprometendo de uma só vez a marcação e também a criação. Aos 10 minutos, o Madureira desempataria a partida: Michel recebeu, escapou de Galhardo e Wellinton com extrema facilidade e chutou no canto direito, marcando bonito gol. Com 17 minutos, Michel puxou contra-ataque abrindo na direita com Adriano Magrão e de lá veio passe que encontrou Baiano em liberdade para chutar na saída de Felipe, colocando 3a1 no placar.
Antes mesmo de ver o adversário abrir dois gols de vantagem, Luxemburgo havia trocado seu xará Wanderley por Deivid. O time foi para a parada técnica sob vaias, num cenário que anunciava a queda de uma invencibilidade dentro das quatro linhas e de uma tranqüilidade fora delas, pois os gritos de "Adriano" (que deixou a Roma e assinou com o Corinthians) impactam questões políticas do clube: torcedores, jogadores e diretores de futebol do Flamengo queriam o retorno do atacante para a Gávea, mas o treinador mostrou-se publicamente contrário à contratação.
Mas, a mesma torcida que vaiava naquele momento, iria comemorar minutos depois. Aos 29, Thiago Neves passou para Diego Maurício na esquerda, o atacante avançou e cruzou encontrando Deivid, que escorou aparentemente com a canela para o fundo da rede. O Madureira parecia sentir o gol sofrido e, mais recuado do que outrora, deu campo para o Flamengo avançar. Aos 34 minutos, quem avançou foi o argentino Dario Bottinelli pela direita, tocou para Deivid e este rolou para Thiago Neves. O camisa 7 ajeitou e chutou cruzado, balançado a rede e empatando a partida pela última vez.
O treinador Antônio Carlos Roy foi filmado pedindo calma aos jogadores. É leviano dizer se a solicitação era visando a manutenção da igualdade no placar ou se para tentar chegar com tranqüilidade à vitória ou se um medo de levar a virada. De toda forma, a equipe do Madureira, que antes do jogo poderia ser considerada um adversário fácil de ser superado (este que aqui blogueia imaginava isso), acabou ficando muito perto de tirar a invencibilidade do Flamengo em 2011. Não foi dessa vez.
Outros resultados
Sábado
Olaria 2a0 Nova Iguaçu
Boavista 0a0 Botafogo
Domingo
América 1a2 Duque de Caxias
Resende 5a2 Macaé
Cabofriense 0a1 Americano
Bangu 2a1 Volta Redonda
Fluminense 0a0 Vasco
Nos pitacos para essa rodada, o blogueiro teve 50% de acerto: previu as vitórias de Olaria, Resende e Bangu, além do empate no clássico entre Fluminense e Vasco. Mas palpitou que o Boavista venceria o Botafogo, e que os jogos vencidos por Duque de Caxias e Americano terminariam empatados (além de imaginar uma vitória do Flamengo sobre o Madureira).
segunda-feira, 14 de março de 2011
Vasco Cede O Empate Duas Vezes Mas Vence O Madureira No Final: 4a2
Foi a tarde que Bernardo pediu a Deus: o meio-campista, que era mero coadjuvante de Felipe na criação de jogadas, acabou se destacando na partida pela capacidade de marcar gols e anotou 3 vezes na suada - e merecida - vitória vascaína sobre o Madureira, em Volta Redonda, pela 3ª rodada na Taça Rio 2011. O placar era de 2a2 até os 42 minutos do segundo tempo, mas no final das contas o resultado foi o mesmo 4a2 da rodada passada (diante do Duque de Caxias).Com o triunfo, o Vasco parece deixar para trás o péssimo começo de temporada (que culminou na demissão de Paulo César Gusmão e na eliminação precoce na Taça Guanabara) e deve ir de cabeça erguida para o clássico com o Botafogo no próximo domingo.
O jogo
Guiado pelo talento de Felipe - que com objetividade e precisão descolava belas enfiadas de bola -, o Vasco estufaria a rede adversária aos 5 minutos, quando o camisa 6 vascaíno deixou o atacante Élton cara-a-cara com o goleiro Anísio. Mas o auxiliar que acompanhava o lance acusou um impedimento, no mínimo, discutível (típica polêmica que somente terá fim quando a FIFA introduzir definitivamente o recurso da tecnologia eletrônica no futebol).
Aos 13 minutos, Felipe tratou de colocar o outro atacante da equipe na cara do gol: se dessa vez a jogada vascaína não foi frustrada por uma bandeirinha levantada, quem tratou de impedir o gol da equipe foi o goleiro Anísio, que realizou bela defesa para evitar que o chute cruzado de Éder Luís entrasse no canto direito.
Com 39 minutos, Bernardo estava na área do Madureira acompanhado por dois marcadores e decidiu passar atrás para Felipe. E, com uma genial devolução através de um toque de primeira, Felipe deixou Bernardo em ótimas condições para finalizar: com um chute rasteiro, estava aberto o placar no estádio Raulino de Oliveira (ou, se preferir, estádio da Cidadania).
No segundo tempo, o Madureira passou a ter menos vergonha de freqüentar o campo de ataque e acabou criando dificuldades ao sistema defensivo vascaíno. Fernando Prass passou a trabalhar mais, mas não pôde fazer nada quando Rodrigo, da risca da grande área, deu chute preciso no canto esquerdo e empatou a parada.
Não esqueçamos daquela dupla de meio-campistas vascaínos: aos 22 minutos, Felipe carregou a bola atraindo a marcação adversária e tocou na esquerda caprichosamente. Tão caprichoso quanto o passe foi a finalização de Bernardo, que colocou a bola no canto esquerdo para desempatar a partida.
As saídas de Felipe e Élton para as entradas de Jéferson e Leandro pareciam sugerir que Ricardo Gomes já via a vitória consolidada (eu pelo menos não vejo qualquer razão - que não seja física - para tirar Felipe de campo). Porém, o Tricolor Suburbano tratou de mostrar que não havia nada definido: aos 37 minutos, Valdir cruzou da direita sob medida e Adriano Magrão cabeceou para empatar mais uma vez a partida.
Naquele momento o Vasco não tinha mais Felipe, mas Bernardo deu conta do recado e caiu de vez nas graças da galera aos 42 minutos: após levantamento de Jéferson, Rômulo ajeitou de cabeça e Bernardo, também de cabeça, completou pra rede.
Não sei por qual razão, mas a 3ª substituição vascaína foi a saída de Bernardo para a entrada de Fellipe Bastos. Talvez Ricardo Gomes curta uma dose-extra de adrenalina. O fato é que, dessa vez, a mexida teve um impacto positivo, pois foi num chute do próprio Fellipe Bastos que o Vasco, aos 45, fechou a conta com uma (nova) vitória por 4a2.
Outros resultados
Sábado
Boavista 3a1 Cabofriense
Resende 1a2 Olaria
Botafogo 4a2 Americano
Domingo
América 1a3 Bangu
Duque de Caxias 0a0 Volta Redonda
Macaé 0a1 Nova Iguaçu
Flamengo 0a0 Fluminense
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Botafogo Segue 100% Rumo Ao Bi Estadual
Atuando diante de um modesto público de pouco mais de 2.500 presentes no estádio Olímpico João Havelange, o Botafogo venceu o Madureira por 4a1 e manteve-se com 100% de aproveitamento após três jogos disputados no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 2011. O Tricolor Suburbano segue sem pontuar na competição.O jogo
Com menos de 1 minuto de bola rolando - mais precisamente com 33 segundos no cronômetro -, um jogador que viria a ser um dos destaques da partida já começou o seu repertório de belas jogadas. Refiro-me ao volante Marcelo Mattos, que logo de cara aplicou dois balõezinhos pra cima de dois adversários e emendou um chute que passou à direita da meta.
Aos 5 minutos, o lateral direito Lucas colocou na área e Antônio Carlos cabeceou perto da trave direita. Ia amadurecendo o gol alvinegro. Aos 10 minutos, Somália passou para o argentino Germán Herrera na esquerda e o chute do camisa 17 passou perto do travessão. No minuto seguinte, Renato Cajá cruzou da esquerda, o zagueiro Edmílson ficou marcando o vento na grande área e permitiu que Herrera cabeceasse em liberdade, mas a finalização saiu torta. Na 3ª chance de Herrera, aos 14 minutos, foi aberto o placar: Lucas cruzou rasteiro da direita, o zagueiro Victor Silva e o goleiro Cléber rebateram a bola e ela sobrou para Herrera empurrá-la para a rede.
Se o Botafogo dominava a partida até o momento em que marcou 1a0, os minutos seguintes foram o oposto, com o Madureira freqüentando o campo de ataque e criando chances de chegar ao empate. Houve finalizações aos 19 minutos (chute de Rodrigo que desviou na marcação de Antônio Carlos e saiu em escanteio), aos 20 minutos (Victor Silva cruzou da direita e Adriano Margrão, acompanhado de perto por Lucas, cabeceou à direita), aos 31 minutos (Jéfferson espalmou na trave direita um chute forte de da Costa, sendo que na seqüência Maciel mandou um novo chute forte que saiu à esquerda) e também aos 38 minutos, quando Valdir foi lançado na direita, cruzou da linha final, Adriano Magrão recebeu de costas pro gol, fez o giro e chutou no canto direito uma bola que só não entrou porque o goleiro Jéfferson realizou defesa espetacular. No escanteio aí originado, Douglas Assis cabeceou a bola no travessão.
O Botafogo precisou de uma chegada aos 41 minutos para ganhar tranqüilidade na partida: após cruzamento da direita, o atacante uruguaio Sebastián "El Loco" Abreu cabeceou da esquerda, Herrera também escorou com um cabeceio e a bola chegou em Antônio Carlos, que finalizou com um voleio, mandando a redonda no braço de Douglas Assis. Se por um lado a bola ia parar no fundo da rede, por outro pareceu-me claro que Douglas não teve qualquer intenção de levar o braço até a bola. Mas o árbitro Péricles Bassols marcou pênalti e expulsou o jogador do Madureira. Dois minutos depois, "Loco" Abreu cobrou no quadrante 8 e colocou 2a0 no placar.
Antes do apito de intervalo, Abreu tratou de dar uma caneta em Michel aos 45 minutos, para delírio da galera. Veio o intervalo, e com ele ambos os treinadores promoveram substituições. Joel Santana trocou o zagueiro João Filipe pelo atacante Caio enquanto Antônio Carlos Roy tirou de campo Michel e Adriano Magrão para as entradas de Abedi e Caio Cezar.
Se no lance aos 41 minutos do primeiro tempo não houve toque intencional que carcterizasse pênalti, aos 18 minutos da etapa complementar o braço de da Costa estava totalmente aberto e evitou que o cabeceio de Abreu tomasse o endereço do gol. Dessa vez, foi marcado escanteio. Aos 20 minutos, Caio puxou contra-ataque em velocidade pelo centro e passou para Renato Cajá na esquerda, com o camisa 10 finalizando à meia-altura e vendo Cléber espalmar a bola. No minuto seguinte, Roy realizou sua última substituição por direito: da Costa por Alcenil Soares Filho (vulgo Nil).
Um lance aos 24 minutos me obriga a voltar a falar de "mão na bola": Somália cruzou da esquerda e o braço esquerdo projetado pela marcação do Madureira (novamente dentro da área, diga-se) cortou a bola para escanteio. Talvez tenha sido o mais claro dos "pênaltis", mas Péricles Bassols indicou córner.
Não bastasse a grande proteção que dava à defesa, Marcelo Mattos também se apresentou ao ataque para chutar forte da intermediária aos 25 minutos, no canto direito, dificultando o trabalho do goleiro Cléber, que bateu-roupa no lance. Aos 29 minutos, porém, nem Marcelo Mattos nem ninguém do sistema defensivo botafoguense foi capaz de impedir uma bela trama de jogada do Tricolor Suburbano: Rodrigo tocou curto com Valdir, se mandou pra área e recebeu de volta uma enfiada de bola que o deixou na cara de Jéfferson - com um chute na paralela, estufou a rede botafoguense e diminuiu a desvantagem para um gol.
Joel já tinha uma dupla substiuição preparada antes mesmo do gol acontecer, e ela acabou se comensurando dois minutos após o placar ser alterado para 2a1. Durante as trocas de Lucas por Alessandro e de Herrera por Alexssander (vulgo Alex), foi possível ouvir gritos que desaprovavam a intervenção do treinador que completava um ano à frente do Botafogo, nessa que é sua 3ª passagem por General Severiano. Não gosto de fazer apostas, mas tenho a nítida sensação de que o público estava insatisfeito, basicamente, pela entrada do lateral direito Alessandro, jogador muito criticado por alguns torcedores (geralmente sem qualquer justificativa plausível). E eis que, 5 minutos após entrar em campo, olha só quem faria o 3º gol do Botafogo... ele, Alessandro: aos 36 minutos, Renato Cajá tinha a bola consigo e rolou para Caio, que deu belo passe abrindo na direita com Alessandro - o lateral direito chutou firme e mandou a bola por baixo das pernas de Cléber, estufando a rede e indo comemorar com o treinador.
Veja como são as coisas: daí em diante, cada roubada de bola, cada passe, cada participação de Alessandro no jogo arrancava gritos eufóricos das arquibancadas. Aos 39 minutos, Somália rolou atrás e Marcelo Mattos pegou de primeira, com Cléber espalmando no alto. Na marca de 43 minutos, Cajá (que vinha sendo vaiado) recebeu livre na esquerda. Tão livre que parou. Pensou. Olhou. Cruzou. E Caio completou para a rede. Na comemoração, o garoto de 20 anos teve maturidade de sábio, indo em direção ao autor da assistência, apontando para ele e praticamente decretando uma definitiva relação de paz entre arquibancadas e gramado. Para alegria de Cajá, para festa do time de melhor campanha na Taça Guanabara.
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