domingo, 16 de dezembro de 2012

Mundo De Loucos. Por Ti, Corinthians

Yokohama foi sede de um dos dias mais especiais na história do Sport Club Corinthians Paulista. Diante do atual campeão europeu de clubes - o Chelsea -, o "Bando de Loucos" conquistou o título mundial 2012. Partida dificílima, onde o Alvinegro do Parque São Jorge fez-se valer daquela consistência tática apresentada na Copa Libertadores da América desse ano.

São muitos os personagens da épica conquista corinthiana. O lateral Alessandro, por exemplo, foi de uma entrega descomunal para cumprir a missão de neutralizar o hábil belga Eden Hazard. O volante Paulinho jogou por si e, em alguns momentos, por Ralf, que não esteve no melhor de seus dias. E o que dizer da aplicação de Danilo? Parecia ocupar espaços diferentes ao mesmo tempo! Jorge Henrique foi uma decisão acertada de Tite, desempenhando uma função que nem três Douglas seriam capazes de fazer. Paolo Guerrero... esse é um predestinado - o mais paulistano dos peruanos, a partir desta data. Poderia aqui citar os nomes de cada membro que viajou para o Japão representando uma multidão de torcedores. Mas há um nome em especial. O heróico goleiro Cássio. Aquele mesmo, responsável direto pela classificação para a semifinal na Libertadores (memorável defesa em finalização de Diego Souza, no segundo tempo no Pacaembu). Dessa vez, Cássio foi além. Foi ao além, talvez. Três, possivelmente quatro, alguns dirão cinco defesas miraculosas. A intervenção no chute cruzado de Victor Moses foi alguma coisa de outro mundo. Mundo que, até segunda ordem, é do Sport Club Corinthians Paulista.

sábado, 15 de dezembro de 2012

United Vence Sunderland E Conserva Vantagem Na Ponta

Líder na Premiership, o Manchester United mostrou ao Sunderland quem é que manda em Old Trafford. A formação ofensiva da equipe (com Antonio Valencia e Ashley Young pelos flancos, Rooney e Van Persie mais centralizados) causou grandes dificuldades à defesa visitante. Principalmente porque não era raro ver os laterais Phil Jones e Patrice Evra se apresentando no ataque.

O Sunderland, cujo time tem, sim, algumas qualidades, se viu a maior parte do tempo dentro da roda, com o placar sendo aberto aos quinze minutos: Young fez jogada individual pela esquerda e a bola chegou até Van Persie, que concluiu com frieza para mandar a bola no ângulo direito. Três minutos depois, aos dezoito, saiu o segundo: Cleverley tabelou com Carrick e apareceu na área para concluiu com categoria, no canto esquerdo.

O jogo foi para o intervalo em 2a0 e não com uma goleada simplesmente porque Rooney falhou em duas oportunidades claras, perdendo a chance de marcar um golaço de voleio e anotar outro em cabeceio. No início do segundo tempo, Rooney ainda carimbaria o travessão, com um minuto no relógio. Mas tudo bem, o gol do Shrek estava guardado: aos treze, ele recebeu cruzamento de Van Persie e só teve o trabalho de deixar a bola bater em si para que tomasse a direção da rede.

O United diminuiu sua intensidade no jogo, embora mantivesse a mesma objetividade de antes, se lançando ao ataque quando encontrava espaços. Mas a tônica do segundo tempo foi diferente daquela vista antes do intervalo, pois agora as jogadas do Sunderland pareciam levar cada vez mais perigo, obrigando De Gea, figura pouco acionada na primeira etapa, a intervir diversas vezes. E o gol de honra saiu aos vinte e seis em jogada de descuido generalizado da defesa vermelha: a bola atravessou a pequena área por duas vezes, sendo a primeira por baixo e a segunda pelo alto, terminando com cruzamento certeiro de Sessègnon para cabeceio tranquilo de Campbell.

A sucessão de gols na partida foi idêntica a do jogo entre o mesmo Sunderland e o Chelsea. Apesar das derrotas e da campanha que coloca o time de Martin O'Neill bastante próximo da zona de descenso, acredito que o Sunderland tenha totais condições de se afastar das últimas posições na tabela. O United, por sua vez, caminha para o título inglês, que na temporada passada acabou indo para o lado azul da cidade de Manchester (hoje o City é o vice-líder, seis pontos atrás).

Confira como foi a transmissão da partida em tempo real pelo @jogandoagora #MUnSun

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Chelsea Vence, Convence E Ganha Moral Pra Final Do Mundial

A quase unânime opinião de que o Monterrey daria mais trabalho ao Chelsea do que o Al Ahly ao Corinthians foi frustrada após a realização das semifinais. Enquanto os egípcios deram uma canseira na equipe de Tite e quase levaram o jogo para a prorrogação, os mexicanos sucumbiram a um adversário explicitamente superior, que se deu ao luxo de terminar a partida em ritmo de treinamento.

E olha que os Azuis jogaram desfalcados de uma peça-chave: o brasileiro Ramires, que assistiu do banco de reservas o compatriota David Luiz desempenhar bem a função de volante. Com cinco minutos de partida, David Luiz já tinha dado um chute perigoso e efetuado uma bela enfiada de bola para Hazard, que quase resultou no primeiro gol do jogo.

Primeiro gol que saiu aos dezesseis minutos, naquela que foi a primeira participação efetiva de Ashley Cole no campo de ataque. O lateral-esquerdo se apresentou, tabelou com Oscar recebendo toque de calcanhar e serviu Juan Mata, que finalizou bem, no canto direito. 1a0 Chelsea em linda trama de jogada.

O Chelsea teve novas chances de gol, mas aos poucos o Monterrey foi encaixando melhor a marcação e dificultando o poder de criação dos comandados de Rafa Benítez. Até o intervalo. Na volta, não durou vinte segundos a continuidade do placar: após jogada individual de Eden Hazard pela esquerda, Fernando Torres recebeu, ajeitou com dois toques na bola e chutou para marcar o segundo.

A intensidade do Chelsea parecia ininterrupta e o terceiro gol saiu aos dois minutos. Em jogada espanhola envolvendo os dois autores dos gols, Torres inverteu com estilo para Mata, que recebeu na direita, buscou Oscar e Chavez acabou marcando contra. 3a0 Chelsea.

A tônica da partida continuava a mesma: o Chelsea presente no campo de ataque, tocando a bola. Com o placar confortável, Benítez foi promovendo alterações provavelmente mais pensando na final com o Corinthians do que nos minutos que restavam com o Monterrey. Aos poucos, os mexicanos foram se sobressaindo, chegando a ter mais tempo de posse de bola.

O atacante Aldo de Nigris era acionado rotineiramente, mas não conseguia passar por Petr Cech. Foram pelo menos três intervenções do arqueiro para evitar chances claras de gol do camisa nove. Mas o jogo limpo do Monterrey - digno de elogios - foi premiado com um gol de honra, nos acréscimos. E só podia ser dele: De Nigris, que recebeu pela direita e, dessa vez, venceu Cech.

Mas quem saiu vitorioso mesmo na noite de Yokohama foi o o futebol. Depois de tanta pancadaria na(s) final(is) da Copa Sul-Americana, um alento ver uma partida onde o foco é exclusivamente a bola. Que, por sinal, foi muito bem tratada na maior parte do tempo.

Confira como foi a transmissão da partida em tempo real, pelo @jogandoagora #MonChe.

Em Final No Estilo CONMEBOL, São Paulo Levanta Taça Sul-Americana


O São Paulo foi sempre superior ao Tigre. Superioridade que é técnica, pois os jogadores são flagrantemente mais habilidosos. Que é tática, pois o time de Ney Franco é visivelmente mais disposto a atacar. E isso foi abordado no Jogada De (E)feito anteriormente. Aliás, curiosamente, foi feita aqui uma espécie de previsão, quase uma profecia:
Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.
E a partida, de fato, terminou antes dos noventa minutos regulamentares. Terminou mais precisamente no intervalo desse jogo de volta. Ou seja, a superioridade são-paulina, que tinha tudo para ser de 180 minutos, parou nos 135. O saldo da "partida sem fim" no Morumbi foram dois belos gols tricolores (o primeiro de Lucas e o segundo de Osvaldo, em assistência de Lucas). Lucas que, melhor em campo, foi mais uma vez vítima da violência adversária, tendo inclusive sofrido agressão no rosto que rendeu um ferimento sangrento no nariz do craque.

E deixo aqui registrada a abominação a qualquer que seja a forma de violência. Desferir cotoveladas e pontapés num companheiro de profissão é condenável. Infelizmente, a figura escalada para condenar, por vezes sequer falta assinala. É triste. E, de quebra, a final entre São Paulo e Tigre teve um agravante: a denúncia de que jogadores do clube argentino foram agredidos por seguranças a serviço (?) do São Paulo Futebol Clube. Fala-se em pancadaria com sangue e revólver apontado para o peito. Gente, pelo amor de Deus, isso é qualquer coisa, menos futebol. Menos esporte. Menos segurança. Ultrapassou qualquer limite do aceitável e do tolerável. Apuração é necessária para se ver até onde a história é fantasiosa e/ou realista.

Fato é que, vendo um gramado prejudicado porque teve show da Madonna; vendo um festival de entradas desleais num jogo onde uma equipe parece não aceitar esportivamente o fato de ser inferior ao seu oponente; vendo arbitragens serem cúmplices da violência ao não punir os infratores com o rigor da regra do jogo; vendo seguranças e/ou policiais agindo de maneira criminosa e covarde; vendo a CONMEBOL não tomar qualquer atitude para corrigir esse cenário caótico, chego a uma conclusão.

Concluo que o Brasil e a América do Sul não merecem jogadores como Lucas. Menino de talento notável, negociado com o Paris Saint-Germain, desejo-lhe a sorte de encontrar pela frente técnicos de futebol que valorizem o seu encantador estilo de jogo, tal como fez e faz o Ney Franco. A sorte de sair dessa bagunça generalizada você já teve. Obrigado pela beleza de seu jogo e desculpe a nossa falha.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sai Dos Campos O Atleta - Se Inicia A Lenda

Me esforço muito pra lembrar quais eram as minhas primeiras lembranças como palmeirense.

A primeira lembrança muito clara que tenho foi a da final da Copa do Brasil de 98, embora de vez em quando alguns relances mais antigos vem do nada em minha mente.

Tinha 10 anos. Lembro que gravei a final em um VHS. Era um sábado a tarde.

Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro. Paulo Nunes no primeiro tempo e Oséas aos 44 do segundo tempo no lendário "gol espírita", depois do goleiro do Cruzeiro não conseguir encaixar uma falta cobrada por Zinho.

Só tive uma breve noção da importância daquilo no ano seguinte, quando jogamos a Libertadores. A lembrança desse campeonato também não é completa. Lembro raramente da primeira fase. Lembro do segundo jogo das oitavas contra o Vasco, atual campeão. Lembro da desolação do meu pai quando Velloso se machucou e tinha que ser colocado o jovem Marcos no gol contra o Corinthians nas quartas de final. Fechou o gol. Lembro pouco das semifinais contra o River mas lembro nitidamente da grande final e do pênalti perdido por Zapata, que deu o título.

A partir daí as lembranças são mais claras. Rio-São Paulo e Copa dos Campeões de 2000, e assim segue.

O que resumo é que para qualquer palmeirense que não viu os grandes ídolos da academia jogar, os jogadores desta geração são os grandes símbolos do clube. Oséas, Paulo Nunes, César Sampaio, Alex, Galeano... esses são sinônimos de heróis de grandes batalhas que pra sempre ficarão marcadas no coração do torcedor.


E entre eles estava o símbolo maior. Símbolo da humildade, do respeito e da autenticidade. Símbolo de jogador que ama a camisa que veste. Marcos. Marcão. São Marcos.

Marcos em sua entrevista na noite de ontem brincou : 'Fiz mais de 500 jogos e só lembram de 4. As 2 decisões por pênaltis contra o Corinthians e as falhas do Manchester e do Vitória'.


Eu como um saudosista faço questão de lembrar outros jogos que Marcos me deu um orgulho absurdo de ser palmeirense. No Paulistão de 2002, o São Caetano era devastador, liderou de ponta a ponta o campeonato, e podia fazer o jogo das quartas de final em casa. O Verdão era a vítima a ser batida. Mas com 2 gols de Thiago Gentil, o Palmeiras eliminou o adversário por 2x0 numa noite em que Marcos foi terrivelmente bombardeado por Adhemar, César e companhia. Foram mais de 30 cacetadas com direção a gol e lembro que os chutes eram tão fortes que Marcos quase não encaixou nenhum. Mas nos salvou.

Outro jogo memorável, e este até hoje bato no peito e grito que sou palmeiras de tanto orgulho que tive, foi nas oitavas de final da Libertadores de 2010. Jogo de volta. Sport x Palmeiras. Jogo na Ilha do Retiro completamente lotada. O Sport ainda estava invicto no ano todo e usava de seu estádio pra arena de tortura de seus adversários. O Palmeiras venceu o primeiro jogo por 1 x 0 e todos davam como certa uma goleada para os pernambucanos na volta. Mas não contavam que o Santo estava inspirado. Fez milagres sensacionais, além de defender 3 pênaltis, calando o Brasil, que dava como certa a eliminação palmeirense.

Não vou tomar mais tempo do internauta, pra chover no molhado. Preciso falar de Brasil x Bélgica? De Brasil x Alemanha? Preciso lembrar a recusa de jogar no Arsenal pra disputar a série B com o Palmeiras?

É por essas e outras que eu e mais 38 mil palmeirenses ontem nos comovemos entre lágrimas, gritos, palmas, cantos e sorrisos. Ver nosso símbolo maior dar adeus doeu, mas se misturou a muita alegria. Não foi só o adeus de Marcos. Foi o adeus de muitos craques que nunca tiveram um jogo festivo pra poderem ser aplaudidos por tudo que fizeram por nós.

Ver Oséas entrar em campo, ver Euller tocando a bola na frente e ganhando na corrida de quem quer que fosse, ver Alex recebendo a bola e quando todo mundo achava que não tinha espaço pra nada ele achava uma saída, um passe, um lançamento inesperado...


E simplesmente ver o maior de todos os tempos, o Divino, Adhemir da Guia receber a bola , fez o coração lembrar que por mais que nuvens negras estejam sobre nós, ser palmeirense é algo indescritível.

A despedida de Marcos ficará guardada pra sempre em meu coração. Um dia meus filhos verão vídeos do Pentacampeonato mundial, e do título da Libertadores de 99. E eu falarei a eles: eu fui pessoalmente agradecer a cada um ali pelas alegrias que me deram nestes anos de vida. Em especial aquele ali atrás. Aquele que chamam de Santo. Aquele que hoje é uma lenda que nunca será apagada.


Por Lucas Vinícius

Guerrero Do Parque São Jorge

Ele não estava na campanha do título na Copa Libertadores da América 2012. E, com uma contusão a algumas semanas do Mundial, tinha sua presença colocada em dúvida para essa partida semifinal. Dúvida que não habitou a cabeça dele próprio, pois sempre deu declarações de que estava bem e à disposição do treinador. E Paolo honrou o sobrenome. Saiu de sua cabeça a única bola que tomou o rumo da rede. Douglas cruzou de três dedos e o centroavante peruano cumpriu o ofício goleador.

Mas o que dizer do conjunto do Corinthians na partida diante do Al Ahly? Organizado do início ao fim, o time comandado por Tite foi timidamente superior durante um primeiro tempo equilibrado. Na etapa complementar, desabou após a entrada de Aboutrika no lugar de El Said, com menos de dez minutos. Aboutrika tem boa técnica, mostrando-se um jogador diferenciado pela simples forma como pega na bola. Tem visão. Tem categoria. Tem experiência. Mas um time como o Corinthians não pode nem deve se deixar dominar de tal maneira após uma mudança de jogadores no adversário. Nem que fosse o Lionel Messi entrando no gramado. Principalmente porque, do lado de lá, não estava nenhum Barcelona. Então fica a pergunta: até que ponto a entrada de Aboutrika melhorou o Al Ahly e até que ponto a melhora do Al Ahly fez desabar o desempenho corinthiano?

Fato é que os egípcios dominaram a etapa complementar e tiveram pelo menos três chances claras de gol. Três chances talvez mais claras do que o próprio lance do gol de Guerrero. Azar do Al Ahly que, num jogo onde vinte e oito atletas foram utilizados, quiseram os deuses do futebol que o herói na noite japonesa fosse um estrangeiro. Sorte do Corinthians que ele estava do lado brasileiro. É bem como dizem: São Jorge, santo Guerrero.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São Paulo E Tigre - A Volta



Nessa quarta-feira, 12.12.12, São Paulo e Tigre decidirão o título na Copa Sul-Americana 2012. Chegam até a partida final vivendo momentos distintos, com times distintos e estilos de jogo distintos. Nos três aspectos - momento, time e estilo de jogo - o São Paulo leva vantagem.

Como se não bastasse o fato de atravessar uma melhor sequência de resultados na temporada, de contar com uma equipe de maior qualidade técnica e de apresentar um futebol mais atrativo, o Tricolor Paulista ainda contará com o apoio de uma torcida que esgotou os ingressos do Morumbi.

Se o Tigre se limitar a fazer o mesmo que fez em La Bombonera, já dá para selar o São Paulo campeão continental. Aliás, se o árbitro escalado para o duelo for cumpridor da regra - diferentemente do paraguaio Antonio Arias, cúmplice da violência em Buenos Aires -, a partida corre o risco de terminar antes dos noventa minutos regulamentares, por excesso de jogadores expulsos.

O desfalque de Luís Fabiano, que no jogo de ida recebeu corretamente o cartão vermelho após mais um destempero em sua carreira de reincidências de indisciplina, deverá ser menos impactante dessa vez, pois Ney Franco deverá contar com Willian José, jogador com algum faro de goleador (embora nada que se compare ao titular da posição). De resto, fica a torcida para que tenhamos um grande jogo. Do lado dos comandados de Ney Franco, espero mais uma bela atuação, se possível como a vista na goleada sobre a Universidad de Chile, na fase quartas-de-final. Do lado do time dirigido por Nestor Raúl Gorosito, vamos tirar a prova se aquele tanto de botinada foram "infelizes coincidências" ou se faz parte de uma "estratégia de jogo".

Ah! Será a despedida do ótimo Lucas com a camisa do São Paulo! No último treino, o hábil meia da seleção foi às lágrimas. Craque, garoto, brasileiro. Ganhará fortunas em Paris. Mas está com a cabeça e o coração no São Paulo Futebol Clube. Exemplo para muitos dessa profissão, dessa faixa-etária, dessa nacionalidade. Se a despedida for com título e grande atuação, seria um belo desfecho.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Equipe E Jogada Da Semana

O Chelsea atravessa momento singular nesse fim de ano (meio de temporada). Trocou de técnico algumas semanas atrás (Roberto di Matteo não resistiu à seqüência de maus resultados) e agora está no Japão para a disputa do Mundial de Clubes 2012. Na semana da viagem, a equipe jogou pela sexta rodada na fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa, goleando o Nordsjaelland por 6a1. Mesmo assim, acabou se consumando a eliminação do maior torneio continental de clubes, sendo a primeira vez na história que o atual campeão cai em plena fase de grupos. Bola pre frente, vida que segue e Rafa Benítez conseguiu, finalmente, uma vitória com os Azuis na Premiership: 3a1 pra cima do Sunderland, com belas atuações de Ramires, Mata e Torres. Graças ao excelente início na competição, o Chelsea está em terceiro na tabela de classificação. Mas agora é esquecer os torneios locais e focar na Copa do Mundo de Clubes, onde enfrentará, na semifinal, o Monterrey, na quinta-feira, dia treze. Com nove gols marcados nos últimos dois compromissos, parece que a equipe londrina retoma a confiança, buscando mais uma inédita conquista.

Jogada da semana

Nesse domingo, dia nove, o Campeonato Italiano reservou belíssimos gols e jogadas. Poderia tranqüilamente figurar nesse tópico o lance em que Robinho se desvencilhou da marcação sem tocar na bola e estufou a rede na partida em que o Milan venceu o Torino, de virada. Poderia ser também o primeiro gol da Internazionale no jogaço diante do Napoli, quando Cassano e Guarín fizeram uma parceria sensacional - um cobrando o escanteio e outro concluindo em gol. Mas a jogada da semana "tinha" que ser outra. Não daria para deixar de fora a pintura do gol da vitória juventina sobre o Palermo. Desde o lançamento de Andrea Pirlo até a finalização de Stephen Lichtsteiner, tudo muito legal. Mas o grande atrativo mesmo foi o que aconteceu entre uma coisa e outra. A própria comemoração do gol mostra como os companheiros reconheceram a qualidade da assistência. Com vocês, o montenegrino Mirko Vucinic.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Internazionale Vence Napoli Em Grande Jogo Pelo Italiano

Ótima partida de futebol fizeram Internazionale e Napoli. Se a noite em Milão era fria (comentaram que a temperatura estava em dois graus negativos), dentro de campo - e também nas arquibancadas - o espetáculo foi quente, digno de um encontro entre duas equipes que concorrem ao título nacional, estando atrás somente da líder, a Juventus. Com a vitória por 2a1, a Inter trocou de posição com os napolitanos, saindo do terceiro lugar para a vice-liderança, ficando a quatro pontos da Juve.

Tanto Stramaccioni quanto Mazzarri optaram por uma formação com três homens na linha de zaga (a Inter com Ranocchia, Cambiasso e Juan; o Napoli com Gamberini, Cannavaro e Britos). Destes seis, destaco as atuações de Juan (embora às vezes afoito, demonstrou personalidade rara a um zagueiro brasileiro tão jovem num time de ponta europeu) e do uruguaio Britos, este apresentando qualidade defendendo e também nas ocasiões em que detinha a posse de bola. No meio-campo, o dono do setor era o colombiano Freddy Guarín. Aos sete minutos, abriu o placar com chute de primeira, após magistral cobrança de escanteio de Antonio Cassano. Aos trinta e oito, deu assistência primorosa para Diego Milito, oportunista, anotar o segundo tento nerazzurri.

Mas o Napoli, que era melhor no jogo quando teve a infelicidade de levar o segundo gol, não se entregou. Pelo contrário: voltou do intervalo com ímpeto ainda maior, motivado pela entrada do ex-interista Goran Pandev no lugar de Gamberini. Aos oito, uma jogada de intenso bate-rebate teve bola de Pandev no travessão, defesa de Handanovic após chute de Maggio e bola na rede no rebote de Cavani. Os visitantes, valentes, atacavam e davam muito trabalho aos donos da casa. Em resposta, Guarín e Palacio atormentavam nas saídas em contra-ataques.

Não saiu nem o terceiro gol da Inter nem o empate napolitano - que seria o mais sob medida pela dinâmica dos acontecimentos. Mas não faltou emoção numa partida entre duas equipes muito bem montadas. Faltou, isto sim, a presença de Wesley Sneijder e de Eduardo Vargas. A diferença é que o holandês não foi relacionado pois ainda não chegou a um acordo com o clube quanto à renovação contratual, enquanto o chileno ficou o tempo todo na condição de suplente. Uma pena, pois o jogo que já foi de ótimo nível, poderia ter sido ainda melhor se essas duas feras estivessem no gramado.

Mais detalhes sobre a partida pode ser visto no @jogandoagora.

Al Ahly Na Rota Do Bando De Loucos

Com uma vitória por 2a1 sobre o Sanfrecce Hiroshima, o Al Ahly garantiu presença na fase semifinal no Mundial de Clubes 2012. Isso quer dizer que teremos os brasileiros do Corinthians duelando com os egípcios do Al Ahly, em partida agendada para a cabalística data de 12.12.12.

Dizer que o Al Ahly de bobo não tem nada é redundância clichezística. Primeiramente porque a categoria dos bobos está em vias de extinção no futebol profissional. Depois, porque para marcar presença na Copa do Mundo de Clubes, há que se ter algum tipo de mérito. O do Al Ahly, a julgar principalmente pelo segundo tempo de partida na noite japonesa (manhã brasileira), está na experiência de seu elenco. Se por um lado o Hiroshima esbanjava velocidade e deslocamento pelo gramado, a equipe comandada por Hossam El Badry era fiel a um estilo de jogo mais lento, mas de bastante noção do que fazer - e quando fazer - com a bola. O gol da vitória foi marcado pelo veterano Mohamed Aboutrika, que começou a partida na condição de suplente. Outro que entrou com o jogo em andamento foi Trezeguet. Mas não se engane: esse não é aquele francês com passagem marcante pela Juventus.  Com dezoito anos de idade, entrou para atuar aberto pelo lado direito ofensivo.

Invicto há sete partidas (a última derrota foi para o Tout Puissant Mazembe, velho conhecido dos colorados), o time egípcio parece pecar um pouco pela previsibilidade na transição ao ataque e pelo ineficaz sistema de marcação na última linha de defensores. Quer dizer, não sei se o desempenho da equipe diante dos japoneses era regra ou exceção. Mas o fato é que terão de jogar mais que isso para fazerem frente aos comandados de Tite.

Na outra chave, o Monterrey, que passou pelo Ulsan com vitória por 3a1, enfrenta o Chelsea, que viajou ontem após a vitória por 3a1 sobre o Sunderland, pela Premiership.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Espanhóis Resolvem E Chelsea Vence No Inglês - Agora É No Japão

Blogueiro de volta com internet (adeus, Claro!) e TV por assinatura (após quase uma década limitado à programação aberta). Então, cá estamos para "quebrar o jejum" do blógui e voltar com as postagens.

Nesse sábado, o Chelsea foi até o Stadium Of Light enfrentar o Sunderland, em seu último compromisso  oficial antes da viagem ao Japão para a disputa da Copa do Mundo de Clubes 2012. Os Azuis, que começaram a Premiership com sete vitórias e um empate nas oito primeiras rodadas, não venciam há sete jornadas, período no qual rolou inclusive a demissão de Roberto di Matteo, que não resistiu à campanha medíocre na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa (o Chelsea é o primeiro clube na história do torneio a não passar dessa fase na condição de atual campeão). O espanhol Rafael Banítez chegou e, se o time ainda não tem a "sua cara", parece estar recuperando a moral: a vitória por 3a1 sobre o Sunderland deve tornar a longa viagem um tanto mais leve para o elenco. Que o diga o atacante Fernando Torres, que voltou a balançar as redes no Campeonato Inglês após doze horas e meia. E El Niño marcou logo duas vezes, sendo o destaque na partida - o outro gol da equipe foi de Juan Manuel Mata, aproveitando rebote de belo remate de Torres, que havia carimbado o travessão.

O corinthiano que acompanhou o jogo espiando aquele que pode ser o adversário da equipe na final do Mundial de Clubes - isso se ambos os conjuntos passarem pela fase semifinal -, deve ter ficado preocupado com a boa performance de Mata, jogador que vem mostrando grande capacidade na distribuição das jogadas. Ramires também fez ótima partida, enquanto Oscar, que entrou depois que Oriol Romeu deixou o campo sentindo alguma lesão, pode - e deve - render muito mais do que o apresentado hoje. Eden Hazard oscilou momentos de lucidez com sumiço absoluto, mas, no geral, foi bastante útil taticamente na composição do meio-campo.

De ânimo renovado após a eliminação na UEFA Champions League, o Chelsea tem tudo para buscar um novo gás para a sequência da temporada através de mais um título inédito na história do clube. Só que é atrás do mesmo ineditismo que estará indo o Corinthians. Quer dizer, a menos que alguém leve aquele torneio de 2000, disputado no Brasil, a sério...

E para não dizer que não falamos no Sunderland, bem, a equipe comandada por Martin O'Neill acaba de adentrar na zona de descenso. Mas só depende de si para sair de lá, pois tem dois pontos a menos e um jogo em atraso em relação ao Wigan. Adam Johnson, que temporada passada esteve no Manchester City, marcou o gol dos donos da casa e foi o elemento mais criativo da equipe. Sèssegnon e Gardner também deram algum trabalho aos visitantes, mas a bem da verdade, os raros momentos de pressão dos Gatos Pretos só ocorreram depois que a (des)vantagem estava dilatada, com alguns torcedores nem ficando para ver e ouvir o apito final. Aliás, parabéns a essa torcida, que mesmo com o clube em situação complicada, tem uma das oito maiores médias de público no torneio, levando cerca de quarenta mil espectadores para o Stadium Of Light. Procurando, talvez, uma luz no fim do túnel...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dando Um Sinal

Graças à incompetência da operadora Claro, estou sem internet desde às 17h do dia 23 de outubro. Passando por aqui apenas para dar um sinal de vida aos estimados leitores.

Espero retornar o quanto antes, mas não há previsão no momento.

No mais, alguns pitacos ligeiros...

- Fluminense é campeão com um time de qualidade, um padrão de jogo, três ou quatro jogadores em ótima forma e... muita ajuda da arbitragem.

- Seleção brasileira que enfrentou a Colômbia, apesar de tantos craques no setor ofensivo, esteve melhor na defesa do que no ataque. Destaque para a ótima dupla de volantes Paulinho-Ramires.

- Liga dos Campeões com alguns bons jogos e dando pinta de que, novamente, o rico Manchester City não avançará para as oitavas. Se bobear, dessa vez não pega nem Liga Europa. Vida longa ao Borussia Dortmund!

Abraços e boicotem a Claro.