Não teve vida longa a seleção anfitriã na Copa Africana de Nações 2013. Mas, diferentemente de 2010, dessa vez a África do Sul até teve um desempenho satisfatório, conseguindo uma participação, no mínimo, honrosa. Foram três empates e uma vitória na invicta campanha, caindo na fase quartas-de-final após desempate nas penalidades máximas com Mali.
Mali que, na maior parte do tempo nesse jogo em Durban, conseguiu controlar as investidas adversárias, mas sem demonstrar grandes qualidades ofensivas. Esperáva-se mais de jogadores como Mohamed Sissoko e Seydou Keita, mas, de toda forma, a equipe conseguiu buscar o empate (gol do próprio Keita) e arrancar a classificação nos pênaltis.
O destaque acabou sendo o goleiro malinês Soumbeïla Diakité, que defendeu duas cobranças - Dean Furman e May Mahlangu escolheram o canto direito e não conseguiram superar o arqueiro, que foi buscar. Ainda houve uma cobrança de Lehlohonolo Majoro, para fora: somente Siphiwe Tshabalala conseguiu converter pelo lado sul-africano, enquanto Cheick Diabaté, Adama Tamboura e Mahamane Traoré garantiram os 100% de aproveitamento de Mali nas penalidades.
Classificada, a seleção comandada pelo francês Patrice Canteron mostrou regularidade durante a partida, oscilando pouco diante de uma animada equipe da casa. A África do Sul, empurrada por um estádio lotado a apoiar o time, criou as maiores chances de gol, mas sem exercer uma pressão sobre o adversário. O incansável e voluntarioso defensor Furman, o versátil volante Reneilwe Letsholonyane e o dinâmico meia-atacante Mahlangu foram alguns dos destaques da equipe, que mostrou alguma evolução em relação ao Mundial, mas ainda carece de jogadores mais talentosos, principalmente no ataque. De toda forma, parece positivo o trabalho desenvolvido por Gordon Igesund, que viu em Durban, sua cidade natal, o fim de um sonho sul-africano.
Mali terá pela frente o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Nigéria. Pelo que vi dessas duas seleções, Mali seria zebra diante dos Elefantes e favorita diante das Águias. Independentemente de quem passe, uma coisa é certa para a seleção que acaba de eliminar a África do Sul: as vuvuzelas soprarão contra...
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Copa Africana De Emoções
Feito o desafio: procure um esporte no mundo, qualquer modalidade que seja, que proporcione mais emoções do que o futebol é capaz.
Hoje, o grupo A na Copa Africana de Nações 2013 justificou isso posto no parágrafo acima. Que desfecho sensacional na chave! Alternâncias na liderança, na dupla de classificados, no choro, na alegria, na lágrima que vem pelo êxtase e que se exala pela frustração. Futebol, você é unico!
Ao mesmo tempo em que Marrocos e África do Sul duelavam em Durban, Cabo Verde e Angola faziam encontro de língua portuguesa na cidade de Porto Elizabeth, extremo sul no continente africano. Aí você pergunta: "tá, e o que de tão interessante poderia sair daí?". Resposta: "tudo". E mais um pouco.
Numa partida bastante movimentada dentro de campo e barulhenta fora dela, sul-africanos, com as bênçãos da torcida vuvuzelante, e marroquinos, fora de casa mas bastante à vontade no gramado, travaram jogo de muitas oportunidades de gol. Marrocos abriu o placar aos nove minutos, quando El Adoua aproveitou cobrança de escanteio de Barrada e indecisão do goleiro Khune para cabecear pra rede. Mas quem ousaria criticar Khune? Ele já havia evitado outro gol adversário minutos antes, barrando tentativa de toque de cobertura de Barrada. Mais tarde, nova intervenção salvadora, dessa vez evitando o que seria um gol de El-Arabi, tendo inclusive abandonado a área para agir como se fosse um líbero.
A África do Sul também teve algumas aproximações do gol, mas não apresentava organização o bastante para ter um volume de jogo capaz de manter Marrocos sob pressão. Mas dos males o menor, pois Angola vencia Cabo Verde por 1a0, placar que colocava, nos intervalos de partidas, Marrocos e África do Sul, nessa ordem, como seleções classificadas. Só que o povo sul-africano em Durban queria festejar com a sua seleção mais do que com o resultado alheio. E pôde festejar aos vinte e cinco minutos do segundo tempo: Rantie deu o passe e Mahlangu, esbanjando categoria, colocou a bola na gaveta esquerda, fazendo do goleiro Lamyaghri mero espectador no lindo lance. Igualdade no placar que fazia os sul-africanos assumirem a liderança na chave, dando aos angolanos o segundo lugar no grupo.
Só que o mundo é dinâmico e o futebol mais ainda. Cabo Verde empatava a partida em Porto Elizabeth, recolocando Marrocos entre os classificados e trazendo Angola para a eliminação conjunta das antigas colônias lusitanas. E a situação marroquina ficou melhor do que nunca aos trinta e seis minutos do segundo tempo, pouco depois do gol cabo-verdiano: Hafidi, que entrou no segundo tempo no lugar de Kaddioui, recebeu cruzamento de Bergdich em liberdade dentro da área. Mais precisamente, dominou a bola na região onde fica a marca do pênalti. E não desperdiçou, recolocando Marrocos em vantagem no placar e na liderança na chave A. Foi linda de ver a imagem do treinador Rachid Taoussi se ajoelhando e beijando o solo, em reverência a Alah - ou seria aos deuses do futebol?
A apreensão passou toda ela para os jogadores - e torcedores - da África do Sul. Com a derrota aqui e o empate lá, bastaria um gol de Cabo Verde para eliminar os anfitriões. De eliminação na primeira fase jogando em casa, bastava aquela no grupo A na Copa do Mundo de 2010, não é verdade? Então, aos quarenta e um minutos, Durban explodiu em alegria: Mahlangu dividiu com a defesa marroquina e a bola chegou limpa até Sangweni, que descolou finalização parecida com a do autor da assistência, chutando cruzado no canto esquerdo, só que rasteiro em vez de pelo alto. Era a África do Sul mais uma vez alcançando o empate e retomando a liderança no grupo.
Só que a maior emoção na rodada estava guardada para os acréscimos. Em Porto Elizabeth, Cabo Verde virou o jogo diante de Angola, assumindo a vice-liderança na chave e ultrapassando Marrocos. Em Durban, o 2a2 se manteve, ratificando a primeira colocação para o país-sede. As vuvuzelas ressoaram e, tenho certeza, a população sul-africana está em festa até agora. Assim como festeja cada um dos quinhentos mil habitantes cabo-verdianos, que em plena primeira participação na Copa da África, arranca uma classificação digna dos grandes heróis. Isso é a vida. Isso é o futebol.
Hoje, o grupo A na Copa Africana de Nações 2013 justificou isso posto no parágrafo acima. Que desfecho sensacional na chave! Alternâncias na liderança, na dupla de classificados, no choro, na alegria, na lágrima que vem pelo êxtase e que se exala pela frustração. Futebol, você é unico!
Ao mesmo tempo em que Marrocos e África do Sul duelavam em Durban, Cabo Verde e Angola faziam encontro de língua portuguesa na cidade de Porto Elizabeth, extremo sul no continente africano. Aí você pergunta: "tá, e o que de tão interessante poderia sair daí?". Resposta: "tudo". E mais um pouco.
Numa partida bastante movimentada dentro de campo e barulhenta fora dela, sul-africanos, com as bênçãos da torcida vuvuzelante, e marroquinos, fora de casa mas bastante à vontade no gramado, travaram jogo de muitas oportunidades de gol. Marrocos abriu o placar aos nove minutos, quando El Adoua aproveitou cobrança de escanteio de Barrada e indecisão do goleiro Khune para cabecear pra rede. Mas quem ousaria criticar Khune? Ele já havia evitado outro gol adversário minutos antes, barrando tentativa de toque de cobertura de Barrada. Mais tarde, nova intervenção salvadora, dessa vez evitando o que seria um gol de El-Arabi, tendo inclusive abandonado a área para agir como se fosse um líbero.
A África do Sul também teve algumas aproximações do gol, mas não apresentava organização o bastante para ter um volume de jogo capaz de manter Marrocos sob pressão. Mas dos males o menor, pois Angola vencia Cabo Verde por 1a0, placar que colocava, nos intervalos de partidas, Marrocos e África do Sul, nessa ordem, como seleções classificadas. Só que o povo sul-africano em Durban queria festejar com a sua seleção mais do que com o resultado alheio. E pôde festejar aos vinte e cinco minutos do segundo tempo: Rantie deu o passe e Mahlangu, esbanjando categoria, colocou a bola na gaveta esquerda, fazendo do goleiro Lamyaghri mero espectador no lindo lance. Igualdade no placar que fazia os sul-africanos assumirem a liderança na chave, dando aos angolanos o segundo lugar no grupo.
Só que o mundo é dinâmico e o futebol mais ainda. Cabo Verde empatava a partida em Porto Elizabeth, recolocando Marrocos entre os classificados e trazendo Angola para a eliminação conjunta das antigas colônias lusitanas. E a situação marroquina ficou melhor do que nunca aos trinta e seis minutos do segundo tempo, pouco depois do gol cabo-verdiano: Hafidi, que entrou no segundo tempo no lugar de Kaddioui, recebeu cruzamento de Bergdich em liberdade dentro da área. Mais precisamente, dominou a bola na região onde fica a marca do pênalti. E não desperdiçou, recolocando Marrocos em vantagem no placar e na liderança na chave A. Foi linda de ver a imagem do treinador Rachid Taoussi se ajoelhando e beijando o solo, em reverência a Alah - ou seria aos deuses do futebol?
A apreensão passou toda ela para os jogadores - e torcedores - da África do Sul. Com a derrota aqui e o empate lá, bastaria um gol de Cabo Verde para eliminar os anfitriões. De eliminação na primeira fase jogando em casa, bastava aquela no grupo A na Copa do Mundo de 2010, não é verdade? Então, aos quarenta e um minutos, Durban explodiu em alegria: Mahlangu dividiu com a defesa marroquina e a bola chegou limpa até Sangweni, que descolou finalização parecida com a do autor da assistência, chutando cruzado no canto esquerdo, só que rasteiro em vez de pelo alto. Era a África do Sul mais uma vez alcançando o empate e retomando a liderança no grupo.
Só que a maior emoção na rodada estava guardada para os acréscimos. Em Porto Elizabeth, Cabo Verde virou o jogo diante de Angola, assumindo a vice-liderança na chave e ultrapassando Marrocos. Em Durban, o 2a2 se manteve, ratificando a primeira colocação para o país-sede. As vuvuzelas ressoaram e, tenho certeza, a população sul-africana está em festa até agora. Assim como festeja cada um dos quinhentos mil habitantes cabo-verdianos, que em plena primeira participação na Copa da África, arranca uma classificação digna dos grandes heróis. Isso é a vida. Isso é o futebol.
Heldon comemora o gol marcado nos acréscimos: Cabo Verde venceu Angola de virada e avançou às quartas-de-final na Copa Africana de Nações em sua primeira participação no torneio.
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Com Vitória Sobre A Atual Vice-Campeã, País-Sede Se Despede
Uma França despedaçada pela crise em torno da seleção e uma África do Sul ciente das enormes possibilidades de ser o primeiro anfitrião a cair na primeira fase foram ao estádio em Bloemfontein e acabaram fazendo um jogo interessante. A vitória por 2a1 não foi suficiente para que os comandados de Carlos Alberto Parreira seguissem na competição mas serviu, pelo menos, para que a despedida diante dos seus torcedores não fosse melancólica. Os franceses, por sua vez, voltam a cair na primeira fase - em 2002, quando também empataram em 0a0 com o Uruguai, os "Bleus" somaram apenas um ponto e saíram sem marcar um único gol.O jogo
Raymond Domenech levou a campo uma equipe bastante modificada, com direito, inclusive, à barração do capitão Patrice Evra. As questões disciplinares de origem extra-campo certamente tiveram um efeito negativo na equipe, afetando drasticamente o jogo coletivo e também o rendimento individual dos atletas.
Com 1 minuto de jogo, Siphiwe Tshabalala lançou Katlego Mphela, que fez o domínio dentro da área mas não conseguiu dar seqüência ao lance, deixando a bola sair. Aos 2 minutos, André-Pierre Gignac recebeu pela esquerda, entrou na área e chutou para defesa de Moeneeb Josephs (o titular Khune cumpria suspensão devido à expulsão na partida anterior). Josephs voltou a trabalhar aos 9 minutos, defendendo cabeceio de Djibril Cissé. Aos 10', Vassiriki Abou Diaby tentou jogada individual dentro da área e a bola bateu no braço de Bongani Sandile Khumalo - o colombiano Oscar Ruíz deixou o jogo seguir.
Quem abriu o placar acabou sendo a África do Sul. Em escanteio cobrado pelo lado direito por Tshabalala, a bola viajou para o segundo pau, Hugo Lloris não alcançou e Khumalo, apoiando o corpo sobre Abou Diaby, desviou para dentro do gol - um pouco com o ombro, um pouco com a parte externa do braço, aos 19 minutos.
No minuto seguinte, Franck Ribèry foi até a linha-de-fundo e passou para Gignac, que chutou por cima. Aos 22', Cissé avançou pela direita e chutou à esquerda. Com 24 minutos, Mphela recebeu na intermediária, passou por William Gallas e chutou perto da trave direita. No mesmo minuto, as coisas se complicaram para a França: Yoann Gourcuff foi dividir no jogo aéreo e acabou, com o cotovelo, atingindo o rosto de Ntuthuko MacBeth-Mao Sibaya. Oscar Ruíz expulsou o camisa 8.
Aos 36 minutos, o 2º gol sul-africano: cruzamento de Tshabalala, Diaby acaba desviando para trás, Tsepo Peter Masilela chega na bola e chuta cruzado pro miolo da pequena área - a bola chega em Mphela, que divide com Gaël Clichy antes de mandar pra rede.
3 minutos depois, Ribèry cobra falta para a área, Gallas não alcança para fazer o desvio e a bola vai direto pro gol, com Josephs fazendo defesa difícil e mandando para escanteio. Aos 42', Mphela recebe passe de Steven Pienaar, chuta cruzado e Lloris salta para o canto direito fazendo bonita defesa com a mão direita. Na marca de 45', Gignac leva cotovelada de Masilela - dessa vez o senhor Oscar Ruíz não deu rigorosamente nada.
O 1º tempo terminava também no estádio Royal Bafokeng, onde o Uruguai ia vencendo o México por 1a0, gol de Luis Suárez, e consolidando a liderança da chave. Com isso, a África do Sul ia para o vestiário a 2 gols e a França a 5 gols de distância de uma eventual classificação.
Domenech voltou para a segunda etapa com Florent Malouda no lugar de Gignac.
Aos 3 minutos, Bernard Parker recebeu dominando no peito, chutou ao gol de canhota e Lloris encaixou. Com 5', tabela maravilhosa envolvendo três sul-africanos: de Pienaar para Tshabalala e deste para Mphela, que, da altura da marca do pênalti, mandou a bola na trave esquerda. 3 minutos depois, a França respondeu: Bakary Sagna avançou em diagonal e levantou para Cissé, que cabeceou por cima. Foi a última participação do camisa 9, que aos 9 minutos daria lugar a Thierry Daniel Henry. A África do Sul também mexeu: Calvin Anele Ngongca por Siboniso Pa Gaxa.
Na marca de 12 minutos, Mphela recebeu, ajeitou e chutou forte - Lloris saltou para a direita e mandou à escanteio. Após a cobrança, Khumalo cabeceou pra trás, caiu no gramado e Pienaar chegou chutando, mandando a Jabulani nas costas do companheiro que estava no chão. No minuto seguinte, Ribèry tentou resolver em jogada individual, mas na hora da finalização acabou isolando.
Aos 16', Mphela fica cara-a-cara com Lloris, que sai para dividir com o camisa 9 e ganha tiro-de-meta. 3 minutos depois, Ribèry passa pelo alto para Thierry Henry, que domina com a mão esquerda involuntariamente e chuta sem direção. Aos 20 minutos, Pienaar tentou de fora da área e Lloris fez nova defesa.
Com 22 minutos, Parreira resolveu mexer mais uma vez e trocou Parker pelo experiente Siyabonga Eugene Nomvethe. 2 minutos depois, saiu o gol, o primeiro e único gol da França no Mundial 2010. E, por sinal, foi belíssimo. Sagna passou para Diaby, recebeu a bola de volta através de um toque de calcanhar e depois deu grande passe para Ribèry - Josephs saiu para fechar o ângulo e o camisa 7 rolou de lado para Malouda, livre e com o gol aberto, chutar para dentro. É bonito de ver quando a França consegue desenvolver jogadas dessa natureza.
Aos 25', Pienaar cobrou falta fechada, ninguém completou e Lloris encaixou. 4 minutos mais tarde, Nomvethe arrancou em jogada individual mas adiantou demais e Lloris saiu para abafar.
Na marca de 32 minutos, a terceira e última substituição de Parreira: saiu Thanduyise Abraham Khuboni para a entrada de Teko Tsholofelo Modise. A África do Sul finalizou novamente aos 34', quando Tshabalala recebeu rolada de bola de Pienaar e chutou por cima do travessão. 2 minutos depois, a última mexida na França: entrou Sidney Govou no lugar de Alou Diarra, numa troca que deixaria o time mais ofensivo.
Porém, as duas últimas oportunidades de alterar alguma coisa no placar foram do time da casa. Aos 45', Modise recebeu na entrada da área e mandou na rede pelo lado de fora. Aos 46', Tshabalala recebeu na área e, cara-a-cara com Lloris, encheu o pé e o goleiro conseguiu rebater, com Gallas afastando a sobra.
O resultado de Uruguai e México se confirmou como 1a0, classificando a equipe da América do Sul na primeira colocação e a da América Central como segunda colocada. A África do Sul, em 3º, tornou-se a primeira seleção anfitriã a cair na primeira fase enquanto a França... que coisa, hein?! Será "maldição irlandesa"? Que falta faz um Zinedine Zidane...
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Diego Forlán E Erro De Arbitragem Selam Goleada Uruguaia
Na abertura da 2ª rodada da primeira fase da Copa do Mundo 2010, o Uruguai dominou as ações em Pretória, venceu os anfitriões por 3a0 e deu passo largo em direção a uma classificação. Diego Forlán, com 2 gols marcados e participação direta no 3º gol, foi o destaque da partida e tornou-se o artilheiro isolado da competição. Forlán atuou um pouco mais recuado em relação aos outros dois atacantes - Luis Suárez (que também teve grande atuação) e Edison Cavani -, desempenhando com eficiência a função de camisa 10 da Celeste. A África do Sul expôs suas próprias limitações técnicas e, carente da mesma empolgação que apresentou na estréia, acabou sendo presa fácil para o adversário. Porém, não devemos omitir um fato determinante no resultado da partida: aos 31 minutos do segundo tempo, quando a partida estava em 1a0, Luis Suárez recebeu bola cara-a-cara com Itumeleng Khune, deu um drible curto no goleiro sul-africano e foi derrubado: Massimo Busacca assinalou pênalti e expulsou o camisa 16. Na cobrança, Forlán mandou no quadrante 2 e ampliou a vantagem diante de um adversário com 10 jogadores em campo. Detalhe: nada disso deveria ter sido validado, pois a posição de Suárez no lance capital era de impedimento.Era pouco provável que os comandados de Carlos Alberto Parreira conseguissem buscar o empate, mas é inegável que o placar de 3a0 teve influência determinante desse lance irregular.
O jogo
Tanto no primeiro quanto no segundo tempo, o Uruguai mostrava maior organização tática e capacidade técnica para criar situações de gol. A formação de Oscar Tabárez, com 3 atacantes escalados de início e Forlán mais recuado em relação aos outros dois, deu efeito positivo e o camisa 10 uruguaio conseguia criar boas jogadas e aparecer na frente para finalizar. A incessante movimentação de Suárez e o constante apoio de Jorge Fucile facilitaram a vida da fera. A África do Sul, por sua vez, somente tinha chances de gol em chutes de longa distância. Mas o aniversariante Fernando Muslera, 24 anos, esteve sempre demonstrando segurança para realizar as defesas quando era exigido.
O primeiro gol do jogo saiu aos 24 minutos: Forlán chutou de fora da área (foto), a bola desviou em Aaron Mokoena e teve trajetória fatal para Khune, subindo e caindo repentinamente, beliscando o travessão antes de ir dormir no gol sul-africano.
O segundo foi exatamente no lance que teve origem no impedimento não marcado e que desencadeou no pênalti convertido por Forlán e na expulsão de Khune.
Com a África do Sul entregue dentro e fora do gramado - alguns torcedores silenciaram suas vuvuzelas e outros retiravam-se das arquibancadas sem mesmo aguardar o apito final - o terceiro gol uruguaio saiu naturalmente: Diego Forlán deu linda inversão de jogo para Suárez, que cruzou no capricho para Maximiliano Pereira direcionar a Jabulani para o gol vazio, pois o goleiro Moeneeb Josephs já estava vencido no lance, aos 49 minutos.
O Uruguai garante vaga nas oitavas com empate diante dos mexicanos. A África do Sul mantém as esperanças, mas além da necessidade de vencer a França, talvez dependa de resultados alheios - a primeira eliminação de um país-sede na fase de grupos é iminente.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Vuvuzelas Ressoam E Silenciam Na Estréia Da Copa 2010
O México começou dominando as ações, comandado pela agilidade e habilidade de Giovani dos Santos: numa das principais chances da equipe que vestia preto da cabeça aos pés - exceto por algumas chuteiras coloridas -, o jovem de 21 anos e 1 mês arrancou em velocidade e chutou rente à trave direita defendida por Itumeleng Khune. Guillermo Franco era soberano no jogo aéreo, cabeceando duas bolas para fora e outra que Carlos Vela completou para o gol, mas a arbitragem teve olhos de lince para flagrar impedimento do atacante do Arsenal.
No últimos minutos do 1º tempo, a África do Sul finalmente cresceu no jogo e por alguns centímetros (ou centésimos de segundo), Katlego Mphela não conseguiu concluir de cabeça o bom cruzamento que partiu da esquerda, em jogada que tinha cheiro de gol. A grande jogada da primeira etapa, porém, foi mexicana: Vela precisou de um pequeno espaço de gramado para enfiar excelente bola no espaço vazio, onde apareceu Franco, que dominou no peito e chutou tirando de Khune. O goleiro sul-africano assemelhou-se a um gato para impedir, com o antebraço direito, o que seria o primeiro gol da Copa.
E o primeiro gol da Copa estava guardado para depois do intervalo: em rápido contra-ataque, a seleção da casa tramou belíssima troca de passes até a bola chegar em Siphiwe Tshabalala, que finalizou com um lindo chute cruzado, de pé esquerdo, no ângulo de Óscar Pérez. Dancinha coreografada na comemoração e o estridente som das vuvuzelas para celebrar o 1a0, aos 9 minutos da segunda etapa.
5 minutos depois, outro chute tinha o endereço do ângulo: Giovani dos Santos bateu bonito na bola e Khune realizou grande defesa, mandando para escanteio e evitando o empate. Aos 20', Rafa Márquez saiu jogando errado, a África do Sul novamente encaixou o contra-ataque, mas Teko Modise chutou, livre, para fora. Foi então que o técnico Javier Aguirre fez duas substituições que mudaram o rumo da partida: aos 23', saiu o jovem Carlos Vela para a entrada do experiente Cuauhtémoc Blanco e aos 27' foi a vez do experiente Guillermo Franco dar lugar ao jovem Javier Hernández. Com 33 minutos, bola lançada na área sul-africana, e a linha de impedimento foi traída pelo posicionamento do capitão Aaron Mokoena, que acabou dando condições a 3 jogadores mexicanos. Entre eles, Rafa Márquez, que dominou a bola e chutou para estufar as redes e empatar o jogo em 1a1, silenciando o ensurdecedor estádio Soccer City.
Aos 38', Carlos Alberto Parreira optou por trocar Steven Pienaar por Bernard Parker, puxando Tshabalala mais para o centro. E aos 44 minutos veio a grande chance da equipe anfitriã de sair com a vitória: Mphela foi lançado, ganhou de toda a zaga mexicana na velocidade e chutou no pé da trave.
Um personagem que merece destaque foi Teko Tsholofelo Modise. Na primeira etapa, uma entrada dura de carrinho poderia ter resultado em sua expulsão, mas o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, apenas assinalou a infração sem levantar qualquer cartão. No segundo tempo, aos 24 minutos, Modise ficou cara a cara com Pérez mas foi atingido por Francisco Javier Rodríguez Pinedo em pênalti que, se fosse marcado, poderia mudar a história da partida. Sem esquecer que, 4 minutos antes, havia desperdiçado grande oportunidade de fazer o gol que daria uma vantagem de 2a0 no placar.
Agora, os olhos ficam voltados para outro jogo pelo Grupo A. Na Cidade do Cabo, as seleções azul-e-branca de Uruguai e França se enfrentam às 15:30 de Brasília sabendo que, caso haja um vencedor, esse já assume a liderança da chave.
A Copa está apenas começando!
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Vai Rolar A Jabulani!
Tudo pronto e no esquema para a primeira disputa do Mundial da FIFA em continente africano. A África do Sul recebe a Copa do Mundo e abrirá a competição amanhã, em jogo diante do México, às 11h de Brasília. Às 15:30h, completando a primeira rodada pelo Grupo A, 3 títulos mundiais no gramado: Uruguai e França se reencontram - a última vez em que se enfrentaram na maior competição de seleções do mundo foi em 2002, com empate sem gols, também pela fase de grupos (de lá pra cá, apenas um amistoso em 2008, que também ficou no 0a0).A seleção anfitriã encerrou sua série de amistosos preparativos para a Copa com 3 vitórias consecutivas: 2a1 na Colômbia, 5a0 na Guatemala e 1a0 na Dinamarca. Por sinal, terá pela frente exatamente uma nação sul-americana, uma da América Central e uma européia. O comandante Carlos Alberto Parreira anotará um recorde de presença em mundiais: será sua 6ª Copa, sendo a 5ª nação diferente do técnico campeão em 1994. O fato de ter cortado o astro Benny McCarthy, alguns quilos acima do peso, demonstra que Parreira aprendeu as lições de 2006, quando convocou jogadores que não estavam "em dia com a balança", como Ronaldo.
O grande resultado da equipe mexicana nessa preparação para a Copa foi justamente na mais recente partida disputada, quando venceram a Itália por 2a1 em partida onde obtiveram grande domínio - ficou barato para os italianos. Por falar em "condições físicas", o treinador Javier Aguirre ignorou o ponteiro da balança e chamou o astro Cuauhtémoc Blanco Bravo, de 37 anos, que vem exibindo uma silhueta dissonante daquela que imaginamos para um atleta, embora tenha talento incontestável. Será um novo "caso Ronaldo"?
O Uruguai conseguiu o interessante resultado de 3a1 sobre a Suíça, em território adversário, e depois aplicou um 4a1 em Israel, mostrando que o ataque celeste vai funcionando muito bem, obrigado. Por sinal, não são poucas as (boas) opções de Oscar Tabárez para o setor: Sebastian "El Loco" Abreu, Edison Cavani, Sebastian Fernández, Diego Forlán e Luís Suárez. Você que acompanha o blógui sabe que o momento de Forlán é especial, tendo sido decisivo nos 2 jogos semifinais diante do Liverpool e também na decisão da Liga Europa no jogo em Hamburgo com o Fulham, vencido pelo Atlético de Madrid por 2a1 e com 2 gols dele.
A França vem de 2 resultados preocupantes nos últimos amistosos realizados: empate em 1a1 com a Tunísia e derrota por 1a0 para a China. Sem um Zinedine Yazid Zidane para colocar ordem na casa e pedir a bola para criar algo, com um Thierry Henry bem abaixo do rendimento em que se encontrava em 2006 e pouca renovação nos setores (exceto o gol, defendido pelo magnífico Hugo Lloris), a França confia em Franck Ribèry para ir avançando na competição. Eu, particularmente, gostei muito do trabalho de Raymond Domenech no Mundial 2006, mas estranhei bastante a ausência de Karim Benzema entre os convocados (a de Patrick Vieira até se justifica em função do pouco número de jogos disputados pelo volante na atual temporada, mas a do jovem atacante do Real Madrid não pareceu muito lógica). Vamos ver se Domenech conseguirá tirar alguma carta da manga - o Ás de trunfo já se aposentou.
Pitacos
África do Sul e México. Parece que o maior orgulho de Parreira é o sistema defensivo arrumadinho que foi montado por ele, consolidado por Joel Santana e que ele trouxe de volta na sua segunda chegada à seleção. O time carece de grandes talentos, mas se Steven Pienaar estiver inspirado e a defesa efetivamente funcionar, pode rolar uma vitória ao som das vuvuzelas. Mas acredito que o placar de estréia será um empate e me atrevo a cravar um 1a1.
Uruguai e França. O favoritismo é francês mais em função de serem atuais vice-campeões mundiais do que pelo rendimento recente. Mas vejo força nessa seleção uruguaia o suficiente para não ser derrotada na estréia. Empate também.
Que comece a Copa!
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