segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

A temporada começa muito bem para a Juventus. Atual bicampeã italiana, a Vecchia Signora já faturou a Supercopa Italiana sapecando 4a0 na Lazio (Pogba, Chiellini, Lichtsteiner e Tévez marcaram). Na rodada de abertura na Série A, o recém-contratado Carlitos Tévez marcou o gol único no jogo e a Juve conseguiu algo que não foi capaz de fazer na temproada passada: vencer a Sampdoria. E olha que a partida foi em Gênova, no estádio Luigi Ferraris. Tá ou não tá promissora a equipe comandada por Antonio Conte? Reforçada de Tévez e Llorente no ataque e somando mais um ano de entrosamento nos demais setores (que já mostraram solidez por diversas vezes), é de se colocar o Bianconero como forte candidato a uma conquista continental. Não que seja o estilo de jogo dos mais apreciáveis - muito pelo contrário -, mas o sistema tático montado em Turim vem se mostrando funcional e competitivo. Aguardemos as próximas semanas.

Jogada da semana

A semana que passou foi generosa em grandes jogadas. Podem-se citar dois belíssimos lances no Brasil (Éverton Ribeiro na vitória do Cruzeiro sobre o Flamengo pela Copa do Brasil, na quarta-feira, e Fabinho, que marcou de bicicleta na vitória do Criciúma sobre o Coritiba, sábado, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro). Na Europa, Arjen Robben arrasou a defesa do Nuremberg em jogada individual, selando mais uma vitória do Bayern de Munique na Bundesliga.

Só que a jogada da semana escolhida não foi nenhuma dessas. E antes que você possa ficar frustrado, mantenha o entusiasmo pois o vídeo a seguir mostra um grande lance que ocorreu no Campeonato Mexicano, domingo, na vitória do Cruz Azul sobre o Puebla. João Robin Rojas Mendoza chamou a defesa toda do adversário de... João. Tal qual tanto fizera Mané Garrincha. E, onde quer que o Anjo das Pernas Tortas esteja, certamente aprovou o lance. Já os quatro ou cinco oponentes que acompanhavam a jogada... estes devem estar até agora procurando a bola.


sábado, 24 de agosto de 2013

OM Conserva Campanha 100% Vencendo Valenciennes

O Campeonato Francês ficou mais badalado nessa temporada. Também pudera: além do Paris Saint-Germain continuar contratando nomes de impacto (o maior da vez foi o atacante uruguaio Edinson Cavani, ex-Napoli), o recém-promovido Mônaco também está investindo pesado, e seu reforço de maior repercussão foi o atacante colombiano Falcao García, ex-Atlético de Madrid.

Hoje, o blogueiro resolveu dar uma acompanhada na tal Ligue 1 e assistiu a partida entre Valenciennes e Olympique de Marseille. Jogo de primeiro tempo beirando o entediante. Equipes pouco produtivas, embora houvessem espaços para se trabalhar a posse de bola. Felizmente, as coisas melhoraram no segundo tempo. Chances passaram a aparecer com maior freqüência e as equipes apresentavam maior intensidade na trasição ao ataque. Os goleiros Penneteau e Mandanda davam suas contribuições para a manutenção do placar zerado. Até que, aos trinta e oito, saiu o gol: André-Pierre Gignac, aproveitando rebote após cobrança de escanteio.

Dois jogadores saídos do banco de reservas quase mudaram o placar mais uma vez. Primeiro, N'Guette desperdiçou grandiosa oportunidade de empatar a partida logo após o gol sofrido pelos donos da casa: N'Koulou falhou na tentativa de cortar o cruzamento e a bola chegou até o camisa catorze do Valenciennes, que chutou para fora, com o goleiro já fora do lance. Mais tarde, Khelifa (trazido esta temporada após ser vice-campeão na Copa da França com o Evian) deu bonito chute de fora da área e a bola foi defendida por Penneteau, evitando a ampliação na diferença no placar.

Um ano atrás, o Olympique de Marseille viu sua seqüência inicial de oito vitórias consecutivas ser interrompida justamente com uma goleada sofrida para o Valenciennes, adversário superado desta vez. Com 100% de aproveitamento após três rodadas, o OM parece disposto a dar uma passo além do vice-campeonato obtido na temporada passada. A missão será dificílima, dada a dificuldade de se competir com clubes de investimentos pesados como os dois mencionados no parágrafo inicial. Por sinal, o próximo compromisso é exatamente diante do Mônaco, em Marselha. Um ótimo teste para ver até onde essas duas equipes podem chegar no Campeonato Francês. Já o Valenciennes, provisoriamente em oitavo lugar com três pontos em três jogos, terá seu próximo compromisso oficial diante do Lorient.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Botafogo, Atlético Mineiro E O Prazer De Assistir Futebol

Botafogo e Atlético não são por acaso dois dos times que jogam o melhor futebol no país na atualidade. Aliás, não é nem um pouco desconfortável afirmar que sejam, de fato e de direito, as duas melhores equipes brasileiras hoje. O jogo de ida pela fase oitavas-de-final na Copa do Brasil 2013, disputado ontem, no estádio construído onde ficava o Maracanã, ratifica tais afirmações.

Mesmo sem Fellype Gabriel de um lado e Bernard de outro (negociados com clubes no exterior), mesmo sem Seedorf de um lado e Diego Tardelli de outro (poupados por questões físicas), os times de Oswaldo e Cuca renderam muito bem, obrigado. Ou seja, há time, elenco, entrosamento em ambos os lados. E o mais importante: há futebol de qualidade. Futebol daquele que dá gosto de assistir.

No início, o Galo teve as maiores chances. Velocíssimo em contra-ataques, voava da defesa ao ataque sem fazer escalas no meio-campo. Abriu o placar assim, em jogada envolvendo Luan, Ronaldinho e Marcos Rocha. Mas o Botafogo também tem as suas opções e construiu uma virada com imponência. Conduzido por Vitinho, o time mandante mandou no jogo e alcançou quatro gols diante dos campeões continentais.

4a1 seria um resultado justo pela avassaladora reação botafoguense, que ocorreu através da melhor das combinações: organização e ofensividade no gramado, participação e cantoria na arquibancada (quem foi, apoiou, inclusive nos momentos de placares adversos). Mas justo no final, o Galo, tão acostumado a marcar gols no fechar das cortinas quanto o Fogão em levá-los no apagar das luzes, descontou e deu aos atleticanos o direito de acreditar na classificação com vitórias por dois gols de diferença no jogo de volta.

E que bom que vai ter volta. Poderemos saborear mais noventa e alguns minutos do que tem tudo para ser outro grande jogo. Jogo entre as duas equipes que jogam o melhor futebol no Brasil nesse momento. Legítimos campeões estaduais, continentais e líderes de nacional, sérios candidatos a mais títulos nesse ano.

domingo, 11 de agosto de 2013

Campeonato Brasileiro: Balanço Na 13ª Rodada

As partidas disputadas entre sábado e domingo (dez e onze de agosto) confirmaram aquilo que tanto se fala sobre o Campeonato Brasileiro ser uma das ligas nacionais mais equilibradas no mundo - isso se não for de fato a mais competitiva de todas elas. Nenhuma equipe que integrava o badalado G4 na noite de sexta-feira conseguiu vencer: Cruzeiro e Botafogo empataram, Coritiba e Vitória perderam.

O blogueiro acompanhou os jogos de Botafogo e Cortiba (o Alvinegro empatou com o Goiás no sábado e o Alviverde perdeu para o Vasco no domingo) e concluiu que ambas as equipes dependem do talento de seus principais craques para obterem sucesso: Seedorf e Alex não renderam nem perto daquilo que estamos habituados a ver (muito provavelmente por ambos estarem exaustos fisicamente). E por falar em "fisicamente", é curioso observar que o jogador que mais se destaca no elenco esmeraldino é Walter - tanto pela silhueta quanto pelo talento. Por muito pouco não marcou o gol da virada, acertando a trave direita do goleiro Jéfferson nos últimos minutos de partida no estádio Mané Garrincha. O Coxa, que só contou com Alex no primeiro tempo, perdeu a invencibilidade que detinha no estádio Couto Pereira ao ser derrotado pelo Vasco - gol de Pedro Ken, velho conhecido dos torcedores coritibanos.

Vamos comentar brevemente cada resultado nessa rodada.

Botafogo (2º) 1a1 (12º) Goiás. O Botafogo saiu na frente com gol de Rafael Marques mas se abalou quando sofreu o gol de empata (André Bahia marcou contra). Passou os últimos minutos basicamente jogando a bola para a área, contando com Henrique, Alex e Dória (!) como atacantes.

Náutico (20º) 0a0 (16º) Atlético Mineiro. Se o atual campeão na Libertadores achou que fosse começar a engrenar no Brasileiro na partida em que enfrentava o lanterna na competição, enganou-se. A equipe não conseguiu sair do zero e, carente de um companheiro de criação para Ronaldinho, anunciou a contratação do ex-colorado Dátolo.

Fluminense (14º) 2a3 (11º) Flamengo. O Tricolor até saiu na frente, mas levou a virada do Rubronegro e amargou a primeira derrota desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo no lugar de Abel Braga. Destaques para Hernane e Rafael Sóbis, cada um com dois gols no jogo.

Corinthians (4º) 2a0 (8º) Vitória. Com um gol no início de cada tempo (Ralf no primeiro e Alexandre Pato no segundo), o Timão venceu o jogo e encostou nos líderes, afinal, foi uma rodada marcada pelos tropeços das equipes situadas na parte de cima da tabela. O Vitória sai do G4.

Cruzeiro (1º) 0a0 (15º) Santos. Serviu para conservar a liderança, mas certamente os cruzeirenses esperavam um resultado melhor nessa partida dentro de casa. Os santistas terminam a rodada fora da zona de rebaixamento, mas cientes de que estão numa situação onde qualquer vacilo poderá levá-los para lá.

Coritiba (3º) 0a1 (10º) Vasco. Dorival Júnior, treinador revelado no Coxa, conseguiu montar o Vasco de forma a praticamente neutralizar as investidas do adversário. Marquinhos Santos procurou alternativas, mas não conseguiu envolver o time visitante, que mereceu a surpreendente vitória no Couto Pereira.

Bahia (9º) 0a3 (7º) Grêmio. Com três gols marcados no segundo tempo (dois deles após passar a jogar em vantagem numérica), o Tricolor Gaúcho venceu o Tricolor de Aço em plena Arena Fonte Nova, subindo consideravelmente na tabela de classificação e ultrapassando o próprio Bahia.

Internacional (6º) 2a2 (5º) Atlético Paranaense. O Colorado conseguiu buscar o empate duas vezes em jogo onde o Furacão marcou um gol-relâmpago: com cerca de meio minuto, João Paulo já havia aberto o placar em Novo Hamburgo. Ambos desperdiçam chance de entrar no badalado G4.

Ponte Preta (13º) 3a1 (18º) Criciúma. A Macaca fez valer o mando de campo e conseguiu importante resultado em confronto direto entre clubes ameaçados pelo rebaixamento. Pior para o Tigre, antepenúltimo colocado.

Portuguesa (17º) 2a1 (19º) São Paulo. Com dois gols de Diogo e com direito ao goleiro Lauro pegar pênalti do também goleiro Rogério Ceni, a Lusa alcançou sua segunda vitória no Campeonato Brasileiro 2013, afundando o Tricolor na vice-lanterna na competição.

Os cerebrais camisas dez Seedorf (acima) e Alex (abaixo) não renderam o esperado e seus times decepcionaram diante de Goiás e Vasco, respectivamente.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

27.05.2013. Essa foi a última vez que publicamos o tradicional tópico com os destaques semanais no Jogada De Efeito. O hiato de mais de dois meses é agora interrompido para falarmos do atual líder no Campeonato Brasileiro, o Botafogo de Futebol e Regatas. Time de Clarence Seedorf, que lidera a equipe dentro das quatro linhas, desempenhando um autêntico ofício de técnico em pleno gramado. Organiza as jogadas quanto com a bola nos pés, organiza o posicionamento gesticulando e gritando muito, enfim, é um elemento essencial no esquema tático de Oswaldo de Oliveira. O Alvinegro vem de duas vitórias consecutivas no Maracanã: 2a0 sobre o Vitória e 3a2 no clássico diante do Vasco. A zaga, muito bem entrosada com a dupla Dória e Bolívar, tem a proteção constante de Marcelo Mattos e Gabriel, ou seja, a juventude e a experiência transitam harmoniosamente, lado a lado. E não somente na defesa: o quarteto ofensivo conta com atletas como Vitinho e Lodeiro ao lado de Seedorf, com Rafael Marques pouco mais à frente - embora rotineiramente retornando para recompôr o sistema de marcação. Nas laterais, há o jovem Gilberto no lado direito e o experiente Júlio César no flanco oposto. Não é um time que prime pela quantidade de opções e alternativas no elenco, mas há que se respeitar um banco de reservas que conte com alguém da categoria de um Renato.

Enfim, o Botafogo é líder por qualquer motivo. Menos por acaso. E olha que há questões extra-campo um tanto pendentes para o clube de General Severiano, como por exemplo atrasos salariais e interdição do Engenhão... Até onde poderá ir o Fogão, difícil cravar. Mas certamente esse elenco já mostrou capacidade de lidar com adversidades. E se há uma bússola para novos títulos, esta tem nome e sobrenome: Clarence Seedorf.

Jogada da semana

Na partida entre Vasco e Botafogo (Clássico De Golaços), houve pelo menos três lances que poderiam figurar nesse tópico. Veja só: gol de Seedorf com cavadinha na saída do goleiro; gol de André com assistência exuberante de Juninho Pernambucano; golaço de Rafael Marques em magistral jogada individual.

O vídeo a seguir é de um gol do Botafogo, mas não diante do Vasco: foi na partida anterior, também no Maracanã, quando a equipe alvinegra venceu o Vitória por 2a0 (quinta-feira, primeiro de agosto de dois mil e treze). A finalização de Elias foi correta, mas a "graça" do lance está na participação de Seedorf. Com simplicidade, visão, técnica e eficiência, o camisa dez holandês bagunçou todo o sistema defensivo adversário e encaminhou o gol, cabendo a conclusão ao atacante. Sabe tudo de bola esse Seedorf.


domingo, 4 de agosto de 2013

Clássico De Golaços

Podemos - e devemos - reclamar de muita coisa no cenário nacional atual. Especificamente nos esportes, já há muito o que contestarmos. A concessão do Maracanã é uma delas. Explicações precisam ser dadas a uma população que paga pelo estádio e que, repentinamente, vê-se usurpada de usufruir de suas instalações devido a uma política privatizatória encabeçada pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes, atuais colegas de partido.

Mas há uma coisa que não podemos - nem devemos - reclamar: a qualidade do jogo entre Vasco e Botafogo, em ótimo confronto realizado nesse domingo, pela décima primeira rodada no Campeonato Brasileiro 2013. Com a vitória por 3a2, o Alvinegro de General Severiano mantém-se na condição de líder na competição, agora com vinte e três pontos conquistados - dois a mais que o Cruzeiro e três de frente em relação ao Coritiba. O Vasco aparece em décimo lugar, com catorze pontos.

Foi uma partida corrida, bem disputada, com muitos lances de ataque e diversas disputas pelo domínio territorial no meio de campo. No final, fez diferença o talento do maestro holandês Clarence Seedorf e o poder de decisão do outrora bastante criticado atacante Rafael Marques (autor de dois gols, sendo o último deles uma pintura). André marcou dois para o Vasco, Juninho apareceu bastante, mas o time de Dorival Júnior acabou derrotado no Maracanã.

Aliás, se cinco gols num clássico já é um indicativo interessante, esse jogaço entre Vasco e Botafogo foi especial pela qualidade dos gols marcados. Seedorf foi categórico para marcar 2a0 com um toque encobrindo o goleiro Diogo Silva. Juninho foi ágil para girar sobre a bola e servir André, descontando no final do primeiro tempo. E Rafael Marques anotou um golaço após deixar Nei deitado no gramado e mandar a bola em direção ao ângulo esquerdo, logo depois de os vascaínos celebrarem o gol de empate.

Vitinho teve grande atuação (especialmente no primeiro tempo) e os jovens Dória e Gabriel vão confirmando se tratarem de dois grandes jogadores vindos da base botafoguense. O lateral-direito Gilberto, também cria alvinegra, foi outro a ter atuação interessante. André foi o destaque cruz-maltino, tendo ido às redes por três vezes - a primeira delas invalidada sob alegação de centimétrico impedimento.

O blogueiro tem grandes expectativas em relação ao time comandado por Oswaldo de Oliveira. Mesmo após a saída de Fellype Gabriel - jogador importante para o esquema tático do treinador, negociado com o exterior -, a equipe não perdeu o equilíbrio e vem se mostrando forte em todos os setores. Genial, Seedorf consegue conduzir o time ao ataque pela sua técnica apurada e liderança, atuando como um legítimo auxiliar técnico dentro das quatro linhas. As coisas poderiam ter sido mais fáceis para o Botafogo se o uruguaio Nicolás Lodeiro tivesse tido uma atuação pelo menos razoável. Já o Vasco, que fez começo de campeonato preocupante, parece evoluir desde as chegadas de Dorival e Juninho. Sabe-se lá em que parte da tabela o Clube da Colina irá terminar, mas se André mantiver o faro de gol, já é um começo para o time almejar coisas maiores do que uma mera fuga de rebaixamento.

Na próxima rodada, o Vasco recebe a Ponte Preta (quinta-feira) e o Botafogo visita o Atlético Mineiro (quarta). Alvinegros pra tudo quanto é lado.

sábado, 3 de agosto de 2013

Estamos Aqui

Vinte e um dias depois, estamos de volta com uma postagem no blógui. O usuário de longa data sabe muito bem que as publicações nessa página obedecem uma freqüência mais assídua do que as dos tempos recentes e o blogueiro pede desculpas por não vir mantendo aquela gostosa rotina de tópicos novos. Mas cá estamos e, sem mais delongas, falemos de futebol.

Tivemos Cuca, Ronaldinho e Atlético Mineiro campeões continentais, fato que acho ótimo para o futebol. Primeiramente, pelo fato de o melhor técnico brasileiro das últimas décadas estar conquistando tão relevante torneio internacional - parabéns, Cuca! Em segundo lugar, por Ronaldinho Gaúcho, maior craque brasileiro em atividade, conseguindo conciliar dedicação profissional com aquela velha e conhecida arte de jogar bola que pouquíssimos conseguem fazer como ele - parabéns, Ronaldinho! E por último, ao Clube Atlético Mineiro, mais um campeão inédito de Libertadores - parabéns, Atlético!

A saída de Abel Braga do Fluminense (Luxemburgo assumiu após cerca de um mês desempregado) é outro daqueles casos que mostram o imediatismo no futebol. Atual campeão brasileiro, Abel deixa o cargo após desapontantes participações em todos os torneios disputados em 2013. Mas o futebol do Flu é aquele de sempre... burocrático. Quando ganhava jogos e campeonatos, tava tudo certo, né, tricolores? Procurar alguém que assuma o comando técnico com uma filosofia de jogo que vá além do mísero futebol-resultado é algo que ainda não entrou na cultura esportiva tupiniquim. Digo ainda porque sou otimista e acredito que muitos Cucas ainda surgirão.

No mais, hoje assisti dois jogos. Em Londres, o ótimo amistoso pré-temporada entre Arsenal e Napoli terminou empatado em 2a2, com a mesma rede sendo estufada quatro vezes. Partida movimentada, com o Arsenal mostrando aquela qualidade de posse de bola típica de um time (muito bem) treinado por Arsène Wenger, diante de um Napoli que conservou a agilidade de contra-atacar mesmo com a troca de Walter Mazzarri por Rafa Benítez. O uruguaio Edinson Cavani provavelmente fará falta ao clube celeste, mas não é prudente duvidar da capacidade do argentino Gonzalo Higuaín. Insigne também é boa opção, mostrando oportunismo no gol inaugural. Pelo lado londrino, seria interessante a equipe buscar um nome de impacto para o setor ofensivo. Apesar do golaço de Giroud.

Ah! O outro jogo que vi hoje foi a vitória do Cruzeiro sobre o Coritiba, no reencontro do treinador Marcelo Oliveira com o Alviverde Paranaense. A partida foi relativamente equilibrada, mas o Coxa sentiu a ausência de Alex. Lincoln e Bottinelli não deram conta da armação de jogadas e o jogador mais influente no resultado acabou sendo o goleiro Vanderlei, com diversas defesas difíceis que mantiveram o 1a0 cruzeirense, em gol que saiu no início, com Luan completando cruzamento de Mayke, aos onze. Amanhã, o Botafogo pode retomar a liderança no Campeonato Brasileiro se sair vencedor no clássico com o Vasco. Outro jogo interessante na rodada é o Gre-Nal, num confronto entre os ex-jogadores Renato Gaúcho e Dunga.

Saudações futebolísticas.

sábado, 13 de julho de 2013

Era Só O Que Faltava: França Campeã Mundial Sub-20


Copa do Mundo, Copa das Confederações e Mundial Sub-17 os franceses já haviam faturado. E, nesse sábado, treze de julho de dois mil e treze, os Bleus completaram o ciclo de competições FIFA, tornando-se a primeira seleção de futebol a conquistar todos os torneios da entidade máxima na modalidade.

Foi uma final difícil diante do Uruguai. Os dois goleiros - ambos vestindo laranja - tiveram atuações destacadas, com diversas defesas difíceis que garantiram o 0a0 por mais de 120 minutos. Nas penalidades, Areola tratou de defender logo de cara as duas primeiras cobranças uruguaias e encaminhou o título francês em território turco - Istanbul até torceu pelo Uruguai, provavelmente em resposta ao fato de a Turquia ter sido eliminada exatamente pela França, com uma goleada por 4a1 na fase oitavas-de-final.

Aliás, esse Mundial Sub-20 foi um torneio interessante. Acompanhei quatro jogos (três na fase quartas-de-final e essa final entre França e Uruguai). E olha isso: todas essas partidas assistidas foram para a prorrogação! Competitividade e equilíbrio até dizer chega. O título fica em boas mãos com a França, que tem o talentoso Paul Pogba, da Juventus, comandando a meiuca, além de alguns outros jogadores interessantes, como o ótimo goleiro Areola e o aplicado lateral-direito Foulquier. Sanogo, camisa nove, embora tenha ficado neutralizado pela defesa uruguaia, também parece tratar-se de um jogador com futuro promissor. Quanto aos vice-campeões, destaque para a atuação maiúscula do goleiraço De Amores (te cuida, Muslera!) e do atacante Avenatti, que apesar de grandalhão, mostrou que sabe lidar com a redonda colada na superfície.
Alphonse Areola salta para defender a cobrança de Velázquez: arqueiro francês teve atuação decisiva, defendendo também a penalidade de De Arrascaeta e conduzindo a França ao título inédito.

Muitos falarão que esse Mundial ficou marcado pela ausência de Argentina e Brasil, as duas maiores campeãs na categoria (seis e cinco títulos, respectivamente). Mas prefiro valorizar aqui a campanha de uma outra seleção: a do Iraque, quarta colocada no torneio. Foi muito bacana assistir os iraquianos jogando bem, com graça, desenvoltura, aplicando jogadas de efeito e passando para a fase semifinal após disputa com os sul-coreanos. Caíram para o Uruguai nos pênaltis, ou seja, não estiveram longe de jogar a final e conquistar o que seria um título marcante. Detalhes separam um quarto colocado de um troféu. E o Iraque tem todo o direito de voltar para casa se sentido um time verdadeiramente campeão.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

4 Cariocas, Nenhum Jogo No Rio De Janeiro

O Rio de Janeiro é o segundo estado brasileiro com maior número de representantes na Série A nacional, ficando atrás somente de São Paulo. Nessa que foi a sexta rodada no Campeonato Brasileiro 2013, sabe quantas partidas foram realizadas no estado do Rio? Nenhuma.

A situação é ainda mais curiosa (para não dizer misteriosa) na medida em que vemos o Maracanã bilionariamente reformado, enquanto o Engenhão, considerado um dos estádios mais modernos das Américas, continua estranhamente interditado para jogos (não para treinos ou comerciais).

O Vasco jogou fora de casa diante do Internacional, até porque o mando de campo era colorado. Levou de cinco a três no Rio Grande do Sul e seu técnico, Paulo Autuori, dá sinais de que vai abandonar a caravela, talvez já prevendo um naufrágio. Mas e o que dizer do Flamengo, que era mandante diante do Coritiba? Foi, mais uma vez, jogar no Distrito Federal. E cravou o segundo maior público no torneio, atrás somente da partida de estréia dele próprio e naquele mesmo estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante do Santos, o então "time da casa".

Mas não é só de Vasco e Flamengo que vive o Rio de Janeiro. Havia o clássico Vovô, o mais antigo do futebol brasileiro, entre dois times que vão fazendo belas campanhas na competição. Então, bora pro Engenhão. Não? Maracanã então. Também não? Botafogo e Fluminense foram jogar no estado de Pernambuco. E foi um grande jogo, de duas equipes dinâmicas, ofensivas e um gramado impecável. O público é que não comprou a idéia de assistir o jogo tão longe da sede dos respectivos clubes de General Severino e Laranjeiras: cerca de dez mil presentes somente. E repetindo: foi um grande jogo.

Então fica a pergunta: é para encaramos com normalidade esse cenário esdrúxulo? Permita-me dar a resposta: não. Deve-se, isto sim, apurar as razões da interdição do Engenhão, sobretudo indagando onde fica a diferença entre liberar o estádio para treinos de seleção estrangeira, publicidade e não liberar para jogos oficiais. E talvez ainda mais grave: que concessão é essa que entrega o Maracanã para a iniciativa privada (neoMaracanãX, para bom entendedor) de forma a inviabilizar jogos de clubes que fizeram do Maracanã o Maracanã, ou seja, aquilo que ele é.

Levar jogos para outros estados é algo interessante, sobretudo para dar uso a estádios recém-construídos. Mas isso deve ser uma escolha espontânea, não um refugo ou válvula de escape. Está faltando uma coisinha básica: respeito. Aos clubes e aos torcedores.

domingo, 7 de julho de 2013

Mundial Sub-20 De Muitas Emoções E Prorrogações

Nesse final-de-semana foram disputadas as quartas-de-final na Copa do Mundo de Juniores, torneio internacional sub-20 que está sendo realizado na Turquia. A primeira dessas quatro partidas eliminatórias foi uma goleada francesa sobre o Uzbequistão (4a0). Mas se alguém pensou em algum momento que os demais jogos também seriam definidos com tranqüilidade, não perdia por esperar os três jogos que estavam por vir. Tive a grata oportunidade de assistir todos eles - uns mais, outros menos minutos - e gostei do que vi. Vamos então, jogo a jogo, comentar cada um desses três confrontos que caminharam para dramáticas prorrogações. Sim, foram 3 prorrogações!

Uruguai 1a0 Espanha

Uruguaios e espanhóis haviam se enfrentado na estréia de ambos na Copa das Confederações, partida aquela que a Fúria dominou e venceu por 2a1. Dessa vez, porém, a superioridade espanhola não foi traduzida no placar. O Uruguai jogava retraído, tentando brechas em contra-ataques. Mas a Espanha era sólida, paciente, compacta e trabalhava a bola no campo ofensivo sem dar muitos espaços na defesa. Só quem esteve mais perto de abrir o placar foi a seleção sul-americana: no último lance dos 90 minutos, o goleiro Daniel Sotres agiu miraculosamente, realizando defesa formidável que rendeu ao jogo uma prorrogação e a ele uma substituição, pois fraturou o nariz ao chocar o rosto na trave esquerda.

Na prorrogação, o Uruguai viu a sorte lhe sorrir no final do primeiro tempo: Arrascaeta cobrou escanteio pelo lado esquerdo e Avenatti, que entrara uns cinco minutos antes, abriu a contagem no centésimo segundo minuto de partida. A Espanha criou pelo menos três chances claras para empatar ou até mesmo virar o jogo no segundo tempo, mas não aproveitou nenhuma delas, dando adeus ao torneio. A Celeste avança, mas reforço aqui: não fez um grande jogo, ficando a maior parte do tempo envolvida pela adversária.

Iraque 3a3 Coréia do Sul (5a4 nos pênaltis)

E-mo-ci-o-nan-te. Imagine você um jogo que termina 2a2 no tempo regulamentar, vai pra prorrogação e as duas equipes se lançam ao ataque buscando a vitória. Imaginou? Agora pense o que seria desse jogo se uma dessas equipes alcançasse o gol de desempate aos doze minutos do segundo tempo na prorrogação. Foi isso que conseguiu o Iraque, através de Farhan Shukor. Jogando com graça, habilidade e descolando jogadas de efeito nos minutos finais, parecia que o Iraque faria a festa no apito final. Mas havia mais emoção por vir... e a Coréia do Sul, num chute de fora da área que desviou antes de chegar ao gol, igualou o resultado nos acréscimos.

Coube a iraqueanos e sul-coreanos definirem suas situações nos pênaltis. 4a4 na série inicial de cinco cobradores, com apenas um de cada seleção desperdiçando (ambos para fora). Na série alternada, Mohammed Hammed defendeu a cobrança de Lee Gwang-Hoon e Farhan Shukor, aquele mesmo dos gols no tempo regulamentar e na prorrogação, selou a classificação histórica. Histórica e memorável.

Gana 4a3 Chile

Um jogaço de bola foi o que tivemos entre Gana e Chile, em Istanbul. Assisti a partida em seus quatro tempos (dois de quarenta e cinco e dois de quinze minutos, fora os acréscimos). E sabe quando tudo pode acontecer num jogo? Pois bem, tudo poderia ter acontecido. Não foi por falta de movimentação e de oportunidades de ambas as partes. Nos últimos minutos da prorrogação, os chilenos tinham a vantagem de 3a2 no placar, mas os ganeses tinham uma vantagem mais valiosa: a determinação e a disposição física. Com um gol aos sete minutos do segundo tempo prorrogatório, empatou a partida em 3a3. E pressionou. E chutou. E criou. E chutou de novo. Até que, nos acréscimos, após linda jogada de Acheampong, Assifuah-Inkoom cabeceou para a rede.

Enfim, quem quer que faça a final, viverá uma situação especial. França enfrenta Gana, Iraque faz jogo com Uruguai. Não tenho palpites para esses jogos, mas já deixo registrada a torcida por ganeses e iraquianos. Mas, independentemente de quem serão os finalistas, o futebol sairá vencedor se tivermos partidas como aquelas três supracitadas na fase quartas-de-final.
Iraqueanos celebram gol diante da Coréia do Sul: seleção conseguiu vaga na semifinal de maneira dramática e, invicta no torneio, vai fazendo campanha histórica.

sábado, 6 de julho de 2013

Campeonato Brasileiro Voltou. Já O Futebol...

Após a paralisação compulsória no Campeonato Brasileiro para que os olhares se voltassem à Copa das Confederações (leia-se Copa das Manifestações), a liga nacional tupiniquim está de volta. Não foi um retorno dos mais empolgantes - pelo menos não para quem assistiu a partida entre Atlético Paranaense e Grêmio, na Vila Capanema. Jogo de primeiro tempo tão ruim, mas tão ruim, que deixa a gente em dúvida sobre o que os elencos atleticano e gremista estariam fazendo no período de recesso. Treinando futebol, será? Porque o que se viu em campo naqueles pouco mais de quarenta e cinco minutos iniciais passa longe daquilo que nos entusiasma a acompanhar um esporte tão apaixonante.

Mas veio o segundo tempo e, se a partida não ficou lá grandes coisas (e não ficou mesmo), pelo menos a qualidade do jogo melhorou um pouco. Até porque piorar seria difícil... Renato Gaúcho (que alguns resolveram chamar de Portalupe), tinha em suas mãos um time desorganizado mas disposto. Resolveu tentar buscar a vitória diante de um adversário ligeiramente superior taticamente, mas no exato momento em que preparava a substituição, viu o time mandante abrir o placar com Pedro Botelho. Manteve as alterações e foi premiado: em assistência de Max Rodrígues, uruguaio que fazia sua estréia recém-saído do banco, Barcos empatou a partida após escapar da marcação do autor do gol rubronegro.

Para mais detalhes sobre os acontecimentos, acesse #CAPGre no perfil https://twitter.com/jogandoagora. Mas, honestamente, não houve muito mais do que o relatado nessa breve postagem. Que o Campeonato Brasileiro nos reserve muitos jogos muito melhores do que esse.

Outros jogos

Se Renato Gaúcho (re)reestreou no Grêmio hoje, Mano Menezes fez sua estréia no Flamengo também neste sábado. A equipe carioca levou a partida para Brasília e, diante do Coritiba, até chegou a abrir 2a0. Mas acabou vendo o alviverde paranaense buscar o empate no estádio Mané Garrincha.

Na Arena Pernambuco, mais um estádio-sede na Copa das Manifestações, o Náutico foi goleado pela Ponte Preta: 3a0. Resultado que tira o alvinegro de Campinas da zona de rebaixamento e que coloca o alvirrubro pernambucano na lanterna na competição.

No momento desta publicação, a Portuguesa vai vencendo o Cruzeiro por 1a0, em partida iniciada às 21h de Brasília (horário de almoço de domingo para muitos habitantes na Ásia).

domingo, 16 de junho de 2013

Campos No Maracanã: De Jogo Para Itália E México, De Guerra Para Os Brasileiros

Itália e México jogaram no Maracanã uma partida que tornou-se irrelevante se comparada à realidade circundante. Enquanto as seleções de Cesare Prandelli e José Manuel De La Torre disputavam algo que valia três pontos para o vencedor, nos arredores do estádio centenas de manifestantes eram reprimidos por policiais agressivos, violentos e fortemente armados. Manifestação pacífica. Então, fica a pergunta: para quem serve a polícia?

Dentro de campo - como se fosse humanamente aceitável olhar para o gramado enquanto nas ruas acontecia o que acontecia -, a Itália criou mais chances e mereceu vencer o jogo diante dos mexicanos. A transmissão televisiva, honrando os dizeres de que a revolução não será televisionada, não prestou uma única palavra sobre a barbárie e o caos que aconteciam a alguns metros de onde a partida se consumava. Mídia golpista é isso.

Guardado, Aquino, Giovani Dos Santos e Hernández participaram menos do jogo do que o amante de futebol gostaria: apesar da qualidade técnica nesse quarteto mexicano, faltava um ou outro elemento para fazer a bola neles chegarem. O meio-campo era italiano. Povoado por De Rossi, Pirlo, Montolivo, Marchisio e Giaccherini, a Azzurra levou a melhor territorialmente no setor. Mas sem jamais encantar. Faltava criatividade.

Chega a ser inconcebível pensar a Itália com Giovinco no banco. Ou mais grave: sem Francesco Totti ao menos relacionado. Mas o pior do dia não foi a falta de transição mexicana ou a escalação italiana. Foi a ação policial no Rio de Janeiro. As tropas das três esferas (Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff) mostraram-se à postos para servir ao patrimônio privado concedido ao megaempresário Eike Batista. Tudo em detrimento da população. Resultado: derrota do Brasil.