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quinta-feira, 5 de abril de 2012

De Virada, Botafogo Busca Vitória Em Campinas E Se Aproxima Das Oitavas

Num dos duelos mais fortes na fase dezesseis-avos-de-final da Copa do Brasil 2012, quem saiu em vantagem do estádio Brinco de Ouro da Princesa foi o Botafogo. Vitorioso com uma virada por 2a1 sobre o Guarani, o Alvinegro fará o jogo de volta, dia dezenove, no estádio Engenhão, podendo empatar ou até mesmo perder por 1a0 para avançar às oitavas-de-final. Ao Bugre resta a tarefa de marcar pelo menos dois gols para correr atrás da classificação, que somente virá em caso de vitória no Rio de Janeiro.

Destaca-se aqui a atuação do meio-campista botafoguense Renato, que, dezesseis anos atrás, iniciava carreira justamente com a camisa do Guarani, seu clube de juventude entre os anos de 1996 e 2000. Hoje com trinta e um anos de idade e com passagens pela seleção brasileira, o camisa oito (que atua desde 2011 no Botafogo), marcou gol e deu assistência para o marcado por Herrera.

O jogo

Invicto há seis jogos na temporada e já classificado para fase eliminatória no Campeonato Estadual de São Paulo (onde pode inclusive terminar a primeira fase entre os quatro primeiros lugares), o time comandado por Oswaldo Alvarez preferiu iniciar a partida dentro de casa focando na defesa, respeitando o Botafogo, equipe invicta na temporada 2012. Se de um lado o Guarani não contava com Fumagalli, de outro o Botafogo estava desfalcado de Maicosuel e Sebastián "El Loco" Abreu, fatores que, de alguma forma, foram sentidos na parte ofensiva. Mesmo assim, o time visitante conseguiu encaixar algumas boas jogadas e ficou por pelo menos duas vezes próximo de abrir o placar. Não abriu e, aos trinta e seis minutos, foi castigado - em lance onde Andrezinho saiu jogando errado, o jovem Bruno Mendes (tem dezessete anos e é daqueles jogadores que parece interessante ficar de olho) recuperou a posse de bola, encarou a marcação de Fábio Ferreira, dividiu com Andrezinho, limpou o lance e conseguiu descolar uma finalização por entre as pernas do goleiro Jéfferson, marcando bonito gol para inaugurar o marcador.

O Botafogo seguiu procurando o ataque, só que dessa vez a busca era pelo gol de empate. Aos quarenta e quatro minutos, surgiu um lance de bola parada pelo lado direito de ataque botafoguense. Andrezinho encarregou-se da cobrança e colocou com precisão a bola na cabeça de Renato, que foi certeiro no cabeceio, conseguindo tirar do goleiro Émerson e empatando a partida ainda antes do intervalo. Veio o segundo tempo e o Botafogo, mais organizado no setor de meio-campo, passava a exercer um domínio maior do que o percebido durante os primeiros quarenta e cinco minutos. Mas esse domínio alvinegro não tirou do Guarani as possibilidades de marcar novamente no jogo: aos dezessete minutos, Fabinho foi acionado pelo lado esquerdo, chutou com força e Jéfferson interviu magnificamente ao desviar uma bola que ainda tocou na trave esquerda. Aos vinte e três minutos, o volume de jogo dos visitantes foi premiado com o gol da virada: Fellype Gabriel inverteu jogo para a direita, Renato recolheu, foi à linha-de-fundo e serviu Germán Herrera, que limitou-se a concluir o lance empurrando a bola para a rede.

Nessa fase da competição, o regulamento prevê classificação antecipada da equipe visitante em caso de vitória por mais que um gol de diferença. Mesmo tendo diminuído o ritmo de suas investidas ofensivas, o Botafogo demonstrava intenção de buscar esse gol, dando mais emoção a uma partida onde o Guarani corria atrás do empate. No final das contas, o zagueiro Domingos, que atuou bem na defesa, quase marcou de cabeça o que seria o gol de empate. Mas a partida em Campinas terminou mesmo em 2a1 para o Botafogo, que não perdeu nenhum jogo sob o comando de Oswaldo de Oliveira.

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma Vitória Pernambucana À Mineira

O Sport não decepcionou a torcida rubronegra que compareceu ao estádio Adelmar da Costa Carvalho (mais conhecido como Ilha do Retiro) e venceu o Guarani por 3a1, aproximando-se da zona de acesso para a Série A 2012 e mantendo o Bugre na zona de descenso para a Série C 2012.

Na próxima rodada, o Sport vai até São Paulo enfrentar o Grêmio Barueri, podendo elevar para cinco partidas a sua atual seqüência de invencibilidade na Série B 2011. Já o Guarani, que venceu somente um de seus seis últimos compromissos, recebe o Vitória. Mas não em Campinas, pois o clube cumpre suspensão por incidentes no clássico com a Ponte Preta e não pode usar o estádio Brinco de Ouro da Princesa, mandando a partida para Araraquara (mais precisamente no estádio Municipal Dr. Adhemar de Barros).

O jogo

Seja lá o que os treinadores Paulo César Gusmão e Giba tenham planejado para os primeiros minutos de partida, o fato é que já com quarenta e seis segundos o time da casa abria o placar: Willians estava no lugar certo e apenas completou para o gol uma bola cruzada rasteira a partir do lado esquerdo. 1a0 Sport.

Apesar de aparentar ter um time mais qualificado tecnicamente, o Sport aceitava uma maior posse de bola por parte do Guarani e passava a ter muito maior entusiasmo em se defender do que em atacar. Com muitos erros de passe e uma equipe demasiadamente recuada, o Leão permitia uma maior aproximação de seu próprio gol. Embora o Guarani pecasse por insistir nas jogadas pelo meio em vez de buscar os flancos do campo, aquele ditado "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" fez-se valer aos trinta e nove minutos: Denilson fez a tabela e, da meia-lua, chutou rasteiro no canto direito para empatar a partida.

Embora o maior problema do time da casa parecesse ser de (falta de) atitude, PC Gusmão usou o intervalo para realizar duas substituições: saíram o zagueiro Montoya e o atacante Júnior Viçosa para as entradas do meio-campista Maylson e do atacante Bruno Menezes Soares. Nascido em Belo Horizonte - e por isso "Bruno Mineiro" -, o jogador de 28 anos viria a decidir a partida mostrando grande oportunismo. Aos oito minutos, Marcelinho Paraíba atraiu a marcação ao carregar a bola e encontrou o companheiro live, dando um passe caprichado para que o receptor simplesmente concluísse em gol. E Bruno Mineiro correspondeu, chutando rasteiro e desempatando a partida.

Logo após o gol adversário, Giba colocou o volante Leandro Carvalho no lugar do lateral-direito Bruno Peres, congestionando ainda mais o jogo alviverde pela zona central do gramado. Com vinte e um minutos, ainda entraram os atacantes Rodrigo Paulista e Assisinho (saíram Felipe e Dairo), mas o fato de insistir em jogadas pelo centro tornava as jogadas bugrinas previsíveis, facilitando o trabalho da defesa rubronegra. Mais versátil quando chegava ao ataque, o Sport alcançou o terceiro gol explorando o lado direito: foi de lá que pintou um bom passe rasteiro para Bruno Mineiro, que aproveitou-se do descuido da defesa para aparecer em liberdade e desviar sutilmente do goleiro Émerson. 3a1 Sport e segundo gol do belo-horizontino (ou mineiro, se preferir).

Com a desvantagem de dois gols, o Guarani teve ligeira melhora na partida, embora ainda afunilasse o jogo de tal forma que os espaços vazios parecessem não existir. Assisinho se apresentava mais aberto pela esquerda, o lateral-esquerdo Carlinhos finalmente passou a ser mais acionado, e o goleiro Magrão evitou uma bola de entrar com uma intervenção de grande reflexo. O placar entre os finalistas do Campeonato Brasileiro de 1987 seguiu em 3a1 para o campeão daquele ano, e não fosse uma ou outra defesa de Émerson, poderia até ter virado goleada.

sábado, 2 de julho de 2011

Timbu Reencontra A Vitória E Atola Bugre: 2a0 Nos Aflitos

 
Jogando no estádio dos Aflitos, o Náutico diminuiu sua aflição na Série B brasileira ao vencer o Guarani por 2a0, gols de Derley e Kieza, e saltar para a primeira metade na tabela de classificação, onde figura atualmente na 9ª colocação, após 9 rodadas disputadas. Já o Bugre, que temporada passada jogou a Série A nacional, hoje abre a zona de descenso para a Série C, com 9 pontos ganhos.

O jogo

Ambos os times foram a campo atravessando um momento adverso na temporada: enquanto o Timbu não vencia há 3 jogos, o Alviverde Campineiro não sentia o gosto da vitória há 5 partidas, e estreava técnico novo: Giba. Parte do reflexo disso tudo pôde ser visto pelos muitos erros de passe tanto do Alvirrubro Pernambucano quanto do time visitante. Mesmo assim, logo aos 6 minutos o Náutico conseguiu abrir o placar: após bola levantada na área em jogada de escanteio, a zaga bugrina não foi capaz de afastar a redonda e ela ficou na área pedindo para ser chutada. Pedido atendido por Derley, que mandou pro fundo da rede, abrindo o placar.

Se os jogadores erravam passes, o árbitro baiano Gleidson Santos Oliveira também cometia deslizes, negando penalidade máxima para o Guarani quando Peter puxou Fernandão dentro da área. Não que um erro justifique outro, mas o fato de Gleidson, estreante nessa Série B, ter se equivocado no início do segundo tempo ao negar novo pênalti (dessa vez para os donos da casa), de certa forma amenizou as coisas. Erros à parte, os assistentes atuavam bem, aparentemente acertando todas as marcações que lhes cabiam. E por falar em acerto, aos 9 minutos o Náutico foi impecável quando conseguiu fazer a bola chegar em Kieza após bela troca de passes, finalizada com precisão pelo atacante ex-Fluminense, que dominou no peito e chutou rasteiro, marcando 2a0.

Giba procurava alternativas substituindo jogadores, mas a realidade é que, naquela altura, o Náutico dominava as ações. E não chegou a uma goleada porque o goleiro Émerson não permitiu. Além, também, de alguns novos erros - dessa vez de pontaria.

Após o término da partida, Waldemar Lemos, treinador do Náutico, exaltou a perseverança no trabalho que vem sendo feito (os jogadores foram abraçá-lo na comemoração do 1º gol). Mas chamou mais atenção a serenidade de Giba: perguntado sobre a necessidade de novas contratações num time que trouxe 18 jogadores, o novo comandante disse que o importante era, com o grupo atual, melhorar a performance individual de cada atleta para que isso tenha efeito no jogo coletivo. Sem dúvidas, terá muito trabalho pela frente...


Outros resultados

Bragantino 2a0 Americana
Vila Nova 1a2 Icasa
Boa 0a0 Salgueiro
Ponte Preta 2a1 Goiás
São Caetano 3a3 Sport
Grêmio Barueri 1a0 Vitória
ASA 2a0 Portuguesa
Paraná 3a1 Duque de Caxias

Completam a rodada ABC e Criciúma, que jogam ainda nesse sábado.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pra Uma Geração Desabafar: Fluminense É Campeão Na Série A

Foi mais dramático do que imaginavam os mais de 40.000 tricolores que marcaram presença no estádio Olímpico João Havelange. A atuação coletiva da equipe, longe de ser convicente. Mas o solitário gol de Emerson, aos 16 minutos da etapa complementar, garantiu ao Fluminense o título da Série A 2010. Estamos na oitava edição dos pontos corridos e, pela quarta vez, o troféu passará pelas mão de um mesmo sujeito: o treinador Muricy Ramalho. Longe de montar um time que primasse por um futebol vistoso, Muricy conseguiu mais uma vez fazer de um forte elenco uma equipe competitiva e difícil de ser batida. 26 anos depois, lá vai o caneco de campeão brasileiro para as Laranjeiras. E, também 26 anos depois, o título brasileiro vai por duas vezes seguidas para clubes do Rio de Janeiro (em ambas envolvendo a dupla Fla-Flu).

O jogo

Se havia alguma suspeita de que rolassem incentivos financeiros (a tão comentada "mala branca") ao rebaixado Guarani, propondo que a equipe campineira buscasse ao menos um empate e deixasse em aberto a disputa com Corinthians e Cruzeiro, o grande empenho dos comandados de Vágner Mancini alimentaram as especulações. Um Bugre determinado e aplicado taticamente dificultou demais os planos tricolores. Mas, com três zagueiros, três volantes e três laterais escalados, ficou perceptível que o plano de jogo da equipe visitante era o de não levar gol. Tudo funcionou direitinho até os 15 minutos da etapa complementar: o Fluminense criava pouco, tinha baixo poder de penetração na defesa alviverde e a torcida já dava sinais de nervosismo nas arquibancadas. Porém, saiu o gol do título aos 16 minutos: Carlinhos fez jogada individual pelo lado esquerdo de ataque, levantou na área, Washington deu leve desvio com um cabeceio e Emerson conseguiu finalizar rasteiro, entre as pernas do goleiro oponente, que lhe é xará.
Fred e Conca se juntam a Emerson para comemorar o gol da vitória no Engenhão: alívio para os tricolores.

A substituição, aos 21 minutos do segundo tempo, que consistiu na saída do atacante Fred para a entrada do volante Fernando Bob aliada aos berros de "fura a bola" partindo do treinador, aos 32 minutos do segundo tempo, mostravam que o plano de jogo de Muricy Ramalho estava em não permitir que o jogo fluisse. Mas, com 26 anos sem faturar essa competição, a escassez de fluidez era o que menos importava para a torcida tricolor naquele momento: com o apito final de Carlos Eugênio Simon, encerrou-se oficialmente a carreira do árbitro gaúcho e também o jejum do Fluminense, o mais novo (bi)campeão da Série A brasileira. Curiosamente, a conquista ocorreu no estádio que carrega o mesmo nome da competição que trouxe o Tricolor das Laranjeiras de volta à Primeira Divisão: João Havelange.

Outros resultados

Quinta-feira
Grêmio Prudente (20º) 0a3 Internacional (7º)

Domingo
São Paulo (9º) 4a0 Atlético/MG (13º)
Santos (8º) 0a0 Flamengo (14º)
Vasco (11º) 2a0 Ceará (12º)
Cruzeiro (2º) 2a1 Palmeiras (10º)
Grêmio (4º) 3a0 Botafogo (6º)
Goiás (19º) 1a1 Corinthians (3º)
Vitória (17º) 0a0 Atlético/GO (16º)
Atlético/PR (5º) 1a0 Avaí (15º)

domingo, 5 de setembro de 2010

Bola Parada Resolve A Vida Do Bugre Em Campinas

Com Deco e Conca pouco produtivos e André Luiz numa atuação abaixo da crítica, os torcedores tricolores que compareceram ao estádio Brinco de Ouro da Princesa resolveram vaiar o goleiro Fernando Henrique pelos dois gols sofridos na virada bugrina. É bem verdade que o posicionamento do camisa 1 em ambos os lances era, no mínimo, questionável. Mas o fato de concentrar as insatisfações em cima de um único personagem não parece razoável, ainda mais quando o jogo coletivo da equipe tem o rendimento que teve. Melhor para o Guarani, que terminou a primeira metade da competição na primeira metade da classificação (é o 9º colocado) e, curiosamente, ficou invicto nos 4 confrontos com clubes cariocas (já havia vencido Vasco e Flamengo além de ter empatado com o Botafogo). O Flu, ainda líder, vê o fim de uma série de 15 jogos invicto e encontra-se há 3 rodadas sem vencer. De quebra, vê o Corinthians no encalço (1 ponto atrás e 1 jogo a menos). Será a segunda derrocada consecutiva de Muricy Ramalho em Campeonato Brasileiro?

O jogo

O Guarani começou melhor, tomando atitude e incomodando o sistema defensivo tricolor. Mas, na primeira chegada de qualidade dos visitantes, aos 11 minutos, o placar foi aberto: Mariano cruzou da direita, Washington cabeceou e Emerson apareceu para completar ao gol.

Os comandados de Vágner Mancini contavam basicamente com a habilidade de Mazola e com a transpiração de Baiano para buscar o resultado. E, se com a bola rolando pouco acontecia, veio a bola parada. Numa delas, Baiano chutou forte e Fernando Henrique defendeu em dois tempos. Noutra, aos 33', o mesmo Baiano foi pra cobrança e colocou por cima de uma numerosa barreira (haviam 6 tricolores e 4 bugrinos por ali) e superou um estático Fernando Henrique, que estava bastante próximo da trave direita e assistiu a bola entrar no canto oposto.

Mesmo sem jogar bem, o Fluminense teve grande chance de ir para os vestiários em vantagem no placar, mas Rodriguinho (que entrara no lugar de Emerson, substituído por sentir dor na coxa esquerda) chutou fraco o suficiente para dar tempo do zagueiro Ailson evitar que a bola atravessasse a linha final.

Na segunda etapa, Deco e Conca seguiam com dificuldades em tramar jogadas. O Guarani, que também não era nenhum poço de criatividade, cresceu no jogo com a entrada de Ricardo Xavier na vaga de Rômulo. Mas a virada tinha que vir na bola parada. Aos 31', Baiano e Fabão estavam próximos da bola para realizar a cobrança. A barreira era um pouco menor que a do lance do gol de empate. E quem chutou dessa vez foi o zagueiro de 34 anos, que colocou a bola entre Gum e Washington e superou Fernando Henrique, que reclamou com a barreira "muy amiga".

Daí pro final, um Fluminense mais disposto a atacar. Mas toda a apatia no decorrer da partida não foi compensada pelo abafa estabelecido nos instantes finais e a equipe da casa conseguiu garantir o triunfo.

Outros resultados

Avaí 0a1 Atlético Paranaense; Palmeiras 2a3 Cruzeiro; e Flamengo 0a0 Santos.

Os jogos que completam a rodada estão em andamento nesse momento (Atlético Mineiro e São Paulo; Atlético Goianiense e Vitória; e Internacional e Grêmio Prudente).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Palmeiras Lamenta E Botafogo Celebra Empate

Quem achou que o reencontro de Luiz Felipe Scolari com a massa palmeirense seria com vitória, teve uma surpresa. Mesmo abrindo 2a0 no placar, o alviverde cedeu o empate e por pouco não levou a virada no estádio do Pacaembu na noite de ontem. O jejum de vitórias botafoguenses chega a 7 jogos, mas esse empate fora de casa (e nas circunstâncias em que se deu) teve sabor de triunfo, como reconheceu o meia-atacante Edno na saída do gramado.

Depois de um primeiro tempo carente de grandes emoções, o jogo pegou fogo na etapa complementar, com quatro gols, defesas dos goleiros e expulsões.

O Palmeiras saiu na frente com 1 minuto do segundo tempo, quando Marcos Assunção cobrou falta com precisão, perto do ângulo esquerdo, numa bola que ainda foi resvalada pelo goleiro Jéfferson.

10 minutos depois, a equipe da casa encaixou contra-ataque certeiro que chegou aos pés do atacante Kléber: o camisa 30 foi ágil para não permitir o combate de Fahel e chutou no canto direito para ampliar a diferença no placar.

O jogo parecia resolvido, até porque o Botafogo não mostrava grande inspiração para melhorar sua situação, a não ser pelas boas jogadas individuais de Jóbson. Mas Joel Santana, com a desvantagem de 2a0, resolveu mexer, colocando Edno no lugar de Fahel. Pouco depois, entrou Renato Cajá na vaga de Lúcio Flávio.

As substituições surtiram efeito e o grande destaque para garantir a reviravolta no placar foi o lateral esquerdo Marcelo Cordeiro. Aos 24 minutos, Cordeiro lançou na área com cruzamento da esquerda, Jóbson se antecipou e cabeceou bonito, de costas pro gol, superando o goleiro Marcos.

Jóbson, acompanhado de Somália e Caio, ergue os braços aos céus e agradece: no retorno como titular, o jovem jogador voltou a balançar a rede.

9 minutos mais tarde, o camisa 6 alvinegro deu outro cruzamento preciso e quem cabeceou para a rede dessa vez foi o zagueiro Antônio Carlos, deixando tudo igual no placar e mostrando a eficiência de uma jogada que ficou como marca registrada da equipe de Joel nessa temporada.

Nos minutos finais, era evidente que o Palmeiras sentia o impacto dos gols sofridos. Jóbson atormentava o sistema defensivo da equipe com jogadas desconcertantes. Numa dessas, nos acréscimos, Edinho perdeu a cabeça e foi em direção ao jogador botafoguense, que se afastou do agressor. Marcos Assunção conseguiu agir ainda pior que o companheiro e deu um tapa em Jóbson, que mexia os braços com o provável intuito de se desvencilhar da deslealdade palmeirense. O árbitro mineiro Alício Pena Júnior, que poderia expulsar os dois jogadores de camisa fluorescente envolvidos na provocação, decidiu dar cartão vermelho para Assunção e também para Jóbson. Era o típico desfecho que ninguém queria ver, mas os ânimos se acalmaram e os jogadores deixaram o campo sem maiores transtornos.

Outro jogo

No estádio Brinco de Ouro da Princesa, Guarani e Ceará fizeram um primeiro tempo de pouco futebol, com as escassas chances de gol saindo de jogadas aéreas ou em chutes de longe. Na segunda etapa, um chute de longe muito bem dado por Ernandes abriu a contagem para os visitantes aos 7 minutos. Mas a jogada aérea do Bugre deu resultado aos 28 e Ricardo Xavier cabeceou após levantamento de Baiano para deixar tudo igual no placar.

A equipe da casa se animou e poderia ter virado o jogo, mas Mazola não aproveitou uma chance clara aos 42 minutos, chutando na rede pelo lado de fora.

O Ceará fecha a 10ª rodada na 3ª colocação enquanto o Guarani é a equipe de saldo negativo mais bem-sucedida no torneio, aparecendo em 8º lugar.

domingo, 18 de julho de 2010

Empatados No Placar E Na Falta De Criatividade

5.522 pessoas pagaram para ver e dificilmente 1% tenha gostado do que viu no Engenhão na noite de hoje. Uma arbitragem que beneficiava o infrator e tomava decisões suspeitas; um Botafogo carente de um homem de referência na área (a ausência de Loco Abreu, que ainda não jogou após o término da Copa, mostrou-se bastante sentida) e um Guarani que, se fosse um pouco mais caprichoso, conseguiria um resultado ainda melhor que o ponto ganho fora de casa.

Joel Santana levou 2 zagueiros e 3 volantes, sobrecarregando a criação de jogadas para um lento e previsível Lúcio Flávio. As jogadas pelas laterais também não surtiam efeito, pois Alessandro e Marcelo Cordeiro mostravam ineficácia para colocar a bola na área. Restava à dupla de ataque "brigar" com a defesa alviverde, que quando não levava vantagem, contava com o goleiro Douglas para evitar o gol adversário. Começando a gostar do jogo, o Guarani passou a criar situações, como no chute de Mazola, aos 17 minutos, que passou perto da trave direita. Teve também uma chance ainda mais clara, aos 23', quando Preto apareceu cara-a-cara com o goleiro Jéfferson e chutou para grande defesa do camisa 1 alvinegro. Com 40 minutos, saiu o gol do Guarani: Caio perdeu a posse de bola, Paulo Roberto passou para Mário Lúcio, que tocou para Mazola: o atacante se livrou da Danny Moraes e serviu Ricardo Xavier, que completou pra rede.

A já impaciente torcida do Botafogo passou a vaiar qualquer jogador de camisa listrada que tocasse na bola. Mas, no último lance da primeira etapa, veio o empate: Lúcio Flávio cobrou escanteio pelo lado direito e Danny Moraes cabeceou para igualar o marcador.

No intervalo, Joel trocou Fahel por Jóbson, sugerindo uma nova dinâmica para a equipe da casa. E não deu outra: o camisa 18 era o jogador mais acionado e dava muito trabalho para o sistema defensivo bugrino.

Aos 11 minutos, alguns torcedores gritaram gol quando viram a finalização de Jóbson, mas a bola estufou a rede pelo lado de fora. Vágner Mancini resolveu mexer exatamente no setor direito, a zona mais incomodada pelas investidas de Jóbson, trocando, no minuto seguinte ao lance, Rodrigo Heffner por Apodi.

Com 21 minutos, Joel mexeu pela segunda vez e trocou Lúcio Flávio por Edno. O Botafogo passou a intensificar a procura pelos flancos, mas esbarrava ora na marcação do Guarani, ora na própria falta de criatividade, ora na omissão da arbitragem. Um dos lances que mais revoltaram os alvinegros aconteceu quando Jóbson partiu para cima da marcação e foi derrubado dentro da área: o árbitro catarinense Célio Amorim marcou falta e ignorou o protesto dos jogadores que apontavam para o local de ocorrência da infração, que caracterizaria pênalti.

Na marca de 39 minutos, Herrera fez a função de pivô e serviu Somália, que avançou, ficou de frente pro gol mas acabou mandando sobre o travessão. No finalzinho rolou o que seria o gol da virada, mas Herrera foi flagrado em impedimento após cruzamento rasteiro de Marcelo Cordeiro.

O Guarani leva um ponto na bagagem para Campinas, onde enfrentará o Ceará pela décima rodada. O Botafogo, há seis jogos sem vencer, vai ao Pacaembu encarar o Palmeiras.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Guarani 0 x 3 Internacional - Ensaiando pra Libertadores


Há 2 dias atrás comentei que muitos times no campeonato lamentavam muito a parada da Copa do Mundo. E o Guarani é o primeiro da lista.

O time vinha bem , alcançou uma fase que poucos apostavam. Conseguiu vitórias importantíssimas. Dava pinta que tinha embalado. Mas foi obrigado a parar.

E quando voltou deu no que deu. Completamente dominado pelo Internacional, que ainda não está com força máxima. O bugre depende muito de Mazzola, e quando ele é bem marcado e mesmo assim não está em uma noite brilhante, como já esteve por mais de uma vez nesse Brasileiro, o Guarani é praticamente todo anulado. Baiano também tem se destacado mas foi obrigado a recuar perante a ameaça de Kléber. E Baiano defensivamente não é o lateral dos sonhos.

E grande Inter, enquanto seu adversário na Libertadores perdeu pontos preciosos, com a cabeça toda na competição continental, foi até Campinas e atropelou os donos da casa, mostrando que não vai ficar correndo atrás de pontos perdidos por causa de outro torneio.

E lanço um desafio à imaginação do torcedor....e o que vai ser do Inter quando Rafael Sóbis, Tinga, e os outros reforços chegarem e engrenarem?

(É nesse momento que o torcedor do Inter que está lendo o Blog não consegue esconder um sorriso de orelha a orelha...)