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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Quando A Genialidade Supera A Estratégia: Eslováquia 2a1 Rússia

Se fôssemos analisar Rússia e Eslováquia exclusivamente pelo fator estratégico, não restariam dúvidas de que os russos mereceriam a vitória no jogo disputado hoje no Stade Pierre-Mauroy. E é nesse sentido que reverencio o treinador Leonid Slutsky: sua seleção embaralhou e distribuiu as cartas do jogo tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Teve ainda a sensibilidade tática de, no intervalo, trocar dois jogadores num setor fundamental para a distribuição de jogo, o que teve um flagrante impacto positivo na transição de sua equipe ao campo de ataque. Só que não foi possível evitar a derrota. E é a partir de agora que precisamos falar sobre uma coisa chamada talento.
Marek Hamsik comemora golaço após chute genial. Foto: EFE.

A seleção eslovaca, bem montada e bem distribuída em campo pelo treinador Jan Kozac, permitiu que a Rússia tivesse a iniciativa do jogo. Opção estranha em se tratando de um time com jogadores mais qualificados que o adversário, mas a idéia era, provavelmente, ter a opção do contra-ataque para vencer a pesada linha defensiva russa na base da velocidade. Particularmente, não sou muito fã dessa preferência por não ter a bola. Mas a genialidade de um craque foi o suficiente para encaminhar a primeira vitória da Eslováquia em Eurocopas.

Primeiro ato: assistência. Aos trinta e um minutos, Marek Hamsik acionou Vladimir Weiss com uma visão de jogo invejável e uma precisão de arrepiar. Weiss embelezou ainda mais a jogada quando, com o único toque na bola, tirou dois adversários do lance. E finalizou de maneira inapelável, cruzado, abrindo a contagem.

Segundo ato: remate. Aos quarenta e quatro, Weiss cobrou escanteio com um passe curto. Geralmente vejo esse lance como improdutivo, mas não se pode duvidar do desenrolar dos acontecimentos quando a bola passa pelos pés de Hamsik: com um chute maravilhoso, o camisa 17 marcou um dos mais belos gols nessa Euro-2016.

O esforço da Rússia tornou o segundo tempo ainda melhor do que o primeiro, principalmente após sair o gol de Glushakov, aos trinta e quatro. Os futuros anfitriões da Copa do Mundo tiveram pelo menos duas grandes chances de empatar a partida, o que traria contornos heróicos similares ao empate com a Inglaterra na estréia. Só que, dessa vez, não rolou. A busca pela classificação tanto de russos (1 ponto) quanto de eslovacos (3) ficará para a última rodada, num grupo que promete ainda mais emoções pela frente.

sábado, 11 de junho de 2016

Gales Começa Sua História Na Euro Com Vitória: 2a1 Na Eslováquia

Abrindo o grupo B na Eurocopa 2016, País de Gales e Eslováquia se enfrentaram em Bordeaux. Melhor para os galeses, que venceram por 2a1 naquela que foi sua primeira partida em toda a história do torneio continental.

Logo no início, Marek Hamsik fez jogada espetacular e somente não abriu o marcador porque um defensor galês conseguiu intervir quando a bola estava prestes a cruzar a linha situada abaixo do travessão. A Eslováquia tinha muito a ganhar com uma grande atuação do meia napolitano, mas a realidade é que, fora esse lance de craque, o camisa 17 não conseguiu repetir as grandes atuações que o tornaram um dos principais jogadores no campeonato italiano. Logo aos nove minutos, em cobrança de falta, Gareth Bale abriu o placar. Placar que poderia ter sido ampliado ainda no primeiro tempo, mas o árbitro norueguês Svein Moen não viu o pênalti cometido por Martin Skrtel em Jonathan Williams. Pior: havia um auxiliar "grudado" no lance que também não acusou a cotovelada do eslovaco dentro da área. Seria aquele sujeito meramente ilustrativo? Porque, se não enxergou aquilo àquela distância, simplesmente é figura decorativa no jogo.

No segundo tempo, a Eslováquia veio mais objetiva. Teve uma oportunidade desperdiçada mas não duas: Ondrej Duda, que acabara de entrar, carregou a bola e chutou no contrapé do goleiro Daniel Ward. E se a alegria eslovaca vinha do banco de reservas, a galesa também: aos trinta e cinco, Robson-Kanu, que entrou no lugar de Williams, aproveitou lance de Ramsey e, mesmo sem pegar na bola como gostaria, conseguiu direcionar a redonda para a rede defendida pelo goleiro Matus Kozacik. Gol chorado. E resultado ameaçado, pois ainda houve tempo para a Eslováquia carimbar a trave direita em jogada aérea. No final, festa britânica. Digo, pelo menos nas fronteiras de País de Gales. Não é seguro afirmar que os ingleses, adversários na segunda rodada, tenham celebrado o resultado histórico.
Momento da cobrança de falta de Bale, surpreendenndo o goleiro e abrindo o placar em Bordeaux. Imagem extraída de Goal.com.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Com Robben Esbanjando Boa Forma, Holanda Vence E "Espera" Brasil

Arjen Robben estreou entre os onze iniciais na Copa 2010, abriu o placar com um golaço e, pelos 70 minutos em que atuou no estádio Moses Mabhida, deu mostras de que pode ajudar a Holanda a traçar vôos mais altos na África do Sul. A vitória por 2a1 contou também com o talento de Wesley Sneijder - lançamento primoroso para o gol de Robben e autoria do segundo - e também com a bela atuação de Maarten Stekelenburg, que, no mais puro reflexo, fez pelo menos duas defesas sensacionais. A Eslováquia sai de cabeça erguida de seu primeiro Mundial como nação independente, deixando a competição após ter carimbado o passaporte de retorno da Azzurra para Roma. Róbert Vittek igualou-se ao argentino Gonzalo Higuaín como maior goleador da Copa até o momento, com 4 gols em 4 jogos.

Início lá e cá num primeiro tempo que só diminuiu de ritmo após o golaço de Robben

Com a numeração indo de 1 a 11 - coisa rara no torneio - a Holanda foi a campo como favorita mas nem por isso se deixou levar por qualquer clima de "oba-oba", esbanjando consciência desde que a bola começou a rolar.

Com 1 minuto de jogo, Vladimir Weiss cortou Mark van Bommel e John Heitinga, passou para Erik Jendrisek e o chute do camisa 18 passou perto do travessão. 3 minutos depois, a vez da Holanda: Robben recebe, passa para Sneijder, o camisa 10 domina ajeitando pro chute e manda a bola por cima.

Aos 5 minutos, Marek Hamsik recebe e chuta de fora, mandando à direita do gol. No mesmo minuto veio a resposta: Dirk Kuyt pegou a sobra e chutou também à direita da meta.

Na marca de 6 minutos, Kuyt cruzou lançando pra área a partir do lado esquerdo, Robin van Persie cabeceou e a bola desviou na defesa eslovaca antes de sair pela linha-de-fundo, à esquerda do gol. Com 8' Kuyt voltou a procurar van Persie, mas a enfiada de bola ficou mais para o goleiro Ján Mucha. Os eslovacos responderam no mesmo minuto, tentando pelo lado direito - mas o cruzamento rasteiro foi pego por Stekelenburg.

Aos 10', van Persie carregou a bola pelo centro, abriu o jogo na esquerda e Sneijder chutou de primeira, mas sem força, com o goleiro Mucha mostrando bom posicionamento para encaixar sem dificuldades. 3 minutos depois, Juraj Kucka recebeu na direita e chutou cruzado, para fora.

Na marca de 17', quando a Eslováquia tinha a posse de bola perto da área holandesa, veio o gol. Da Holanda. Bola recuperada e armado o contra-ataque: Sneijder recebeu antes da intermediária defensiva e aplicou um lançamento maravilhoso para Robben. O camisa 11 pegou a bola e partiu para a jogada que tem sua marca registrada: avançou, carregou pro centro, se livrou de Radoslav Zabavník, atraiu a marcação de mais dois adversários e chutou firme, a 23 metros do gol, na paralela, entre as pernas da marcação de Ján Durica, a 97 quilômetros por hora, no cantinho esquerdo. 1a0 Holanda.

Com uma etapa cumprida - a de abrir o placar - a Holanda passou a conduzir o jogo com menor intensidade.

Aos 30 minutos, Robben cortou com a mão direita um passe na altura da linha lateral. O árbitro espanhol Alberto Undiano Mallenco mostrou rigor e levantou o cartão amarelo. Mallenco havia apitado também a vitória sérvia por 1a0 sobre a Alemanha, quando expulsou Miroslav Klose ainda na primeira etapa após dar-lhe dois cartões amarelos. Com 31 minutos, a Eslováquia conseguiu finalizar quando Jendrisek pegou sobra da intermediária e mandou um chute forte para fora, em jogada nascida naquela infração citada anteriormente.

Na marca de 34 minutos, pude notar que não havia visto de tudo no futebol. Antes que a seleção eslovaca cobrasse um arremesso lateral pelo lado esquerdo, o auxiliar situado na linha oposta solicitou substituição de seu instrumento de trabalho. Já vi bola furar, camisa rasgar, árbitro escorregar, mas troca de bandeirinha me era um acontecimento inédito. Já não é mais.

Com 39 minutos, Kucka foi dividir de carrinho com Nigel De Jong e recebeu o segundo cartão amarelo do jogo. No minuto seguinte a Holanda chegou ao ataque: van Persie carregou pelo centro e chutou rasteiro para defesa de Mucha. Aos 43', Sneijder deu na direita para Robben, que tocou curto na passagem de van Bommel: o camisa 6 deu cruzamento rasteiro para van Persie, mas a finalização foi para fora.

Na segunda etapa, goleiros se destacam com grandes defesas

As equipes voltaram dos vestiários sem trocas de jogadores. Aos 4 minutos, Kuyt deixou a bola com van Persie, que tentou jogada individual - a bola sobrou na direita para Robben, que cortou pro centro e chutou cruzado para defesaça de Mucha. No minuto seguinte, Robben se livrou da marcação pela esquerda e passou para Joris Mathijsen: o zagueiro chutou com força e Mucha salvou novamente, dessa vez com o rosto.

Com 9 minutos, van Persie tentou nova jogada individual e acabou atingindo o tornozelo de Zabavník, que sentiu dores e foi atendido fora de campo. Geralmente quem é atingido é aquele que está com a bola, coisas do futebol. Aos 12', Sneijder enfia para Robben, que avança pela direita e dá passe na área, mas Kucka consegue afastar antes que a bola pudesse chegar de volta em Sneijder. No minuto posterior, Robben sofre falta de Zabavník na direita: van Persie cobra firme e fechado, com Mucha espalmando para longe.

Na marca de 15 minutos, Vittek tocou a bola para Miroslav Stoch, que tentou passar entre van Bommel e Gregory van der Wiel, caiu na área e Mallenco mandou o jogo seguir. Aos 17', Kucka deu um chutaço pouco a frente do círculo central e assustou Stekelenburg, que saltou além da trave direita para dar um toque sutil na bola - tão sutil que foi marcado tiro-de-meta.

Aos 19 minutos, Robben carrega pela direita e inverte rasteiro com Sneijder, que trás pro centro, chuta mas é bloqueado pela defesa eslovaca.

Com 21 minutos no cronômetro, a Holanda passou a dever a vitória parcial de 1a0 para Stekelenburg. Stoch recebeu no lado esquerdo da área, trouxe pro centro e soltou um chute alto e forte: o camisa 1 conseguiu espalmar para escanteio, fazendo difícil defesa. Na seqüência do lance, Hamsik deu passe açucarado para Vittek dar chute frontal e sem marcação: Stekelenburg pôs o braço direito na trajetória da bola, novamente fazendo grande defesa.

Aos 24', Sneijder cobra falta pela esquerda colocando na cabeça de Kuyt, que manda por cima.

Na marca de 25 minutos, a primeira substituição de cada seleção: Robben deixaria de aloprar os jogadores eslovacos dando lugar a Eljero Elia enquanto Jendrisek saía para a entrada de Kamil Kopúnek.

No minuto seguinte, Elia e Kopúnek já participavam. E no mesmo lance: o camisa 17 holandês avançava com a bola até levar carrinho do camisa 20 eslovaco, que recebeu o terceiro cartão amarelo da partida.

Aos 27', Mucha voltou a trabalhar ao espalmar chute forte dado de fora da área por Kuyt. 5 minutos depois, Hamsik chuta prensado, Vittek recebe em boas condições e acaba chutando por cima.

Com 34 minutos, a segunda substituição do técnico Bert van Marwijk: saiu van Persie - transparecendo insatisfação - e entrou Klaas-Jan Huntelaar.

Na marca de 38 minutos, Martin Skrtel comete falta na altura da linha que divide o campo ao levantar demais a perna direita. Enquanto o zagueiro reclamava com o árbitro, Giovanni van Bronckhorst mostrou inteligência e precisão, cobrando rapidamente a infração com um lançamento para Kuyt. O camisa 7 chegou na bola, antecipou-se à saída do goleiro Mucha dando-lhe um chapéu através de um toque de cabeça e teve a tranqüilidade de olhar pra área e servir Sneijder. O camisa 10 não decepcionou e mandou a Jabulani pro fundo do gol, colocando 2a0 no placar.

Aos 40', quase o terceiro: Kuyt desce pela direita, cruza e a bola chega em Elia, que acaba demorando demais para definir a jogada e chuta fraco, parando em defesa de Mucha.

Aos 42 minutos, o técnico Vladimir Weiss fez suas duas últimas substituições ao mesmo tempo (antes tarde do que nunca): saíram Hamsik e Zabavník para as entradas de Marek Sapara e Martin Jakubko.

No minuto seguinte, De Jong lança Kuyt, o atacante arruma de cabeça, cruza rasteiro e Mucha recolhe antes que Elia possa conferir.

Na marca de 46 minutos, a última troca holandesa: Sneijder deixa o gramado do Moses Mabhida e quem entra é Ibrahim Afellay. Ainda aos 46', Afellay recebe e chuta de fora, mandando perto da trave esquerda.

Aos 47 minutos, os eslovacos vão ao ataque e a bola sobra para Jakubko, que dribla Stekelenburg e cai: Mallenco aponta pênalti e dá cartão amarelo para o goleiro. Quem pega a bola é Vittek: ele vai pra cobrança, manda no canto direito e estufa o quadrante 11, fazendo seu 4º gol no Mundial. O árbitro prometera 3 minutos de acréscimos e a conversão da penalidade foi o último ato desse jogo que coloca a Holanda nas quartas-de-finais da Copa do Mundo 2010.

domingo, 27 de junho de 2010

Holanda E Eslováquia - Indícios De Um Jogão

Holanda e Eslováquia tem tudo para ser uma partida das mais interessantes nessa Copa do Mundo 2010. As equipes que terminaram na liderança do grupo E e na vice-liderança do grupo F, respectivamente, têm vocação ofensiva e costumam demonstrar mais qualidades com a bola no ataque do que quando submetidos à pressão adversária.

A seleção holandesa chega nessa oitavas-de-final com uma campanha de 100% de aproveitamento na fase de grupos, algo inédito na respeitável história da equipe laranja, duas vezes finalista de Copa do Mundo e introdutora do revolucionário esquema de "futebol total", que agraciou o mundo com o "Carrossel Holandês", sob a batuta de Rinus Michels, em 1974. Porém, o encanto do futebol-arte que a Holanda costuma reservar aos amantes do futebol ainda não aterrisou na África do Sul. Não que isso seja pré-requisito para o sucesso, mas é certamente um tempero especial, ainda mais se tratando de uma seleção especialista em preparar pratos saborosos.

A seleção eslovaca, pela primeira vez num Mundial como nação independente, fez um jogão de bola diante da Itália e parece ter aprendido a amarga lição que o futebol lhe deixou no empate de 1a1 com a Nova Zelândia, na estréia. Naquela ocasião, a equipe fez 1a0, tinha condições de partir para um segundo gol, mas passou a aceitar o jogo do adversário - nitidamente mais fraco - e levou o empate nos acréscimos da partida. Porém, diante dos italianos, mesmo vencendo por 1a0, 2a0, 2a1 ou 3a1, a equipe manteve uma postura de atacar o adversário, tornando o jogo absolutamente eletrizante e merecendo a classificação.

Essas nações estarão se enfrentando pela primeira vez, mas são velhas conhecidas quando da existência da antiga Tchecoslováquia. E, veja só, a Holanda é freguesa daquela seleção: em nove partidas, seis vitórias para os tchecoslovacos, dois empates e uma vitória holandesa.

Para a partida dessa segunda-feira, no belo estádio de Durban, os destaques das seleções vestem a camisa de número 11.

Róbert Vittek e Arjen Robben: dois jogadores capazes de decidir uma partida.

Arjen Robben, dando sinais de estar plenamente recuperado de uma lesão na coxa esquerda, talvez seja escalado pela primeira vez na condição de titular. A fera não precisou de muito tempo para entrar em campo na 3ª rodada, fazer bela jogada individual e participar do gol que deu a vitória por 2a1 sobre Camarões.

Róbert Vittek é vice-artilheiro do Mundial, com 3 gols marcados. Jogador com boa presença na área, onde demonstra oportunismo, também consegue trabalhar a bola com qualidade para permitir que outros companheiros fiquem em condições de marcar. A atuação diante dos italianos foi de alto nível, sendo determinante no triunfo por 3a2.

Evidente que ambos os conjuntos não dependem desses atletas. Robin van Persie, Wesley Sneijder, Vladimir Weiss e Marek Hamsik são apenas alguns dos nomes de grande qualidade que servem de exemplo. Mas, sem dúvida, são dois jogadores que aumentam as chances do jogo ganhar ares de espetáculo.

Abaixo, as prováveis - mas não confirmadas - escalações para o jogão que se aproxima.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em Jogo Eletrizante, Itália Reage Tardiamente E Eslováquia Triunfa

O estádio Ellis Park, em Johannesburgo, recebeu um grande jogo de futebol no dia de hoje. As substituições realizadas por Marcello Lippi no intervalo deram uma face à Azzurra que não foi vista nos outros 135 minutos de Mundial. De quebra, para o bem do espetáculo, coincidiu de a Eslováquia ter conseguido jogar ainda mais do que haviam mostrado em alguns momentos no jogo de estréia e que não se viu diante dos paraguaios. Pior para a Itália, derrotada e eliminada na primeira fase pela primeira vez em sua trajetória tetracampeã. Pela primeira vez na história das Copas, as duas atuais finalistas caem na fase de grupos.

O jogo

Para não depender dos acontecimentos de Paraguai e Nova Zelândia, a aritmética para os italianos era simples: vencer ou vencer. Porém, um empate com mais gols do que numa eventual igualdade na outra partida também garantia a classificação para a Itália. A Eslováquia, por sua vez, buscava a vitória que lhe daria a segunda vaga no grupo - nada mais lhe interessava.

Lippi promoveu a estréia de Gennaro Ivan Gattuso e a titularidade de Antonio di Natale - Claudio Marchisio e Alberto Gilardino foram para o banco de suplentes. Pelo lado eslovaco, Vladimir Weiss fez diversas alterações em relação ao time que perdeu para o Paraguai, incluindo as barrações de seu filho xará e do camisa 9 Stanislav Sestak.

Com 25 segundos Di Natale já tentava uma finalização, mas a bola chutada de antes da intermediária saiu por cima. Aos 3 minutos, Giorgio Chiellini lançou do campo de defesa, Vincenzo Iaquinta tabelou com Di Natale e chutou à direita do gol. Também na base do lançamento longo, a Eslováquia respondeu dois minutos depois: Róbert Vittek desviou de cabeça a bola viajada e Marek Hamsik chutou de primeira, da marca do pênalti, mandando à esquerda.

Na marca de 10 minutos, a Itália teve lance de bola parada: Iaquinta e Jan Durica se atracaram na área, o italiano mandou para a rede mas teve o gol corretamente invalidado pela falta que cometera na disputa com o eslovaco. E novamente a resposta vem na mesma moeda: dois minutos depois, levantamento da direita em lance de bola parada, Federico Marchetti afasta e a sobra é chutada por cima.

A seleção eslovaca tinha 60% da posse de bola e não tinha qualquer receio de se lançar ao ataque. Aos 14 minutos, lançamento pela esquerda visando a passagem de Hamsik, que centraliza para Vittek e Marchetti intercepta. Aos 15', Zdeno Strba recebe cartão amarelo do inglês Howard Webb por carrinho duro em Gattuso - o camisa 6 fica automaticamente suspenso da próxima partida.

Com 23 minutos, mais Eslováquia: Martin Skrtel se manda para o ataque, carrega a bola, passa por dois adversários, faz a tabela, arma pro chute e é desarmado na área italiana. No minuto seguinte, Daniele De Rossi sai jogando errado ainda próximo da própria área, Juraj Kucka passa para Vittek e o camisa 11 não desperdiça, chutando no canto direito e fazendo 1a0. Esse resultado, combinado ao 0a0 entre Paraguai e Nova Zelândia, colocava a Eslováquia na segunda colocação do grupo e mandava a Itália para a lanterna da chave.

Aos 34 minutos, Fabio Cannavaro comete falta em Hamsik. Miroslav Stoch rola de lado para Strba que, da intermediária, manda um chute que vai no canto direito - Marchetti espalma. A Itália parecia atordoada no gramado e simplesmente não conseguia desenvolver jogadas que a proporcionasse chances de gol. De fora da área, Riccardo Montolivo recebeu passe de Simone Pepe e chutou à direita, aos 37'. Na marca de 38 minutos, Howard Webb deu cartão amarelo para Vittek por entrada em Cannavaro, mostrando critério duvidoso: por que entrada semelhante de Cannavaro em Hamsik, 4 minutos antes, não rendeu cartão?

Aos 39', a melhor chance italiana na primeira etapa: cruzamento da direita e Skrtel cortou de cabeça mandando a bola rente ao travessão. 3 minutos depois, Gattuso corta a bola e também a perna de Strba, em típico "acidente de trabalho". O camisa 20 Kamil Kopúnek estava pronto para entrar no lugar do machucado Strba, mas, de fora do campo, o camisa 6 disse que queria continuar no jogo e retornou ao campo com o joelho sangrando devidamente enfaixado. A Eslováquia seguia melhor no jogo e teve nova chance aos 47', quando Vittek recebeu e passou atrás para Kucka chutar de primeira à esquerda da meta. Com 48', Di Natale passou a bola da direita para o centro, onde apareceu Montolivo - mas o camisa 22 escorregou e finalizou torto.

A partida que corria simultaneamente no estádio Peter Mokaba seguia 0a0, com o Paraguai não conseguindo mais do que dois chutes de fora da área através de Denis Ramón Caniza Acuña - aos 29' a bola saiu por cima e aos 35' Mark Nelson Paston encaixou. Assim, a situação do intervalo era de Paraguai e Eslováquia avançando e Nova Zelândia e Itália eliminadas.

Com este cenário, Lippi promoveu duas substituições no vestiário: Gattuso por Fabio Quagliarella e Domenico Criscito por Christian Maggio. Desta forma, Maggio assumia a lateral direita e Gianluca Zambrotta era deslocado para o lado esquerdo.

Aos 5 minutos, Pepe cruzou da direita e Iaquinta cabeceou sem levar perigo. Aos 10', Maggio descolou bom passe para Di Natale, que acabou finalizando reto e mandando à esquerda. Pronto: é chegada a hora da 3ª e última troca na Azzurra: sai Montolivo e entra Andrea Pirlo, fazendo a sua estréia na Copa 2010. Estavam em campo os 11 homens que iriam até o apito final buscar a vaga para a próxima fase. Jogadores como Mauro Germán Camoranesi e Alberto Gilardino seriam ilustres espectadores de um drama em tom de azul.

Com 17 minutos, Di Natale, de perto da meia-lua, chuta cruzado e Ján Mucha defende em dois tempos no canto esquerdo. 3 minutos depois, abertura na direita para Pepe, que cruza e Radoslav Zabavník corta. O escanteio é cobrado com passe curto pelo próprio Pepe, que recebe de volta de Pirlo, cruza na área, e a bola sobra para finalização de Quagliarella - a Jabulani passa pelo goleiro Mucha, passa entre Durica e Kucka, e explode em Skrtel, situado com uma parte do corpo dentro de campo e outra dentro do gol. Nenhuma câmera detectou se a bola rebateu acima ou abaixo do joelho do zagueiro, ficando difícil afirmar se teria entrado completamente. O fato é que o jogo seguiu e ninguém reclamou - a mim também pareceu que a bola não entrou.

Após esse lance de quase-gol, a Eslováquia emplacou bonita jogada aos 23 minutos: Hamsik recebeu próximo da linha que divide o campo e abriu na esquerda para Stoch, que avançou e chutou à esquerda. Com 25 minutos, chance lá e cá: em contra-ataque eslovaco, Strba tenta o passe e é interceptado por Chiellini. Iaquinta recebe na esquerda, cruza e Mucha tira da área espalmando. Na marca de 27 minutos, Hamsik cobra escanteio pelo lado direito, a defesa italiana rebate e a bola retorna para Hamsik: o camisa 17 pega de primeira e coloca em altura baixa na área, Vittek se antecipa à Chiellini e pega também de primeira, no contrapé de Marchetti - belo gol e 2a0 Eslováquia.

Atuando com o sentimento de desespero cada vez mais intenso, a Itália ia ao ataque aos 29 minutos: Di Natale recebe e abre na direita com Pepe, que cruza rasteiro e Peter Pekaríc afasta. Aos 30', Pepe deixa o desespero desprovê-lo de juízo e agride Stoch com entrada violenta e antidesportiva - Webb foi ainda mais antidesportivo ao punir o agressor com um simples cartão amarelo.

35 minutos no cronômetro: Hamsik tabela com Stoch, que levanta na área e Chiellini afasta. Estava iniciado o contra-ataque italiano. Pepe passa para Quagliarella, que dribla dois e passa para Iaquinta. Eis que o camisa 9 devolve de primeira com lindo toque de letra e a bola é chutada por Quagliarella para defesa de Mucha: no rebote, Di Natale confere e manda pra dentro. O desespero volta ao estágio de drama.

Aos 39', Skrtel afasta mal de cabeça, Di Natale recolhe na esquerda e centra na área para Quagliarella finalizar pra rede. Lance difícil, mas o auxiliar acertou ao levantar a bandeira denunciando impedimento.

Weiss realizou a primeira substituição aos 41 minutos: o valente, incansável e enfaixado Strba deu lugar, agora sim, a Kopúnek. Vamos ser mais precisos quanto ao relógio: Kopúnek entrou em campo com aproximadamente 41 minutos e 20 segundos.

Aos 42', Pepe cruza da direita e Mucha salta para socar, tirando a um só tempo a bola do alcance de Iaquinta e evitando que pudesse chegar em Di Natale.

No minuto seguinte, arremesso lateral para a Eslováquia. A bola é jogada para corrida de Kopúnek, que alcança, chegando antes de Marchetti e mandando a redonda para o gol, fazendo 3a1. Vamos ser mais precisos quanto ao relógio: Kopúnek tocou na bola com aproximadamente 43 minutos e 10 segundos. Nem 2 minutos em campo, um toque na Jabulani, predestinado. Entraria no primeiro tempo, mas a perseverança de Strba adiou a troca para o momento que o destino traçou.

Mas os italianos queriam um destino diferente ao que a sorte lhe oferecia e foi ao ataque buscar um milagre. Um não, dois. Aos 46 minutos, De Rossi chuta ao gol, a bola volta e o camisa 6 dá de carrinho para Quagliarella que, de forma genial, encobre Mucha com um categórico toque na bola. Golaço. Era o primeiro milagre, faltava mais um e o tempo corria contra a Itália.

Aos 47', segunda substituição na Eslováquia: Vittek, em atuação irrepreensível, por Sestak.

Que passe o tempo, era o que desejavam os eslovacos. Então, tome substituição: aos 48', sai Erik Jendrisek para a entrada de Martin Petrás.

Naquele momento terminava o empate sem gol de Paraguai e Nova Zelândia. A Itália estava definitivamente a um gol da redenção. A Eslováquia seguia na sua missão. Naquela altura, a partida de futebol mais se assemelhava a uma peregrinação.

50 minutos do segundo tempo. É a última chance. Chiellini cobra arremesso lateral para o meio da área. Pepe pega a sobra pelo lado esquerdo e chuta do jeito que a bola vem. E a bola vai para fora. Quem também está fora é a Itália.

domingo, 20 de junho de 2010

Soberano No Jogo, Paraguai Vence E Vê Vaga Perto

A ousadia do técnico argentino Gerardo Martino ao escalar o Paraguai com 3 atacantes aliada à atuação absolutamente apagada de Marek Hamsik foram dois dos fatores que ajudaram a construir mais uma vitória sul-americana nessa Copa do Mundo 2010. Contando com uma aplicação tática e disposição impressionantes por parte de Enrique Daniel Vera Torres, os paraguaios não tiveram dificuldades em superar os eslovacos e chegam na última rodada podendo empatar com a Nova Zelândia que mesmo assim avançam para a próxima fase. A Eslováquia, por sua vez, terá de vencer a Itália para seguir na competição. Mas não será com o futebol apresentado hoje que conseguirão esse feito.

O jogo

Aos 2 minutos, Roque Santa Cruz - novidade entre os titulares, tendo entrado no 2º tempo na partida de estréia - chutou de perto da área, a bola desviou em Peter Pekarík e depois foi espalmada por Jan Mucha.

Aos 17', Claudio Marcelo Morel Rodríguez cobrou falta levantando a bola na área e Antolín Alcáraz Viveros, autor do gol paraguaio na estréia com os italianos, quase alcançou. No minuto seguinte, Cristian Miguel Riveros Núñez chegou chutando de fora da área, para nova defesa do goleiro Mucha.

Com 22 minutos, bonita jogada paraguaia: Justo Wilmar Villar Viveros chuta forte e acaba fazendo lançamento que chega em Lucas Ramón Barrios Arioli. O camisa 19 passa de calcanhar para Vera, recebe de volta, avança e chuta perto do ângulo esquerdo. Aos 24 minutos, Nelson Antonio Haedo Valdez recebe e, mesmo marcado por dois adversários, não se intimida, faz a finta e chuta cruzado, à esquerda.

O domínio paraguaio e o acúmulo de chances foi traduzido em gol aos 27 minutos. Após bola recuperada no campo de ataque, Barrios foi acionado e deu lindo passe para Vera chutar no canto direito, antes da chegada de Jan Durica.

A única chance eslovaca na primeira etapa rendeu uma bronca por parte do goleiro Villar, que não gostou da defesa ter permitido o cabeceio adversário após cobrança de escanteio, em bola que saiu por cima, aos 36 minutos. 2 minutos depois, a Eslováquia volta a vacilar em troca de passes no campo de defesa, Vera leva a melhor na dividida com Kornel Salata e Mucha acaba salvando com o pé direito uma finalização frontal de Roque Santa Cruz.

O segundo tempo veio sem qualquer substituição e a Eslováquia seguia sem oferecer perigo, apesar de ter 51% da posse de bola. A única coisa de diferente que aconteceu na primeira metade da segunda etapa foi a entrada dura de Vladimir Weiss em Roque Santa Cruz, aos 20', com o árbitro Eddy Maillet deixando o jogo seguir. Depois, uma substituição para cada lado: aos 22', Valdez por Aureliano Torres; e aos 24', Stanislav Sestak por Filip Holosko.

Com 26 minutos, Roque Santa Cruz recebeu passe de Torres, cruzou para trás e Vera apareceu para cabecear rente à trave direita. No minuto seguinte, Torres recebeu na esquerda, avançou e chutou por cima.

Se a Eslováquia não chegava no ataque, pelo menos conseguiu uma jogada de efeito no campo de defesa, quando aos 34 minutos Weiss limpou o lance com um 360º ao estilo Zinedine Zidane. Seguiram-se mais duas substituições, novamente uma para cada lado: Barrios por Óscar René Cardozo Marín e Salata por Miroslav Stoch.

Aos 40 minutos, bola parada a favor dos paraguaios. Após o levantamento na área, Paulo César da Silva Barrios "roubou" a bola do companheiro Cardozo, mas sabia o que estava fazendo: rolou atrás para Riveros, que, da entrada da área, deu chute colocado no canto direito para fazer 2a0.

Com o jogo resolvido, Martino fez sua 3ª substituição aos 42': Vera, o melhor jogador em campo, saiu para dar lugar a Édgar Osvaldo Barreto Cáceres. Nos acréscimos, o "espectador privilegiado" Villar foi convidado a mostrar serviço: Robert Vittek recebeu no comando de ataque, arrumou pro pé direito e chutou de fora para bonita defesa do goleiro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eslováquia Brinca Com A Sorte: Festa Da Nova Zebrândia

Estreante enquanto nação independente mas com a tradição das participações da antiga Tcheco-eslováquia e com a moral de uma boa campanha nas Eliminatórias européias, a Eslováquia vinha fazendo uma boa estréia na Copa, abriu o placar no segundo tempo, mas em vez de sufocar a frágil seleção adversária e buscar mais gols, deixou a Nova Zelândia tentar a sorte na base do chuveirinho. E, aos 47 minutos da segunda etapa, pintou o gol de empate neo-zelandês. Foi o primeiro ponto dessa nação da Oceania na história das Copas.

Com 2 minutos de jogo, erro eslovaco na saída de bola e Christopher Killen avançou mas chutou para fora. Aos 4 minutos, cruzamento para Killen, que cabeceia para defesa de Jan Mucha. A Eslováquia respondeu de imediato: o habilidoso Vladimir Weiss fintou o marcador e bateu cruzado, mas Mark Paston defendeu.

A Eslováquia passou a ter o controle da partida e começou a chegar mais vezes. Aos 16', Robert Vittek recebeu cobrança de lateral, avançou e chutou para fora. Aos 21', Marek Hamsik deu o ar de sua graça ligando contra-ataque pela esquerda com Weiss, que se livrou da marcação com habilidade e devolveu para Hamsik, mas o jovem capitão acabou chutando para fora. Na marca de 27 minutos, Weiss acionou Stanislav Sestak, que devolveu de primeira pasa Weiss e recebeu de volta para chutar perto da trave esquerda neo-zelandesa. 2 minutos depois, quase sai um gol idêntico ao de ontem da Itália: escanteio pelo lado esquerdo, o goleiro Paston saiu mal e a bola sobrou para Sestak, que não foi feliz no cabeceio.

Esmagada pelo toque de bola eslovaco, a Nova Zelândia chegou ao ataque aos 31', quando Killen tentou resolver sozinho com chute de longa distância, sem direção. No minuto seguinte, mais Eslováquia: Paston erra bisonhamente com os pés, deixa a bola para Vittek, que avança e tenta o passe para trás, mas é bloqueado e a bola sai em escanteio. Com 34', Vittek vê espaço para chutar e tenta de fora da área, mandado à esquerda do gol. 3 minutos depois, a Nova Zelândia encaixou linda tabelinha no ataque: de Rory Fallon para Shane Smeltz e de volta para Fallon chutar, com Mucha defendendo lindamente.

O primeiro amarelo da partida aconteceu aos 41', quando Tony Lochhead deu pisão em Erik Jendrisek. Na cobrança da falta, bola rolada para Hamsik chegar batendo de primeira e Paston espalmar para fora.

Na primeira chance na volta do intervalo, a Eslováquia abriu o placar. Aos 4 minutos, cruzamento de Sestak na cabeça de Vittek, que mandou no cantinho, consciente, sem chances para o goleiro. A velocidade do lance e o deslocamento dos atletas também não deu qualquer chance para que o assistente flagrasse o impedimento de alguns centímetros, em irregularidade captada apenas pelo recurso tecnológico.

Aos 23', a Eslováquia encaixou o primeiro contra-ataque da partida: em velocidade, Hamsik serviu Sestak, que passou para Vittek, mas a jogada terminou em escanteio. 3 minutos depois veio a primeira mexida: o neo-zelandês Richard Herbert trocou Killen por Chris Wood. Aos 30 minutos, Jendrisek carregou a bola e, marcado pelo capitão Ryan Nelsen, o chute cruzado de fora da área saiu torto. O treinador Vladimir Weiss, pai do camisa 7 e filho de ex-jogador tcheco-eslovaco que também atuou em Copa, realizou duas substituições: aos 35', saiu Sestak para entrada de Filip Holosko e aos 38' foi a vez de Vittek dar lugar a Miroslav Stoch.

A Eslováquia passou a parecer satisfeita com o resultado e abriu mão de ser incisiva quando tinha a bola nos pés, deixando a Nova Zelândia mais à vontade no gramado do estádio Royal Bafokeng. Aos 42 minutos pintou grande chance do empate: Lochhead caprichou no cruzamento e a Jabulani encontrou Smeltz livre, mas o cabeceio foi para fora. Aos 45', a última substituição européia: saiu o filho do técnico, destaque da partida, para a entrada de Juraj Kucka. O árbitro sul-africano Jerome Damon indicava 3 minutos de acréscimos e a impressão que dava era que a Eslováquia já via o jogo como terminado e a vitória assegurada. A seleção da Nova Zelândia mostrou o contrário: aos 47', novo cruzamento. Dessa vez, a bola partiu dos pés de Smeltz e viajou na direção de Winston Wiremu Reid, que desviou de cabeça com semelhante precisão à do gol da Eslováquia, deixando tudo igual num empate de sabores distintos para eslovacos e neo-zelandeses.