sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Colômbia Impõe Dificuldades, Mas Brasil Vence E Lidera Hexagonal Final

No estádio da Universidade Nacional San Agustín, em Arequipa, a seleção brasileira sub-20 venceu a Colômbia por 2a0, chegou aos 6 pontos no hexagonal final (assumindo a liderança como única equipe com 100% de aproveitamento) e caminha a passos largos rumo aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

O jogo

O primeiro tempo de partida foi em ritmo alucinante. Não sei se o gol precoce marcado pelo Brasil motivou a correria de ambos os times ou se essa era a natureza das equipes comandadas por Ney Franco e Eduardo Lara. Talvez tenha sido um misto das duas coisas. O fato é que com 1 minuto, Oscar cobrou escanteio rasteiro para trás, Alex Sandro cruzou e Casemiro cabeceou para o chão, mandando no ângulo direito, no contrapé do goleiro Andrés Felipe Mosquera Marmolejo.

As equipes se alternavam no ataque, uma tentando ampliar a diferença e outra buscando o empate. Oscar era figura que se movimentava bastante, carregando a bola no ataque e também ajudando na marcação no campo defensivo. A Colômbia quase igualou o placar também em jogada de escanteio: aos 16 minutos, Pedro Franco se antecipou ao capitão Bruno Uvini e escorou à esquerda (talvez a marcação de Bruno tenha sido importante para evitar que Pedro conseguisse mandar na rede). Na marca de 20 minutos, grande chance colombiana: Santiago Arias Naranjo deu mostras de habilidade, passou para Andrés Ramiro Escobar Díaz, que avançou, fez o retorno e chutou no canto esquerdo uma bola que foi rebatida pelo goleiro Gabriel.

Sem o mesmo poder de penetração de outrora, o Brasil passou a tentar o gol em chutes de longa distância. Um dos bons remates que aconteceram nessas condições deu-se ao 23 minutos: Oscar chutou alto e Andrés Mosquera conseguiu espalmar. Na cobrança de escanteio daí originada, Bruno cabeceou beliscando o travessão.

Aparentemente sofrendo algum mal-estar, Casemiro, autor do gol, foi substituído por Diego Maurício aos 35 minutos. Naquele mesmo minuto, uma cobrança de falta rolada de lado terminou num bonito chute de Gustavo Leonardo Cuéllar Gallego, que passou perto da trave direita. Aos 36 minutos foi a vez de Eduardo Lara Lozano mexer: saiu Miguel Ángel Julio Rossete e entrou Edwin Andrés Cardona Bedoya.

Antes de findar o primeiro tempo, Diego Maurício aparecia duas vezes para finalizar: teve um chute firme espalmado (42 minutos) e um cabeceio segurado por Mosquera (44 minutos). A Colômbia também ficou perto de balançar a rede: em chegada pelo lado esquerdo, o cruzamento rasteiro passou pelo goleiro Gabriel e também por Cardona, que por questão de décimos de segundo teria condições de empurrar a bola pra dentro com o carrinho.

No intervalo, Ney Franco trocou Willian José (sumido em campo) por Zé Eduardo. Aos 9 minutos, Eduardo Lara trocou Javier Calle Estrada por John Stiveen Mendoza Valencia. 10 minutos depois, realizou a 3ª substituição: Michael Javier Ortega Dieppa por Fabián Andrés Castillo Sánchez, um meio-campista por um atacante.

E parece que os espaços voltaram a aparecer, com cada seleção chegando bem ao ataque. Aos 25 minutos, Neymar recebeu de Oscar na esquerda, driblou Pedro Franco, chutou cruzado e o goleiro Mosquera conseguiu desvio sutil com pé esquerdo. Sutil o suficiente para encaminhar a bola para a trave esquerda - no rebote, Oscar mandou à direita. Aos 36 minutos, uma bela trama ofensiva colombiana: pelo lado direito, Mendoza descolou toque de calcanhar encontrando Arias, que passou para Escobar chutar da entrada da área, mandando por cima da meta. A resposta brasileira veio aos 43 minutos e decretou a vitória em Arequipa: Lucas deu passe caprichado para Diego Maurício, que acompanhou a trajetória da bola sem nem precisar tocar nela e simplesmente encher o pé no canto esquerdo, estufando a rede colombiana.

Aos 45 minutos, a substituição derradeira foi a entrada de Henrique no lugar de Neymar (que completa 19 anos no sábado). Houve tempo para no mesmo minuto a Colômbia chegar mais uma vez: da entrada da área, Escobar colocou perto da trave esquerda, com Gabriel defendendo com os olhos.

Outros resultados

Uruguai 1a1 Equador
Chile 2a3 Argentina

O Brasil lidera isoladamente com 6 pontos e terá como próxima adversária a Argentina, que aparece com 3 pontos na 4ª colocação. Equador e Uruguai, que dividem a vice-liderança com 4 pontos, duelam respectivamente com Colômbia e Chile, equipes que ainda não pontuaram.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Com 2 Gols Nos Acréscimos, Inter Faz 3a0 No Bari

O Bari recebeu a Internazionale no estádio Comunale San Nicola e conseguiu fazer um jogo equilibrado diante do adversário. Algo que é admirável, pois estavam dividindo o campo a equipe lanterna na Série A (que nas últimas 17 rodadas havia somado uma solitária vitória na competição) e a ascendente equipe "nerazzurri", postulante ao título e que vinha de 5 vitórias nas últimas 6 rodadas.

O placar de 3a0 camufla o equilíbrio visto em campo na maior parte do tempo: a partida estava em 1a0 até os 48 minutos do segundo tempo, com o goleiro Júlio César fazendo defesas relevantes para evitar o gol dos donos da casa.

O jogo

As primeiras ações ofensivas foram do "biancorosso", que chegou a estabelecer uma forte pressão no minuto inicial. O meio-campista argentino Sergio Bernardo Almirón era figura que se movimentava bastante e participava ativamente das jogadas de ataque da equipe, que logo ganhou o apoio das arquibancadas. Aos 8 minutos, Sergio Almirón fez fila em jogada de velocidade e habilidade até ser derrubado por Andrea Ranocchia, que recebeu cartão amarelo no lance. O próprio Almirón realizou a cobrança e ia colocar a bola no ângulo direito não fosse defesa de Júlio César, que saltou e espalmou a bola ali perto de onde a "coruja dorme".

As investidas interistas contavam majoritariamente com o apoio de Maicon. Às vezes o lateral-direito brasileiro fazia jogadas individuais, às vezes procurava tabelas e em outras ocasiões realizava cruzamentos. Um bom momento da Inter ocorreu aos 24 minutos: Samuel Eto'o deu belo passe para Maicon, que cruzou rasteiro procurando Diego Milito, mas antes que a bola chegasse no argentino apareceu o polonês Kamil Jacek Glik para cortar pela linha final. Na cobrança de escanteio, Maicon colocou na área e Ranocchia cabeceou para defesa de Jean-François Gillet.

Na volta para a etapa complementar, foi novamente o Bari que conseguiu a primeira chance: aos 7 minutos, Alessandro Parisi chutou à meia-altura de fora da área e Júlio César defendeu no canto direito.

Na marca de 13 minutos, um acontecimento estarrecedor: fora do lance de bola e absolutamente sem qualquer cabimento, o romeno Christian Chivu desferiu um soco na face de Marco Rossi, que imediatamente caiu no gramado. Os jogadores do Bari ficaram revoltados e apontaram para Chivu e para os assistentes de arbitragem, mas parece que nenhum deles flagrou a violência. Mas sem dúvida alguma o flagrante televisivo convidará Chivu a sentar no tribunal desportivo.

Aos 15 minutos, Leonardo trocou Milito pelo holandês Wesley Sneijder, que vai voltando ao time após contusão. Com 24 minutos foi a vez de Giampiero Ventura mexer: saiu o húngaro Gergely Rudolf para a entrada do norueguês Erik André Huseklepp. E naquele mesmo minuto, a Inter abriria o placar: o marroquino Houssine Kharja tabelou com Eto'o dentro da área, o camaronês desmontou a marcação dupla com um passe genial e Kharja ficou livre para chutar rasteiro e estufar a rede.

Aos 27 minutos, Alessadro Gazzi faria um golaço para empatar a partida em chute de perna esquerda emendando bola lançada. Digo faria porque lá estava o brasileiro Júlio César para espalmar e evitar o tento. Aos 39 minutos, nova finalização de Gazzi e nova defesa de Júlio César.

A entrada de Huseklepp melhorou o time do Bari, que ficou mais dinâmico no ataque e chegava a entrar na área da Inter com cinco homens. Aos 42 minutos, Leonardo tentou lidar com isso trocando o camaronês Eto'o pelo argentino Esteban Cambiasso. Achei a troca equivocada, pois Eto'o esbanjava disposição para os eventuais contra-ataques, ao contrário de Giampaolo Pazzini, que parecia se arrastar pelo gramado. O fato é que Pazzini continuou em campo e quem saiu foi mesmo o camisa 9, que levou cartão amarelo por andar lentamente de uma lateral até a outra, retardando a continuidade do jogo. Dois minutos depois, Huseklepp escapou de Maicon e de Marco Materazzi pela esquerda, mas esticou demais e acabou cruzando nas mãos de Júlio César.

Andrea Romeo prometeu 5 minutos como acréscimo (grande parte disso em função do momento de desentendimento após a agressão covarde de Chivu em Rossi) e aos 47 minutos, Ventura tratou de trocar um homem de defesa por um de meio-campo: saiu Glik para entrada do argentino Emanuel Benito Rivas. E o espaço deixado foi aproveitado pela Internazionale. Aos 48 minutos, Thiago Motta errou passe curto para Javier Zanetti, Sneijder recuperou a bola e aí Thiago Motta conseguiu acertar uma enfiada de bola para Pazzini. O camisa 7 chutou cruzado e Gillet deixou passar: 2a0 Inter, no 3º gol de Pazzini em 2 jogos com a camisa "nerazzurri". Se o resultado já consolidava os três pontos, a Inter tratou de transformar a vitória em goleada aos 50 minutos: Zanetti recebeu na direita, cruzou, Kharja ajeitou no peito e Sneijder voleou no canto esquerdo. 3a0 Internazionale e fim de papo.

Ronaldinho Estréia No Flamengo Mas Quem Decide É Wanderley

No jogo que marcou a estréia de Ronaldinho Gaúcho nesse que é o seu retorno ao futebol brasileiro, o estádio Olímpico João Havelange recebeu um público de 42.108 presentes (37.042 pagantes para uma renda de R$1.081.000). Considerando a falta de ritmo de jogo ocasionada pelo seu desuso no Milan, a atuação do novo camisa 10 rubro-negro pode ser considerada satisfatória. Mas mais marcante foi a atuação da torcida flamenguista, que cantou bastante e montou um bonito mosaico com os dizeres "Bem-vindo R10". No final, o Flamengo acabou conseguindo a vitória por 1a0 com o gol sendo anotado aos 40 minutos do 2º tempo.

O jogo

A formação ofensiva do Nova Iguaçu demonstrava que o time era valente. Mas havia mais que valentia no "Laranja da Baixada". Para quem duvida dessa afirmação, cabe ver a beleza de contra-ataque armado pelo time aos 9 minutos de jogo: Mossoró recebeu ainda no campo de defesa um passe de Willian Barbio, avançou em alta velocidade até a proximidade da área adversária, abriu na esquerda com Willian Barbio e este completou a triangulação atravessando um passe para Alex Faria, que ficou cara-a-cara com Felipe e, por excesso de capricho, mandou a bola à esquerda da trave e desperdiçou a maior chance da partida.

Se o Flamengo era impulsionado pelas arquibancadas a atacar e o Nova Iguaçu dava esse cartão de visitas em contra-ataque de qualidade, a expectativa imediatamente formada era a de que seria um jogo lá e cá. Mas o que acabou se consolidando foi um domínio flamenguista. Somente no 1º tempo, as estatísticas contabilizaram 36 toques de Ronaldinho na bola. Houve finalização, toque de letra, lançamento. Mas as jogadas mais agudas da equipe da Gávea aconteciam pelo flanco direito, contando com as subidas de Leonardo Moura. A boa atuação do zagueiro Leonardo e também do goleiro Diogo Silva carregaram o empate até o intervalo de jogo.

No segundo tempo, o Flamengo seguia ditando o ritmo da partida. Aos 4 minutos, Ronaldinho e Deivid mostraram que estão bem distantes em suas velocidades de raciocínio: o camisa 10 acionou o atacante com uma enfiada de bola mas Deivid demorou a agir e não chegou nela, permitindo que Diogo Silva recolhesse. Inquieto à beira do campo, Vanderlei Luxemburgo decidiu tomar uma atitude que não fosse a de bater-boca com o quarto árbitro: aos 14 minutos, saíram Vander e Deivid para as entradas de Bottinelli e Wanderley. Na marca de 15 minutos (1 minuto após entrar em campo), o xará do treinador mostrou mais participação do que Deivid em todo o tempo que esteve em campo, dando um chute de fora da área que passou à esquerda.

Percebendo que o Flamengo controlava os acontecimentos, Josué Teixeira procurou uma alternativa trocando Alex Faria por Luan aos 24 minutos. 3 minutos depois, mexeu novamente: Mossoró por Dieguinho, deixando a equipe com ainda maior vocação ofensiva. Mas era o Flamengo que seguia dominando: ainda aos 27 minutos, Wanderley recuperou a bola no ataque, tocou na direita para Leonardo Moura, o camisa 2 cruzou, Ronaldinho deixou passar, Bottinelli chutou e Diogo Silva encaixou. Na marca de 35 minutos, quem levantou a bola da direita foi Willians: Ronaldinho ajeitou de cabeça, Léo Moura chutou e Diogo defendeu em dois tempos.

Com 37 minutos, os treinadores fizeram cada qual sua última substituição por direito. No Flamengo, o volante chileno Maldonado deu lugar ao lateral-esquerdo Egídio - Renato Abreu poderia atuar mais solto, sem compromissos com a marcação. No Nova Iguaçu, o lateral-direito Foca deu lugar ao atacante Lukian, numa espécie de "tudo ou nada" na busca pela vitória.

Aos 38 minutos, Bruno Cortês derrubou Léo Moura e recebeu cartão amarelo. Na cobrança da falta pela direita, Ronaldinho cruzou fechado, a bola passou pelo goleiro Diogo Silva mas também por Willians e David. Dava pinta de que o placar não seria alterado até o apito final, mas aos 40 minutos a ausência de um homem de marcação pelo lado direito da defesa do Nova Iguaçu acabou pesando: Thiago Neves recebeu pela esquerda, olhou pra área e soltou um cruzamento rasteiro com efeito prático de finalização. Diogo não segurou e Wanderley conferiu, mandando a bola pra rede e se mandando ele próprio para comemorar perto dos torcedores.

Por mais que tivesse muitos elementos de tendência ofensiva, o Nova Iguaçu não conseguiu ameaçar a vitória rubro-negra. A partida que terminaria aos 48 minutos poderia ter acabado antes para Renato Abreu, que deu um tapa em Marquinhos (jogador que chegou à histórica marca de 100 jogos com a camisa do Nova Iguaçu, número estampado em sua camisa) e deveria ter sido expulso.

Botafogo Perde Os 100% Mas Jéfferson Salva Invencibilidade

Nem em Moça Bonita nem no Engenhão: o estádio que sediou a partida entre Bangu e Botafogo pelo Campeonato Estadual foi o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, que recebeu um público de 5.635 presentes. E o que se viu em campo foi quase uma "inversão de papéis": o Bangu parecia o dito time grande enfrentando uma equipe de menor porte. Não fosse a exibição sensacional do goleiro Jéfferson (que estava combinando perfeitamente com o traje verde e amarelo por ele vestido), o Bangu teria conseguido mais do que o empate por 1a1.

O jogo

Fazendo uma retrospectiva do que foi o primeiro tempo de partida, pode-se dizer que a única chegada botafoguense aconteceu no lance de onde saiu seu gol: Sebastián "El Loco" Abreu foi ligeiramente agarrado em disputa na área e o árbitro Rodrigo Nunes de Sá apitou aquele tipo de penalidade que, se for levada em conta todas as vezes que acontece, a média de gols do futebol mundial seria aumentada. A cobrança deu-se aos 25 minutos e "Loco" Abreu mandou a redonda no quadrante 11, chegando ao seu 5º gol na competição e igualando-se ao tricolor Fred no topo da lista de goleadores.

Antes disso, Jéfferson já tinha se tornado o personagem-chave da partida. Aos 15 minutos, o camisa 1 defendeu finalizações seqüenciais de Leandro Costa e Thiago Galhardo. Aos 20 minutos, nova intervenção ao rebater chute de China. Após o Botafogo obter a vantagem no placar, o cenário pouco mudou e o Bangu seguia no ataque. Aos 36 minutos, um erro de saída de bola permitiu que André Barreto tivesse a oportunidade de empatar a partida, mas o jogador banguense desperdiçou dois chutes, mandando um em cima da marcação e outro à esquerda da meta. Na marca de 46 minutos, Thiago Galhardo escapou de Antônio Carlos pela direita, deu de lado para Ricardinho e este emendou chute que passou perto da trave esquerda.

Em outras palavras: o jogo foi para o intervalo com um placar enganoso. Aos 14 minutos da etapa complementar, Joel Santana trocou Renato Cajá por Caio. Nem daria tempo para o jovem atacante fazer alguma coisa e lá viria o Bangu para buscar o empate: aos 16 minutos, Fabiano Silva foi derrubado por Fahel e Rodrigo Nunes de Sá apitou nova penalidade máxima. A cobrança ocorreu aos 18 minutos. Gol de empate? Que nada: nova defesa de Jéfferson, que foi ao canto direito e não permitiu que a bola chutada por Thiago Galhardo encontrasse a rede. Thiago Galhardo, por sinal, foi substituído oito minutos depois, dando lugar para Allan Posatto.

Aos 27 minutos, Caio conduziu contra-ataque alvinegro em velocidade e passou na direita para Abreu, que marcou um golaço após finalização no ângulo direito. Marcou não, marcaria, pois a arbitragem flagrou impedimento do atacante uruguaio. No minuto seguinte, Joel trocou Germán Herrera por Alexsander. Só que mexer lá na frente era pouco funcional, pois a bola raramente chegava aos atacantes botafoguenses.

Com 32 minutos, o Bangu chegou ao ataque através de uma bola alçada que contou com um desvio de cabeça. Livre de marcação e em posição aparentemente legal (difícil garantir), Pipico ficou cara-a-cara com Jéfferson, chutou rasteiro e testemunhou nova defesaça do camisa 1. No rebote, para intensificar a covardia, Abílio também estava absolutamente em liberdade para mandar a bola pra rede e empatar a partida.

3 minutos depois de sofrer o gol, o Botafogo teve uma chance de voltar a liderar o placar: após bola lançada da defesa, Alex conseguiu dominar, tocou atrás e Caio chutou por cima. Percebendo a escassez de criação, Joel promoveu a estréia do meio-campista Everton, que entrou aos 36 minutos no lugar de Fahel (outros que estrearam foram o lateral-esquerdo Márcio Azevedo e o volante uruguaio Arévalo Ríos, que atuaram o jogo inteiro). O treinador Gabriel Vieira também mexeu novamente, trocando China por Gedeílson. Mas a inoperância criativa do Botafogo aliada à performance fantástica de Jéfferson não permitiriam novos gols em Volta Redonda.

Medo De Ser Feliz Custa 2 Pontos Ao Manchester City

A partida em que a equipe de ataque menos efetivo recebeu a defesa menos vazada terminou empatada. Zero a zero? Nada disso: foram 4 gols no estádio St. Andrew's - e olha que estavam em campo aqueles que considero os dois melhores goleiros ingleses na atualidade (Ben Foster e Joe Hart).

O Manchester City, que ficou por duas vezes em vantagem no placar, acabou se acovardando e sendo castigado pelo Birmingham, que foi buscar a igualdade no marcador diante de seus torcedores. O resultado diminui as chances dos "Citizens" arrancarem em direção ao título na "Premiership" e mantém o Birmingham próximo da zona de rebaixamento.

O jogo

O goleiro Ben Foster já teve trabalho aos 2 minutos de jogo quando caiu bem para interceptar um passe rasteiro em jogada de linha-de-fundo. Porém, no minuto seguinte, nada poderia fazer para impedir o gol adversário: em jogada iniciada com passe de Nigel de Jong para Carlos Alberto Tévez, David Silva recebeu de Carlitos, fez bonita jogada individual driblando Liam Ridgewell e a bola voltou no argentino que, escapando de Martin Jiranek, chutou cruzado uma bola que resvalou no próprio Jiranek e entrou lentamente no canto direito, abrindo a contagem para o time visitante.

Ganhando por 1a0 fora de casa, contando com a defesa menos vazada e diante do ataque menos efetivo da competição. Parece que esse cenário convidou o time do Manchester City a diminuir o ritmo e acreditar que já estava construído o resultado que lhe daria mais 3 pontos. Não que eu concorde com isso (muito pelo contrário, acho que a superioridade técnica deve se fazer valer com postura ofensiva e buscando o gol, independente do placar), mas tudo indica que o raciocínio do treinador italiano Roberto Mancini era o de que, por estar na frente no placar, o negócio agora é se defender.

Com campo para percorrer, o Birmingham chegava principalmente pelo lado direito, setor por onde David Bentley e Stephen Carr criaram jogadas agudas, uma finalizada com cabeceio de Cameron Jerome para fora aos 12 minutos e outra concluída por Nikola Zigic em chute defendido pelo goleiro Joe Hart aos 15 minutos. Mas seria pela esquerda que viria o gol de empate: aos 22 minutos, a cobrança de falta veio e a marcação dos Citizens falhou, permitindo que Zigic, em liberdade, desse leve desvio para tirar de Joe Hart e mandar pra rede.

Com o empate reestabelecido, o Manchester City voltou a buscar o gol. Aos 28 minutos, David Silva recuperou a posse de bola no campo de ataque, passou para Gareth Barry e este tocou para Edin Dzeko: bem marcado, o bósnio ex-Wolfsburg decidiu chutar assim mesmo e mandou a bola para fora, à direita. Aos 30 minutos, em lance onde Micah Richards esbanjou disposição para afastar a bola com um cabeceio, o lateral direito acabou se chocando com o companheiro de equipe De Jong. O saldo da colisão foi impressionante: o holandês precisou enfaixar a cabeça após um corte e Richards deixou o campo imobilizado na maca, aparentemente desacordado, em imagem tão forte que a geradora da transmissão televisiva evitou ficar mostrando. Após 6 minutos com o jogo parado para atendimento ao jogador, Kolo Touré entrou em seu lugar.
Boateng observa Richards e De Jong sentindo dores após o choque de cabeça: susto grande no estádio St. Andrew's.

Após tomar o gol de empate e ver um colega de time sair de campo naquelas condições, o City finalmente voltou a ter um motivo para comemorar: aos 40 minutos, Aleksandar Kolarov cobrou com precisão uma falta sofrida por Dzeko e, tirando da barreira, conseguiu também tirar de Hart sem tirar do gol, colocando na gaveta e desempatando a partida. Cabe dizer que Carlitos Tévez, posicionado na cobrança como quem fosse mandar por cima da barreira, acabou participando do gol, pois sua movimentação simulando que ele realizaria a cobrança acabou retardando o deslocamento de Hart.

No intervalo, Roberto Mancini trocou de volante: saiu De Jong para a entrada de Patrick Vieira. Não sei se o holandês saiu por causa daquela lesão na cabeça, se por causa do cartão amarelo recebido aos 26 minutos ou se simplesmente por opção tática do treinador. O fato é que, como vocês verão mais tarde, a entrada de Vieira acabou sendo desastrosa para o Manchester City.

Empurrado pela torcida e atraído pelo encolhido adversário que voltou a se acomodar com a vantagem no placar, o Birmingham retornou ao domínio territorial da partida. Aos 5 minutos, Vincent Kompany foi enganado pelo quique da bola e Bentley, mais esperto, tratou de emendar um chute de fora da área e jogou a bola perto do travessão. Aos 9 minutos, Lee Bowyer lançou com precisão Bentley na direita e de lá saiu um cruzamento. A jogada terminaria sendo salva por Kolo Touré em cima da linha, mas antes disso a arbitragem marcou infração a favor do Manchester City, invalidando a seqüência do lance.

Na marca de 15 minutos, dois fatos curiosos aconteceram. Primeiro foi a disputa de bola entre Jerome e Touré: o marfinense foi de carrinho para recuperar a bola e acabou levando pisão involuntário na canela. Como resultado, o jogador do Birmingham ficou sentindo o pé e o do Manchester City a canela. Felizmente, nada grave (já basta aquele lance envolvendo Micah Richards e Nigel De Jong). O outro foi que, aproveitando o jogo parado para atendimento aos atletas, Roberto Mancini passou orientações para Jérôme Boateng. Não seria nada demais não fosse a forma escolhida pelo treinador: um papelzinho entregue em mãos! O que estava escrito ali eu não faço idéia, mas o fato é que Boateng livrou-se depressa do pedaço de papel e o descartou no gramado, com Mancini abaixando-se para recolhê-lo. Se foi um convite para jantar depois do jogo, tudo leva a crer que o lateral recusou.

Voltando ao futebol, aos 21 minutos o City teve uma chegada ao ataque onde considero ter ocorrido pênalti: James Milner cruzou da direita e Stephen Carr realizou o corte dentro da área com o braço direito escancaradamente aberto. O árbitro Kevin Friend entendeu como lance normal. Aos 24 minutos, Alex Mc Leish trocou de atacante: saiu Jerome e entrou o experiente Kevin Mark Phillips. Dois minutos depois, David Silva deu enfiada de bola para Tévez e o argentino ficou cara-a-cara com o goleiro. Mas não era um goleiro qualquer: naquele momento, (Big) Ben Foster honrou a torre de Londres com a qual faço o trocadilho e se agigantou para bloquear a finalização de Carlitos.

Para não deixar dúvidas de que o Birmingham queria buscar o resultado, McLeish tirou o meio-campista Lee Bowyer para colocar o chileno Jean Beausejour, jogador que muitas das vezes se apresenta como um atacante. Aos 30 minutos (1 minuto após a mexida), veio a recompensa: Kevin Phillips escapou de Kolarov e foi derrubado por Patrick Vieira na grande área. Era um lance onde as chances do Birmingham arrumar uma finalização eram poucas, mas o francês acabou dando ao adversário um pênalti praticamente de presente. No minuto seguinte, Craig Gardner desembrulhou o pacote e abriu a embalagem mandando a bola no quadrante 2, empatando a partida novamente. Joe Hart até acertou o canto, mas a redonda foi numa zona de remotas possibilidades de defesa.

A partir de então, a partida foi se arrastando e, lá pro final, cada time teve uma chance de chegar à vitória. Aos 44 minutos, Kevin-Phillips levantou e chutou de fora da área, só não marcando um golaço porque Hart conseguiu dar um tapa para mandar em escanteio. Aos 48 minutos, Tévez cavou uma falta. O árbitro prometeu jogo até os 49 e estava ali a bola do jogo. Kolarov, que tinha encaçapado uma cobrança aos 3 minutos, foi novamente o encarregado. E o chute passou perto, muito perto da quina direita. Foi o suspiro derradeiro - para uns de lamento, para outros de alívio - antes do apito final.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nem Milan, Nem Lazio, Nem O Futebol Saíram Do Zero

Tá ficando chato eu vir aqui falar mal do treinador Massimiliano Allegri. Mas é necessário colocar em evidência que, se por um lado a equipe por ele dirigida é líder no Campeonato Italiano com o melhor ataque e a melhor defesa da competição, por outro o futebol apresentado pelo Milan está muito aquém do que se espera de um time que está na ponta da tabela de classificação. Jogando no estádio Giuseppe Meazza, o "rossonero" recebeu a Lazio e não saiu do zero a zero, resultado que conserva a equipe na liderança e performance que conserva a minha opinião sobre a capacidade desse treinador. A Lazio, atual 3ª colocada, deverá se contentar em disputar uma vaga na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O jogo

Não é que não tenham havido chances de gols na etapa inicial, mas tão pouco era produzido por ambos os times que o principal momento de agitação antes do intervalo deu-se aos 13 minutos, em lance onde Cristian Ledesma e o holandês Urby Emanuelson (jogador recém-contratado pelo Milan, vindo do Ajax) se estranharam e iniciaram uma confusão generalizada.

Se o Milan pouco criava, aos 19 minutos o uruguaio Álvaro González deu uma mãozinha ao time da casa errando dois passes consecutivos no campo de defesa. Mas ambos os contra-ataques oferecidos à equipe de Milão foram desperdiçados. Aos 36 minutos, Massimo Oddo tentou algo como um cruzamento a partir do flanco direito e a bola acabou tomando o endereço do gol, obrigando o goleiro Fernando Muslera a saltar até perto do ângulo esquerdo para desviar em escanteio.

No intervalo, Allegri mexeu na defesa ao trocar Daniele Bonera por Nicola Legrottaglie, promovendo com isso a estréia do ex-zagueiro da Juventus. Mas Legrotagglie teria a infelicidade de nem poder ficar até o apito final: aos 36 minutos, o defensor levou uma joelhada em dividida de bola com o tcheco Libor Kozak e acabou com um corte na testa, precisando sair imobilizado na maca. Outro a sangrar dentro de campo foi o romeno Stefan Radu, com um corte pouco acima do olho. Mas o defensor da Lazio permaneceu em campo até o final, fazendo uso de uma proteção na cabeça.

Em termos de futebol propriamente dito, é bem verdade que o Milan retornou melhor do intervalo e teve chances de vencer a partida. As duas oportunidades mais incríveis passaram pelos pés do sueco Zlatan Ibrahimovic. Aos 5 minutos, o camisa 11 recebeu de Alexandre Pato no ataque, limpou a jogada diante de dois marcadores e, da meia-lua, chutou acertando tanto a trave direita quanto a esquerda, antes de a bola ser recolhida por Muslera. A outra aconteceu aos 23 minutos: em contra-ataque, Ibrahimovic tentava fazer jogada individual e a tentativa de desarme acabou chegando limpa até o brasileiro Robinho, que chutou cruzado da direita, a bola passou por Muslera mas não por Giuseppe Biava, que afastou praticamente em cima da linha final.

Para um time que pretendia a vitória, as mexidas de Allegri foram pra lá de tristes. Trocou Pato por Antonio Cassano (poderia tranqüilamente ter os dois juntos em campo, já que o brasileiro Thiago Silva, atuando como volante, dava ampla segurança a uma defesa raramente ameaçada pelos visitantes) e Legrottaglie pelo zagueiro grego Sokratis Papastathopoulos.

Nos acréscimos, mais precisamente aos 49 minutos, o zagueiro brasileiro André Dias agiu bem ao cortar cruzamento vindo da direita. Após a cobrança de escanteio aí originada, a bola sobrou para Ibra ter a chance derradeira, mas o atacante acabou chutando longe da meta. Apesar dos desperdícios de Ibrahimovic (que ficou cinco vezes em posição de impedimento ao longo da partida), responsabilizo mais o sistema de jogo proposto por Allegri do que a atuação do sueco para a consolidação do empate em 0a0.

Parada Técnica

São 10 meses de blógui completados hoje. O primeiro mês de 2011 veio com 44 postagens, perto de uma média de 1,5 tópicos/dia. Nenhuma publicação aqui colocada (e olha que já são mais de 350) faria sentido se não fosse a presença de cada um dos leitores que pitaqueiam, votam em enquetes ou simplesmente visitam o Jogada De Efeito. E, para brindar a cada um de vocês pela companhia nessa jornada blogueira, será inaugurada nesse mês de fevereiro uma nova seção no blógui. Não anteciparei mais nada, apenas dou uma dica: fique atento porque será interessante!

Sobre a enquete colocada no ar em janeiro, perguntamos
"O que esperar de Ronaldinho no retorno ao futebol brasileiro?"
Foram 13 votos caracterizando opiniões divididas. A escolha mais freqüente foi "Nada de especial, mas o suficiente para se destacar" (6 votos ou 46% do total). 4 usuários estão mais pessimistas quanto ao retorno de Ronaldinho Gaúcho, escolhendo a opção "Muita curtição e pouco compromisso com o clube". Já para 3 votantes, os flamenguistas têm muito o que comemorar: "O melhor possível, reeditando o auge visto no Barcelona".

O começo da resposta prática a essa enquete será dado amanhã, quando o novo camisa 10 do Flamengo fará sua estréia pelo Rubro-negro com expectativa de estádio lotado, já que toda a carga de 37.000 ingressos disponíveis foi dada como esgotada. Fiquemos ligados: a partida com o Nova Iguaçu, no estádio Engenhão, é válida pelo Campeonato Estadual do Rio de Janeiro (5ª rodada da Taça Guanabara).

Abraços e continuem acessando o Jogada De Efeito (;

Brasil Se Garante Com 2º Tempo Brilhante: 5a1

O Brasil estreou no hexagonal final do Sul-Americano Sub-20 dando importante passo em direção aos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Com grande atuação no segundo tempo, os comandados de Ney Franco aplicaram uma goleada de 5a1 sobre o Chile.

O jogo (confirma como foi a transmissão da partida em tempo real)

Muito pouco era criado nos primeiros minutos de partida. Enquanto o Chile era tímido com a bola nos pés, a seleção brasileira buscava algo de diferente mas era grande parte das vezes parada com falta. Como castigo ao infrator, o 1º gol do jogo veio exatamente em lance de bola parada: após falta sofrida por Lucas (que fazia fila quando avançava em direção à grande área), Neymar cobrou próximo do meio do gol e viu a bola tocar no travessão antes de tomar o caminho da rede: 1a0 Brasil aos 17 minutos.

Os meninos brasileiros comemoraram o gol de forma dançante, mas logo na saída de bola chilena veio a resposta: aos 18 minutos, em vacilo generalizado da marcação brasileira, a bola atravessou a área a partir de um lançamento da esquerda e chegou no lado direito. Coube a Bryan Carrasco chutar paralelamente à linha-de-fundo e contar com o desvio do goleiro Gabriel para deixar tudo igual no placar.

As falhas do sistema defensivo foram se repetindo e o primeiro tempo terminou em 1a1 porque a trave direita, o goleiro Gabriel e a pontaria chilena assim quiseram. A "conversa no vestiário" parece ter surtido efeito e o Brasil voltou mais atento e desenvolto, já desempatando a partida aos 2 minutos em novo gol de Neymar: Oscar cruzou da esquerda, Bruno cabeceou centralizando a partir do lado direito e Neymar desviou de primeira, estufando a rede.

Na marca de 19 minutos, um golaço para colocar 3a1 no placar: após bola lançada, Willian José desviou de cabeça, Lucas avançou ganhando de Jose Martinez na velocidade e encobriu o goleiro Carlos Alfaro com toque categórico.

Superior técnica, tática e também fisicamente, o time brasileiro já não era mais ameaçado pelo Chile, a não ser quando a marcação chilena distribuía pontapés. O árbitro equatoriano Omar Ponce Manzo poderia, sem muito esforço, expulsar dois jogadores do Chile, mas, quando muito, aplicou o cartão amarelo. Um dos jogadores que apanhou no jogo foi Lucas, mas o lance em que se machucou não foi originado por jogada violenta adversária: aos 33 minutos, o camisa 10 avançou e chutou de fora da área, com Alfaro realizando a defesa. Após o movimento da finalização, Lucas caiu no gramado, foi atendido e Ney Franco optou por colocar Diego Maurício em seu lugar.

E veja só: aos 36 minutos, isto é, dois minutos após entrar em campo, Diego Maurício deixaria o seu. Tudo começou quando Cristian Magaña errou passe no próprio campo, dando justamente nos pés do Neymar. O atacante santista avançou e deu passe convidando Diego Maurício a estufar a rede - e ele topou o convite, finalizando para fazer 4a1.

Se aos 36 minutos Diego foi presentado, aos 43 minutos foi a vez dele presentear alguém: após receber aberto na direita, o camisa 18 escapou de Martinez e cruzou sob medida para Willian, livre dentro da área, cabecear no alto e colocar 5a1 no marcador.

Se na partida derradeira pela fase de grupos "valeu pelo resultado, não pelo futebol", dessa vez a convincente performance brasileira leva-me a dizer que valeu tanto pelo placar quanto pela apresentação. Se a atuação no segundo tempo também fosse vista na etapa inicial, poderíamos ter um placar ainda mais elástico em Arequipa.

Outros resultados

Uruguai 1a0 Colômbia
Argentina 0a1 Equador

O Brasil lidera com 4 gols de saldo e os mesmos 3 pontos de Uruguai e Equador, que se enfrentam na 2ª rodada. Enquanto o Brasil pega a Colômbia visando conservar a liderança, Argentina e Chile fazem jogo onde qualquer tropeço já dramatizaria os planos olímpicos dessas seleções.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mercado Agitado: Janela De Janeiro Fecha Com Estilo

O encerramento da janela de transferências de janeiro foi agitadaço na Europa, sobretudo na Inglaterra. Chelsea e Liverpool protagonizaram as negociações mais bombásticas e terão caras novas bastante cobiçadas pelo futebol internacional.

O zagueiro brasileiro David Luiz, de 23 anos, trocou o Benfica pelos Azuis de Londres em um negócio girando em torno de 25 milhões de euros (aproximadamente 57 milhões de reais). Nemanja Matic, jogador do Chelsea, deverá atuar no estádio da Luz a partir da próxima temporada como parte da negociação, que também envolve um amistoso entre as equipes.
O Benfica aceitou a proposta dos "Blues" e negociou o zagueiro David Luiz com o clube inglês, onde deverá formar dupla de zaga com John Terry.

Vamos agora dar uma chegada na Terra dos Beatles (prometo retornar à Londres): por 35 milhões de libras (cerca de 93 milhões de reais), o atacante Andy Carroll, que vinha se destacando no Newcastle a ponto de ser convocado por Fabio Capello para o "English Team", junta-se ao elenco do Liverpool em transferência que considero vantajosa ao clube que o vendeu (com todo o respeito ao futebol de Carroll, mas 35 milhões de libras?).
Andy Carroll, centroavante que vinha se destacando com a camisa do Newcastle United, foi contratado pelo Liverpool por 35 milhões de libras.

E não é apenas Carroll que está chegando para Anfield Road. O atacante uruguaio Luis Suárez acertou com os Vermelhos após uma negociação que renderá ao Ajax 26,5 milhões de euros (aproximadamente 60 milhões de reais). Na minha opinião, é mais jogador que Carroll (e acabou saindo "mais barato"). A camisa a ser vestida por "Luisito" será a de número 7, mesmo número que foi usado pelo atual treinador da equipe, o lendário Kenny Dalglish.
O uruguaio Luis Suárez, um dos destaques da "Celeste" no Mundial 2010, trocou o Ajax pelo Liverpool e vestirá a mesma camisa 7 que já foi de Kenny Dalglish.

O leitor deve se perguntar: ué... de onde veio tanta grana para os "Reds" fazerem duas aquisições desse impacto?

E a resposta é a transferência mais bombástica do mercado internacional. Faltando 13 minutos para o encerramento da janela de janeiro, o espanhol Fernando Torres, de 26 anos, assinou contrato que o levará para Stamford Bridge. É isso mesmo, senhoras e senhores: "El Niño" trocou o Liverpool pelo Chelsea e poderá formar uma dupla de ataque arrebatadora ao lado do marfinense Didier Drogba. O preço? 50 milhões de libras, nessa que é a maior cifra envolvendo dois clubes ingleses (a 6ª maior compra da história do futebol mundial).
Fernando Torres sendo perseguido por Terry, Lampard e Mikel. Agora os jogadores de azul correrão atrás de Torres para comemorar os gols do espanhol.

Gosto de dizer que "recordar é viver". E vem a calhar recordar como foi o último encontro entre Liverpool e Chelsea. Após dar uma clicada na partida, confira também o tópico de "equipe e jogada da semana" daquela ocasião.

Os torcedores do Chelsea devem estar se deliciando nesse momento. Os do Liverpool devem estar com um misto de sentimentos que poucos seriam capazes de ponderar: comemorar as chegadas de Carroll e Suárez ou lamentar a saída de Torres, ainda mais para o Chelsea?

A resposta para essa eventual questão eu não tenho. Mas estou ansioso para ver as próximas partidas dessas equipes, principalmente o confronto direto pela "Premiership".

Equipe E Jogada Da Semana

Na 21ª rodada, o Napoli venceu o lanterna Bari por 2a0 (gols do argentino Ezequiel Lavezzi e do uruguaio Edinson Cavani) e tornou-se a única equipe visitante a triunfar naquele final de semana pela Série A italiana (os outros resultados da rodada terminaram em 3 empates e 5 vitórias dos mandantes).

Três dias depois, os napolitanos receberam a Internazionale no estádio San Paolo para compromisso eliminatório valendo vaga nas semifinais da Copa da Itália. O resultado de 0a0 persistiu por todo o tempo de bola rolando e o duelo teve de ser decidido nos pênaltis. Com o desperdício de Lavezzi (o argentino mandou a bola para fora), o Napoli acabou eliminado e a Copa da Itália seguirá com as presenças de Milan, Palermo, Roma e Inter.

Nesse domingo (ontem), a equipe comandada por Walter Mazzarri teve de superar a recente eliminação e entrar em campo diante da Sampdoria, novamente dentro de casa. Com a presença de 54.000 torcedores, os napolitanos contaram com um "hat-trick" de Cavani e de um gol do eslovaco Marek Hamsik para aplicar a maior goleada da 22ª rodada na Série A. Com o resultado, a equipe segue ocupando a 2ª colocação e pronta para encostar no Milan, mantendo-se a quatro pontos de distância do líder.

Nas palavras do goleador do Campeonato Italiano (17 gols marcados até o momento),
“Hoje era um jogo muito importante depois da desilusão na Copa da Itália. A força para esta partida veio dali”.
Sobre chances de título, Cavani é reticente:
“De classificação e essas coisas falamos muito pouco. São coisas que se começa a ver mais à frente”.
Bom, mais à frente veremos onde estará o Napoli na tabela de classificação. O fato é que essa equipe mostra-se forte o bastante para conquistar o Scudetto.

Jogada da semana

A seleção venezuela sub-20 foi eliminada na fase de grupos e não marcará presença no hexagonal final da competição. Quem saiu perdendo nessa foram os espectadores, que não poderão ver jogadas como essa de Yohandry José Orozco Cujía, meia canhoto de 19 anos que foi o autor do gol de empate na partida com o Peru, segunda-feira passada. E que golaço marcou Orozco!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quem Vira Por Último, Ri Melhor

A Cabofriense até chegou a assustar o Fluminense (vencia a partida por 2a1, de virada, até os 20 minutos do 2º tempo), mas no final das contas o atual campeão brasileiro confirmou o favoritismo, manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Estadual 2011 e, com a vitória por 4a2, segue na segunda colocação no grupo 2 da Taça Guanabara, atrás somente do Botafogo, equipe que tem melhor saldo de gols. A partida foi realizada no mesmo campo onde a Cabofriense havia perdido de 5a0 para o Botafogo, no estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé. As maiores diferenças daquele jogo para esse foram a ausência do volante Goeber (personagem que marcou dois gols contra naquela ocasião) e o comando técnico: Waldemar Lemos assumiu a equipe na sexta-feira (Luiz Antônio Zaluar e seu auxiliar Lucas Gonçalves foram demitidos) e logo na estréia acabou expulso após invadir o campo aos 28 minutos do 2º tempo, com a partida então empatada em 2a2.

O jogo

O Fluminense iniciou a partida tomando a iniciativa e se mandando para o ataque. Na primeira chegada mais aguda, Mariano encarou a marcação adversária e sofreu falta pela direita, perto da grande área. Aos 5 minutos, Souza cobrou rasteiro e Fred pegou de primeira, mandando no canto esquerdo e abrindo o placar em Macaé.

Com Fred bastante participativo e os laterais Mariano e Carlinhos apoiando constantemente, o Fluminense dava sinais de que estava ali para ampliar o saldo de gols. Mas foi surpreendido aos 34 minutos: Zotti levantou no capricho a partir do lado esquerdo, Capixaba acompanhou o quique da bola e chutou no canto direito, mandando no contrapé do goleiro Diego Cavalieri e deixando tudo igual no marcador.

Aos 42 minutos, o zagueiro Leandro Euzébio apareceu no ataque canetando o adversário, deixou a bola com Mariano na direita, o lateral cruzou rasteiro da linha final, Fred deixou passar, Rodriguinho chutou acertando o defensor que impediu o gol e, no rebote, Tartá tinha a baliza aberta mas acabou conseguindo chutar por cima do travessão.

A posse de bola na primeira etapa foi de 61% para o Fluminense e desperdícios como aquele de Tartá devem ter motivado o treinador Muricy Ramalho a mudar o time no intervalo. Tartá deu lugar para Marquinho enquanto Rodriguinho foi substituído para entrada do argentino Darío Conca, jogador que realizou uma artroscopia no joelho esquerdo no dia 27 de dezembro de 2010, retornando aos jogos oficiais praticamente um mês depois da intervenção cirúrgica.

Aos 3 minutos, Diego Sales tratou de resolver sozinho um lance de ataque da Cabofriense: o jogador passou por André Luís, deixou Souza para trás e, quando ia fintando a marcação de Diguinho, foi puxado por Souza dentro da área. Felipe Gomes da Silva apontou a penalidade máxima e o próprio Diego Sales pediu a bola. Cobrou no quadrante 14, Diego Cavalieri foi pro lado direito e estava decretada a virada da Cabofriense.

O Fluminense voltou a controlar as ações e, pelas minhas contas, teve entre os 6 e os 18 minutos do segundo tempo um total de quatro chances de gol. Mas a bola somente foi entrar aos 20 minutos, em novo lance de bola parada: Souza cobrou escanteio pela direita, André Luís subiu bem e cabeceou melhor ainda, direcionando a bola para o canto direito, acertando a trave e também a rede, empatando a partida.

Na volta da parada técnica, Waldemar Lemos trocou de atacante: saiu Capixaba para a entrada de Assumpção. Figura que transmite um ar de tranqüilidade, Waldemar Lemos ia conseguindo conduzir a Cabofriense ao empate, algo muito bacana se levarmos em consideração a força do adversário e o fato de a equipe da Região dos Lagos não ter marcado um único gol nas 3 primeiras rodadas da competição (Goeber marcou dois, mas lembremos que foram contra). Aos 28 minutos, toda a dita tranqüilidade do treinador foi subitamente substituída por um momento de fúria quando Leandro Euzébio deu-lhe uma bolada em lance na linha lateral: Waldemar deixou a área a ele destinada, invadiu o campo e foi tirar satisfação com o agressor. Coube ao árbitro expulsar o treinador, que retornou ao gramado irritado e rumou para o vestiário esbravejando para os microfones que estivessem por perto: "jogador de merda" (referindo-se a Euzébio, que saiu impune do lance).

Dois minutos após o incidente, Muricy Ramalho também agiu. Mas não para invadir o campo e sim para promover sua última mexida no time tricolor: saiu Souza para a entrada de Willians. O negócio piorou para a Cabofriense quando Allyson recebeu seu segundo cartão amarelo e foi expulso de campo após puxar Fred. O Flu tirou proveito do momento de fragilidade emocional adversária e também da vantagem numérica para resolver a partida. Aos 36 minutos, Willians, de dentro da área, tocou rasteiro para Fred - o camisa 9, centralizado na meia-lua, chutou de primeira, da entrada da área, e colocou a bola no canto esquerdo, marcando seu 5º gol em quatro jogos e isolando-se como goleador na competição.

Logo após sofrer o gol, a Cabofriense trocou um atacante (Allan) por um zagueiro (Bené). E o negócio deu resultado: em jogada pelo flanco esquerdo, Marquinho recebeu de Carlinhos, cruzou e Willians completou com o gol aberto. 4a2 Fluminense.

Aos 44 minutos, Alexandre Calango entrou no lugar de Zotti, e o máximo que a Cabofriense conseguiu produzir foi um chute de fora da área defendido tranqüilamente por Diego Cavalieri.

Em Milão, Jogão Com Virada E Atuação De Campeão

Possíveis leitores que aqui estão, digo-lhes o seguinte: Internazionale e Palermo fizeram hoje, em San Siro, uma das melhores partidas de futebol que já assisti. Provavelmente, não houve e nem haverá um jogo como esse na presente temporada italiana.

Com ambos os times focados em ações ofensivas, a partida foi dinâmica e repleta de alternativas do começo ao fim. O Palermo chegou a abrir uma vantagem de 2a0 no placar, resultado que persistiu até o intervalo. No segundo tempo, uma incontestável virada interista que teve um ingrediente de nome e sobrenome: Giampaolo Pazzini, atacante contratado da Sampdoria e que fazia sua estréia no "Nerazzurri".

O goleiro brasileiro Júlio César, que retornou após período afastado por lesão, defendeu um pênalti quando a partida estava em 2a1 para o adversário e, aos 42 minutos do segundo tempo, realizou defesa impressionante, impedindo o empate.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Chegadas de Javier Pastore e Maicon, cada um pelo lado direito do seu respectivo ataque, deram indícios de que a intenção de Palermo e Internazionale era atuar no campo do oponente. Aos 4 minutos essa estratégia trouxe resultado prático quando Pastore iniciou jogada, fez bonito corta-luz para a bola seguir em direção a Mattia Cassani e o lateral direito cruzar sob medida para Fabrizio Miccoli completar estufando a rede interista e abrir o marcador.

Sem se abalar, a Internazionale mostrava consciência no modo como trabalhava a bola, e criou chances de empatar com chegadas por ambos os flancos do campo e também pela zona central. As investidas dos donos da casa mostravam que o sistema defensivo da equipe visitante se comportava muito bem sob pressão, notadamente pela grande atuação da dupla de zaga composta por Ezequiel Muñoz (olho nesse argentino) e Cesare Bovo. Se lá atrás a defesa dava conta do recado, coube ao ataque "Rosanero" dar novas mostras de seu repertório para aumentar a diferença. E isso aconteceu aos 35 minutos: com Javier Pastore e Fabrizio Miccoli se movimentando e distribuindo passes, o Palermo desmontou a defesa da Internazionale, a bola chegou na direita com Cassani e o lateral voltou a dar bela assistência, dessa vez para Antonio Nocerino, que deixou Maicon no chão antes de chutar rasteiro e mandar por baixo de Júlio César. 2a0 Palermo.

Aos 39 minutos Samuel Eto'o estufou a rede, mas a posição de impedimento foi corretamente assinalada e o lance invalidado (o camaronês tirou proveito de posição adiantada para chegar no rebote do goleiro Salvatore Sirigu, que havia espalmado chute forte do brasileiro Thiago Motta). Ainda antes do apito de intervalo, o jogo teve mais um lance sensacional: aos 46 minutos, o Palermo encaixou preciso contra-ataque e Pastore foi lançado em liberdade pelo lado direito. O argentino avançou e carimbou a trave esquerda de Júlio César, ficando perto de colocar 3a0 no placar.

No intervalo, Leonardo realizou duas substituições, em ambas promovendo as estréias de jogadores recém-contratados. Saíram Davide Santon (que falhou no lance do primeiro gol) e Philippe Coutinho (que fora um balãozinho que iniciou contra-ataque quando a partida estava 1a0, pouquíssimo criou) e entraram Houssine Kharja (contratado por empréstimo junto ao Genoa) e Giampaolo Pazzini (contratado por 12 milhões de euros, além da cessão dos direitos de Jonathan Biabiany para a Sampdoria).

E esse último nome foi fundamental para uma virada espetacular que aconteceria. Aos 11 minutos, o novo camisa 7 interista recebeu passe de Maicon e, de costas para o gol, desempenhou de maneira irretocável o papel de pivô: mesmo marcado de perto por Muñoz, conseguiu movimentar-se trazendo a bola para o seu lado esquerdo e descolando chute cruzado no canto direito para superar Sirigu e diminuir a desvantagem no placar.

O Palermo respondeu com lances que por muito pouco não resultaram no 3º gol da equipe visitante. Aos 14 minutos, uma bola cruzada da direita quase terminou em gol contra de Andrea Ranocchia, mas felizmente para o zagueiro de 22 anos a bola recuada com o peito passou à direita da trave. Na cobrança de escanteio, a bola viajou fechada e após desvio na defesa interista só não entrou no gol porque Júlio César agiu na base do reflexo para impedir. Na seqüência, o camisa 1 contou com a sorte, pois limitou-se a fazer "golpe-de-vista" em finalização que passou perto da trave direita.

Com 16 minutos, Delio Rossi mexeu pela primeira vez, trocando Miccoli por Pajtim Kasami. E o próprio Kasami apareceria no minuto seguinte dentro da área para ser derrubado por Thiago Motta e sofrer pênalti, corretamente marcado pelo árbitro Nicola Rizzoli. Pastore realizou a cobrança aos 18 minutos mandando a bola pro lado esquerdo e Júlio César conseguiu defender. No rebote, o próprio Pastore cabeceou alto e lá estava Júlio César para ficar com ela.
Momento em que o goleiro Júlio César defende o pênalti cobrado por Javier Pastore: na seqüência, o camisa 1 ainda conseguiu segurar o cabeceio do argentino.

Aos 27 minutos, o zagueiro Lúcio protagonizou jogada de pura raça no campo de ataque: após ganhar dividida com um carrinho no tempo exato, o brasileiro levantou-se, preparou um drible curto sobre o adversário e foi derrubado. A falta foi marcada. Na cobrança, Maicon cruzou com precisão e Pazzini apresentou-se para cabecear e estufar a rede, empatando a partida, marcando seu segundo gol em plena estréia com a camisa 7 da Inter e levando o público presente ao delírio.

Dois minutos depois, Pazzini apareceu para receber bola enfiada e ficar cara-a-cara com Sirigu. Antes que pudesse finalizar e tentar o "hat-trick", Muñoz tratou de agarrá-lo e cometer pênalti indiscutível. Sirigu até acertou o canto, esticou-se, mas a cobrança de Samuel Eto'o teve velocidade e colocação que tornaram o chute praticamente indefensável, lá no quadrante 11. Era a virada da Internazionale e euforia generalizada no estádio Giuseppe Meazza. A própria vibração de Eto'o com o gol foi de arrepiar: o camaronês jogou a camisa na grama e movimentou os braços alucinadamente, recebendo o que deve ter sido o cartão amarelo que menos o incomodou em toda a sua carreira.

Aos 32 minutos, Eto'o recebeu bola de Esteban Cambiasso, limpou o lance e chutou perto da trave esquerda. O quarto gol naquele momento era pedir pra camisa de Eto'o ir parar no Mar Mediterrâneo. Dois minutos depois, Leonardo efetuou sua última substituição, trocando Cambiasso por Joel Obi (esse, apesar de pouco utilizado, não era estreante).

Na marca de 42 minutos, um dos lances mais incríveis da partida. Na íntegra, a tuitada da jogada.
87'# Quase gol do Palermo! Impressionante! Pastore cruza da direita, Balzaretti bate de 1ª, bola desvia em Maicon e Júlio César defende!
A defesa que Júlio César realizou nessa finalização de Federico Balzaretti foi algo formidável. Era a ratificação de que o camisa 1 estava de volta para o gol da Internazionale e que Mano Menezes fez bem em voltar a convocar o arqueiro para a seleção brasileira.

Sob fortes cantos da torcida interista, a partidaça em San Siro rumou para o apito final. Foi um jogo onde, independentemente do resultado, houve um grande vencedor: o futebol. Aplausos para Leonardo e Delio Rossi pelas propostas de jogo e também aos jogadores, que proporcionaram um espetáculo para amante desse esporte nenhum botar defeito.