Se a temporada barcelonista já tinha começado muito bem (o clube faturara a Supercopa Espanhola em cima do Real Madrid), a semana passada confirmou que as coisas prometem caminhar maravilhosamente no time comandado por Josep Guardiola.
Na segunda-feira, dia 22, o Barcelona aplicou uma goleada por 5a0 no Napoli e faturou o troféu Joan Gamper, competição amistosa de um único jogo que costuma marcar presença no início de temporada azul-grená. Placar elástico que se repetiu na segunda-feira seguinte, dessa vez na estréia pela Liga Espanhola. A vítima foi o Villarreal, esmagado pelos 71% de posse de bola e envolvido pelo melhor time na atualidade. O simples ato de assistir os gols da partida já traz encantamento aos amantes do futebol arte.
Mas o mais importante aconteceu entre essas duas segundas-feiras: na sexta, 26, o Barça enfrentou o Porto no duelo entre os atuais campeões de competições européias. E quem levou a melhor foi o vencedor da Liga dos Campeões, que com um triunfo por 2a0 garantiu a taça da Supercopa Européia, no estádio Louis II, em Mônaco. É só o começo!
Jogada da semana
Vamos continuar falando de Barcelona (coisa que é até fácil, afinal, quem não gosta de falar de coisa boa?). A vitória por 2a0 sobre o Porto foi construída com gols de Lionel Messi (que recebeu um presente de Fredy Guarín) e com esse gol que pode ser visto a seguir. Veja que beleza de parceria entre Messi e Francesc Fàbregas. Sem esquecer da condução de bola de Andrés Iniesta, que ainda aparece na área como opção. Entrega a taça ao Barça!
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Um Arsenal De Bom Futebol Para Derrotar O Chelsea
Está encerrado o tabu. Após sete jogos perdendo em seqüência para o Chelsea, o Arsenal venceu o jogo de hoje por 3a1, chegou aos 35 pontos e assumiu a vice-liderança na Premiership, fazendo a alegria da torcida que, como de hábito, compareceu maciçamente ao Emirates Stadium (foram 60.112 pagantes na noite dessa segunda-feira). O Chelsea segue sua sina de resultados negativos após a saída do auxiliar Ray Wilkins (a equipe não vence na temporada há quatro partidas e a derrota para o Arsenal acentua uma crise que pode acabar sobrando para o treinador Carlo Ancelotti), ocupando a 4ª colocação com 31 pontos.Para acompanhar a transmissão desse jogo em tempo real, acesse o "Twitter" @jogadadefeito.
O jogo
Com um ritmo de jogo intenso, onde rápidas trocas de passes e contra-ataques velozes davam o tom do primeiro tempo, o Arsenal conseguia através do trio Alexandre Song, Francesc Fàbregas e Jack Wilshere chegar ao ataque de forma compacta e causando dificuldades à melhor defesa do campeonato. O Chelsea buscava responder acionando o atacante Didier Drogba, como em lance aos sete minutos, em que Frank Lampard - retornando à titularidade após quase quatro meses - lançou o marfinense e o camisa 11 descolou um chute cruzado que passou à direita da meta.
Entre investidas de Theo Walcott pelo lado direito e de Samir Nasri pela esquerda, com Robin van Persie se movimentando para proporcionar os espaços, a melhor chance do Arsenal aconteceria aos 40 minutos, quando Nasri chutou colocado e com efeito uma bola que viajava caprichosamente rumo ao ângulo direito até ser desviada magistralmente pelo goleiro Petr Cech. Mas 3 minutos depois, sairia o gol da melhor equipe em campo: Song encontrou Wilshere na meia-lua e o jovem meio-campista de 18 anos passou na área para Cesc Fàbregas. O espanhol foi derrubado mas, em vez de ter um pênalti a seu favor, o Arsenal contou com algo ainda melhor: a presença do camaronês Song no local exato para recolher a bola com uma finalização cruzada, rasteira, precisa, no contrapé de Cech. Estava aberto o placar em Londres.
No intervalo, Carlo Ancelotti promoveu a primeira mexida ao mandar a campo o brasileiro Ramires no lugar do nigeriano John Obi Mikel. Ramires apareceria aos 3 minutos, mas de forma indesejável, derrubando Wilshere com um carrinho que poderia ter lhe rendido pelo menos um cartão amarelo.
Com 5 minutos, uma tentativa de desarme por parte do ganês Michael Essien acabou virando um passe para Walcott, que entrou na área e deu de presente para Fàbregas completar ao gol vazio. 2a0 Arsenal.
Dando prosseguimento imediato ao clima natalino de troca de presentes, dois minutos depois Fàbregas tratou de retribuir a gentileza do companheiro: após desarmar Malouda no meio-campo, o capitão do Arsenal passou para Walcott, que arrancou e chutou cruzado da entrada da área para estufar a rede de Cech e marcar o 3º gol da equipe da casa.
Ancelotti tratou de mexer pela segunda vez, trocando o francês Florent Malouda pelo também francês Gaël Kakuta, rejuvenescendo a equipe em onze anos. E no minuto seguinte o Chelsea descontaria: Drogba cobrou falta colocando a bola no miolo da área, o sérvio Branislav Ivanovic levou vantagem na disputa com o francês Laurent Koscielny e cabeceou desviando do goleiro polonês Lukasz Fabianski. A desvantagem passava a ser de dois gols aos onze minutos do segundo tempo.
Se a troca francesa deu resultado (ou sorte), Ancelotti fez outra mexida entre compatriotas, trocando de português na lateral direita: Paulo Ferreira deu lugar a José Bosingwa aos 16 minutos. Como era de se esperar em função da característica ofensiva de Bosingwa, o Chelsea passou a ter mais presença de ataque pelo flanco direito ao mesmo tempo que oferecia mais espaço para o Arsenal preencher pelo lado esquerdo de ataque. E foi por aquele lado do campo que o Arsenal descolou um contra-ataque que só não acabou no 4º gol porque Cech defendeu a finalização de Nasri aos 23 minutos.
Com 27 minutos, Arsène Wenger realizou sua primeira substituição no jogo: Walcott por Abou Diaby. 3 minutos depois foi a vez de Van Persie dar lugar para Marouane Chamakh. Não acho que Wenger tenha feito bem em tirar Walcott e Van Persie, creio que o Arsenal teria melhores condições de tirar proveito dos contra-ataques se pelo menos um dos dois permancesse no gramado. Mas mesmo assim as oportunidades seguiam aparecendo, como uma do francês Diaby aos 34 minutos, travada por Lampard.
Na marca de 42 minutos, Fàbregas recebeu os aplausos da massa e os cumprimentos do técnico ao deixar o campo para ser substituído pelo tcheco Tomas Rosicky. O espanhol saía do jogo tendo participado ativamente dos três gols da vitória.
No decorrer dos quatro minutos dedicados a acréscimo por parte de Mark Clattenburg o Arsenal chegou bem ao ataque por mais duas vezes: aos 46 minutos, Chamakh recebeu em liberdade, fintou Cech, perdeu o ângulo, buscou Nasri e o camisa 8 tratou de administrar o tempo com a posse de bola em vez de dar seqüência à jogada; aos 49 minutos, o incansável Song puxou contra-ataque a partir do campo de defesa, foi carregando a bola até abrir na direita com Rosicky, que carimbou o pé da trave esquerda de Cech, mas com impedimento marcado.
É bem verdade que o Manchester United conservou a liderança na rodada de "Boxing Day", mas a vitória do Arsenal pra cima do Chelsea deixa os comandados de Arsène Wenger próximos da ponta da tabela e com algo fundamental para quem pretende ser campeão: a autoestima elevada após uma grande vitória diante de um grande adversário.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Iker Casillas E David Villa Garantem A Espanha
A exemplo de quando empatara na estréia diante da Itália, o Paraguai apresentou um futebol altamente competitivo, de muita pegada, minimização dos espaços e paciência para tentar decidir o jogo num contra-ataque bem sucedido. O diferencial da retranca paraguaia em relação à suíça e à portuguesa é que os sul-americanos exerceram uma marcação por pressão que tinha início já no campo de ataque. Os comandados de Gerardo Martino levaram tais orientações ao limite de suas forças, engrossaram a partida diante da Espanha e poderiam, inclusive, terem saído do estádio Ellis Park com a classificação. Mas o talento de David Villa, artilheiro da Copa com 5 gols, fez a diferença no final.
Espanha com mais de 60% da posse, mas a maior ameaça na primeira etapa foi paraguaia
Tão logo o árbitro guatemalteco Carlos Batres iniciou a partida, ficou perceptível que o Paraguai não iria se sujeitar a aceitar o bom toque de bola espanhol. Os sul-americanos começaram o jogo marcando a saída de bola européia e já tiveram uma chance com 1 minuto de bola rolando: após arremesso lateral, Óscar Cardozo ajeita escorando de cabeça, Jonathan Santana chuta e Iker Casillas defende.
Com 6 minutos, David Villa recebe de Xavier Hernández, rola atrás, Xabier Alonso chuta e ganha escanteio. Após a cobrança pelo lado direito, Xabi Alonso levanta, Paulo Da Silva desvia para fora mas o árbitro Carlos Batres marca tiro-de-meta.
A seleção espanhola dava mais chutões do que em todos os 4 jogos anteriores, mostrando o sucesso da empreitada paraguaia em dificultar a saída dos comandados de Vicente Del Bosque, inquieto na área técnica.
Aos 8 minutos, Victor Cáceres cruza da direita e encontra Cristian Riveros livre na área, mas o cabeceio sai por cima. 2 minutos depois, Claudio Morel Rodríguez cobra falta direto, de longe, e isola a bola.
Na marca de 11 minutos, bela jogada espanhola. Mas veja você: era um lance de recuperação da posse de bola. Gerard Piqué desarma Nelson Haedo Valdez próximo da lateral direita com um carrinho limpo, levanta-se e sai jogando sem deixar a bola sair.
Com 14', Santana choca-se com um adversário e sangra pelo nariz. Tudo bem com o paraguaio, que saiu de campo basicamente para trocar a camisa e cuidar do ferimento.
Aos 16 minutos, Sergio Ramos cruza da direita, Morel Rodríguez resvala, Villar tira espalmando e Xabi Alonso pega a sobra chutando de perna trocada, mas manda longe da meta.
4 minutos depois, Morel cobra falta pelo lado direito, pouco a frente da linha que divide o campo, põe na área a Antolín Alcáraz não alcança.
Na marca de 25', Villa vai à linha-de-fundo, cruza rasteiro e Alcáraz chuta para escanteio. 3 minutos depois, Xavi Hernández recebe de Joan Capdevila, dá uma levantadinha e chuta encobrindo Villar, com a bola descaindo pouco depois do travessão.
Com 33 minutos, Casillas repõe com a mão e coloca no peito de Capdevila além do meio do campo, Villa recebe, abre na direita com Andrés Iniesta, que cruza à meia-altura mas ninguém completa.
No minuto seguinte, Nelson Valdez abre na esquerda com Morel, que avança e cruza à meia-altura, mas Santana não consegue alcançar. Mais um minuto passado e a Espanha retorna ao ataque: Xavi abre na esquerda com Villa, que chuta de fora e manda à direita do gol.
A Espanha tinha 61% da posse de bola, mas não conseguia um único chute na direção do gol - os paraguaios, bem na marcação, passaram a se assanhar nos instantes finais da primeira etapa.
Aos 40 minutos, levantamento da direita atravessa a área espanhola e chega em Valdez, que estufa a rede. Porém, a arbitragem interpretou que o salto de Cardozo, no meio da área e sem encostar na bola, caracterizaria participação no lance em posição de impedimento, anulando a jogada.
5 minutos depois, Valdez recebe na esquerda, encara a marcação de Carles Puyol carregando a bola e chuta para fora.
Pênaltis incendeiam a partida na segunda etapa e o final é dramático
Com 1 minuto, bola esticada para Valdez e Casillas recolhe.
Na marca de 5 minutos, a primeira bobeada da defesa paraguaia: Morel e Alcáraz se atrapalham em lance aparentemente sob controle, Villa chega na bola mas acaba não conseguindo efetuar o cruzamento.
Vocês viram em algum momento o termo "Fernando Torres" nessa postagem? O camisa 9 até se esforçava, fazia deslocamentos para participar, mas a realidade é que a postura paraguaia dificultava seu jogo. Vicente Del Bosque também fez essa leitura da partida e, aos 10 minutos, trocou "El Niño" pelo camisa 10 Francesc Fàbregas, aumentando a criatividade no setor de meio-campo.
Aos 12 minutos, escanteio pelo lado esquerdo de ataque paraguaio, a bola viaja e Piqué puxa o braço de Cardozo. O flagrante rendeu uma penalidade máxima e cartão amarelo para o zagueiro. Na cobrança, Cardozo - que convertera a penalidade derradeira nas oitavas-de-final - parou em defesa de Casillas.

Instantes após defender a cobrança de Alonso (14), Villar derruba Fàbregas mas a nova penalidade é ignorada pela arbitragem.
Com 17', Iniesta recebe na esquerda da área, chuta cruzado e Villar espalma. No minuto seguinte, a primeira substituição de Martino: Édgar Barreto por Enrique Vera.
Na marca de 24 minutos, Capdevila cruza rasteiro da esquerda e Iniesta, da meia-lua, manda de primeira, por cima do travessão. 2 minutos depois, Xavi cobra falta da esquerda e Villar vai além da trave para dar um tapa em escanteio.
Aos 27 minutos, mudança no ataque paraguaio: Valdez sai e quem entra é Roque Santa Cruz.
O momento espanhol era superior e o gol ia amadurecendo. Com 29', Fàbregas bloqueia uma bola que seria afastada pela defesa paraguaia e Xavi pega a sobra de primeira, pondo à direita do gol. No mesmo minuto, Del Bosque resolveu colocar velocidade e poder-de-fogo, fazendo uma troca interessante: Alonso por Pedro Rodríguez.
Na marca de 33 minutos, Capdevila faz o cruzamento, a bola passa por dois paraguaios mas também por Villa.
Aos 37', o gol. Iniesta recebe, passa por dois adversários e cria um clarão na defesa paraguaia: o camisa 6 rola caprichosamente para Pedro na direita, que chuta cruzado e carimba a trave direita. No rebote, Villa tem à sua frente a baliza aberta com Da Silva situado entre as traves: o camisa 7 chuta colocado, acerta a trave esquerda, a bola percorre a linha-de-fundo sob os olhares de Da Silva, beija a trave direita e vai para a rede. Dificilmente poderia ser mais chorado.
No minuto posterior, uma troca para cada lado: Puyol por Carlos Marchena e Cáceres por Lucas Barrios.
Com 39 minutos, Villa pega bola rebatida após chute de Iniesta e chuta perto do ângulo esquerdo. Na marca de 43', os atacantes paraguaios que entraram no segundo tempo tiveram a chance de empatar a partida: Barrios recebeu pela direita, chutou firme, Casillas rebateu, Santa Cruz pegou o rebote e soltou o pé, parando em defesa salvadora do camisa 1 espanhol.
Aos 44', contra-ataque da Espanha pela direita, Pedro centraliza com Villa, que chuta cruzado e Villar defende. Com 47 minutos, Santana e Ramos vão disputar uma bola à meia-altura - o paraguaio levanta a perna e o espanhol abaixa a cabeça. Resultado: canelada no rosto, sangue, faixa para estancar e segue o jogo rumo ao apito final de uma classificação suada, sangrada e sofrida, onde o melhor time avançou mais uma vez.
Espanha com mais de 60% da posse, mas a maior ameaça na primeira etapa foi paraguaia
Tão logo o árbitro guatemalteco Carlos Batres iniciou a partida, ficou perceptível que o Paraguai não iria se sujeitar a aceitar o bom toque de bola espanhol. Os sul-americanos começaram o jogo marcando a saída de bola européia e já tiveram uma chance com 1 minuto de bola rolando: após arremesso lateral, Óscar Cardozo ajeita escorando de cabeça, Jonathan Santana chuta e Iker Casillas defende.
Com 6 minutos, David Villa recebe de Xavier Hernández, rola atrás, Xabier Alonso chuta e ganha escanteio. Após a cobrança pelo lado direito, Xabi Alonso levanta, Paulo Da Silva desvia para fora mas o árbitro Carlos Batres marca tiro-de-meta.
A seleção espanhola dava mais chutões do que em todos os 4 jogos anteriores, mostrando o sucesso da empreitada paraguaia em dificultar a saída dos comandados de Vicente Del Bosque, inquieto na área técnica.
Aos 8 minutos, Victor Cáceres cruza da direita e encontra Cristian Riveros livre na área, mas o cabeceio sai por cima. 2 minutos depois, Claudio Morel Rodríguez cobra falta direto, de longe, e isola a bola.
Na marca de 11 minutos, bela jogada espanhola. Mas veja você: era um lance de recuperação da posse de bola. Gerard Piqué desarma Nelson Haedo Valdez próximo da lateral direita com um carrinho limpo, levanta-se e sai jogando sem deixar a bola sair.
Com 14', Santana choca-se com um adversário e sangra pelo nariz. Tudo bem com o paraguaio, que saiu de campo basicamente para trocar a camisa e cuidar do ferimento.
Aos 16 minutos, Sergio Ramos cruza da direita, Morel Rodríguez resvala, Villar tira espalmando e Xabi Alonso pega a sobra chutando de perna trocada, mas manda longe da meta.
4 minutos depois, Morel cobra falta pelo lado direito, pouco a frente da linha que divide o campo, põe na área a Antolín Alcáraz não alcança.
Na marca de 25', Villa vai à linha-de-fundo, cruza rasteiro e Alcáraz chuta para escanteio. 3 minutos depois, Xavi Hernández recebe de Joan Capdevila, dá uma levantadinha e chuta encobrindo Villar, com a bola descaindo pouco depois do travessão.
Com 33 minutos, Casillas repõe com a mão e coloca no peito de Capdevila além do meio do campo, Villa recebe, abre na direita com Andrés Iniesta, que cruza à meia-altura mas ninguém completa.
No minuto seguinte, Nelson Valdez abre na esquerda com Morel, que avança e cruza à meia-altura, mas Santana não consegue alcançar. Mais um minuto passado e a Espanha retorna ao ataque: Xavi abre na esquerda com Villa, que chuta de fora e manda à direita do gol.
A Espanha tinha 61% da posse de bola, mas não conseguia um único chute na direção do gol - os paraguaios, bem na marcação, passaram a se assanhar nos instantes finais da primeira etapa.
Aos 40 minutos, levantamento da direita atravessa a área espanhola e chega em Valdez, que estufa a rede. Porém, a arbitragem interpretou que o salto de Cardozo, no meio da área e sem encostar na bola, caracterizaria participação no lance em posição de impedimento, anulando a jogada.
5 minutos depois, Valdez recebe na esquerda, encara a marcação de Carles Puyol carregando a bola e chuta para fora.
Pênaltis incendeiam a partida na segunda etapa e o final é dramático
Com 1 minuto, bola esticada para Valdez e Casillas recolhe.
Na marca de 5 minutos, a primeira bobeada da defesa paraguaia: Morel e Alcáraz se atrapalham em lance aparentemente sob controle, Villa chega na bola mas acaba não conseguindo efetuar o cruzamento.
Vocês viram em algum momento o termo "Fernando Torres" nessa postagem? O camisa 9 até se esforçava, fazia deslocamentos para participar, mas a realidade é que a postura paraguaia dificultava seu jogo. Vicente Del Bosque também fez essa leitura da partida e, aos 10 minutos, trocou "El Niño" pelo camisa 10 Francesc Fàbregas, aumentando a criatividade no setor de meio-campo.
Aos 12 minutos, escanteio pelo lado esquerdo de ataque paraguaio, a bola viaja e Piqué puxa o braço de Cardozo. O flagrante rendeu uma penalidade máxima e cartão amarelo para o zagueiro. Na cobrança, Cardozo - que convertera a penalidade derradeira nas oitavas-de-final - parou em defesa de Casillas.
Casillas defende a cobrança de Cardozo. Houve invasão de área, mas o jogo seguiu.
Sem muita demora, a Espanha foi ao ataque: Villa partiu com a bola em direção ao gol até ser derrubado por Alcáraz dentro da área: pênalti e cartão amarelo para o zagueiro, que estava na condição de último homem. O cronômetro marcava 15 minutos quando Alonso convertia a cobrança no quadrante 6 e Justo Villar caía para o canto esquerdo. Mas, denunciando invasão espanhola, Carlos Batres ordenou que se repetisse a cobrança. Detalhe: no pênalti paraguaio houve invasão até mais acentuada. Então, aos 16', Alonso retorna para a marca de cal: dessa vez, chutou rasteiro no canto direito e Villar saltou conseguindo espalmar. No rebote, Cesc Fàbregas chega na bola, dribla Villar e é agarrado nas canelas pelo goleiro, sendo derrubado em pênalti ignorado por Batres. Na seqüência, Da Silva consegue afastar próximo da linha final um chute que tinha o endereço da rede.
Instantes após defender a cobrança de Alonso (14), Villar derruba Fàbregas mas a nova penalidade é ignorada pela arbitragem.
Na marca de 24 minutos, Capdevila cruza rasteiro da esquerda e Iniesta, da meia-lua, manda de primeira, por cima do travessão. 2 minutos depois, Xavi cobra falta da esquerda e Villar vai além da trave para dar um tapa em escanteio.
Aos 27 minutos, mudança no ataque paraguaio: Valdez sai e quem entra é Roque Santa Cruz.
O momento espanhol era superior e o gol ia amadurecendo. Com 29', Fàbregas bloqueia uma bola que seria afastada pela defesa paraguaia e Xavi pega a sobra de primeira, pondo à direita do gol. No mesmo minuto, Del Bosque resolveu colocar velocidade e poder-de-fogo, fazendo uma troca interessante: Alonso por Pedro Rodríguez.
Na marca de 33 minutos, Capdevila faz o cruzamento, a bola passa por dois paraguaios mas também por Villa.
Aos 37', o gol. Iniesta recebe, passa por dois adversários e cria um clarão na defesa paraguaia: o camisa 6 rola caprichosamente para Pedro na direita, que chuta cruzado e carimba a trave direita. No rebote, Villa tem à sua frente a baliza aberta com Da Silva situado entre as traves: o camisa 7 chuta colocado, acerta a trave esquerda, a bola percorre a linha-de-fundo sob os olhares de Da Silva, beija a trave direita e vai para a rede. Dificilmente poderia ser mais chorado.
No minuto posterior, uma troca para cada lado: Puyol por Carlos Marchena e Cáceres por Lucas Barrios.
Com 39 minutos, Villa pega bola rebatida após chute de Iniesta e chuta perto do ângulo esquerdo. Na marca de 43', os atacantes paraguaios que entraram no segundo tempo tiveram a chance de empatar a partida: Barrios recebeu pela direita, chutou firme, Casillas rebateu, Santa Cruz pegou o rebote e soltou o pé, parando em defesa salvadora do camisa 1 espanhol.
Aos 44', contra-ataque da Espanha pela direita, Pedro centraliza com Villa, que chuta cruzado e Villar defende. Com 47 minutos, Santana e Ramos vão disputar uma bola à meia-altura - o paraguaio levanta a perna e o espanhol abaixa a cabeça. Resultado: canelada no rosto, sangue, faixa para estancar e segue o jogo rumo ao apito final de uma classificação suada, sangrada e sofrida, onde o melhor time avançou mais uma vez.
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