sábado, 19 de março de 2016

A Culpa É Do Wenger

Imagem publicada pelo Arsenal no Facebook.
Longe de escalar sua formação "ideal", Arsène Wenger mandou para o Goodison Park um Arsenal que tinha um desafio duplo: remontar-se após a saída na Liga dos Campeões da Europa (três dias antes era superado pelo Barcelona no Camp Nou) e partir em direção à vitória diante do Everton, tendo como meta o título inglês (os onze pontos de distância para o líder Leicester não permitem ao clube londrino novos tropeços).

E lá foi o Arsenal.

Sem Cech - Ospina era o goleiro. Com Mertesacker no banco - Gabriel e Koscielny formavam a dupla de zaga, apoiada pelos laterais Bellerín e Monreal. Sem Wilshere e Ramsey - Coquelín e Elneny formavam a dupla de volantes. Sem Cazorla nem Ox e com Walcott entre os suplentes - Özil, Sánchez e Welbeck formavam a trinca de aproximação ao ataque. Com Giroud na condição de reserva - tome Iwobi estreando como titular em jogos de Premiership.

A atuação do time? Muito boa, obrigado. O lance do gol inaugural, concluído por Welbeck após assistência de Sánchez, foi daqueles com o selo Wenger de qualidade. Muitas trocas de passes certeiros, envolvendo o sistema defensivo adversário por inteiro. Em contra-ataque ligeiro, Bellerín acionou Iwobi para marcar o segundo. 2a0, placar de um primeiro tempo onde o visitante foi preponderante. Dominante. Empolgante.

Na segunda etapa, o Everton conseguiu criar pouco mais. Mas o Arsenal mateve-se firme. Não permitiu que em momento algum os donos da casa se sentissem confortáveis na partida. E a realidade é que ficou barato o placar de 2a0, dada a estranha anulação de um gol de Giroud no segundo tempo.

Com preponderância na posse de bola, trocas de passes envolventes, contra-ataques interessantes, superação para lidar com os desfalques, é um dever reconhecer: a culpa é do Wenger.

domingo, 13 de março de 2016

9dade: Paris Saint-Germain É Campeão Francês

Imagem extraída de Yahoo!.
2012-3, 2013-4, 2014-5, 2015-6.

Pela quarta temporada consecutiva, o Paris Saint-Germain conquista o título de campeão francês. Dessa vez, com assombrosas oito rodadas de antecipação, numa campanha de 77 pontos e 77 gols marcados. E contando... Eu não ousaria duvidar de uma marca centenária. Ainda mais depois de hoje.

12', 16', 18'; 45', 51', 54', 57', 74', 87'. Foram nove os gols marcados pelos campeões diante do lanterna. Lanterna, tudo bem. Mas um lanterna que entrou em campo com  uma média de dois gols sofridos por partida. De dois para nove é uma outra conversa. É um outro adversário. É o Paris Saint-Germain.

Desde o gol inaugural do uruguaio Edinson Cavani, aproveitando um presente da defesa adversária, até o gol do sueco Zlatan Ibrahimovic, que fechou a contagem após contra-ataque veloz, iniciado após cobrança de escanteio, a preponderância da equipe visitante foi evidente, explícita, escancarada.

Os argentinos Javier Pastore e Ángel Di María sobravam no meio-campo, esbanjando talento e eficiência. A dupla de zaga brasileira composta por Thiago Silva e David Luiz, nas poucas vezes em que era envolvida, conseguia dificultar as ações oponentes. O goleiro Trapp ainda deu a sua contribuição para manter o zero dos mandantes. Mandantes que em nada mandavam. Só balançaram a rede em gol contra de Saunier - não fosse ele, Ibra provavelmente completaria para dentro.

Dreyer, arqueiro vazado em nove ocasiões diferentes, é dos menos responsáveis pelo resultado. Se houve uma ou outra bola defensável, a realidade é que não daria para Dreyer nem ninguém, sozinho na condição de goleiro, evitar uma goleada acachapante parisiense. Chegou a pegar um pênalti de Cavani, que acabou convertido no rebote da cobrança pelo próprio camisa nove.

Enfim, a temporada para o PSG caminha para um final feliz. O título francês, conquistado hoje, nenhuma novidade. O da Copa da França, que terá sua fase semifinal disputada em abril, seria uma dobradinha também já conhecida pela torcida tricolor. Mas o grande sonho, talvez até uma obsessão por parte do proprietário do clube da capital francesa, é a Liga dos Campeões da Europa, competição na qual o Paris Saint-Germain encontra-se classificado para a fase quartas-de-final. Ibrahimovic pediu paciência, evitando criar grandes expectativas em torno do tão cobiçado torneio. Mas como não alimentar esperanças de dimensões continentais depois de se firmar solidamente no cenário nacional? Depois de aplicar nove a zero no adversário?

O fato é que, com ou sem a Tríplice Coroa, o PSG não deixa dúvidas de que realiza excepcional temporada sob o comando de Laurent Blanc. O momento é de festa. E a força demonstrada dá ao clube o direito de sonhar com escaladas maiores. Talvez do tamanho de uma torre Eiffel.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Atlético Faz A Trinca Sobre O Real No Bernabéu

Imagem extraída de Goal.com
Longe de ter sido um grande jogo, Real Madrid e Atlético de Madrid corresponderam ao que se espera de um clássico entre dois times fortes, rivais e que têm ambições no campeonato. Algumas vezes, infelizmente, atravessando a fronteira entre a desportividade e a deslealdade (embora, no geral, o jogo tenha sido tranqüilo no aspecto disciplinar).


Cada qual ao seu estilo, tanto os Blancos de Zinedine Zidane quanto os Colchoneros de Diego Simeone se portaram no gramado do estádio Santiago Bernabéu com o intuito de vencer a partida.

A diferença de postura, no entanto, era explícita. Os donos da casa, com o croata Modric articulando a transição ao ataque e o alemão Kroos dando equilíbrio ao meio de campo, tinham maior volume de jogo e superior acurácia na troca de passes. Já a equipe visitante, se defendia com a força e a aplicação de um time que atua na mais intensa noção de coletividade, destacando-se o empenho, técnica e perspicácia do uruguaio Godín no miolo de zaga.

No final das contas, pesou a tal da eficiência nas finalizações. O português Cristiano Rolando teve consigo uma meia dúzia de oportunidades, das quais três a gente não espera algo diferente de um gol quando se trata de alguém da sua categoria. Nada feito. O francês Griezmann, em tabela com o brasileiro Filipe Luís, mostrou como é que se faz, abrindo o placar e dando números finais ao jogo aos sete minutos no segundo tempo.


Em 2013-4: Real 0a1 Atlético.
Em 2014-5: Real 1a2 Atlético.
Em 2015-6: Real 0a1 Atlético.

E assim se construiu a trinca atleticana em pleno Bernabéu.

Enquanto os times da capital rivalizam entre si, quem sobra no Campeonato Espanhol é o Barcelona. Tanto na pontuação (com um jogo a menos, os catalães têm cinco pontos a mais que o Atlético e nove a mais que o Real) quanto, principalmente, no futebol. É como se os clubes de Madrid se comunicassem por carta colocada dentro da garrafa e o Barça... por MSN.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Dia De Graça: Com Arte, Mais Um Título Mundial Do Barça

Imagem extraída de ESPN.com.br
O Barcelona continua fazendo a história acontecer. Pela 3ª vez desde o nada distante ano de 2009, o clube catalão sagra-se campeão mundial de clubes. E o melhor de tudo: jogando aquele futebol que nos acostumamos a ver nos últimos anos.

Neymar, que estava presente naqueles 4a0 de 2011 (só que vestindo a camisa do Santos), dessa vez pôde se divertir na decisão intercontinental. Não chegou a marcar seu gol, mas foi elemento importante na construção do resultado, tendo dado a assistência para o gol inaugural, marcado pelo gênio Lionel Messi. O mesmo Messi, que marcara na prorrogação de 2009 diante do Estudiantes de Verón, que marcou duas vezes diante do Santos de Neymar. O maior futebolista que o mundo já viu. Ou pelo menos que esse blogueiro já viu. Simples assim.

Luisito Suárez, que havia sido o autor dos três gols nos 3a0 na semifinal, anotou mais dois na partida derradeira. Num lance de Busquets, e em outro de Neymar. Goleador absoluto no torneio.

Foto: Yoshizaku Tsuno.
Mas nem só de MSN vive a graça do Barça. Busquets é um volante que esbanja elegância, sem jamais deixar de ser discreto. Iniesta conduz os acontecimentos com uma postura de fazer lembrar o também carequinha Zinedine Zidane. Mascherano e Piqué compõem uma zaga que beira a perfeição. Bravo, com pelo menos duas defesas espetaculares, manteve a meta barcelonista inviolável. Enfim, não dava para o River Plate. Ainda mais para um River Plate com flagrantes limitações técnicas. O grande destaque argentino no Japão foi, sem dúvidas, sua fantástica torcida. A trilha sonora da partida foi o som ambiente do estádio em Yokohama: os cânticos de milhares de apaixonados, que cruzaram os oceanos e que, num intervalo de quatro anos, testemunharam um rebaixamento e um renascimento. Aliás, muitos renascimentos. Coisa típica dos gigantes.


Mais cedo, o japonês Sanfrecce Hiroshima conquistou o terceiro lugar com uma vitória por 2a1 sobre o milionário chinês Guangzhou Evergrande, de Luiz Felipe Scolari.

É um dia feliz para o futebol.

Mais detalhes sobre a partida entre Barcelona e River Plate podem ser vistos na narração em tempo real pelo Tuíter @jogandoagora. A maioria das postagens acompanham a #BarRiv.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Vasco Caiu. E Não Foi Hoje

Imagem extraída de NetVasco.
Não foi em seis de dezembro de dois mil e quinze que o Vasco mereceu cair pela terceira vez para a Segunda Divisão do futebol nacional. Nesta data, a matemática sacramentou um prenúncio mais pretérito. A data em que o Clube de Regatas Vasco da Gama fez por merecer um novo rebaixamento para a Série B se deu quando a instituição elegeu Eurico Miranda como seu "novo" presidente.

O título carioca foi mera ilusão num trajeto recheado de pênaltis inventados no torneio férjico. As declarações arrogantes do "dono" do Vasco afirmando que não havia qualquer possibilidade de rebaixamento eram sintomáticas. Demitiu-se treinador campeão. Montou-se elenco com torneio em andamento. Reclamou-se bastante. Fumou-se charuto em ambientes proibidos por lei vigente. Somou-se quarenta e um pontos em cento e catorze disputados. Caiu-se.

E se alguém por São Januário disser que o respeito voltou, diga que foi engano. Respeito não se obtém na marra. Se conquista. E o Vasco escolheu a vergonha. Não em seis de dezembro de dois mil e quinze. Mas no dia em que reelegeu Eurico Miranda.

Que o Gigante reflita. Até para não se apequenar.

sábado, 28 de novembro de 2015

Com Paixão Nas Arquibancadas E Emoção No Gramado, Ceará Sorri

Imagem extraída de Terra.
Há muitos elementos que tornam o futebol um esporte especial. O Ceará Sporting Club, fundado em 1914, mostrou esse ano alguns desses elementos. Mais precisamente, mostrou na tarde desse sábado um desses elementos: a paixão.

Como se movido por um sentimento que brota em cada coração alvinegro e que explode nas arquibancadas, a equipe de Fortaleza mostrou toda sua força para conseguir o único resultado que o garantiria na Série B para 2016: a vitória.

Nas 37 rodadas anteriores, o Ceará havia conseguido vencer somente onze vezes. A zona de rebaixamento era praticamente o seu habitat natural no torneio de ida-e-volta. E a Série C chegou a parecer um caminho sem retorno. Só que não era o que o seu fanático torcedor desejava. E que seja feita a vontade da massa! Sobretudo dessa massa que lota estádio e torna o futebol ainda mais especial.

Pior para o Macaé. Concorrente direto na luta pela permanência, o clube fluminense conseguiu ficar acima dos quatro últimos lugares por praticamente toda a competição. Mas quiseram os deuses do futebol que, na rodada derradeira, a equipe figurasse na famigerada 17ª posição. Tudo com muita emoção, pois no final do jogo o time visitante esbarrou em duas grandes defesas do goleiro Éverson. Agora é juntar os cacos desse desfecho indesejável e mandar ver na Série C, torneio que o Macaé foi muito bem-sucedido em 2014.

Pelo gol no final do primeiro tempo, pela vitória conquistada, pela fuga do descenso, mas, principalmente, pela paixão que contagia, parabéns ao Ceará Sporting Club. Que o futebol siga recompensando aqueles que vivem essa sensação de que é sempre bom acreditar. Quem sabe em 2017 o Vozão não aparece na Série A?

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Caiu No Pratto, Tá Morto

O segundo turno na Série A do Campeonato Brasileiro 2015 começou nesse final-de-semana. E o maior recado nessa vigésima rodada foi a força do fator casa: houve um empate (0a0 entre Ponte Preta e Grêmio, em Campinas, em partida dita dominada pela Macaca) e nove vitórias dos mandantes.

Teve espaço inclusive para goleadas: Santos 5a2 Avaí; Goiás 3a0 Vasco; e Corinthians 3a0 Cruzeiro.

Assisti a partida derradeira na rodada, disputada entre Atlético e Palmeiras, em Minas. E o nome do jogo foi Lucas Pratto: autor dos dois gols na virada atleticana, o atacante argentino foi figura marcante na área adversária. Esteve perto de sair de campo com um hat-trick.

Foi bacana ver um jogo entre o time do Levir Culpi e o do Marcelo Oliveira, sobretudo observando que há um legado relativamente preservado das ótimas passagens de Cuca e Oswaldo de Oliveira por esses clubes. Um futebol de velocidade, de troca de passes, intenso. O Palmeiras errou mais vezes e talvez esse tenha sido o diferencial no resultado final. Mas mostrou qualidades que o credenciam à disputa pelo título ou, pelo menos, a um lugar na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores da América. Há que se respeitar um elenco que tem jogadores como Fellype Gabriel e Lucas Barrios entre os reservas. Já o Galo, se por um lado sem a mesma força no plantel, mostrou na coletividade uma poderosa virtude. Um time que se conhece e que funciona enquanto conjunto. Não por acaso, possui o ataque mais efetivo na competição, com 35 gols em 20 jogos. Se apresenta como o mais forte concorrente ao líder Corinthians. Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos, na torcida para que outros jogos desse nível aconteçam.
Imagem extraída de Goal.com.
Lucas Pratto comemora: em jogo competitivo e de oportunidades para ambos os lados, o argentino fez a diferença ao anotar os dois gols atleticanos diante do Palmeiras.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Argentina E Colômbia Em Viña Del Mar

Sausalito! Saudades desse estádio, que tive a feliz oportunidade de visitar no dia 26 de junho de 2015 e no qual pude acompanhar o ótimo jogo entre Argentina e Colômbia, pela fase semifinal na Copa América.

Múltiplas alegrias. A alegria de estar viajando pela primeira vez para o Chile, na maravilhosa companhia da minha mãe. A alegria de estar assistindo o esporte que mais gosto de acompanhar, envolto de duas torcidas festivas. A alegria de estar presente num torneio como a Copa América, o mais antigo entre seleções do mundo. A alegria de assistir o maior da história: Lionel Messi. A alegria, enfim, de uma atmosfera especial.

A chegada ao estádio passava pelo terminal rodoviário de Viña del Mar e foi uma verdadeira aventura, pois chegamos à cidade-sede da partida sem ingressos em mãos - conseguimos buscá-los, gerando uma sensação de alívio. Nos molhamos no oceano Pacífico. Passeamos. E fomos ao jogo.

O estádio, bastante simpático, era de dimensões relativamente reduzidas (comportando algo em torno de vinte e duas mil pessoas) mas caprichado na sua simplicidade. Longe de ser dos mais confortáveis, era, porém, permeado por todo um clima já destacado anteriormente. E se o vento frio fazia despencar a temperatura nas arquibancadas, os festejos das torcidas (argentina, colombiana, chilena... e nós, brasileiros apoiando a Argentina) mantinha a sensação térmica nos conformes.

O jogo foi possivelmente um dos melhores na competição. Muita qualidade técnica dos dois lados e um futebol muito bem desenvolvido pela Argentina. Se a Colômbia decepcionou (muito abaixo da espetacular performance na Copa do Mundo), os argentinos mantiveram um bom nível de jogo, talvez até acima do Mundial. E mereciam a vitória. Vitória que teria acontecido com maior tranqüilidade se não fossem duas intervenções de caráter miraculoso do goleirão Ospina. Vitória que teria sido construída mais naturalmente se as traves estivessem "jogando a favor". Mas vitória que não seria a mesma do que a que de fato foi. Foi sensacional ver o gol da classificação sair nos pênaltis, numa cobrança de Tévez. Tévez, que "eliminou" a Argentina na Copa América 2011, ao desperdiçar, no seu país, a cobrança diante do Uruguai, também na fase quartas-de-final. Mais quatro voltas completas em torno do sol e o planeta Terra pôde testemunhar a volta por cima de Carlitos. Um prazer e um privilégio estar lá, vendo tudo de perto.








segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Experiência De Assistir Chile E Uruguai Em Santiago

Numa experiência única, fui até o estádio Nacional de Santiago assistir a partida entre Chile e Uruguai, disputada no último dia 24 de junho (quarta-feira). Uma partida que teve a seleção chilena ditando o ritmo dos acontecimentos, mas não raramente esbarrando na barreira defensiva uruguaia. A Celeste, montada basicamente para (sobre)viver à base de contra-ataques, começou a sucumbir após a expulsão de Cavani, no segundo tempo (o jogador do PSG revidou provocação de Jara e recebeu seu segundo cartão amarelo na partida).

Mesmo sem repetir seus melhores momentos na primeira fase (longe disso), o Chile conseguiu a vitória com um gol de Isla e uma total falta de inspiração e proposta de jogo por parte do tradicional adversário. À parte a péssima arbitragem de Sandro Meira Ricci, a apresentação irregular dos comandados de Jorge Sampaoli e a postura covarde do time dirigido por Oscar Tabárez, foi sensacional viver o clima da partida que colocou os anfitriões na semifinal da Copa América 2015.

Se imagens descrevem melhor que palavras, lá vão algumas delas (todas exclusivas). Parabéns ao Chile pela vitória e aos chilenos pela festa. Obrigado, meu Deus, por me proporcionar essa oportunidade. Sempre na ótima companhia de mamãe - frio nenhum pode deter essa dupla. Viva o futebol!






sexta-feira, 19 de junho de 2015

Expulsão Ajuda E Peru Vence Venezuela Com Gol De Pizarro

Imagem extraída de Peru21.
No mais embolado, aberto e de difícil previsão grupo da Copa América 2015, o Peru venceu a Venezuela por 1a0 e igualou a chave em pontos e saldo de gols: todas as equipes ganharam uma e perderam outra, marcando tantos gols quanto sofreram.

A partida disputada no estádio Elías Figueroa Brander, em Valparaíso, teve um acontecimento fundamental para o andamento da partida: a expulsão de Amorebieta, punido com o rigor máximo pelo árbitro boliviano Raúl Orozco após pisar em Guerrero (assista o lance aqui). A pergunta que fica é: intencional ou acidental? Na minha opinião - baseada na imagem do contato e principalmente na reação do jogador venezuelano após ver o cartão vermelho, é que o lance foi absolutamente um acidente.

O castigo de jogar desde os 28 minutos com um jogador a menos ia sendo contornado bravamente pelos comandados de Noel Sanvicente: esbanjando boa forma física e aplicação tática, os dez homens da Venezuela conseguiram jogar de igual para igual com os onze do Peru. Quando havia igualdade numérica, uma ótima jogada de Vargas quase rendeu a abertura de placar para o Viño Tinto, mas Guerra não conseguiu fazer o domínio.

Para fortalecer a marcação que ficou enfraquecida após a expulsão, Sanvicente tirou Vargas - algo que lamento, embora compreenda a situação do treinador. Cichero entrou em seu lugar ainda antes do intervalo, contribuindo para conter as investidas adversárias.

No segundo tempo, Ricardo Gareca entusiasmou seus jogadores a avançarem e o Peru conseguiu aproximações da meta oponente. Porém, os contra-ataques venezuelanos costumavam levar perigo, possibilitando um jogo cheio de alternativas. Aos vinte e seis, Cueva, autor do gol da equipe diante do Brasil, conduziu a bola, tentou o passe e foi ajudado pelo desvio em Rincón - a bola sobrou limpa para Pizarro, que não desperdiçou. Aliás, quase que o goleiro Baroja conseguiu fazer defesa espetacular, mas a bola tocou no travessão e entrou (assista o lance aqui).

Nos minutos finais, o Peru preferiu segurar a situação de vencedor do que tentar aumentar o saldo de gol, o que lhe daria a liderança provisória. A Venezuela não deixou de tentar o empate que a colocaria no topo no grupo, mas àquela altura as forças faltavam.

Ficando a dúvida sobre a intenção ou o acidente no lance entre Amorebieta e Guerrero, resta o lamento do quanto uma decisão soberana de arbitragem pode influenciar uma partida de futebol.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Derrota Emblemática: Na Cabeça, Na Bola E Na Tática

Imagem extraída de Sokkaa.
Decepcionante. Nessa palavra, sintetizo o sentimento fruto do desempenho visto nesse jogo. Não o desempenho da Colômbia, que jogou um futebol de qualidade, envolveu a seleção brasileira e mereceu a vitória. Não o desempenho do Brasil, que jogou mal mais ou menos na medida que espero dessa seleção comandada por Dunga e CBF. Decepcionante foi o desempenho de Neymar. Não que ele seja obrigado a todo jogo ter uma atuação formidável como a da estréia. Não que necessariamente ele precise ser o destaque do time ou da partida. Mas ele tem a obrigação de, na condição de profissional e capitão da seleção brasileira, honrar a camisa e a braçadeira.

Neymar Júnior atravessou qualquer limite da imaturidade com sua atuação no estádio Monumental David Arellano. Ridículo ao extremo. Colocou a mão na bola, sendo punido com amarelo e puxando o árbitro pelo ombro, em reação digna de expulsão. Parou de jogar ao ser derrubado, preferindo reclamar do que tentar recuperar a bola, quando a redonda encontrava-se perto dele. Agrediu adversário intencionalmente. E proporcionou um vexame após o apito final, merecendo a expulsão - torço para que seja punido exemplarmente, se possível nos moldes da suspensão dada a Luis Suárez após a fatídica mordida em Giorgio Chiellini.

Fato é que o Brasil não contará com Neymar diante da Venezuela e eu já não confio mais nesse indivíduo. Quando conquista título, é "100% Jesus". Quando sai derrotado, é agressão ao adversário. Decepcionante.

Obrigado, Colômbia e Pekerman por proporcionarem alguns momentos de futebol em Santiago. Se dependensse de Brasil, Dunga e Neymar, seria uma noite pura e simplesmente para esquecer.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Agüero Decide No Clássico Entre Argentina E Uruguai

Foto: Andre Penner / AP Photo.
Argentina e Uruguai, futebol, Copa América.

Com essas poucas palavras já é possível imaginar o que foi o jogo realizado no estádio La Portada de La Serena, válido pela segunda rodada no grupo B. Era o reencontro nesse torneio continental entre essas seleções - na campanha de 2011, o Uruguai eliminou a anfitriã Argentina nas quartas-de-final, nos pênaltis. Lembro-me com carinho da ocasião, pois estava desembarcando no aeroporto de Ezeiza quando a bola rolava naquela partida eliminatória.

Retornando a 2015, o equilíbrio ditou o ritmo na maior parte do tempo, tornando o empate um resultado natural para essa partida. Só que Agüero conseguiu ir à rede após cruzamento de Zabaleta, marcando o gol solitário do jogo aos dez minutos no segundo tempo. Diferentemente do jogo de estréia, a Argentina não conseguiu criar tantas situações que envolvessem o adversário. E talvez o maior mérito desse cenário seja uruguaio, pois os comandados de Tabárez conseguiram encaixar a marcação de maneira a conter (na medida do possível) a efetiva participação de Messi. Do contrário, teríamos provavelmente um placar mais amplo. Outro mérito uruguaio foi o de ter conseguido produzir mais do que na pífia partida de estréia. Mas os desperdícios nas finalizações (talvez com Suárez o placar fosse outro) custaram pelo menos um ponto para a Celeste. Na melhor das chances, Rolan isolou o rebote do goleiro Romero.

Não sei se é intenção de Martino manter a mesma formação para a partida derradeira. Acredito que seja interessante testar a equipe com Tévez fazendo dupla com Agüero ou mesmo Higuaín, deixando Di María como opção para o decorrer dos acontecimentos. Lavezzi também pode ser uma opção para jogar pelos flancos, impondo maior força física pelas beiradas de campo. Enfim, acredito que seja válido experimentar essas situações tanto para procurar variações de jogo quanto para "se adaptar" a um adversário que conta com uma defesa fisicamente mais potente, como é o caso da Jamaica.

Já o Uruguai é mais carente de elementos para reposição. De toda forma, as entradas de Sánchez e Hernández melhoraram a equipe no segundo tempo e talvez sejam boas escolhas para iniciar entre os onze diante dos paraguaios. A habilidade de De Arrascaeta também surge como alternativa na criação de jogadas de ataque, notadamente em se tratando de um time que tem nos lances de bola parada e de chuveirinho suas maiores aptidões - é preciso encontrar outras soluções e o jogo com o Paraguai pode definir a classificação ou a eliminação do atual campeão.