Hoje, Liverpool se escreve também com "S". De super. De Skrtel, Sterling e Sturridge, autores dos gols. De Steven e Suárez, fundamentais na construção da goleada. Uma goleada que significa ainda mais por ser diante do atual líder no Campeonato Inglês: o Arsenal.
Em dezenove minutos de partida, a equipe da casa já encaixava um contundente 4a0, para delírio da massa em Anfield Road. O zagueiro eslovaco Skrtel foi à rede duas vezes, ambas em lances de bola parada. Depois, Sterling e Sturridge também marcaram. Foram quatro, mais poderiam ter sido seis.
O intervalo foi o momento que os visitantes tiveram para respirar diante de tamanha intensidade do adversário. Só que Sterling ainda marcaria o quinto, cabendo a Arteta descontar, em cobrança de pênalti cometido por Gerrard.
O Liverpool de Brendan Rodgers mostrou força coletiva de tal forma que simplesmente não é prudente descartar a equipe da disputa pelo título. Tudo leva a crer que teremos um retorno triunfal do clube à Liga dos Campeões da Europa, mas ainda há que se trabalhar com a hipótese de conquistar a liga doméstica este ano, algo que não ocorre desde 1990.
O Arsenal, líder com toda justiça, precisa buscar forças para manter-se no topo: há Manchester City e Chelsea na cola, além de um Liverpool com sede de vitórias logo atrás. Talvez o maior mérito dos visitantes em Anfield, hoje, tenha sido a elegância de cair em pé. Com postura. Com posse de bola. Por mais que quase tudo tenha saído fora dos planos. O Arsenal é o Arsenal e não há goleada que o torne diferente. Foi dia do Liverpool e ponto final. Aliás, do Super Liverpool. Com tudo quanto é "S".
P.S.: essa é a nossa primeira publicação em 2014, cabendo ao blogueiro lamentar um janeiro inteiro de ausência nesse espaço. Mas também podemos nos ver no Tuíter @jogadadefeito e no Fêici Jogada De (E)feito, onde temos comparecido com maior freqüência. Saudações futebolísticas.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Arsenal Zero, Chelsea Zero, Liverpool Líder
Cá estamos, na noite de 23 de dezembro de 2013, para fazer duas coisas. Uma é comentar sobre o empate sem gol entre Arsenal e Chelsea, que deu a liderança no Campeonato Inglês ao Liverpool. Outra é desejar um Natal de felicidade e um ano novo repleto de bênçãos.
Quando digo felicidade, estou pensando em todos aqueles que têm interesse em viver uma vida feliz. Jogadores de futebol de Arsenal e Chelsea, por exemplo. Você, que lê esse tópico, também. Animais não-humanos das mais variadas espécies, idem. Somos todos nós - jogadores de futebol, leitores e animais - capazes de experienciar alegria, prazer, dor e sofrimento. Por isso, é necessário respeito para cada um desses seres. Espero que pensemos nisso, principalmente, quando formos tomar uma decisão em relação ao que consumiremos na nossa alimentação.
Arsenal e Chelsea foram ao jogo com fome. Fome de liderança. Mas a partida entre essas duas boas equipes acabou sendo mais travada por divididas duras do que por grandes chances de gol. Chances claras, dá para lembrar de uma dos Azuis (Lampard carimbou o travessão) e duas do Arsenal (Giroud chutou para fora e chutou travado na defesa). O 0a0 foi justo. Mais justo do que o fato de a partida terminar com 22 jogadores em campo.
Felizmente, ninguém se machucou. Ao contrário de muitos seres que, nesse momento, padecem em matadouros. Um Natal de felicidade e um ano novo repleto de bênçãos.
Mais sobre o jogo: https://twitter.com/jogandoagora #ArsChe
Mais sobre a realidade que te escondem: http://pecuaria.info/
Quando digo felicidade, estou pensando em todos aqueles que têm interesse em viver uma vida feliz. Jogadores de futebol de Arsenal e Chelsea, por exemplo. Você, que lê esse tópico, também. Animais não-humanos das mais variadas espécies, idem. Somos todos nós - jogadores de futebol, leitores e animais - capazes de experienciar alegria, prazer, dor e sofrimento. Por isso, é necessário respeito para cada um desses seres. Espero que pensemos nisso, principalmente, quando formos tomar uma decisão em relação ao que consumiremos na nossa alimentação.
Arsenal e Chelsea foram ao jogo com fome. Fome de liderança. Mas a partida entre essas duas boas equipes acabou sendo mais travada por divididas duras do que por grandes chances de gol. Chances claras, dá para lembrar de uma dos Azuis (Lampard carimbou o travessão) e duas do Arsenal (Giroud chutou para fora e chutou travado na defesa). O 0a0 foi justo. Mais justo do que o fato de a partida terminar com 22 jogadores em campo.
Felizmente, ninguém se machucou. Ao contrário de muitos seres que, nesse momento, padecem em matadouros. Um Natal de felicidade e um ano novo repleto de bênçãos.
Mais sobre o jogo: https://twitter.com/jogandoagora #ArsChe
Mais sobre a realidade que te escondem: http://pecuaria.info/
sábado, 21 de dezembro de 2013
Resumão Do Mundial De Clubes 2013 - Bayern Campeão, Raja Surpresa
Para não deixar passar em branco, aqui estamos para abordar brevemente o Mundial de Clubes 2013. Torneio que teve uma grande surpresa: o Raja Casablanca, representante do país-sede. Ou seja, único participante que não faturou um título continental.
Estreou na competição vencendo o campeão da Oceania - o Auckland City - por 2a1. Até aí, nada demais, pois o futebol que se joga entre clubes na Oceania carece de tradição (embora recentemente a liga australiana tenha recebido Alessandro Del Piero como jogador, o que por si só já gera um salto de qualidade ou pelo menos de atratividade para a modalidade naquele país). Na fase quartas-de-final, uma vitória sobre o mexicano Monterrey, na prorrogação, surpreendeu bastante gente. E colocou o Raja na reta do Atlético. E deu Marrocos em Marrakech. Uma vitória convincente e justa, por 3a1, acabou com o (mais novo) sonho atleticano. Fez os brasileiros voltarem a pronunciar o nome 'Mazembe'. Um feito histórico para o futebol marroquino.
Então, veio a final. E é hora de falarmos do Bayern de Munique. De Josep Guardiola. O Bayern de Guardiola jogou muita bola. Cometeu erros na defesa, mais até do que se espera de um time bem organizado, mas não pagou caro por isso, pois o Casablanca não estava num dia dos mais inspirados em termos de finalização. Com gols dos brasileiros Dante e Thiago, os bávaros celebraram o tricampeonato intercontinental. Também foi o terceiro troféu mundial de Pep, que havia faturado as outras duas vezes com o Barcelona. Esse casamento entre Bayern e Guardiola começou há menos de um semestre e a verdade é que as expectativas estão lá em cima. É a "máquina vermelha", fortíssima candidata a levantar o caneco na Bundesliga e na Liga dos Campeões da Europa. O que engrandece ainda mais o feito do Raja Casablanca, que conseguiu chances claras para pelo menos forçar uma prorrogação diante do Gigante da Baviera.
O Galo, que assegurou o terceiro lugar após vitória sobre o chinês Guangzhou Evergrande por 3a2 (em jogo de duas viradas, com o último gol saindo nos acréscimos), se despede de Cuca, que vai exatamente para a China. O Guangzhou, que no Mundial venceu o Al Ahly, do Egito, e depois perdeu para o Bayern, é multicampeão naquelas terras. Mas quem está preocupado com isso agora é o Cuca. Ao Atlético, com Autuori, cabe a difícil missão de conquistar novamente a América. Não será simples, mas Cuca já mostrou a este clube qual é o caminho da glória continental. Caminho que o próprio Autuori já percorrera em duas ocasiões. Portanto, cabeça erguida, Galo! E boa sorte do outro lado do mundo, Cuca!
De resto, cabe parabenizar o Raja Casablanca pela surpreendente campanha (sua torcida foi um espetáculo à parte) e parabenizar o Bayern de Munique pelo futebol apresentado, com o padrão Pep de qualidade. Resumidamente, é isso. Até o fechamento desta postagem, o Fluminense não entrou com recurso contra Auckland, Al Ahly, Monterrey, Guangzhou, Atlético, Raja nem Bayern.
Estreou na competição vencendo o campeão da Oceania - o Auckland City - por 2a1. Até aí, nada demais, pois o futebol que se joga entre clubes na Oceania carece de tradição (embora recentemente a liga australiana tenha recebido Alessandro Del Piero como jogador, o que por si só já gera um salto de qualidade ou pelo menos de atratividade para a modalidade naquele país). Na fase quartas-de-final, uma vitória sobre o mexicano Monterrey, na prorrogação, surpreendeu bastante gente. E colocou o Raja na reta do Atlético. E deu Marrocos em Marrakech. Uma vitória convincente e justa, por 3a1, acabou com o (mais novo) sonho atleticano. Fez os brasileiros voltarem a pronunciar o nome 'Mazembe'. Um feito histórico para o futebol marroquino.
Então, veio a final. E é hora de falarmos do Bayern de Munique. De Josep Guardiola. O Bayern de Guardiola jogou muita bola. Cometeu erros na defesa, mais até do que se espera de um time bem organizado, mas não pagou caro por isso, pois o Casablanca não estava num dia dos mais inspirados em termos de finalização. Com gols dos brasileiros Dante e Thiago, os bávaros celebraram o tricampeonato intercontinental. Também foi o terceiro troféu mundial de Pep, que havia faturado as outras duas vezes com o Barcelona. Esse casamento entre Bayern e Guardiola começou há menos de um semestre e a verdade é que as expectativas estão lá em cima. É a "máquina vermelha", fortíssima candidata a levantar o caneco na Bundesliga e na Liga dos Campeões da Europa. O que engrandece ainda mais o feito do Raja Casablanca, que conseguiu chances claras para pelo menos forçar uma prorrogação diante do Gigante da Baviera.
O Galo, que assegurou o terceiro lugar após vitória sobre o chinês Guangzhou Evergrande por 3a2 (em jogo de duas viradas, com o último gol saindo nos acréscimos), se despede de Cuca, que vai exatamente para a China. O Guangzhou, que no Mundial venceu o Al Ahly, do Egito, e depois perdeu para o Bayern, é multicampeão naquelas terras. Mas quem está preocupado com isso agora é o Cuca. Ao Atlético, com Autuori, cabe a difícil missão de conquistar novamente a América. Não será simples, mas Cuca já mostrou a este clube qual é o caminho da glória continental. Caminho que o próprio Autuori já percorrera em duas ocasiões. Portanto, cabeça erguida, Galo! E boa sorte do outro lado do mundo, Cuca!
De resto, cabe parabenizar o Raja Casablanca pela surpreendente campanha (sua torcida foi um espetáculo à parte) e parabenizar o Bayern de Munique pelo futebol apresentado, com o padrão Pep de qualidade. Resumidamente, é isso. Até o fechamento desta postagem, o Fluminense não entrou com recurso contra Auckland, Al Ahly, Monterrey, Guangzhou, Atlético, Raja nem Bayern.
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domingo, 15 de dezembro de 2013
Campeonato Inglês - Análise De Dois Jogos Com Chuva De Gols
Nesse final-de-semana tive a oportunidade de ver em ação quatro dos sete primeiros colocados no Campeonato Inglês. Foram as partidas entre Manchester City e Arsenal (incríveis 6a3 para o time da casa) e entre Tottenham e Liverpool (não menos incríveis 5a0 a favor do time visitante).
Além do caminhão de gols (total de catorze validados e dois invalidados), chamou atenção a capacidade de transição das equipes ao ataque. Principalmente dos vencedores nos dois jogos. São equipes montadas de forma a proporcionar boas possibilidades de variação, ratificando os ótimos trabalhos de Manuel Pellegrini no City e de Brendan Rodgers no Liverpool. O Arsenal de Arsène Wenger até conseguiu mostrar-se um adversário à altura, sucumbindo apenas nos minutos finais. Mas o Tottenham de André Villas-Boas foi completamente esmagado pelo oponente.
A seguir, uma análise um pouco mais detalhada de cada uma dessas quatro equipes. São quatro times que, pela qualidade do elenco, têm a obrigação de buscarem um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa, por mais difícil e competitivo que seja a Premiership.
Arsenal (líder, com 35 pontos em 16 rodadas)
Foi a campo num 4-2-3-1, onde Flamini e Ramsey faziam a proteção e possibilitavam a aproximação de Wilshere em Özil, Walcott e Giroud. A quantidade de chances perdidas pelo centroavante francês denota que os comandados de Wenger tiveram boas possibilidades de conseguir um melhor resultado. Mas o fato é que faltou solidez defensiva para conter os ímpetos de um adversário velocíssimo na transição e bastante preciso nas trocas de passe. De quebra, o Arsenal levou pelo menos dois gols em erros primários de seu sistema defensivo. Para manter a liderança, terá de jogar mais que isso. E errar menos. Destaque positivo: a participação constante de Walcott. Destaque negativo: os sumiços de Özil.
Liverpool (vice-líder, com 33 pontos)
Envolvente e convincente, o time comandado por Rodgers praticamente não deu chances ao Tottenham, aplicando um 5a0 em pleno White Hart Lane. Sterling e Henderson foram soberanos pelos flancos. Coutinho também atuou em bom nível, flutuando do centro para os lados. E Suárez teve mais uma atuação daquelas - de craque. O volante galês Joe Allen foi fundamental para dar equilíbrio entre defesa, meio e ataque num time que fez o Tottenham parecer pequeno. E o que estava encaminhado ficou ainda mais fácil após a expulsão de Paulinho, que levou a sola da chuteira até a altura do peito de Luis Suárez. Destaque positivo: o trio Sterling-Henderson-Suárez. Destaque negativo: as chances perdidas por Luisito Suárez, que poderia facilmente ter alcançado um hat-trick.
Manchester City (quarto colocado, com 32 pontos)
Mostrou explicitamente porque tem o ataque mais efetivo na liga nacional inglesa. Yaya Touré e Fernandinho são dois volantes com muita capacidade de criar espaços, David Silva e Nasri incomodam constantemente o sistema defensivo adversário, Agüero está em ótimo momento técnico e Negredo funciona bem como referência. É uma equipe que parece ter vocação de chegar à área adversária. Jamais na história havia marcado cinco gols no Arsenal e, nesse sábado, sapecou meia dúzia. No Arsenal que lidera a competição. É um forte candidato ao título e deve ser levado em conta, também, na Liga dos Campeões da Europa. Destaque positivo: Fernandinho, que marcou dois gols e contribuiu na contenção. Destaque negativo: a falta de participação de Clichy, demasiado preso no campo defensivo.
Tottenham (sétimo colocado, com 27 pontos)
Com Sandro, Dembélé e Paulinho no meio, Lennon e Chadli mais abertos e Soldado à frente, o time não conseguiu nem de perto o rendimento que se espera de alguém que investiu tanto para essa temporada. Presa fácil quando o adversário tinha a bola, o time de André Villas-Boas em raros momentos conseguiu se impôr no gramado. Fica difícil defender o treinador, notadamente quando se vêem opções como Holtby, Towsend, Lamela e Defoe - pelo menos dois deles poderiam figurar entre os titulares, aumentando o poder de criação e de definição da equipe. Não sei quanto tempo mais o português ficará no cargo, mas acho que não é por falta de qualidade técnica que o time não decola. Destaque positivo: Lloris, que evitou uma goleada ainda mais acentuada. Destaque negativo: a agressão de Paulinho em Suárez, que rendeu cartão vermelho direto ao brasileiro.
Essa 16ª rodada no Campeonato Inglês teve um total de 30 gols (média de 3 por partida). Acho que dei sorte, pois vendo esses dois jogos pude acompanhar praticamente a metade dos gols na rodada.
Além do caminhão de gols (total de catorze validados e dois invalidados), chamou atenção a capacidade de transição das equipes ao ataque. Principalmente dos vencedores nos dois jogos. São equipes montadas de forma a proporcionar boas possibilidades de variação, ratificando os ótimos trabalhos de Manuel Pellegrini no City e de Brendan Rodgers no Liverpool. O Arsenal de Arsène Wenger até conseguiu mostrar-se um adversário à altura, sucumbindo apenas nos minutos finais. Mas o Tottenham de André Villas-Boas foi completamente esmagado pelo oponente.
A seguir, uma análise um pouco mais detalhada de cada uma dessas quatro equipes. São quatro times que, pela qualidade do elenco, têm a obrigação de buscarem um lugar na próxima Liga dos Campeões da Europa, por mais difícil e competitivo que seja a Premiership.
Arsenal (líder, com 35 pontos em 16 rodadas)
Foi a campo num 4-2-3-1, onde Flamini e Ramsey faziam a proteção e possibilitavam a aproximação de Wilshere em Özil, Walcott e Giroud. A quantidade de chances perdidas pelo centroavante francês denota que os comandados de Wenger tiveram boas possibilidades de conseguir um melhor resultado. Mas o fato é que faltou solidez defensiva para conter os ímpetos de um adversário velocíssimo na transição e bastante preciso nas trocas de passe. De quebra, o Arsenal levou pelo menos dois gols em erros primários de seu sistema defensivo. Para manter a liderança, terá de jogar mais que isso. E errar menos. Destaque positivo: a participação constante de Walcott. Destaque negativo: os sumiços de Özil.Liverpool (vice-líder, com 33 pontos)
Envolvente e convincente, o time comandado por Rodgers praticamente não deu chances ao Tottenham, aplicando um 5a0 em pleno White Hart Lane. Sterling e Henderson foram soberanos pelos flancos. Coutinho também atuou em bom nível, flutuando do centro para os lados. E Suárez teve mais uma atuação daquelas - de craque. O volante galês Joe Allen foi fundamental para dar equilíbrio entre defesa, meio e ataque num time que fez o Tottenham parecer pequeno. E o que estava encaminhado ficou ainda mais fácil após a expulsão de Paulinho, que levou a sola da chuteira até a altura do peito de Luis Suárez. Destaque positivo: o trio Sterling-Henderson-Suárez. Destaque negativo: as chances perdidas por Luisito Suárez, que poderia facilmente ter alcançado um hat-trick.Manchester City (quarto colocado, com 32 pontos)
Mostrou explicitamente porque tem o ataque mais efetivo na liga nacional inglesa. Yaya Touré e Fernandinho são dois volantes com muita capacidade de criar espaços, David Silva e Nasri incomodam constantemente o sistema defensivo adversário, Agüero está em ótimo momento técnico e Negredo funciona bem como referência. É uma equipe que parece ter vocação de chegar à área adversária. Jamais na história havia marcado cinco gols no Arsenal e, nesse sábado, sapecou meia dúzia. No Arsenal que lidera a competição. É um forte candidato ao título e deve ser levado em conta, também, na Liga dos Campeões da Europa. Destaque positivo: Fernandinho, que marcou dois gols e contribuiu na contenção. Destaque negativo: a falta de participação de Clichy, demasiado preso no campo defensivo.Tottenham (sétimo colocado, com 27 pontos)
Com Sandro, Dembélé e Paulinho no meio, Lennon e Chadli mais abertos e Soldado à frente, o time não conseguiu nem de perto o rendimento que se espera de alguém que investiu tanto para essa temporada. Presa fácil quando o adversário tinha a bola, o time de André Villas-Boas em raros momentos conseguiu se impôr no gramado. Fica difícil defender o treinador, notadamente quando se vêem opções como Holtby, Towsend, Lamela e Defoe - pelo menos dois deles poderiam figurar entre os titulares, aumentando o poder de criação e de definição da equipe. Não sei quanto tempo mais o português ficará no cargo, mas acho que não é por falta de qualidade técnica que o time não decola. Destaque positivo: Lloris, que evitou uma goleada ainda mais acentuada. Destaque negativo: a agressão de Paulinho em Suárez, que rendeu cartão vermelho direto ao brasileiro.Essa 16ª rodada no Campeonato Inglês teve um total de 30 gols (média de 3 por partida). Acho que dei sorte, pois vendo esses dois jogos pude acompanhar praticamente a metade dos gols na rodada.
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Da Bola Aos Bastidores: Novas Manobras Num Tapete Mágico
Após 37 rodadas disputadas, faltava somente uma para a conclusão. Mais um Campeonato Brasileiro de pontos corridos chegava ao fim. Cruzeiro campeão com sobras. Grêmio assegurado na Libertadores. Atlético Paranaense, Goiás, Botafogo e Vitória disputando dois lugares no G4. Náutico e Ponte Preta rebaixados. Fluminense e Vasco querendo sair da zona de rebaixamento, colocando em grande risco o Coritiba e o Criciúma. Matematicamente, Internacional e Portuguesa tinham remotas possibilidades de descenso.
Veio a última rodada. A derrota do Goiás e a vitória do Botafogo renderam ao Alvinegro o quarto lugar na tabela de classificação (três dias depois, o título do Lanús na Copa Sul-Americana diante da Ponte Preta confirmou o retorno do Glorioso à Copa Libertadores da América). A derrota do Vasco sacramentou a despromoção cruzmaltina, além da permanência de Criciúma, Inter e Portuguesa. E o Fluminense, mesmo vencendo o Bahia, também se viu novamente rebaixado, pois o Coritiba vencera o São Paulo. Fim.
Fim? Hoje se discute mais um tapetão na história recente tricolor. O terceiro desde 1996. Mas, como o último foi catorze anos atrás, poucos poderiam supôr que manobras de bastidores pudessem se fazer presentes novamente. Héverton, reserva na Portuguesa, entrou em campo aos trinta e dois minutos do segundo tempo na última rodada. Não deveria. Pior: não poderia. Ele deveria cumprir um segundo jogo de suspensão por expulsão recebida duas rodadas atrás.
Agora vamos a algumas perguntas - bastante objetivas - para clarear a questão. Primeira pergunta: a Portuguesa cometeu um erro previsto em regulamento? Segunda pergunta: a Portuguesa se beneficiou do uso do jogador supostamente irregular? Terceira pergunta: alguém se prejudicou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa? Quarta pergunta: alguém se beneficiou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa?
Sim, para a primeira pergunta. Não, para as outras três perguntas. Ou seja, estamos num confronto entre a legalidade e a moralidade. Legalmente, a Portuguesa errou. Moralmente, a Portuguesa somou mais pontos que o Fluminense (independentemente do placar na última rodada, a pontuação da Portuguesa em 37 jogos foi maior que a do Fluminense em 38).
Cabe ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidir se condena a Portuguesa ou se a absolve. Absolvendo, não afetará em nada em termos de rebaixamento. Os quatro times com pior campanha serão rebaixados. Condenando, teremos de mudar a resposta para a última pergunta: alguém se beneficiou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa? Resposta: sim, o Fluminense.
Que vença a moralidade. É muito mais legal para o esporte e para a cidadania em geral.
Veio a última rodada. A derrota do Goiás e a vitória do Botafogo renderam ao Alvinegro o quarto lugar na tabela de classificação (três dias depois, o título do Lanús na Copa Sul-Americana diante da Ponte Preta confirmou o retorno do Glorioso à Copa Libertadores da América). A derrota do Vasco sacramentou a despromoção cruzmaltina, além da permanência de Criciúma, Inter e Portuguesa. E o Fluminense, mesmo vencendo o Bahia, também se viu novamente rebaixado, pois o Coritiba vencera o São Paulo. Fim.
Fim? Hoje se discute mais um tapetão na história recente tricolor. O terceiro desde 1996. Mas, como o último foi catorze anos atrás, poucos poderiam supôr que manobras de bastidores pudessem se fazer presentes novamente. Héverton, reserva na Portuguesa, entrou em campo aos trinta e dois minutos do segundo tempo na última rodada. Não deveria. Pior: não poderia. Ele deveria cumprir um segundo jogo de suspensão por expulsão recebida duas rodadas atrás.
Agora vamos a algumas perguntas - bastante objetivas - para clarear a questão. Primeira pergunta: a Portuguesa cometeu um erro previsto em regulamento? Segunda pergunta: a Portuguesa se beneficiou do uso do jogador supostamente irregular? Terceira pergunta: alguém se prejudicou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa? Quarta pergunta: alguém se beneficiou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa?
Sim, para a primeira pergunta. Não, para as outras três perguntas. Ou seja, estamos num confronto entre a legalidade e a moralidade. Legalmente, a Portuguesa errou. Moralmente, a Portuguesa somou mais pontos que o Fluminense (independentemente do placar na última rodada, a pontuação da Portuguesa em 37 jogos foi maior que a do Fluminense em 38).
Cabe ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidir se condena a Portuguesa ou se a absolve. Absolvendo, não afetará em nada em termos de rebaixamento. Os quatro times com pior campanha serão rebaixados. Condenando, teremos de mudar a resposta para a última pergunta: alguém se beneficiou pelo uso do jogador supostamente irregular por parte da Portuguesa? Resposta: sim, o Fluminense.
Que vença a moralidade. É muito mais legal para o esporte e para a cidadania em geral.
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sábado, 7 de dezembro de 2013
Copa Do Mundo 2014: Grupos Sorteados E Pitacos Dados
Foram sorteados ontem, 06.12.2013, os oito grupos para a Copa do Mundo 2014. Copa essa que será a segunda disputada em solo brasileiro. Solo brasileiro que, por sua extensão geográfica e seus múltiplos climas associados a ineficiências infraestruturais, vem inquietando alguns países - sobretudo aqueles ditos de "primeiro mundo". Os europeus até se preocupam com os adversários, mas parece que o grande medo das delegações do Velho Continente reside não em com quem jogar, mas onde jogar. Ninguém quer Manaus, com seu calorzão e umidade nas alturas. Brasília - e sua secura - também é vista com maus olhos. Imagine quando o Mundial for disputado no Catar...
Vamos então aos grupos e aos respectivos pitacos. Pitacos que são feitos hoje, pensando em daqui a um semestre e tentando adivinhar o futuro. Ou seja, tem tudo para dar errado. Mas, rolando um percentual de acerto significativo, posso recuperar esse tópico e fazer pose de vidente. Ou melhor, de profundo entendedor desta ciência chamada futebol.
Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões.
O Brasil, país-sede, é amplamente favorito a uma das vagas e ao primeiro lugar na chave. A Croácia pode fazer jogo duro na estréia, em São Paulo? Sim, pode. O México, adversário em Fortaleza, merece respeito? Lógico, mesmo com o sufoco que passaram na CONCACAF. E Camarões, será um peixe fora d'água na capital federal? Sim, será, mas enquanto houver fôlego, haverá esperança. Com tudo isso, a tendência é que a seleção consiga os pontos necessários para assegurar a primeira posição - do contrário, será uma decepção. Pitaco: avançam Brasil e México.
Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália.
Atuais finalistas, espanhóis e holandeses se enfrentam em plena rodada de abertura, em Salvador. É a esperança de chilenos e australianos largarem na frente e tentarem a proeza de surpreender um dos dois favoritos. Pitaco: avançam Espanha e Holanda.
Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão.
Eis uma chave equilibrada, onde cada seleção tem um tipo diferente de ponto forte: a técnica colombiana, a solidez grega, o vigor marfinense e a disciplina japonesa. Pode dar qualquer coisa, embora algo me diga que os colombianos entram com sutil vantagem em relação aos demais. Pitaco: avançam Colômbia e Costa do Marfim.
Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália.
Pobre Costa Rica. É a primeira seleção na história das Copas a enfrentar 3 campeãs do mundo logo na primeira fase. Cabe a uruguaios, ingleses e italianos correrem atrás de honrarem suas tradições e buscarem as duas vagas disponíveis. Pitaco: avançam Uruguai e Itália.
Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras.
E não é que a França deu sorte na sua condição de não-cabeça-de-chave? O resultado de Suíça e Equador, em Brasília, na partida de estréia, tem tudo para encaminhar o grupo. Havendo empate nesse confronto, é chave pra ser resolvida nos últimos minutos da última rodada. Pitaco: avançam França e Equador.
Grupo F: Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria.
Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre são as cidades que terão a felicidade de receber Lionel Messi na primeira fase. Na disputa pela outra vaga nas oitavas, europeus, asiáticos e africanos terão de enfrentar frio e calor, pois estão no circuito Curitiba, Cuiabá e Salvador. Não fosse isso, cravaria a Bósnia na próxima fase. E como não confio nessa Nigéria... Pitaco: avançam Argentina e Irã.
Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos.
Alemanha é a mais forte nessa chave. Ponto. Porém, estamos aqui diante de um grupo com quatro seleções que merecem respeito. Talvez o fator de desequilíbrio possa ser Manaus, adversária de Portugal e EUA na rodada do meio. Pitaco: avançam Alemanha e Gana.
Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coréia do Sul.
Os belgas, que contam com um time bem qualificado tecnicamente, tiveram a sorte lhe sorrindo no sorteio: serão os que menos viajarão nesta fase, jogando as três partidas na região sudeste. Não vislumbro grandes possibilidades para os argelinos, e creio que as chances sul-coreanas se multiplicarão caso consigam surpreender os russos na estréia e enfrentar uma já classificada Bélgica na rodada derradeira. Mas... Pitaco: avançam Bélgica e Rússia.
Então é isso. Opinião de momento, sendo bem capaz que em breve eu já esteja discordando de mim mesmo. Mas tá feito o registro. Que tenhamos uma ótima Copa do Mundo e um país mais humano, democrático e justo. Não dá para admitir um evento dessa magnitude e com tantos gastos públicos para beneficiar apenas uma minoria selecionada, em detrimento de um contingente de excluídos estrategicamente. O legado é obrigação e o ano é de eleição.
Vamos então aos grupos e aos respectivos pitacos. Pitacos que são feitos hoje, pensando em daqui a um semestre e tentando adivinhar o futuro. Ou seja, tem tudo para dar errado. Mas, rolando um percentual de acerto significativo, posso recuperar esse tópico e fazer pose de vidente. Ou melhor, de profundo entendedor desta ciência chamada futebol.
Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões.
O Brasil, país-sede, é amplamente favorito a uma das vagas e ao primeiro lugar na chave. A Croácia pode fazer jogo duro na estréia, em São Paulo? Sim, pode. O México, adversário em Fortaleza, merece respeito? Lógico, mesmo com o sufoco que passaram na CONCACAF. E Camarões, será um peixe fora d'água na capital federal? Sim, será, mas enquanto houver fôlego, haverá esperança. Com tudo isso, a tendência é que a seleção consiga os pontos necessários para assegurar a primeira posição - do contrário, será uma decepção. Pitaco: avançam Brasil e México.
Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália.
Atuais finalistas, espanhóis e holandeses se enfrentam em plena rodada de abertura, em Salvador. É a esperança de chilenos e australianos largarem na frente e tentarem a proeza de surpreender um dos dois favoritos. Pitaco: avançam Espanha e Holanda.
Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão.
Eis uma chave equilibrada, onde cada seleção tem um tipo diferente de ponto forte: a técnica colombiana, a solidez grega, o vigor marfinense e a disciplina japonesa. Pode dar qualquer coisa, embora algo me diga que os colombianos entram com sutil vantagem em relação aos demais. Pitaco: avançam Colômbia e Costa do Marfim.
Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália.
Pobre Costa Rica. É a primeira seleção na história das Copas a enfrentar 3 campeãs do mundo logo na primeira fase. Cabe a uruguaios, ingleses e italianos correrem atrás de honrarem suas tradições e buscarem as duas vagas disponíveis. Pitaco: avançam Uruguai e Itália.
Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras.
E não é que a França deu sorte na sua condição de não-cabeça-de-chave? O resultado de Suíça e Equador, em Brasília, na partida de estréia, tem tudo para encaminhar o grupo. Havendo empate nesse confronto, é chave pra ser resolvida nos últimos minutos da última rodada. Pitaco: avançam França e Equador.
Grupo F: Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria.
Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre são as cidades que terão a felicidade de receber Lionel Messi na primeira fase. Na disputa pela outra vaga nas oitavas, europeus, asiáticos e africanos terão de enfrentar frio e calor, pois estão no circuito Curitiba, Cuiabá e Salvador. Não fosse isso, cravaria a Bósnia na próxima fase. E como não confio nessa Nigéria... Pitaco: avançam Argentina e Irã.
Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos.
Alemanha é a mais forte nessa chave. Ponto. Porém, estamos aqui diante de um grupo com quatro seleções que merecem respeito. Talvez o fator de desequilíbrio possa ser Manaus, adversária de Portugal e EUA na rodada do meio. Pitaco: avançam Alemanha e Gana.
Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coréia do Sul.
Os belgas, que contam com um time bem qualificado tecnicamente, tiveram a sorte lhe sorrindo no sorteio: serão os que menos viajarão nesta fase, jogando as três partidas na região sudeste. Não vislumbro grandes possibilidades para os argelinos, e creio que as chances sul-coreanas se multiplicarão caso consigam surpreender os russos na estréia e enfrentar uma já classificada Bélgica na rodada derradeira. Mas... Pitaco: avançam Bélgica e Rússia.
Então é isso. Opinião de momento, sendo bem capaz que em breve eu já esteja discordando de mim mesmo. Mas tá feito o registro. Que tenhamos uma ótima Copa do Mundo e um país mais humano, democrático e justo. Não dá para admitir um evento dessa magnitude e com tantos gastos públicos para beneficiar apenas uma minoria selecionada, em detrimento de um contingente de excluídos estrategicamente. O legado é obrigação e o ano é de eleição.
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domingo, 24 de novembro de 2013
Campeonato Brasileiro Em Pontos Corridos: Emoções Até O Final
O Cruzeiro já é campeão e o Náutico já está rebaixado. Ponto. Mas, entre o primeiro colocado e o último há dezoito posições instáveis. E o destaque, obviamente, fica para aquelas zonas da tabela de classificação que valem um lugar na mais valorizada competição continental nas Américas e o rebaixamento para a Série B.
Atlético Paranaense (que ainda joga a final na Copa do Brasil), Grêmio, Goiás e Botafogo disputam três - ou duas - vagas na Libertadores. O Vitória também tem chances matemáticas, mas vamos combinar que a essa altura nem o mais macumbeiro dos rubronegros baianos bota muita fé que o clube consiga um lugar no badalado G4. G4 que virará G3, caso um brasileiro vença a Copa Sul-Americana - e a Ponte Preta está muito perto de um lugar na final, com vantagem considerável em relação ao compatriota São Paulo.
Ponte Preta que está com os dois pés na terra, mas tendo diante de si uma montanha encantada e um abismo tenebroso: a Macaca tem chances reais de alcançar uma inédita participação na Libertadores conjuntamente a uma despromoção para a segunda divisão nacional. Vasco, Coritiba, Fluminense, Criciúma, Portuguesa e Bahia também correm perigo. Matematicamente, até o Internacional não escapou - mas deve escapar, porque tem muita gente mais abaixo do Colorado.
Agora veja só alguns dos cruzamentos reservados para essas últimas duas rodadas. Tem confronto direto de objetivos semelhantes e partidas envolvendo equipes em situações antagônicas. Todas com promessa de equilíbrio e emoções, nesse que é um dos torneios mais competitivos do planeta.
Antes, uma olhada na tabela de classificação após 36 rodadas cumpridas.
Penúltima rodada
Ponte Preta e Portuguesa. Somente a vitória interessa aos pontepretanos, enquanto a Lusa tenta sair de Campinas com sua situação definida, sem depender de seu difícil compromisso na rodada derradeira, que será diante do Grêmio (o Tricolor Gaúcho joga por um lugar na Libertadores).
Coritiba e Botafogo. Enquanto o Coxa busca sair da zona de descenso, o Botafogo tenta entrar na zona de classificação para a Libertadores. Empate é resultado que não interessa a nenhum deles. Mas, pior que isso, seria uma derrota. Como jogarão para buscar a vitória?
Grêmio e Goiás. Confronto direto pelo G4 (que pode virar G3). É o exemplo de uma partida onde o empate não é ruim pra ninguém, mas pode ser perigoso para ambos. Ao Goiás, pode custar uma posição-chave na tabela. Ao Grêmio, a necessidade de superar a Portuguesa no Canindé.
Última rodada
Botafogo e Criciúma. Pode ser que o Criciúma vá a campo com sua situação definida (para isso, terá de vencer o São Paulo na rodada anterior). Pode ser que não. O Botafogo, certamente, estará na sedenta disputa por uma vaga na Copa Libertadores da América 2014.
Bahia e Fluminense. Se, na rodada anterior, o Bahia sair vencedor diante do já campeão Cruzeiro (talvez até mesmo com um empate), o jogo muda de cenário. Do contrário, teremos na Fonte Nova um "salve-se quem puder". Há também o risco de o empate beneficiar ambos os times, o que seria péssimo para o futebol. Ou seja, temos de aguardar o desfecho da rodada 37 para dizer o quão dramático será esse confronto de tricolores.
Atlético Paranaense e Vasco. Imaginando que o Atlético não tenha ganho a Copa do Brasil (se faturar, já estará na Libertadores), esse será um jogo de alta dramaticidade, pois ambos os times precisarão somar pontos pelos seus distintos objetivos. Resta saber quantos pontos.
Portuguesa e Grêmio. Há a possibilidade de os dois entrarem em campo com suas situações resolvidas. Há a possibilidade de um estar "na boa" e o outro não. E há o cenário que torna para um e para outro a partida uma questão de "tudo ou nada". A Lusa pela Série A, o Grêmio pela América.
Viu só como um torneio no formato todos-contra-todos em ida-e-volta também reserva fortes emoções até o seu desfecho? E o melhor de tudo: é mais justo que aquele modelo anterior, onde times irregulares podem ser campeões e outros se arrasarem por causa de uma única tarde ou noite ruim.
De resto, que tenhamos ótimos jogos. E bom senso.
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sábado, 23 de novembro de 2013
Gira, Gira, Gira... Giroud!
Arsenal e Southampton foram a campo pela 12ª rodada no Campeonato Inglês temporada 2013-4. Antes que alguém consiga desmentir, jamais na história do futebol essas equipes se enfrentaram estando ambas nas 3 primeiras posições na tabela de classificação na liga nacional: o Arsenal lidera a competição enquanto o Southampton surpreende aparecendo na terceira colocação.
Como pouco mais cedo o Liverpool havia empatado o clássico da cidade com o Everton em jogo de meia dúzia de gols, era a chance do Arsenal abrir mais vantagem na ponta e do Southampton assumir a vice-liderança. No final das contas, os dois gols de Olivier Giroud selaram mais uma vitória dos comandados de Arsène Wenger, a nona em doze jornadas.
A partida, no geral, foi marcada pelo equilíbrio. Embora faltasse capacidade criativa ao time de Mauricio Pocchettino, a equipe visitante só não marcou um gol no primeiro tempo porque foi impedida em duas intervenções do goleiro polonês Szczesny. O Arsenal, por sua vez, parou duas vezes na trave do também polonês Boruc. Boruc que acabou fazendo uma trapalhada monumental aos vinte e um minutos: recebeu bola recuada, tentou driblar Giroud e viu o francês recuperar a redonda, mandando para o gol vazio.
Na segunda etapa, a partida teve menor quantidade de chances claras de gol. Melhor pro Arsenal, que ainda conseguiu encontrar um pênalti nos minutos finais e ampliar a vantagem em mais um gol de Giroud, goleador da equipe na presente temporada. Não é nenhum Thierry Henry (perdoem a grosseira "comparação") mas cumpre o seu papel o centroavante francês, autor de seis gols nessa edição do Inglês.
Não ouso cravar o segredo do sucesso do Arsenal nesse início de temporada. Mas sem dúvida alguma, um dos maiores responsáveis é o excepcional técnico Arsène Wenger, que consegue, ano após ano, desenvolver um estilo de jogo baseado em toques de bola e deslocamentos constantes dos jogadores de meio-campo. Aaron Ramsey tem feito um ano espetacular, Mesut Özil encaixou imediatamente no esquema tático e a defesa parece mais compacta que em outras ocasiões. Daí para se falar em título vai um longo percurso. Mas tal percurso já começou a ser percorrido. E em passos firmes.
Já o Southampton, que saboreia uma incrível terceira posição (estando a frente de times como Chelsea, Everton, Manchester United, Tottenham, Newcastle e Manchester City), dificilmente conseguirá se manter numa situação tão privilegiada. Mas seu jeito de jogar ensina. Ensina que, mesmo não tendo um plantel à altura do adversário, é possível entrar no gramado e jogar de igual para igual. Com limitações, desafios, dificuldades, mas sem medo. Inclusive diante do legítimo líder do torneio.
Acompanhe-nos também pelo Twitter @jogadadefeito e pelo Facebook Jogada De (E)feito.
Como pouco mais cedo o Liverpool havia empatado o clássico da cidade com o Everton em jogo de meia dúzia de gols, era a chance do Arsenal abrir mais vantagem na ponta e do Southampton assumir a vice-liderança. No final das contas, os dois gols de Olivier Giroud selaram mais uma vitória dos comandados de Arsène Wenger, a nona em doze jornadas.
A partida, no geral, foi marcada pelo equilíbrio. Embora faltasse capacidade criativa ao time de Mauricio Pocchettino, a equipe visitante só não marcou um gol no primeiro tempo porque foi impedida em duas intervenções do goleiro polonês Szczesny. O Arsenal, por sua vez, parou duas vezes na trave do também polonês Boruc. Boruc que acabou fazendo uma trapalhada monumental aos vinte e um minutos: recebeu bola recuada, tentou driblar Giroud e viu o francês recuperar a redonda, mandando para o gol vazio.
Na segunda etapa, a partida teve menor quantidade de chances claras de gol. Melhor pro Arsenal, que ainda conseguiu encontrar um pênalti nos minutos finais e ampliar a vantagem em mais um gol de Giroud, goleador da equipe na presente temporada. Não é nenhum Thierry Henry (perdoem a grosseira "comparação") mas cumpre o seu papel o centroavante francês, autor de seis gols nessa edição do Inglês.
Não ouso cravar o segredo do sucesso do Arsenal nesse início de temporada. Mas sem dúvida alguma, um dos maiores responsáveis é o excepcional técnico Arsène Wenger, que consegue, ano após ano, desenvolver um estilo de jogo baseado em toques de bola e deslocamentos constantes dos jogadores de meio-campo. Aaron Ramsey tem feito um ano espetacular, Mesut Özil encaixou imediatamente no esquema tático e a defesa parece mais compacta que em outras ocasiões. Daí para se falar em título vai um longo percurso. Mas tal percurso já começou a ser percorrido. E em passos firmes.
Já o Southampton, que saboreia uma incrível terceira posição (estando a frente de times como Chelsea, Everton, Manchester United, Tottenham, Newcastle e Manchester City), dificilmente conseguirá se manter numa situação tão privilegiada. Mas seu jeito de jogar ensina. Ensina que, mesmo não tendo um plantel à altura do adversário, é possível entrar no gramado e jogar de igual para igual. Com limitações, desafios, dificuldades, mas sem medo. Inclusive diante do legítimo líder do torneio.
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domingo, 6 de outubro de 2013
Grêmio Vence Botafogo E Convence: Joga Feio Mesmo
O encontro entre o segundo e o terceiro colocado na tabela de classificação no Campeonato Brasileiro 2013 foi realizado sábado, no estádio Jornalista Mário Filho. Foi o jogo que abriu a vigésima sexta rodada na competição nacional.
A partida confirmou as expectativas de um confronto equilibrado. Porém, a qualidade do espetáculo é que talvez tenha ficado abaixo do que gostariam os amantes do futebol. Um pouco pelas ausências de jogadores como Elano, Zé Roberto e Eduardo Vargas, que desfalcaram o Grêmio, um tanto pela postura acovardada do time comandado por Renato Gaúcho, que limitou-se a, sobretudo no segundo tempo, marcar presença no campo de defesa para segurar o resultado construído na etapa inicial. Feito que é valorizado pelo fato de ter jogado com um homem a menos desde a expulsão de Kléber, ainda no primeiro terço de partida.
Mas o que esperar do decadente Botafogo e do pragmático Grêmio nas próximas rodadas de um torneio que termina daqui a dois meses? O Alvinegro precisa urgentemente sacudir a poeira que se levantou no ambiente de General Severiano. São cinco rodadas sem vitória (quatro derrotas no período, sendo três delas dentro de casa) e além da distância para o líder Cruzeiro ter ficado demasiado longa (dezesseis pontos no momento), a própria presença na zona de classificação para a Libertadores está colocada em risco (o time acaba de ser ultrapassado pelo Atlético Paranaense, caindo para o quarto lugar). O Tricolor, por sua vez, vai somando vitórias atrás de vitórias (leia-se um a zero atrás de um a zero). A onze pontos do líder e com a credibilidade de quem vem de vitórias sobre Atlético e Botafogo, é o maior concorrente ao título que parece encaminhado ao Cruzeiro.
Prefiro acreditar que o Grêmio possa e irá render muito mais do que o apresentado nesse último sábado. As críticas ao estilo de jogo da equipe e as respostas dadas pelo treinador (do tipo "então vá ver o Barcelona jogar") mostram que nosso futebol atravessa momento ingrato para os amantes desse esporte. Temos um vice-líder nacional totalmente alheio à arte, entregue por completo à "filosofia dos três pontos". Só que precisam ensinar - e principalmente aprender - que uma coisa não anula a outra. Se implementarmos por aqui um jeito de jogar mais voltado para a ofensividade, fazendo (bom) uso da técnica apurada presente em tantos atletas, as coisas deverão fluir com mais beleza. Sem precisar, necessariamente "ver o Barcelona jogar". Por enquanto, isso é o melhor a ser feito. Valeu a dica, Renato.
A partida confirmou as expectativas de um confronto equilibrado. Porém, a qualidade do espetáculo é que talvez tenha ficado abaixo do que gostariam os amantes do futebol. Um pouco pelas ausências de jogadores como Elano, Zé Roberto e Eduardo Vargas, que desfalcaram o Grêmio, um tanto pela postura acovardada do time comandado por Renato Gaúcho, que limitou-se a, sobretudo no segundo tempo, marcar presença no campo de defesa para segurar o resultado construído na etapa inicial. Feito que é valorizado pelo fato de ter jogado com um homem a menos desde a expulsão de Kléber, ainda no primeiro terço de partida.
Mas o que esperar do decadente Botafogo e do pragmático Grêmio nas próximas rodadas de um torneio que termina daqui a dois meses? O Alvinegro precisa urgentemente sacudir a poeira que se levantou no ambiente de General Severiano. São cinco rodadas sem vitória (quatro derrotas no período, sendo três delas dentro de casa) e além da distância para o líder Cruzeiro ter ficado demasiado longa (dezesseis pontos no momento), a própria presença na zona de classificação para a Libertadores está colocada em risco (o time acaba de ser ultrapassado pelo Atlético Paranaense, caindo para o quarto lugar). O Tricolor, por sua vez, vai somando vitórias atrás de vitórias (leia-se um a zero atrás de um a zero). A onze pontos do líder e com a credibilidade de quem vem de vitórias sobre Atlético e Botafogo, é o maior concorrente ao título que parece encaminhado ao Cruzeiro.
Prefiro acreditar que o Grêmio possa e irá render muito mais do que o apresentado nesse último sábado. As críticas ao estilo de jogo da equipe e as respostas dadas pelo treinador (do tipo "então vá ver o Barcelona jogar") mostram que nosso futebol atravessa momento ingrato para os amantes desse esporte. Temos um vice-líder nacional totalmente alheio à arte, entregue por completo à "filosofia dos três pontos". Só que precisam ensinar - e principalmente aprender - que uma coisa não anula a outra. Se implementarmos por aqui um jeito de jogar mais voltado para a ofensividade, fazendo (bom) uso da técnica apurada presente em tantos atletas, as coisas deverão fluir com mais beleza. Sem precisar, necessariamente "ver o Barcelona jogar". Por enquanto, isso é o melhor a ser feito. Valeu a dica, Renato.
West Brom Resiste E Interrompe Seqüência Do Arsenal
Com ótimo início de temporada, o Arsenal visitou o West Bromwich para retomar a liderança provisoriamente perdida para o Liverpool (que jogou no dia anterior ao time comandado por Arsène Wenger). E o empate no campo adversário serviu para o Arsenal terminar a sétima rodada como líder no Campeonato Inglês, só que igualado em pontos (16) e em saldo de gols (6) com os Reds (a diferença está no número de gols marcados: 14a11). Se tivesse vencido, a diferença para o vice-líder estaria em dois pontos e seria estabelecida uma marca histórica de oito triunfos consecutivos na condição de visitante em jogos pela liga nacional inglesa. Em 12º com nove pontos, o WBA deve ter festejado o empate, embora tivesse jogado de igual para igual com o Arsenal.
Cada time marcou o seu gol em um tempo. No primeiro, os donos da casa foram à rede através do argentino Yacob, aproveitando cruzamento do francês Amalfitano, um dos melhores jogadores em campo. No segundo, Wilshere chutou rasteiro no canto esquerdo para concluir em gol uma jogada com participações de Özil, Giroud e Rosický. Entre um gol e outro, o West Brom teve pelo menos duas grandes chances de ampliar a diferença no placar, mas Anelka não aproveitou nenhuma das oportunidades - numa sem conseguir dominar a bola, noutra finalizando rente à trave esquerda. Com o resultado em 1a1, Giroud desperdiçou o que poderia ser a virada do líder, chutando para fora após receber belo passe de Özil.
Na próxima rodada, Arsenal e West Bromwich Albion têm seus compromissos agendados para o sábado, 19.10.2013: respectivamente diante de Norwich (18º colocado, com sete pontos), em Londres, e Stoke (16º, também com sete), no campo oponente. Ambos marcados para 11h da manhã (fuso-horário de Brasília).
Para mais detalhes sobre a partida West Bromwich Albion 1a1 Arsenal, você pode acessar a página @jogandoagora, procurando pela #WBAArs.
Cada time marcou o seu gol em um tempo. No primeiro, os donos da casa foram à rede através do argentino Yacob, aproveitando cruzamento do francês Amalfitano, um dos melhores jogadores em campo. No segundo, Wilshere chutou rasteiro no canto esquerdo para concluir em gol uma jogada com participações de Özil, Giroud e Rosický. Entre um gol e outro, o West Brom teve pelo menos duas grandes chances de ampliar a diferença no placar, mas Anelka não aproveitou nenhuma das oportunidades - numa sem conseguir dominar a bola, noutra finalizando rente à trave esquerda. Com o resultado em 1a1, Giroud desperdiçou o que poderia ser a virada do líder, chutando para fora após receber belo passe de Özil.
Na próxima rodada, Arsenal e West Bromwich Albion têm seus compromissos agendados para o sábado, 19.10.2013: respectivamente diante de Norwich (18º colocado, com sete pontos), em Londres, e Stoke (16º, também com sete), no campo oponente. Ambos marcados para 11h da manhã (fuso-horário de Brasília).
Para mais detalhes sobre a partida West Bromwich Albion 1a1 Arsenal, você pode acessar a página @jogandoagora, procurando pela #WBAArs.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Um Cruzeiro Para O Título Brasileiro
Desde a primeira rodada no Campeonato Brasileiro 2013, nenhuma vez a situação do líder teve contornos de hegemonia como agora, após vinte e duas jornadas disputadas. O Cruzeiro, com quarenta e nove pontos, abriu mais três em relação ao vice-líder (totalizando sete de diferença) e com a moral de ter conseguido um 3a0 no confronto direto. Se o Botafogo tem condições de tirar essa diferença e reassumir a ponta na tabela de classificação? Sem dúvidas. Estamos falando de uma liga altamente competitiva, o que confirma a possibilidade de uma reviravolta ao mesmo tempo que coloca o atual primeiro colocado numa situação bastante favorável, dada a dificuldade de se "correr atrás do prejuízo" em meio a tantos confrontos marcados pelo equilíbrio.
Se no parágrafo inicial só falou-se em Cruzeiro e Botafogo, cabe destacar que essa não é uma disputa bipolarizada entre mineiros e cariocas. Mais abaixo na tabela e ao sul no território nacional, estão Grêmio, Atlético Paranaense e Internacional, também postulantes ao título. Chances menores que os dois primeiros colocados, obviamente, mas existentes. Mas muita coisa pode acontecer, até porque nesse mês ainda temos um Inter e Cruzeiro; no próximo, um Botafogo e Grêmio. E muitos outros pontos em aberto antes, entre e depois desses jogos. O que torna ainda mais interessante o torneio de pontos corridos. Pontos altamente concorridos.
Mas, então, a vantagem do Cruzeiro é essa de sete pontos? Sim. Mas há algo mais: a regularidade da equipe comandada por Marcelo Oliveira e a eficiência ofensiva deste elenco são duas credenciais que acentuam as possibilidades de conquista. E houve um mal que veio para bem: com a eliminação relativamente precoce na Copa do Brasil (caiu para o Flamengo na fase oitavas-de-final), a Raposa guardará suas energias para um único torneio, enquanto outros adversários, como o próprio Botafogo, encontram pela frente um calendário menos generoso com descansos e treinamentos. É improvável - e até mesmo inviável - imaginar que o Alvinegro possa relegar a Copa do Brasil a segundo plano, notadamente quando tem pela frente um de seus maiores rivais, justamente o algoz do Cruzeiro na competição eliminatória.
Copa do Brasil que ainda reserva encontros entre Grêmio e Corinthians, Atlético Paranaense e Internacional, Goiás e Vasco. Perceba como de todos os cinco primeiros colocados no Brasileirão, somente o líder Cruzeiro não está dividindo esforços entre duas competições. Hoje, o pitaco mais prudente é cravar o atual vice-campeão mineiro como maior candidato ao título brasileiro. Mas mais prudente ainda talvez seja deixar rolar sem pitaquear, pois há muita água por onde navegar. Um cruzeiro para o título brasileiro.
Se no parágrafo inicial só falou-se em Cruzeiro e Botafogo, cabe destacar que essa não é uma disputa bipolarizada entre mineiros e cariocas. Mais abaixo na tabela e ao sul no território nacional, estão Grêmio, Atlético Paranaense e Internacional, também postulantes ao título. Chances menores que os dois primeiros colocados, obviamente, mas existentes. Mas muita coisa pode acontecer, até porque nesse mês ainda temos um Inter e Cruzeiro; no próximo, um Botafogo e Grêmio. E muitos outros pontos em aberto antes, entre e depois desses jogos. O que torna ainda mais interessante o torneio de pontos corridos. Pontos altamente concorridos.
Mas, então, a vantagem do Cruzeiro é essa de sete pontos? Sim. Mas há algo mais: a regularidade da equipe comandada por Marcelo Oliveira e a eficiência ofensiva deste elenco são duas credenciais que acentuam as possibilidades de conquista. E houve um mal que veio para bem: com a eliminação relativamente precoce na Copa do Brasil (caiu para o Flamengo na fase oitavas-de-final), a Raposa guardará suas energias para um único torneio, enquanto outros adversários, como o próprio Botafogo, encontram pela frente um calendário menos generoso com descansos e treinamentos. É improvável - e até mesmo inviável - imaginar que o Alvinegro possa relegar a Copa do Brasil a segundo plano, notadamente quando tem pela frente um de seus maiores rivais, justamente o algoz do Cruzeiro na competição eliminatória.
Copa do Brasil que ainda reserva encontros entre Grêmio e Corinthians, Atlético Paranaense e Internacional, Goiás e Vasco. Perceba como de todos os cinco primeiros colocados no Brasileirão, somente o líder Cruzeiro não está dividindo esforços entre duas competições. Hoje, o pitaco mais prudente é cravar o atual vice-campeão mineiro como maior candidato ao título brasileiro. Mas mais prudente ainda talvez seja deixar rolar sem pitaquear, pois há muita água por onde navegar. Um cruzeiro para o título brasileiro.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Equipe E Jogada Da Semana
O Campeonato Brasileiro 2013 chega à sua metade. Quer dizer, faltam três jogos atrasados, mas, grosso modo, dezenove rodadas foram disputadas. O Cruzeiro está na frente, com quarenta pontos e a "vantagem" de se dedicar exclusivamente à liga nacional (caiu na Copa do Brasil para o Flamengo na fase oitavas-de-final). Logo atrás, com trinta e seis somados, aparece o Botafogo. Botafogo que, mesmo após perder Vitinho para o futebol russo, venceu o Coritiba no Maracanã, com ótima participação do jovem estreante Hyuri, autor de dois gols nos três a um. Isso foi na quinta-feira. Três dias depois, no domingo, o Alvinegro conseguiu outro grande resultado: de virada, venceu o Criciúma no estádio Heriberto Hulse com o último gol dos dois a um saindo aos quarenta e seis minutos no segundo tempo. E desfalcado de Jéfferson, Gabriel, Lodeiro e Seedorf. Em reconhecimento aos esforços do elenco, torcedores botafoguenses recepcionaram o grupo no desembarque no aeroporto Santos Dumont. Se essa campanha vai terminar em título, saberemos mais tarde. Mas não resta dúvidas de que o Botafogo vem se mostrando especialista na capacidade de superar. De se superar.
Jogada da semana
Poderia ser o tremendo voleio de Elias, na virada do Botafogo sobre o Criciúma. Mas escolheu-se o golaço de Hyuri pra cima do Coritiba, em sua estréia tanto no Maracanã quanto no Botafogo. Tem estrela ou não tem?
Jogada da semana
Poderia ser o tremendo voleio de Elias, na virada do Botafogo sobre o Criciúma. Mas escolheu-se o golaço de Hyuri pra cima do Coritiba, em sua estréia tanto no Maracanã quanto no Botafogo. Tem estrela ou não tem?
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