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segunda-feira, 11 de abril de 2011

No duelo contra o City, Liverpool vence e ainda acredita na classificação às competições européias.

Antes da bola rolar no Anfield Road, homenagem vermelha à tragédia de Hillsborough, que no dia 15 desse mês completará 22 anos. Pra se ter ideia da importância da data ao time liverpudiano, a equipe já pediu que jogo de quartas de finais de liga dos campeões fosse remarcado a uma data que não chocasse com este dia. E foi atendido. O time se recusa a jogar na data pelo respeito que tem aos 96 torcedores que morreram na tragédia.

Mas se não joga 15/04, hoje foi 11/04, e além de homenagear seus torçedores da tragédia, o Liverpool deu uma belo show aos presentes no Anfield com um belo jogo, onde derrotou o Manchester City por 3x0. O resultado ainda faz o time sonhar com uma classificação a Liga Europa, já que o ultimo classificado a competição, Tottenham está a 5 pontos de distância, e ainda há o confronto direto. Mas vamos ao jogo:

O Liverpool veio a campo promovendo a jovem promessa Flanagan, e o retorno de Fábio Aurélio ao time, que havia se machucado na vitória contra o outro Manchester no mesmo Anfield Road. E se os olhos se voltariam para a defesa do novato Flanagan, não saberemos por este jogo a confiabilidade do defensor. Fato é que o Liverpool dominou o jogo o tempo todo.

Logo aos 7 minutos bola na trave de Suárez, depois de belo lançamento de Carroll. Detalhe: no chute do uruguaio, o goleiro Hart chegou a tocar de leve na bola.

E o gol não demoraria a sair. Antes do 12 minutos, o inglês mais caro da história e contratação mais cara do Liverpool, faria seu primeiro gol pelos Reds. E que belo gol. Em roubada de bola feita pelo próprio Carroll, a bola sobraria para Meireles chutar ao gol de fora da área, a bola bateria no zagueiro visitante e voltaria a Carroll. Com um chutaço de fora da área, o atacante concluíra um belíssimo gol . Festa vermelha com seu camisa 9.

Aos 27 Dzeko faria uma boa jogada para os visitantes, ao driblar dois adversários, mais chutar rente a trave pelo lado de fora. Mas ao 33 o time vermelho anotoria o segundo, de maneira chorada. Depois de seguidas chances dentro da área, a bola sobraria para ao holandês Kuyt chutar cruzado e colocar 2x0 no placar. Menos de dois minutos depois um golpe fatal as pretensões do azuis-céu. Em Cruzamento quase que perfeito de Meireles, Carroll aproveitaria a força fisíca e a altura para cabeçar ao gol o segundo tento dele na partida e o terçeiro do seu time. A partir dae era só administrar o resultado até o fim do primeiro tempo e assistir as caras feias de Mancini no banco do Manchester City.

E o segundo tempo também seria de domínio quase que total vermelho. Logo aos 5 minutos, Kuyt cabeçearia escanteio cruzando a bola rente a trave do gol. Próximo aos 25 minutos o City arrisca duas vezes de longe, duas boas chances que passariam pouca acima da meta do goleiro Reina. Uma com Balotelli e uma com David Silva.

A 10 minutos do fim do jogo, o Liverpool quase marca o 4º (coisa que ainda não fez essa temporada). Em uma boa jogada de Suárez e Kuyt, o holandês teria chanche de marcar outro gol com chute cruzado, mas jogaria a bola muito fora do gol. Outra orpotunidade ainda melhor viria dois minutos depois. Desta vez com Meireles recebendo a bola no mesmo lugar do campo que o Kuyt acabara de desperdiçar. Chute forte, mas no meio do gol e defesa de Hart. O City continuaria insistindo em chutes de fora da aéra. Yaya Toure ainda arriscaria de muito longe, e dessa com mais perigo, nada que impedisse defesa certeira de Reina. E a ultima boa chance do jogo seria mesmo liverpudiana. Boa jogada dos atacantes Kuyt, Suarez e Carroll. cruzamento do uruguaio e cabeceio do inglês acima da trave assustando Hart. O camisa 9 seria substituídos nos acréscimos, aquela substituição que é só para fazer a torcida o aplaudir o jogador. Festa vermelha completa.

O Liverpool agora se vê em uma grande dilema. Embora sonhe com a classificação pelo menos a Liga Europa, terá no próximo sábado um confronto contra o Arsenal, jogo este que pode ser decisivo ao campeonato. Isso porque a equipe londrina que também vençeu nesta rodada, é o time mais credenciado a tirar o titulo do Manchester (também vitorioso nesta rodada.) O torcedor red terá o coração dividido. De um lado a chance de ver o Liverpool disputando competições europeias, do outro a possibilidade da perda de uma vez por todas da hegemonia inglesa ao Manchester United. O que nos resta é aguardar as emoções por vir.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Copa 2010: Seleção Das Semifinais

Todos os fiéis que acreditam na existência de deuses no futebol devem prestar suas mais profundas reverências à dádiva que é essa grande final entre Holanda e Espanha, a ser realizada no próximo domingo, dia 11 de julho de 2010, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, África do Sul.

Os holandeses venceram os uruguaios jogando toda a segunda etapa com 2 meias e 3 atacantes. Os espanhóis mantiveram a postura do toque de bola e impuseram seu jogo diante dos alemães. Duas vitórias justas, que coroaram as equipes mais aptas a um jogo ofensivo, aliando qualidade técnica com equilíbrio tático.

E, de uma vez por todas, que fique a lição de que camisa não ganha jogo. Na disputa de 3º lugar teremos 5 títulos mundiais no gramado. Na grande final, um vencedor inédito. Vamos à seleção das semifinais da Copa do Mundo 2010.

Titulares

Goleiro: Iker Casillas (Espanha)
Lateral direito: Sergio Ramos (Espanha)
Zagueiro: Carles Puyol (Espanha)
Zagueiro: Joris Mathijsen (Holanda)
Lateral esquerdo: Giovanni van Bronckhorst (Holanda)
Volante: Mark van Bommel (Holanda)
Volante: Xabier Alonso (Espanha)
Meia: Wesley Sneijder (Holanda)
Meia: Andrés Iniesta (Espanha)
Atacante: Arjen Robben (Holanda)
Atacante: Dirk Kuyt (Holanda)
Técnico: Bert van Marwijk (Holanda)

Suplentes

Goleiro: Manuel Neuer (Alemanha)
Lateral direito: Maximiliano Pereira (Uruguai)
Zagueiro: Arne Friedrich (Alemanha)
Zagueiro: Gerard Piqué (Espanha)
Lateral esquerdo: Martín Cáceres (Uruguai)
Volante: Diego Pérez (Uruguai)
Volante: Egidio Arévalo (Uruguai)
Meia: Xavier Hernández (Espanha)
Meia: Álvaro Pereira (Uruguai)
Atacante: Diego Forlán (Uruguai)
Atacante: Robin van Persie (Holanda)
Técnico: Vicente Del Bosque (Espanha)

Destaque

Um ponta altamente voluntarioso. Taí, tentei definir o que vem sendo e o que foi Dirk Kuyt em mais uma partida nessa Copa do Mundo. Presença marcante nas proximidades da área adversária, quando surge ora pela esquerda, ora pela direita para armar finalizações ou dar assistências, o camisa 7 holandês também é figura fundamental na recuperação da posse de bola. As saídas uruguaias pelo setor onde encontráva-se Kuyt eram dificultadas pelo combate dado e pelo incansável acompanhamento às subidas dos laterais. As estatísticas da partida fornecidas na página da UOL chegam a impressionar: Kuyt teria realizado 13 desarmes nessa partida semifinal - um número que daria inveja a muitos defensores. Para coroar a exibição do nosso destaque dessa fase, uma assistência belíssima para Arjen Robben no lance do 3º gol holandês, quando colocou caprichosamente a Jabulani na direção da cabeça do companheiro.

Dirk Kuyt preparando a jogada que originou o 3º gol da Holanda no jogo; abaixo, tentando evitar a arrancada de Maxi Pereira.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais Madura E Equilibrada, Laranja Despacha Time Do Dunga

Hoje, em Port Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay, os comandados de Bert van Marwijk fizeram um grande favor ao futebol mundial: a vitória holandesa por 2a1, de virada, colocou fim à "Era Dunga", um período onde a tradicional capacidade criativa do futebol brasileiro foi deteriorada para a promoção de um foco no combate.

A Holanda avança para as semifinais da Copa do Mundo 2010 e fica muito próxima de sua 3ª final, seguindo firme e forte na busca pelo inédito título mundial. O Brasil já pode pensar em 2014, quando sediará a competição. E é bom que pense com carinho, respeitando as tradições de uma nação pentacampeã, recheada de talentos que foram deixados fora da lista de convocados e que podem, perfeitamente, buscar o hexa diante de seus torcedores.

Esbravejando descabidamente e participando ativamente, Robinho traduz a atuação brasileira na primeira etapa

Com 54 segundos de jogo, Dirk Kuyt enfia para Robin van Persie, Juan joga o corpo sobre o holandês e o árbitro japonês Yuichi Nishimura manda seguir.

Aos 2 minutos, Daniel Alves dá entrada em Arjen Robben e Robinho se sente no direito de esbravejar com Mark van Bommel, xingando-o e dando amostras de um nervosismo descabido, que não foi coibido pela arbitragem. Logo no minuto seguinte, Felipe Melo derrubou van Bommel, que, embora atingido, valorizou a queda.

De Jong tenta acalmar um exaltado Robinho diante de um equilibrado van Bommel.

Na marca de 7 minutos, Daniel Alves recebe de Luís Fabiano em posição de impedimento e toca para Robinho mandar para as redes, mas a jogada foi corretamente invalidada.

2 minutos depois, Felipe Melo, da linha do meio-campo, dá grande enfiada de bola no espaço vazio entre os defensores John Heitinga e Andre Ooijer, Robinho se desloca para emendar dando um tapa de primeira e mandar pra rede, abrindo o placar em bonito lance. Gregory van der Wiel apontou para Robben acompanhar Robinho, quando o próprio lateral poderia ter feito isso.

A Holanda mandou uma resposta no minuto seguinte: Kuyt recebe na esquerda, chuta no canto e Júlio César espalma.

Com 13 minutos, Heitinga calça Luís Fabiano sem bola, a 39 metros do gol: na cobrança, Daniel Alves chuta direto, à direita.

Aos 15 minutos, Kuyt rouba de Lúcio, alça na área e a defesa brasileira afasta. Na seqüência, Robben é calçado por Michel Bastos em novo lance anti-jogo que mais uma vez fica sem cartão.

Nem com o Brasil na frente no placar Robinho se mostrava menos nervoso: aos 17 minutos, esbravejou com o árbitro em lance que sequer cabia argumentar contra a decisão de Nishimura. O mais estranho é ver que o japonês não repreendia o camisa 11 pela indisciplina explícita.

Na marca de 23 minutos, Michel Bastos voltou a parar Robben faltosamente. Nishimura apitou, mas insistiu em manter o cartão amarelo guardado no bolso. No minuto posterior, Nigel De Jong cortou lance de Kaká no lado direito da área - escanteio. Ainda aos 24', Daniel Alves cruza baixo do lado direito e Juan escora por cima do travessão.

Com 28 minutos, Daniel Alves cobra falta pela direita e Luís Fabiano cabeceia por cima. No minuto seguinte, Wesley Sneijder lança van Persie, que toca atrás para Robben mas o camisa 11 tem o chute bloqueado pela defesa brasileira. Aos 30', Robinho faz bela jogada pelo flanco esquerdo ao passar por De Jong e van der Wiel, passa para Luís Fabiano, que toca de calcanhar para Kaká: o camisa 10 chuta consciente e vê Maarten Stekelenburg fazer linda defesa, tapeando a bola para escanteio. Na marca de 31', Daniel Alves tentava de fora da área com chute rasteiro, novamente defendido por Stekelenburg.

Stekelenburg salta para fazer linda defesa após chute colocado de Kaká

Aos 35 minutos, Sneijder cobra falta da intermediária mandando um chute forte à meia-altura direto pro gol, mas Júlio César encaixa.

Demorou 36 minutos mas o cartão para Michel Bastos finalmente saiu: o lateral precisou dar uma joelhada nas nádegas de Robben para ser amarelado por Nishimura. 2 minutos depois, Maicon empurra Kuyt para fora do gramado e Nishimura flagra a falta - seguindo o (mau) exemplo de Robinho, o lateral esbraveja com o juíz, que tolera a conduta desequilibrada do brasileiro. Aos 39', Luís Fabiano sobe com van Bommel em disputa de bola e na queda estica o pé direito para tentar atingir o holandês. Não combina com o futebol brasileiro esse tipo de coisa.

Aos 45', Daniel Alves abre na direita com Maicon, que chuta firme para grande defesa de Stekelenburg. Dessa vez Maicon reclamou com razão, pois foi marcado tiro-de-meta em vez de escanteio.

Holanda cresce e Brasil sente: está desenhado o destino das seleções

Com 1 minuto, van der Wiel passa por Felipe Melo e salta para o gramado: Nishimura marca falta por simulação e dá cartão amarelo para o camisa 2, que cumprirá suspensão.

Aos 4 minutos, van Persie recebe na direita e centraliza com Sneijder: o camisa 10 levanta a bola e chuta à esquerda do gol. Na marca de 6 minutos, Robben corta Bastos com um drible e o brasileiro entra de carrinho quando a bola já tinha passado: lance sob medida para uma expulsão ou pelo menos cartão amarelo, mas Nishimura deu apenas a infração.

Na marca de 8 minutos, o gol de empate: Robben rola atrás para Sneijder, que levanta a bola para a área. Ooijer salta e não alcança, Júlio César e Felipe Melo sobem para a disputa, a bola bate no camisa 5 e segue seu rumo para a rede.

Com 14 minutos, uma jogada de efeito com o carimbo de quem entende: Robben recebeu e entortou o marcador com um toque sutil. Segue o jogo. No minuto seguinte, Daniel Alves recebe e chuta cruzado, à direita.

Provavelmente estimando que a expulsão seria questão de tempo, Dunga troca Bastos por Gilberto aos 16 minutos. No minuto posterior, Sneijder tenta toque pelo alto e a bola bate na mão de Lúcio, dentro da área. Segue o jogo. Aos 18', De Jong agarra Luís Fabiano em velocidade e é o segundo holandês a ter de cumprir suspensão pelo acúmulo de dois cartões amarelos.

Aos 20 minutos, grande chance para o Brasil desempatar: Kaká recebe a bola após passe de Maicon que conta com desvio de Ooijer e chuta buscando o ângulo, mas a Jabulani passa à esquerda da trave. No mesmo minuto, van Persie é acionado por Sneijder, entra na área pelo lado direito e Juan corta para escanteio dando carrinho.

E nasceu numa cobrança de escanteio o gol da virada holandesa. Na marca de 22 minutos, Robben cobra pelo lado direito, Kuyt desvia no primeiro pau e Sneijder completa para dentro. Na comemoração, tapas na testa que direcionou a redonda para a rede.

Na marca de 25 minutos, De Jong é obstruído por Daniel Alves com falta. A Holanda levaria vantagem no lance, mas Nishimura parou para indicar a infração e nem puniu o brasileiro. No minuto seguinte, Kaká, marcado por Ooijer, não alcança a bola e se joga dentro da área: Nishimura não vai na dele e manda o jogo seguir.

Com 27 minutos, Felipe Melo derruba Robben e, com o holandês caído no gramado, dá um pisão na coxa esquerda do camisa 11. Papelão coroado com expulsão.

Covardia e total descontrole emocional num único ato: felizmente, Robben seguiu jogando e Felipe Melo não.

2 minutos depois, como se não bastasse o lance anterior, Daniel Alves derruba Robben após ser driblado pela fera e Robinho resolve intimidar o jogador agredido. Comportamento de timinho em plena quartas-de-final de Copa do Mundo.

Aos 30', Ooijer acerta Kaká e Nishimura assusta ao carregar o cartão vermelho na mão: alarme falso e apenas amarelo para o zagueiro, que quase não levou um revide do brasileiro.

Na marca de 31 minutos, precisando correr atrás do prejuízo, Dunga promove uma substituição. Sai um atacante e entra outro: Luís Fabiano por Nilmar.

Com 33 minutos, contra-ataque para a Holanda: Sneijder recebe, avança, corta a marcação mas não consegue o chute, van Bommel enfia para Kuyt e Júlio César consegue chegar antes para recolher. No minuto seguinte, van Persie cobra falta pela direita e isola.

O jogo acelerava. Aos 35', Maicon cobra escanteio pela direita, van Persie afasta parcialmente, Lúcio pega a sobra de primeira e a bola sai à direita para novo escanteio. Na cobrança fechada vinda do lado esquerdo, ninguém completa, Stekelenburg dá um tapinha, van Persie recolhe a cabeça e Kuyt mergulha para ceder mais um escanteio. Na nova cobrança, dessa vez pelo lado direito, Stekelenburg recolheu após cabeceio de Gilberto Silva.

Na marca de 38', Sneijder passa para van Persie, recebe de volta, chuta e Júlio César defende. Reposta no mesmo minuto: Kaká avança pelo lado esquerdo, prepara o chute e Ooijer corta pela linha-de-fundo.

Com 40 minutos, primeira substituição promovida por Bert van Marwijk. Fechar o time? Que nada! Atacante por atacante: sai van Persie e entra Klaas-Jan Huntelaar.

No minuto seguinte, Kuyt arranca centralizado fazendo fila e é desarmado por Juan, o último homem antes que o camisa 7 ficasse cara-a-cara com o goleiro.

Aos 43 minutos, Lúcio arranca ao seu estilo, carrega a bola até passar para Nilmar e não recebe de volta pois sofre falta de van Bommel. Na cobrança, Daniel Alves fica na barreira.

Na marca de 44 minutos, Júlio sai da área com a bola dominada e entrega para Kuyt, mas a seleção holandesa não consegue uma finalização.

A última chance de gol veio aos 47 minutos. De empate? Que nada! Seria o 3º holandês, mas Dani Alves conseguiu desarme na última hora. Por falar em hora, a de Dunga chegou. Nas palavras do treinador, "o resgate da autoestima do jogador da seleção" foi o maior feito do ciclo de 4 anos.

Avante Holanda e toda sua aptidão ofensiva!