
A vitória corinthiana no Pacaembu aconteceu, a meu ver, em dois momentos-chave: [1] a defesa milagrosa de Cássio num lance em que parecia gol certo de Diego Souza e [2] o gol propriamente dito, marcado por Paulinho aos 42 minutos do segundo tempo.
Por se tratar de um jogo de poucas chances de gol - mais méritos defensivos do que deméritos ofensivos, embora o pragmatismo tenha pesado muito mais que a audácia -, a oportunidade desperdiçada por Diego Souza foi, sim, impactante. Mas se o zagueiro Rodolfo tivesse pelo menos acompanhado Paulinho no lance do gol, talvez o 0a0 persistisse até o apito final e tivéssemos o classificado conhecido nos pênaltis.
Mas, numa noite onde foi perceptível o esforço de cada elemento escalado tanto por Tite quanto por Cristóvão Borges, vamos relevar aqui os prováveis vacilos de Diego e Rodolfo e valorizar, isto sim, a grande defesa de Cássio aos 18 minutos do segundo tempo e o oportunismo de Paulinho para marcar o único gol dos 180 minutos - embora muitos ainda acreditem que, em São Januário, aquele gol de Alecsandro devesse valer...
Faltaram arte, jogadas de efeito, tabelas etc. Mas pelo ponto de vista tático, Tite e Cristóvão merecem o respeito dos amantes do futebol - as atuações coletivas e a organização de ambos os times explicitam a qualidade do trabalho que vem sendo feito nessas instituições.
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