Mostrando postagens com marcador País de Gales. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador País de Gales. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de junho de 2021

Intensa, Dinamarca Goleia Gales Com Dois Gols De Dolberg E Vai Às Quartas

Abrindo a fase de oitavas de final nessa Eurocopa 2020, País de Gales e Dinamarca se encontraram em Amsterdã. E, se alguém imaginava um confronto decidido nos detalhes, veio a surpresa: uma sapecada dinamarquesa por quatro gols a zero. É a segunda partida consecutiva que a seleção comandada por Kasper Hjulamand marca quatro vezes no mesmo jogo (lembre como foi a goleada por quatro a um sobre a Rússia clicando aqui).

País de Gales começa melhor

Com uma marcação muito bem desenhada desde o campo ofensivo - com um homem mais a frente, seguido por uma linha de três e, imediatamente atrás, outros dois jogadores -, a seleção galesa dificultava enormemente a saída de jogo do adversário. De tal forma que o goleiro Kasper Schmeichel simplesmente não via outra opção a não ser rifar a bola toda vez que a posse estava consigo. E se a marcação de Gales era muito bem feita, o mesmo não se podia dizer da Dinamarca. Aos nove minutos, Gareth Bale recebeu pelo lado direito de ataque e teve a liberdade de arrancar em diagonal, trazendo para a perna esquerda sem ser incomodado por nenhum marcador - o chute saiu com curva e passou perto da trave direita, quase inaugurando a contagem.

Dinamarca equilibra as ações e abre o placar

Conseguindo conter os galeses no último terço de campo e passando a, gradativamente, frequentar um pouco mais o ataque, a Dinamarca superava os maus minutos iniciais e começava a sobressair no jogo. Aos vinte e seis minutos, Mikkel Damsgaard, em jogada pela esquerda, tocou para Kasper Dolberg, que trouxe para a perna direita e, antes da chegada de carrinho de Chris Mepham, conseguiu chutar uma bola que rumou para o canto esquerdo, fora do alcance do goleiro Daniel Ward. Um a zero Dinamarca.

Por pouco, primeiro tempo não termina com vantagem maior para a Dinamarca

Depois de abrir a contagem em Amsterdã, o domínio dinamarquês passou a ser flagrante. A equipe já não era ameaçada em sua defesa. E, no campo ofensivo, duas ótimas chances de gol ocorreram ainda antes do intervalo. Aos trinta e um minutos, numa ótima trama pelo lado esquerdo de ataque, Damsgaard tabelou com Thomas Delaney, levantou a cabeça e cruzou rasteiro para Dolberg, que só não anotou o segundo gol porque Ward impediu. 

Aos quarenta e cinco, após lance iniciado no flanco direito de ataque dinamarquês, um cruzamento levou a bola até o lado oposto: Martin Braithwaite não conseguiu dominar mas acabou permitindo a chegada de Joakim Mæhle, que chutou à direita, na rede pelo lado de fora. A defesa galesa apenas assistiu mais essa oportunidade criada e deve ter comemorado a chegada do intervalo, visando rearrumar a casa a partir dos vestiários.

Logo no início da segunda etapa, o segundo gol da Dinamarca

É bem possível que o treinador Robert Page tenha conseguido identificar o que era preciso modificar na estrutura do time a fim de buscar o empate numa partida onde sua equipe havia começado melhor que o adversário. Mas, tendo identificado ou não, o fato é que logo aos dois minutos a desvantagem foi dobrada: Braithwaite carregou a bola pela direita, cruzou e, na tentativa de cortar, Neco Williams teve a infelicidade de direcionar a bola exatamente para onde estava Dolberg. Mostrando faro de goleador, ele agiu rápido para estufar a rede pela segunda vez. Importante observar nesse lance que, ainda no campo de defesa dinamarquês, houve uma dividida faltosa do zagueiro Simon Kjær no atacante Kieffer Moore. Acho bastante estranho que mesmo com o auxílio tecnológico essa infração tenha sido solenemente ignorada, validando um gol que se apoiou em uma irregularidade digna de invalidá-lo. Aliás, existe alguma irregularidade que deva ser tolerada quando revisada? 

Dolberg comemora: com dois gols no jogo, atacante foi um dos destaques na partida. Imagem extraída da página Bola Na Rede.

 Gales tenta reagir e cria chances

Tentando juntar os cacos de uma desvantagem elástica (era a primeira vez nessa Eurocopa que País de Gales ficava dois gols atrás no placar), a equipe galesa se lançou mais - e melhor - ao campo de ataque. Aos sete minutos, Williams foi acionado na direita e conseguiu unir o útil ao agradável quando, com um ótimo cruzamento, evitou a saída de bola pela linha final. Porém, o cabeceio de Bale para fora acabou tirando uma bola que encontraria o centroavante Moore melhor posicionado do que o capitão.

No minuto seguinte, aos oito, Aaron Ramsey, sumido no jogo, realizou cruzamento da direita buscando Moore - mas a zaga dinamarquesa conseguiu cortar. Aos vinte e um minutos, Joe Allen chutou e Jannik Vestegaard bloqueou.

Com partida sob controle, Dinamarca deslancha e constrói a goleada

Após a assimilação das substituições, a dominância dinamarquesa se intensificou. Isso se deve fundamentalmente pela atitude de uma seleção que se movimenta bastante quando tem a bola, não satisfeita em jogar o básico ou fazer o óbvio. Isto é, mesmo com algumas mexidas questionáveis (não vi nenhum cabimento em tirar Dolberg e, principalmente, Damsgaard de campo), a equipe ainda conseguiu criar, ser intensa e efetiva. 

Aos quarenta minutos, após cobrança curta de escanteio pela direita, Mathias Jensen - um dos que entraram no segundo tempo - levantou para o segundo poste e a bola retornou para a primeira trave, com Braithwaite chutando cruzado, à direita, quase marcando o terceiro.

Dois minutos depois, o terceiro gol se consumou: Mæhle recebeu na direita livre de marcação, arrumou deixando Benjamin Davies no chão e chutou forte no canto esquerdo.

Se já não se vislumbrava uma reação galesa, a expulsão de Harry Wilson após derrubar Mæhle encaminhou de vez a classificação dinamarquesa. A bem da verdade: o cartão vermelho direto num lance sem violência pareceu um exagero do árbitro alemão Daniel Siebert, que poderia tranquilamente advertir com um cartão amarelo naquela situação.

Aos quarenta e oito, com a vantagem numérica de jogadores se juntando à superioridade que já se manifestava antes disso, saiu o gol derradeiro nos quatro a zero: Andreas Cornelius, que entrou bem no jogo, tocou para Braithwaite, que comemorou duas vezes: a primeira, logo depois de estufar a rede; a segunda, minutos depois, com a revisão do VAR que ratificou a legitimidade do lance.

Mesmo sem Poulsen, a Dinamarca mostrou uma força ofensiva muito interessante. Sua presença nas quartas de final é mérito de um ótimo jogo coletivo e carrega um aspecto emocional singular - afinal, cada passo que essa seleção dá na Eurocopa traz consigo a onipresença de Christian Eriksen.

domingo, 3 de julho de 2016

Resumão Das Quartas Na Eurocopa 2016

As quartas-de-final na UEFA Euro 2016 reservaram fortes emoções aos apaixonados por futebol. De surpresas a confirmações de favoritismo, de jogos definidos nos pênaltis a goleada, bastante coisa aconteceu de interessante entre quinta-feira e domingo. Vamos a alguns pitacos.

[1] Polônia 1(3)a(5)1 Portugal.
[1.1] Saiu o primeiro gol de Robert Lewandowski na Eurocopa 2016. Logo no início da partida, ele aproveitou passe de Grosicki em jogada pela esquerda e completou esbanjando aquele oportunismo habitual que é exibido temporada após temporada na Bundesliga.
[1.2] Renato Sanches, jovem talento que será parceiro de Lewandowski no Bayern de Munique, mostrou que está pronto e preparado para ajudar a seleção portuguesa. Marcou o gol de empate após tabela com Nani e, principalmente, se ofereceu à equipe. Demonstra mais senso de coletividade que alguns astros consagrados (sim, isso foi uma indireta - que com esses parênteses se torna direta - ao Cristiano Ronaldo).
[1.3] Desempate por pênaltis é uma coisa que foge completamente da análise pragmática: na definição da classificação portuguesa, eis que o único polonês a desperdiçar a cobrança foi exatamente aquele jogador que tem uma das melhores pontarias da equipe: Blaszczykowski. Grande defesa do goleiro Rui Patrício.
[1.4] Capricho dos deuses do futebol que a cobrança derradeira tenha cabido a Ricardo Quaresma. O tatuado camisa 20, que veio do banco para novamente contribuir, vem fazendo bela competição e dando uma força ofensiva muito útil para abrir a última linha de defesa adversária, principalmente pelos flancos.

[2] País de Gales 3a1 Bélgica.
[2.1] Considerando a diferença de nível técnico entre as equipes (com todo respeito aos galeses, que têm muitas qualidades) e a circunstância do jogo (leia-se o golaço de Nainggolan aos doze minutos para abrir a contagem), País de Gales conseguiu um resultado histórico ao conseguir virar a partida.
[2.2] Curiosamente, em nenhum dos três gols houve participação direta do sempre participativo Gareth Bale. Coube a Aaron Ramsey conduzir a classificação com duas assistências na partida. Sua suspensão a ser cumprida na semifinal terá, sem dúvida, um impacto no time. Será desafiador jogar sem o cerebral camisa 10.
[2.3] A excepcional geração belga merece os elogios que recebe e o que Marc Wilmots vem fazendo frente a esta seleção é algo que não pode ser jogador fora pura e simplesmente devido a uma ou outra eliminação. Deve, isto sim, ser exaltado o esforço de fazer um elenco talentoso jogar de maneira a evidenciar essa capacidade técnica acima da média. Os desfalques na última linha de defesa pesaram, mas talvez sejam os jovens que não funcionaram nesse jogo aqueles que irão suceder os mais experientes. E Wilmots mostra sensatez ao pedir que os garotos sejam poupados de críticas. Hoje, a Bélgica caminha no sentido certo.

[3] Alemanha 1(6)a(5)1 Itália.
[3.1] Embora dominante territorialmente e sendo propositiva na maior parte do tempo, a Alemanha esbarrou na estratégia italiana. Uma estratégia que, diferentemente das oitavas diante da Espanha, zelou muito mais pelo anti-jogo do que por qualquer outra coisa. A Azzurra jogou por menos do que "uma bola". Se pudesse definir a classificação no cara-ou-coroa, provavelmente Antonio Conte se prontificaria a fazê-lo.
[3.2] Inegável que haja mais qualidade na equipe alemã, mas não justifica o excesso de defensivismo italiano na partida. De toda forma, fica evidente que os campeões mundiais, com toda a dificuldade que tiveram para obter a classificação, não são um time imbatível. Mas são o time a ser batido. Um time que dá gosto de ver jogar, mesmo quando o jogo é truncado.
[3.3] Seguindo o fluxo ilógico de um esporte onde vemos perderem pênaltis Lionel Messi e Arturo Vidal numa final de Copa América, a Alemanha viu Müller, Özil e Scweinsteiger desperdiçarem cobranças. Buffon estava pronto para sair como herói. Mas Neuer, com a frieza e a competência que lhe caracterizam, conseguiu ajudar os alemães a, finalmente, superarem os italianos em "jogo pra valer".
[3.4] Apenas para não deixar passar em branco: Boateng cometeu o pênalti convertido por Bonucci porque marcava corretamente o Chiellini. Curiosamente, seus braços esticados de modo a não cometer infrações no adversário, acabaram encontrando a bola naquela cobrança de escanteio. Faz grande Eurocopa o defensor alemão, que terá a missão de conduzir novamente o setor, dessa vez sem Hummels ao lado.

[4] França 5a2 Islândia.
[4.1] Possivelmente a melhor atuação de uma seleção nos primeiros quarenta e cinco minutos de partida nessa Euro. 4a0 com autoridade, naturalidade, intensidade. Tudo junto e misturado num liquidificador que triturou completamente a defesa e o sonho islandês em Paris. Deschamps conseguiu o ponto de equilíbrio num time marcado pela leveza e movimentação. Grandes atuações de Payet e Griezmann.
[4.2] A Islândia fez história nessa Eurocopa. Marcando gol em todos os jogos, não se intimidando em nenhum deles, procurando sair para o jogo quando via a possibilidade - conseguiu superar as próprias limitações e proporcionar um nível de competitividade de uma maneira a protagonizar jogos agradáveis de se assistir. Sair com uma goleada nas costas é doloroso. Mas a campanha viking na França é para ser lembrada com carinho por gerações. Sobretudo pela mobilização popular, desde as menos conhecidas cidades islandesas até as arquibancadas dos mais famosos estádios franceses. Engrandeceu o futebol. E merece os nossos aplausos.
Sinergia entre time, torcida e nação: a Islândia deu um espetáculo na França. Foto: Reuters / C. Hartmann.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

(He)Roy Hodgson: Inglaterra Vence Clássico Britânico Com Virada Nos Acréscimos

Num dos jogos mais aguardados nessa segunda rodada, os britânicos da Inglaterra e do País de Gales proporcionaram a primeira virada nessa edição da Eurocopa. E foi daquelas viradas especiais: com ida ao intervalo em desvantagem, mexidas fundamentais do técnico, gol da vitória nos acréscimos. Ingredientes que mostraram a força e o poder de reação do English Team de Roy Hodgson.

Curiosamente, a Inglaterra havia sofrido um gol nos acréscimos na partida inaugural, cedendo empate à Rússia. E esse não foi o único repeteco da primeira rodada: novamente, Gareth Bale marcou gol de falta para tirar o zero da contagem. Inclusive, há que se dizer que ambas as cobranças têm similaridades entre si e com a maneira que o português Cristiano Ronaldo cobra faltas. Lembrando que esses jogadores são companheiros de Real Madrid.

No segundo tempo, Vardy aproveitou descuido da defesa para empatar e incendiar o jogo. Precisou de dez minutos em campo para fazer o que Kane não conseguiu em duas partidas: um gol. Nos acréscimos, foi a vez de Sturridge ir às redes, mostrando astúcia e oportunismo em lance pela esquerda. Gol que castigou os galeses, que sentiam ainda o gostinho da liderança. Mas que premiou a equipe que mais buscou o gol e, merecidamente, assumiu a liderança na chave. Aplausos para Hodgson.
Daniel Sturridge, que entrou no intervalo, celebra e é celebrado pelo gol que selou a primeira virada na Euro-2016. Imagem extraída de ElDiario.

sábado, 11 de junho de 2016

Gales Começa Sua História Na Euro Com Vitória: 2a1 Na Eslováquia

Abrindo o grupo B na Eurocopa 2016, País de Gales e Eslováquia se enfrentaram em Bordeaux. Melhor para os galeses, que venceram por 2a1 naquela que foi sua primeira partida em toda a história do torneio continental.

Logo no início, Marek Hamsik fez jogada espetacular e somente não abriu o marcador porque um defensor galês conseguiu intervir quando a bola estava prestes a cruzar a linha situada abaixo do travessão. A Eslováquia tinha muito a ganhar com uma grande atuação do meia napolitano, mas a realidade é que, fora esse lance de craque, o camisa 17 não conseguiu repetir as grandes atuações que o tornaram um dos principais jogadores no campeonato italiano. Logo aos nove minutos, em cobrança de falta, Gareth Bale abriu o placar. Placar que poderia ter sido ampliado ainda no primeiro tempo, mas o árbitro norueguês Svein Moen não viu o pênalti cometido por Martin Skrtel em Jonathan Williams. Pior: havia um auxiliar "grudado" no lance que também não acusou a cotovelada do eslovaco dentro da área. Seria aquele sujeito meramente ilustrativo? Porque, se não enxergou aquilo àquela distância, simplesmente é figura decorativa no jogo.

No segundo tempo, a Eslováquia veio mais objetiva. Teve uma oportunidade desperdiçada mas não duas: Ondrej Duda, que acabara de entrar, carregou a bola e chutou no contrapé do goleiro Daniel Ward. E se a alegria eslovaca vinha do banco de reservas, a galesa também: aos trinta e cinco, Robson-Kanu, que entrou no lugar de Williams, aproveitou lance de Ramsey e, mesmo sem pegar na bola como gostaria, conseguiu direcionar a redonda para a rede defendida pelo goleiro Matus Kozacik. Gol chorado. E resultado ameaçado, pois ainda houve tempo para a Eslováquia carimbar a trave direita em jogada aérea. No final, festa britânica. Digo, pelo menos nas fronteiras de País de Gales. Não é seguro afirmar que os ingleses, adversários na segunda rodada, tenham celebrado o resultado histórico.
Momento da cobrança de falta de Bale, surpreendenndo o goleiro e abrindo o placar em Bordeaux. Imagem extraída de Goal.com.