
O jogo
Uma vez Joel, sempre Joel: escalando o time com quatro jogadores mais combativos do que criativos - ou qualquer outra coisa - no setor de meio-campo, o treinador dificultou a saída de jogo do Flamengo, que se limitava a criar alguma coisa basicamente com o apoio de Leonardo Moura, ora pelo flanco direito, ora mais centralizado. Mesmo assim, a equipe visitante conseguiu terminar o 1º tempo em vantagem no placar: nos acréscimos, Ronaldinho Gaúcho tocou para Renato, que abriu na esquerda. De lá veio um cruzamento rasteiro de Júnior César, com a bola atravessando toda a extensão da pequena área e chegando em Leonardo Moura, que, oportunamente, estufou a rede.
Só que a burocrática escalação rubronegra foi punida na etapa complementar: depois de disputa ríspida pela bola, Pavone conseguiu encontrar Carranza, que empatou a partida. Carranza havia entrado em campo no segundo tempo, a exemplo de Romero. Foram modificações que pareceram deixar o time da casa mais ofensivo, embora sem necessariamente desenvolver um futebol envolvente. O Fla, mesmo sem jogar bem, esteve perto de retomar a vantagem no marcador, mas o argentino Dario Bottinelli isolou uma finalização frontal em sobra de bola perto da marca do pênalti. Foi, sem dúvidas, mais interessante aprender sobre a vida de ursos, salmões e gaivotas nos ecossistemas árticos, tão ameaçados por uma sociedade que não mensura limites naquilo que chama de "progresso". Precisamos diminuir a nossa demanda por petróleo e colocar valores éticos de respeito à vida como prioridade frente a essa lógica utilitarista antropocêntrica que parece fazer do planeta Terra um mero meio de exploração para a satisfação de uma ganância insaciável.

O Flamengo podia ter ganhado.
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