Com uma vitória por 1a0 sobre o Fluminense, o Botafogo encerrou sua participação na Taça Rio com 100% de aproveitamento (ganhou todos os sete jogos na fase de grupos e os dois eliminatórios). Como também havia faturado a Taça Guanabara, sacramentou o título estadual 2013 para não deixar dúvidas. Mais do que ser o time mais eficiente no Rio de Janeiro, o Alvinegro é o time que mais encanta na maneira de jogar futebol. Quando não tinha a vantagem do empate, partia para o ataque. Quando tinha a vantagem do empata, partia para o ataque. É uma equipe (bem) montada para atacar. Envolvente, dinâmica, insinuante. E equilibrada. Equilibradíssima. Talvez seja o time mais equilibrado no futebol brasileiro nesse primeiro semestre. Claro que essa afirmativa é perigosa na medida em que os Estaduais não servem de parâmetro para análises de maior profundidade, mas comparando com o grosso do que se joga no país, ninguém tem conseguido conciliar força no ataque e solidez na defesa como faz o time comandado por Oswaldo de Oliveira.
A partida diante do Flu começou "nervosa", e há quem possa supôr que isso tenha influência do polêmico vídeo de bastidores divulgados após o jogo em que Botafogo e Fluminense empataram por 1a1 na Taça Guanabara. Mas se tinha alguém nervoso, era o Fluminense. Com a bola nos pés, o Bota mostrava maior capacidade de trocar passes. Entrosamento afinado. O Tricolor conseguiu levar perigo nas finalizações (Jéfferson justificou, de novo, porque é para muitos o melhor goleiro do Brasil), mas foi ainda mais perigoso nas divididas de bola e até nos lances sem bola: Rhayner deu dois carrinhos por trás em Lucas, Thiago Neves puxou Marcelo Mattos pelo pescoço, e por aí vai (a violência, não o futebol). Falando de futebol propriamente dito, o título ficou nas melhores mãos possíveis. Mãos de Jéfferson. E nos melhores pés: jogadores como Fellype Gabriel, Nicolás Lodeiro e Clarence Seedorf são os favoritos a craque do campeonato. Mas a partida terminou 1a0, logo, queremos saber quem foi o autor do "gol do título" (o empate já servia, e o Botafogo ainda teve 3 gols anulados, mas tudo bem). Por um capricho dos deuses do futebol, foi de Rafael Marques. Ou, como diz ele, foi do Botafogo. Foi do grupo todo. Mas nada mais simbólico do que ele - Rafael - ter mexido no placar com exclusividade. Depois de 20 jogos sem balançar as redes, anotou o gol do 20º estadual botafoguense. Tantas críticas e gozações. Humilhado. Agora exaltado. Reconhecidamente o dono da posição, deixando Bruno Mendes e Henrique como meras opções. É claro que para as disputas de Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, é relevante que o campeão estadual traga um nome forte para o ataque. Mas o torcedor alvinegro tem mais é que se orgulhar de ver um atleta trabalhador, humilde e aplicado vestindo essa camisa. Merecidamente, o autor do gol do título.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 29 de abril de 2012
Invicto Em 2012, Botafogo Vence Vasco E É Campeão Na Taça Rio
Num Engenhão 100% alvinegro, quem fez a festa no estádio foi a metade que tinha como emblema a estrela solitária. Por sinal, essa conquista da Taça Rio 2012 representa o primeiro título botafoguense na casa que administra desde o ano 2007.
A vitória por 3a1 sobre o Vasco confirma a boa temporada que vem sendo feita pelo Botafogo, que mantém-se invicto no ano, e coroa o belo início de trabalho do técnico Oswaldo de Oliveira, que vai implementando sua filosofia de trabalho e conquistando os exigentes torcedores com bons resultados e boas atuações.
O primeiro gol saiu no começo de partida, com participação relevante de uma gandula: ao entregar rapidamente a bola para Maicosuel, o camisa sete cobrou o arremesso lateral para Márcio Azevedo e este explorou a brecha deixada pela defesa vascaína, cruzando na medida para que Sebastián "El Loco" Abreu concretizasse a abertura no placar.
Os comandados de Cristóvão Borges não pareciam ter se abalado com o acontecimento e foram criando chances para tentar reestabelecer a igualdade no marcador. O sistema defensivo botafoguense, embora às vezes envolvido pelas trocas de passe oponentes, foi se encaixando e o público passou a ver grandes atuações de Antônio Carlos, Márcio Azevedo e, principalmente, de Fellype Gabriel, que substituiu Renato (contunido na semifinal diante do Bangu) na função de segundo volante e teve performance formidável.
Se no parágrafo anterior não foi citado o nome de Fábio Ferreira - que também marcava bem -, o nome do zagueiro entra agora como o autor da assistência para o segundo gol. No final do primeiro tempo, Elkeson cobrou falta levantando a bola na área e o camisa quatro cabeceou para Abreu simplesmente concluir o lance para o gol.
Com a desvantagem de 2a0, Cristóvão preparou uma dupla mexida no intervalo. Allan entrou, Alecsandro saiu; Felipe saiu, Juninho entrou. Analisando friamente, o Vasco perdia um elemento de ataque, com Diego Souza sendo adiantado para a função de centroavante e formando dupla de frente com Éder Luís, quando no primeiro tempo era mais responsável por, ao lado de Felipe, servir a ambos. E o Botafogo nem deu tempo ao Vasco de respirar essa nova formação tática, pois Maicosuel foi lançado e não desperdiçou a oportunidade, chutando cruzado e marcando 3a0.
A festa tomava conta dos setores Norte e Oeste e o avançar do cronômetro foi trazendo gritos de "olé", "vice de novo" e o tradicional "é campeão". Carlos Alberto, que entrou como última substituição de Cristóvão (Fágner deixou o campo, depois de levar muita canseira de Maicosuel), marcou o gol de honra cruzmaltino.
No final, um Botafogo combativo sem a bola e objetivo quando com ela sagrou-se campeão da Taça Rio e agora decidirá o título estadual diante do Fluminense, campeão da Taça Guanabara. Mas, antes do primeiro jogo de uma final de 180 minutos, tem o jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil, enfrentando quarta-feira o Vitória, em Salvador. Se o título na Taça Rio leva à disputa do caneco estadual, a conquista na Copa do Brasil leva à disputa da Copa Libertadores da América. O Vasco sabe muito bem disso e já deve estar pensando no confronto com o Lanús.
A vitória por 3a1 sobre o Vasco confirma a boa temporada que vem sendo feita pelo Botafogo, que mantém-se invicto no ano, e coroa o belo início de trabalho do técnico Oswaldo de Oliveira, que vai implementando sua filosofia de trabalho e conquistando os exigentes torcedores com bons resultados e boas atuações.
O primeiro gol saiu no começo de partida, com participação relevante de uma gandula: ao entregar rapidamente a bola para Maicosuel, o camisa sete cobrou o arremesso lateral para Márcio Azevedo e este explorou a brecha deixada pela defesa vascaína, cruzando na medida para que Sebastián "El Loco" Abreu concretizasse a abertura no placar.
Os comandados de Cristóvão Borges não pareciam ter se abalado com o acontecimento e foram criando chances para tentar reestabelecer a igualdade no marcador. O sistema defensivo botafoguense, embora às vezes envolvido pelas trocas de passe oponentes, foi se encaixando e o público passou a ver grandes atuações de Antônio Carlos, Márcio Azevedo e, principalmente, de Fellype Gabriel, que substituiu Renato (contunido na semifinal diante do Bangu) na função de segundo volante e teve performance formidável.
Se no parágrafo anterior não foi citado o nome de Fábio Ferreira - que também marcava bem -, o nome do zagueiro entra agora como o autor da assistência para o segundo gol. No final do primeiro tempo, Elkeson cobrou falta levantando a bola na área e o camisa quatro cabeceou para Abreu simplesmente concluir o lance para o gol.
Com a desvantagem de 2a0, Cristóvão preparou uma dupla mexida no intervalo. Allan entrou, Alecsandro saiu; Felipe saiu, Juninho entrou. Analisando friamente, o Vasco perdia um elemento de ataque, com Diego Souza sendo adiantado para a função de centroavante e formando dupla de frente com Éder Luís, quando no primeiro tempo era mais responsável por, ao lado de Felipe, servir a ambos. E o Botafogo nem deu tempo ao Vasco de respirar essa nova formação tática, pois Maicosuel foi lançado e não desperdiçou a oportunidade, chutando cruzado e marcando 3a0.
A festa tomava conta dos setores Norte e Oeste e o avançar do cronômetro foi trazendo gritos de "olé", "vice de novo" e o tradicional "é campeão". Carlos Alberto, que entrou como última substituição de Cristóvão (Fágner deixou o campo, depois de levar muita canseira de Maicosuel), marcou o gol de honra cruzmaltino.
No final, um Botafogo combativo sem a bola e objetivo quando com ela sagrou-se campeão da Taça Rio e agora decidirá o título estadual diante do Fluminense, campeão da Taça Guanabara. Mas, antes do primeiro jogo de uma final de 180 minutos, tem o jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil, enfrentando quarta-feira o Vitória, em Salvador. Se o título na Taça Rio leva à disputa do caneco estadual, a conquista na Copa do Brasil leva à disputa da Copa Libertadores da América. O Vasco sabe muito bem disso e já deve estar pensando no confronto com o Lanús.
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domingo, 1 de maio de 2011
Revejam O Regulamento: Empate É Do Flamengo
Foi assim na semifinal da Taça Guanabara. Foi assim na semifinal da Taça Rio. Foi assim na final da Taça Rio. Após um novo empate no tempo regulamentar, o Flamengo foi disputar mais uma vez um desempate via cobranças de pênaltis. E como sempre vem acontecendo nos últimos 7 anos, o Rubro-negro da Gávea levou a melhor na dita loteria, sagrando-se campeão no Estadual 2011.
O jogo
O Flamengo jogando para conservar a invencibilidade na temporada corrente e o Vasco para confirmar a ascensão desde a saída do treinador Paulo César Gusmão. Vanderlei Luxemburgo experimentou o Flamengo com 3 jogadores na armação (o argentino Dario Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho) e Deivid mais à frente do trio. Já Ricardo Gomes trouxe o Vasco com o quadrado formado por Diego Souza, Felipe, Éder Luís e Alecsandro. Embora o estádio Olímpico João Havelange não estivesse lotado (foram 33.946 pagantes), os torcedores de ambos os times cantaram para suas equipes e mostravam confiança no sucesso de seus clubes.
Com mais posse de bola, o Flamengo aparentava estar mais ciente do que fazer para chegar ao ataque. No melhor lance da equipe no primeiro tempo e também no jogo, aos 25 minutos Thiago Neves passou para Ronaldinho Gaúcho pela esquerda, o camisa 10 encontrou Deivid e o atacante agiu com rapidez e precisão para deixar Bottinelli em ótimas condições de abrir o placar. Mas o argentino parou em defesa de Fernando Prass.
O Vasco era mais objetivo quando tinha a bola, mas só foi conseguir uma chegada mais interessante aos 43 minutos: Ramón cruzou da esquerda e Diego Souza, livre de marcação no miolo da área, cabeceou onde estava posicionado Felipe, que defendeu sem dar rebote. No segundo tempo o Vasco ficou perto do gol logo com 1 minuto: Alecsandro recolheu a bola na meia-lua, fez duas embaixadinhas e chutou para defesa tranqüila de Felipe.
Visivelmente mais presente no campo ofensivo, o Vasco não era mais perigoso porque Éder Luís parecia fora de sintonia com relação aos companheiros de ataque, levando inclusive bolada nas costas. Provavelmente visando aumentar a proteção a uma defesa mais exposta que antes do intervalo, Luxemburgo colocou o chileno Gonzalo Fierro no lugar de Bottinelli, que foi irritado ao banco de reservas. Já a primeira mexida do Vasco foi de caráter mais ofensivo: saiu Diego Souza para a entrada de Bernardo, que logo na primeira participação colocou Felipe para trabalhar após chute à meia-altura no canto direito.
O Flamengo ainda contaria com as entradas de Wanderley (no lugar de Deivid) e Fernando (saiu Galhardo). O Vasco mexeria somente mais uma vez, com Éder Luís saindo de campo para entrada de Élton, deixando o time com dois centroavantes de ofício. Com Willians inspirado no combate e mostrando um fôlego excepcional, era difícil chegar à área flamenguista. E cada time teve uma última oportunidade em bolas paradas. Após escanteio cobrado por Ronaldinho aos 45 minutos, Thiago Neves pegou a sobra do jeito que veio e mandou perto da trave direita. No último lance da partida, Felipe estava na bola para cobrar uma falta pelo lado direito. Falta essa que deu origem a um desentendimento estúpido entre Allan e Willians, ambos corretamente expulsos pelo árbitro Luís Antônio Silva Santos. Veio a cobrança, a bola foi atravessando a área passando por todos - inclusive por Felipe, que mergulhou e acabou se chocando com um adversário - e ninguém concluiu a jogada. Fim de papo e tome pênaltis no Engenhão.
Nas cobranças, 3 jogadores do Vasco chutaram para fora: Bernardo, Fellipe Bastos e Élton. É muito desperdício diante de um time acostumado a levar a melhor nesses eventos. Coube, então, a Thiago Neves converter e definir a parada antes mesmo da 5ª cobrança, para as quais estavam relacionados Felipe e Ronaldinho (cabe colocar que Ronaldinho teve sorte de não ser expulso de campo após pisão desleal em Ânderson Martins no segundo tempo).
É o 32º título - o 5º de forma invicta - do maior campeão estadual fluminense. Falando nisso, o vice-campeão da competição é o Fluminense, dado o somatório dos pontos nos dois turnos. Colocação que o Vasco da Gama não faz a menor questão de ostentar...
Seleção do Estadual RJ 2011
Vamos montar aqui uma seleção com aqueles que considero os melhores da competição. A análise tem como fator limitante o fato de o blogueiro não ter assistido muitos jogos, numa média entre uma e duas partidas por rodada.
Titulares
Goleiro: Jéfferson (Botafogo)
Lateral-direito: Leonardo Moura (Flamengo)
Zagueiro: Dedé (Vasco)
Zagueiro: David Braz (Flamengo)
Lateral-esquerdo: Cortês (Nova Iguaçu)
Volante: Willians (Flamengo)
Volante: Diguinho (Fluminense)
Meia: Thiago Neves (Flamengo)
Meia: Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Atacante: Sebastián "El Loco" Abreu (Botafogo)
Atacante: Frontini (Boavista)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Flamengo)
Suplentes
Goleiro: Felipe (Flamengo)
Lateral-direito: Lucas (Botafogo)
Zagueiro: Antônio Carlos (Botafogo)
Zagueiro: Gum (Fluminense)
Lateral-esquerdo: Ramón (Vasco)
Volante: Maldonado (Flamengo)
Volante: Fellipe Bastos (Vasco)
Meia: Bernardo (Vasco)
Meia: Thiago Galhardo (Bangu)
Atacante: Fred (Fluminense)
Atacante: Somália (Duque de Caxias)
Técnico: Alfredo Sampaio (Boavista)
O jogo
O Flamengo jogando para conservar a invencibilidade na temporada corrente e o Vasco para confirmar a ascensão desde a saída do treinador Paulo César Gusmão. Vanderlei Luxemburgo experimentou o Flamengo com 3 jogadores na armação (o argentino Dario Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho) e Deivid mais à frente do trio. Já Ricardo Gomes trouxe o Vasco com o quadrado formado por Diego Souza, Felipe, Éder Luís e Alecsandro. Embora o estádio Olímpico João Havelange não estivesse lotado (foram 33.946 pagantes), os torcedores de ambos os times cantaram para suas equipes e mostravam confiança no sucesso de seus clubes.
Com mais posse de bola, o Flamengo aparentava estar mais ciente do que fazer para chegar ao ataque. No melhor lance da equipe no primeiro tempo e também no jogo, aos 25 minutos Thiago Neves passou para Ronaldinho Gaúcho pela esquerda, o camisa 10 encontrou Deivid e o atacante agiu com rapidez e precisão para deixar Bottinelli em ótimas condições de abrir o placar. Mas o argentino parou em defesa de Fernando Prass.
O Vasco era mais objetivo quando tinha a bola, mas só foi conseguir uma chegada mais interessante aos 43 minutos: Ramón cruzou da esquerda e Diego Souza, livre de marcação no miolo da área, cabeceou onde estava posicionado Felipe, que defendeu sem dar rebote. No segundo tempo o Vasco ficou perto do gol logo com 1 minuto: Alecsandro recolheu a bola na meia-lua, fez duas embaixadinhas e chutou para defesa tranqüila de Felipe.
Visivelmente mais presente no campo ofensivo, o Vasco não era mais perigoso porque Éder Luís parecia fora de sintonia com relação aos companheiros de ataque, levando inclusive bolada nas costas. Provavelmente visando aumentar a proteção a uma defesa mais exposta que antes do intervalo, Luxemburgo colocou o chileno Gonzalo Fierro no lugar de Bottinelli, que foi irritado ao banco de reservas. Já a primeira mexida do Vasco foi de caráter mais ofensivo: saiu Diego Souza para a entrada de Bernardo, que logo na primeira participação colocou Felipe para trabalhar após chute à meia-altura no canto direito.
O Flamengo ainda contaria com as entradas de Wanderley (no lugar de Deivid) e Fernando (saiu Galhardo). O Vasco mexeria somente mais uma vez, com Éder Luís saindo de campo para entrada de Élton, deixando o time com dois centroavantes de ofício. Com Willians inspirado no combate e mostrando um fôlego excepcional, era difícil chegar à área flamenguista. E cada time teve uma última oportunidade em bolas paradas. Após escanteio cobrado por Ronaldinho aos 45 minutos, Thiago Neves pegou a sobra do jeito que veio e mandou perto da trave direita. No último lance da partida, Felipe estava na bola para cobrar uma falta pelo lado direito. Falta essa que deu origem a um desentendimento estúpido entre Allan e Willians, ambos corretamente expulsos pelo árbitro Luís Antônio Silva Santos. Veio a cobrança, a bola foi atravessando a área passando por todos - inclusive por Felipe, que mergulhou e acabou se chocando com um adversário - e ninguém concluiu a jogada. Fim de papo e tome pênaltis no Engenhão.
Nas cobranças, 3 jogadores do Vasco chutaram para fora: Bernardo, Fellipe Bastos e Élton. É muito desperdício diante de um time acostumado a levar a melhor nesses eventos. Coube, então, a Thiago Neves converter e definir a parada antes mesmo da 5ª cobrança, para as quais estavam relacionados Felipe e Ronaldinho (cabe colocar que Ronaldinho teve sorte de não ser expulso de campo após pisão desleal em Ânderson Martins no segundo tempo).
É o 32º título - o 5º de forma invicta - do maior campeão estadual fluminense. Falando nisso, o vice-campeão da competição é o Fluminense, dado o somatório dos pontos nos dois turnos. Colocação que o Vasco da Gama não faz a menor questão de ostentar...
Seleção do Estadual RJ 2011
Vamos montar aqui uma seleção com aqueles que considero os melhores da competição. A análise tem como fator limitante o fato de o blogueiro não ter assistido muitos jogos, numa média entre uma e duas partidas por rodada.
Titulares
Goleiro: Jéfferson (Botafogo)
Lateral-direito: Leonardo Moura (Flamengo)
Zagueiro: Dedé (Vasco)
Zagueiro: David Braz (Flamengo)
Lateral-esquerdo: Cortês (Nova Iguaçu)
Volante: Willians (Flamengo)
Volante: Diguinho (Fluminense)
Meia: Thiago Neves (Flamengo)
Meia: Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Atacante: Sebastián "El Loco" Abreu (Botafogo)
Atacante: Frontini (Boavista)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Flamengo)
Suplentes
Goleiro: Felipe (Flamengo)
Lateral-direito: Lucas (Botafogo)
Zagueiro: Antônio Carlos (Botafogo)
Zagueiro: Gum (Fluminense)
Lateral-esquerdo: Ramón (Vasco)
Volante: Maldonado (Flamengo)
Volante: Fellipe Bastos (Vasco)
Meia: Bernardo (Vasco)
Meia: Thiago Galhardo (Bangu)
Atacante: Fred (Fluminense)
Atacante: Somália (Duque de Caxias)
Técnico: Alfredo Sampaio (Boavista)
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Equipe E Jogada Da Semana
Título em cima do maior rival no domingo, recusa do treinador em ir treinar o próprio Flamengo - permanecendo em General Severiano -, celebração com a torcida dentro de seu estádio para comemorar a conquista estadual. Esses ingredientes formaram um saboroso rango alvinegro, temperado pela vitória de 3a1 no amistoso com os reservas do Corinthians, numa semana histórica para o clube da estrela solitária.
No domingo 18, a final da Taça Rio. Por ter vencido a Taça Guanabara, o Botafogo entrou em campo ciente de que poderia faturar o título estadual já naquela data. Ao Flamengo, havia a necessidade de triunfar para forçar a realização de mais dois jogos com o Glorioso. O Botafogo dominou as ações na primeira etapa, fazendo 1a0 com Herrera, em cobrança de pênalti. Nos instantes finais da primeira etapa - mais precisamente no último lance antes do intervalo -, Vágner Love pegou rebote para empatar o jogo. No segundo tempo, novo pênalti para o alvinegro: "El Loco" Abreu justificou a alcunha e bateu de cavadinha, ao estilo Zinedine Zidane Copa-2006 e ao seu próprio estilo também, fazendo 2a1 no placar. Mais tarde, pênalti para o Flamengo. Adriano foi para a cobrança mas parou no grande personagem da decisão: o goleiro Jéfferson. O Jogada de Efeito mostra as 3 cobranças de pênalti em câmera exclusiva.
O resto é festa. Merecida e aguardada festa.
Quinta-feira, o Flamengo anunciava a demissão do treinador campeão brasileiro em 2009. Andrade deixava o clube e Joel Santana era o mais cobiçado para assumir o comando técnico na Gávea. A novela se arrastou até sábado, quando Joel Santana declarou que iria permanecer no Botafogo de Futebol e Regatas: mais um motivo para os alvinegros comemorarem (o "fico" de Joel contrariou o desejo de seu empresário, que havia sugerido a transferência). E, no dia da festa, vitória por 3a1 sobre os reservas do Corinthians (gols de Abreu, Edno e Herrera, com Souza descontando). Em breve começará a disputa da competitiva Série A nacional e uma coisa é certa: o Botafogo iniciará a competição no mais alto astral.
Jogada da semana.
O Caracas foi ao Maracanã enfrentar o Flamengo, pela última rodada da fase de grupos na Copa Libertadores da América. A equipe venezuelana já estava matematicamente eliminada, na lanterna do grupo 8. O time brasileiro, por sua vez, buscava uma vitória por pelo menos 2 gols de diferença para ficar em boa situação no que dependesse de outros resultados. Aos 22 minutos da segunda etapa, um aparentemente despretensioso Caracas chegou ao gol de empate em 2a2 - perderia o jogo por 3a2 - numa jogada individual de Gómez. Não foi simplesmente uma jogada individual comum, mas uma pintura. Ele recebeu a bola do goleiro ainda no campo de defesa, arrancou em direção a linha de fundo tirando 3 adversários da jogada e, para fechar com chave-de-ouro, chutou cruzado no ângulo esquerdo do goleiro Bruno.
Em pleno "Templo do Futebol", o Caracas de Gómez colocou o Flamengo pra rezar.
No domingo 18, a final da Taça Rio. Por ter vencido a Taça Guanabara, o Botafogo entrou em campo ciente de que poderia faturar o título estadual já naquela data. Ao Flamengo, havia a necessidade de triunfar para forçar a realização de mais dois jogos com o Glorioso. O Botafogo dominou as ações na primeira etapa, fazendo 1a0 com Herrera, em cobrança de pênalti. Nos instantes finais da primeira etapa - mais precisamente no último lance antes do intervalo -, Vágner Love pegou rebote para empatar o jogo. No segundo tempo, novo pênalti para o alvinegro: "El Loco" Abreu justificou a alcunha e bateu de cavadinha, ao estilo Zinedine Zidane Copa-2006 e ao seu próprio estilo também, fazendo 2a1 no placar. Mais tarde, pênalti para o Flamengo. Adriano foi para a cobrança mas parou no grande personagem da decisão: o goleiro Jéfferson. O Jogada de Efeito mostra as 3 cobranças de pênalti em câmera exclusiva.
O resto é festa. Merecida e aguardada festa.
Quinta-feira, o Flamengo anunciava a demissão do treinador campeão brasileiro em 2009. Andrade deixava o clube e Joel Santana era o mais cobiçado para assumir o comando técnico na Gávea. A novela se arrastou até sábado, quando Joel Santana declarou que iria permanecer no Botafogo de Futebol e Regatas: mais um motivo para os alvinegros comemorarem (o "fico" de Joel contrariou o desejo de seu empresário, que havia sugerido a transferência). E, no dia da festa, vitória por 3a1 sobre os reservas do Corinthians (gols de Abreu, Edno e Herrera, com Souza descontando). Em breve começará a disputa da competitiva Série A nacional e uma coisa é certa: o Botafogo iniciará a competição no mais alto astral.
Jogada da semana.
O Caracas foi ao Maracanã enfrentar o Flamengo, pela última rodada da fase de grupos na Copa Libertadores da América. A equipe venezuelana já estava matematicamente eliminada, na lanterna do grupo 8. O time brasileiro, por sua vez, buscava uma vitória por pelo menos 2 gols de diferença para ficar em boa situação no que dependesse de outros resultados. Aos 22 minutos da segunda etapa, um aparentemente despretensioso Caracas chegou ao gol de empate em 2a2 - perderia o jogo por 3a2 - numa jogada individual de Gómez. Não foi simplesmente uma jogada individual comum, mas uma pintura. Ele recebeu a bola do goleiro ainda no campo de defesa, arrancou em direção a linha de fundo tirando 3 adversários da jogada e, para fechar com chave-de-ouro, chutou cruzado no ângulo esquerdo do goleiro Bruno.
Em pleno "Templo do Futebol", o Caracas de Gómez colocou o Flamengo pra rezar.
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