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terça-feira, 13 de março de 2012

Com Futebol Arte, Bayern De Munique Pinta O Sete No Palco Da Final Da Liga Dos Campeões

Com um futebol intenso, ofensivo e envolvente, o Bayern de Munique não deixou dúvidas de que é um forte candidato a marcar presença na grande final da Liga dos Campeões da Europa nessa presente temporada. A vítima do poderoso estilo de jogo bávaro foi o suíço Basel, que teve poucas chances durante os noventa minutos e não resistiu ao poder-de-fogo dos donos da casa, despedindo-se com uma sapecada de 7a0 na competição européia. Para quem porventura queira diminuir as qualidades do Basel em função desse resultado elástico e histórico (foi a maior goleada aplicada pelo Bayern e a maior goleada sofrida pelo Basel em jogo de Liga dos Campeões), vale lembrar que foi essa equipe da Basiléia a responsável direta pela eliminação precoce do Manchester United, ainda na fase de grupos. O Bayern de Munique conhecerá o adversário nas quartas-de-final em sorteio a ser realizado na sexta-feira. O blogueiro não sabe se torce para que Bayern e Barça façam a grande final na Allianz Arena (seria sensacional) ou se torce para que essas ótimas equipes se encontrem antes, com a vantagem de podermos ver pelo menos 180 minutos de um futebol de alto nível. Vamos ver o que nos reservarão os deuses do futebol.

O jogo

Os primeiros movimentos em Munique já apontavam para o que seria o jogo: um Bayern atacando com freqüência diante de um Basel que apostava na saída ligeira em contra-ataques. A referência da dupla suíça Frei-Streller era interessante e explorada o máximo possível, só que o Bayern de Munique era organizado e, mesmo atuando basicamente no campo de ataque, conseguia manter-se invulnerável na defesa, protegendo o arqueiro Neuer. Quem tinha muito trabalho era Sommer, goleiro do Basel, que evitou que Mario Gómez abrisse o placar realizando defesa em finalização frontal. Só que, quando Arjen Robben chegou livre na bola, não havia o que fazer: o hábil ponta holandês chutou no canto, Sommer até tocou na bola, mas a redonda tomou o caminho da rede. 1a0 Bayern, que aos onze minutos devolvia o placar do jogo de ida.
Arjen Robben fica de frente para o gol e abre o placar com chute certeiro. Camisa 10 foi também o autor do gol que fechou a contagem em Munique, além de ter dado o passe para o segundo gol.

O Bayern seguiu atacando e variava suas investidas com Robben pela direita, Franck Ribèry pela esquerda e com Thomas Müller e Toni Kroos mais centralizados. Ainda antes de terminar o primeiro tempo, o Bayern, com total merecimento, ampliou o placar com mais dois gols. Aos 42 minutos, uma linda triangulação envolvendo Ribèry, Robben e Müller terminou com assistência do holandês para gol do alemão, que completou de primeira. Dois minutos depois, uma linda jogada ensaiada: Kroos colocou na área, Badstuber serviu Gómez e o centroavante empurrou para dentro. 3a0 e muita festa nas arquibancadas deram o tom do intervalo em Munique. Veio o segundo tempo, e com ele uma parceria Ribèry-Gómez para destruir qualquer chance de reação do time visitante. Foi dos pés do francês que saíram três assistências para três gols do "Super Mario", aos cinco, aos dezesseis e aos vinte e dois minutos. 6a0, fora o baile bávaro. Mas cabia mais, cabia a entrada de Bastian Schweinsteiger para participar da festa. E dele veio o belo passe que serviu Robben. O camisa 10 fintou o goleiro e fechou a conta na Allianz Arena.

Fica aqui registrado o quanto admirei o futebol apresentado pelo Bayern de Munique, muito bem montado por Josef "Jupp" Heynckes. Joachim Löw, que esteve presente no estádio, certamente gostou do que viu. Não foram poucas as semelhanças entre o Bayern de Heynckes e a Alemanha de Löw, que dentro de alguns meses disputará a Eurocopa 2012.

Outro jogo

No estádio San Siro, a Internazionale até conseguiu igualar o confronto quando Diego Milito marcou 1a0 (o Olympique de Marselha havia ganho na França por esse mesmo placar). Mas um lançamento do goleiro Mandanda nos acréscimos acabou encontrando Brandão (que pareceu cometer falta em Lúcio no lance) e o atacante com recente passagem pelo Cruzeiro marcou o gol que evitou a prorrogação. Ainda houve tempo para Mandanda cometer pênalti em Pazzini, ser expulso, e ver o próprio Pazzini marcar o segundo da Internazionale. Mas era tarde demais: o apito final veio antes mesmo de a bola ser recolocada em jogo e a festa foi do Olympique. Dificilmente o treinador Cláudio Ranieri continue por muito mais tempo no Nerazzurri.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Entre o sábado (dia 3) e o domingo (dia 11), o Fussballclub Basel realizou três partidas oficiais. Na primeira delas, uma vitória por 1a0 sobre o Luzern (gol de Marco Streller) foi relevante na Axpo Super League (o nome dado ao Campeonato Suíço): com o resultado, a equipe abriu quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder e garantiu o título nacional de inverno com uma rodada de antecipação. Na terceira e mais recente dessas partidas, os comandados do alemão Heiko Vogel empataram fora de casa com o Neuchâtel Xamax (1a1, gol de novo dele: Streller).

Mas o grande feito da equipe da Basiléia ocorreu na Liga dos Campeões da Europa. Na quarta-feira, dia 7, o Basel recebeu o Manchester United, atual campeão inglês e vice-campeão europeu. O cenário era o seguinte: Basel se classifica às oitavas com vitória, Manchester se classifica às oitavas com vitória ou empate. E o estádio St. Jakob-Park testemunhou um histórico 2a1 para o clube suíço. Marco Streller, sempre ele, abriu a contagem aos oito minutos de partida. Aos trinta e nove minutos do segundo tempo, Alexander Frei deixou o dele e ampliou a vantagem para 2a0. No final, aos quarenta e três, Phil Jones descontou. Mas a vaga ficou mesmo com o Basel, no que pode ser considerado o desfecho mais surpreendente nessa fase de grupos no mais forte torneio interclubes do mundo.

Uma curiosidade que considero interessante é a análise dos times titulares de Basel e Manchester United naquela jornada: enquanto o United foi a campo com somente quatro jogadores nacionais (isto é, ingleses), o Basel iniciou o jogo com quatro jogadores estrangeiros (ou seja, não-suíços). Bem, de toda forma é verdadeiro afirmar que nem todos esses "suíços" nasceram em território suíço, caso por exemplo do jovem meio-campista Xherdan Shaqiri: de vinte anos e nascido no Kosovo, foi dele a assistência para o gol de Frei.

Fica aqui registrada nossa parabenização ao Basel pelo título de inverno e também pelo respeitável feito de passar pelo Manchester United (empatou por 3a3 em Old Trafford antes dessa vitória na derradeira sexta rodada na fase de grupos). Muitos tratam o 2a1 na Basiléia como um "vexame do United". Até posso concordar. Mas devemos também colocar os vencedores como protagonistas. Então, eis um "grande feito do Basel". Em tempo: o Basel está há onze jogos invicto na temporada.

Jogada da semana

Marco Streller marcou gol em todos os últimos três jogos do Basel (como vocês puderam ver nos parágrafos acima). Então, vamos ilustrar a jogada da semana com o segundo desses gols, que foi justamente o que abriu caminho para a vitória diante do Manchester United, na sexta rodada da fase de grupos na Liga dos Campeões da Europa. O camisa nove recebeu cruzamento vindo do lado esquerdo e emendou um chute de canhota para estufar a rede adversária.