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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Equipe E Jogada Da Semana

Longe de ser um fã de Roberto Mancini - muito pelo contrário -, talvez pelo fato de não ter assistido os jogos do Manchester City nessa última semana é que os Citizens figurem nesse tópico. Então, vai aqui uma análise não pelo desempenho, mas pelos resultados. E é inegável que a equipe treinada pelo italiano supracitado tenha conseguido dois belos placares na semana que passou.

Na segunda-feira, dia oito de abril de dois mil e treze, foi ao estádio Old Trafford enfrentar o líder na Premiership, fazendo o clássico local com o Manchester United. Venceu por 2a1. No domingo, dia catorze, a partida era válida pela Copa da Inglaterra, em Wembley. Digamos que Chelsea e City seja um clássico dos novos ricos ingleses. E deu City: 2a1.

Muitos poderão dizer que ambas as vitórias não garantem nada, pois será dificílimo evitar o título do United no Campeonato Inglês e ainda há uma final por fazer diante do Wigan na FA Cup (convenhamos: Citizens são amplamente favoritos; mas não esquecer que trata-se de jogo único e lembrar, por exemplo, da vitória do Birmingham sobre o Arsenal também numa final em Wembley). Só que o futebol vive também desses momentos e a torcida azul na cidade de Manchester tem o direito de comemorar. Claro que seria mais bonito se o time jogasse mais solto e tivesse menos receios quando na frente no placar, mas foram dois resultados grandiosos na mesma semana.

Jogada da semana

O Galatasaray recebeu o Real Madrid pela fase quartas-de-final com uma missão que muitos já rotularam como impossível: reverter um confronto que estava 3a0 para o oponente (placar no Santiago Bernabéu). De quebra, ainda levou 1a0 em Istanbul. Mas as coisas pareciam mudar de rumo e o Galatasaray virou o jogo para 3a1, assustando os favoritos. O placar terminou 3a2 e a equipe turca foi eliminada na Liga dos Campeões da Europa. Só que aqui estamos para compartilhar um dos golaços marcados pelos donos da casa - foram três! Eboué havia feito o primeiro do Galatasaray em um chute formidável e Drogba o terceiro, em conclusão um pouco de letra e um tanto de calcanhar. Mas a jogada da semana é "o gol do meio". Ou, talvez melhor dizendo, o gol do craque Wesley Sneijder. O meia holandês recebeu de Sabri Sarioglu e... fez o que fez. Dá até pra lembrar de um outro gênio nascido na Holanda: Dennis Bergkamp. Não duvido que possa haver influência...

domingo, 6 de março de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

Após uma seqüência de oito jogos de invencibilidade, no domingo passado o Liverpool foi derrotado pelo West Ham, adversário que vem flertando com a zona de descenso na "Premiership". Aí o leitor se pergunta: "como, então, o Liverpool pode ser a equipe da semana?". É que no domingo seguinte, os "Reds" receberam em Anfield Road ninguém menos do que o líder da competição: o Manchester United. E o resultado? 3a1 Liverpool, com direito a "hat-trick" de Dirk Kuyt e grande atuação de Luis Suárez. Com um detalhe: na sexta-feira, dois dias antes do clássico vermelho, o treinador Kenny Dalglish completara 60 anos de idade. O "parabéns pra você" foi cantado em pleno estádio, para festa do treinador, do elenco e, principalmente, dos adeptos. Veja como foi essa partida (nas palavras de Rodolfo Batista, um "clássico com "C" maiúsculo").

Triunfos como esse costumam ser a motivação ideal para a seqüência da temporada. E, no caso do Liverpool, o próximo compromisso é de caráter eliminatório: trata-se do jogo de ida pelas oitavas-de-final da Liga Europa, diante do Braga, quinta-feira, em Portugal. Tudo em clima de carnaval.

Jogada da semana

Internazionale e Genoa duelando pelo Campeonato Italiano. E, após virar o jogo para 3a1, o "Nerazzurri" descolou uma linda troca de passes que terminou no 4º gol interista, marcado por Goran Pandev. Mas o gol em sim foi mero detalhe: o grande barato da jogada foi a envolvente parceria entre Samuel Eto'o e Wesley Sneijder, que trocaram de posição e desmantelaram a defesa adversária.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lionel Messi Merece

Na última segunda-feira, Lionel Messi faturou o prêmio de melhor jogador de 2010 e tornou-se o terceiro futebolista a alcançar o feito de conquistar o troféu FIFA por dois anos consecutivos - os outros foram Ronaldo (1996-7) e Ronaldinho Gaúcho (2004-5).
Uma das melhores definições para o futebol de Lionel Messi veio de Arsène Wenger, após a goleada do Barcelona sobre o Arsenal por 4a1, com 4 gols da fera: "é um jogador de PlayStation".

Que Messi é o melhor jogador na atualidade e um dos melhores de todos os tempos, não há qualquer dúvida. Mas o rendimento do argentino em 2010, embora novamente excepcional, foi questionado pela eliminação da seleção de Diego Armando Maradona na fase quartas-de-final. Acho uma tolice: vendo cada jogo da Argentina no Mundial, desafio alguém a apontar uma performance fraca de Messi na Copa. Pelo contrário: contra a Nigéria, por exemplo, Messi "ajudou" a tornar o goleiro Enyeama o destaque da partida.

Porém, se o prêmio da FIFA não estivesse acoplado ao troféu Bola de Ouro (a unificação ocorreu nessa edição do prêmio), quem faturaria o caneco concedido pela France Football seria Wesley Sneijder, o preferido dos eleitores jornalistas. O holandês teve uma temporada brilhante tanto com a seleção Laranja quanto com a Internazionale, sendo o maestro do vice-campeonato na África do Sul e na conquista da Tríplice Coroa. Era um nome para, pelo menos, figurar na lista final, mas acabou ficando de fora para estarem presentes os espanhóis e barcelonistas Andrés Iniesta e Xavi Hernández.
Temporada de Wesley Sneijder foi praticamente perfeita e, não fosse a unificação entre os prêmios, o camisa 10 holandês e interista faturaria a Bola de Ouro 2010.

Eis a porcentagem final dos jogadores mais lembrados.
1º - Lionel Messi (Argentina), 22,65%
2º - Andrés Iniesta (Espanha), 17,36%
3º - Xavi Hernández (Espanha), 16,48%
4º - Wesley Sneijder (Holanda), 14,48%
5º - Diego Forlán (Uruguai), 7,61%
Quem conferiu o tópico "E A Bola De Ouro Vai Para..." percebeu que os cinco preferidos desse blogueiro foram exatamente os cinco mais votados na eleição. Qualquer um daqueles seria digno de faturar o prêmio, mas convenhamos, é particularmente mais bacana quando o troféu é erguido pelo melhor jogador da atualidade. E isso vale também para as mulheres. Dá-lhe Messi! Dá-lhe Marta!
Os melhores futebolistas em seus respectivos gêneros repetem a dobradinha de 2009: ele é bi e ela é penta.

Aproveito e agradeço aos 20 participantes da enquete, que teve o seguinte resultado final:
1º Lionel Messi, com 8 votos (40%)
2º Xavi Hernández, com 5 votos (25%)
3º Wesley Sneijder, com 3 votos (15%)
4º Diego Forlán, com 2 votos (10%)
4º Qualquer um dos 3 finalistas, com 2 votos (10%)
6º Andrés Iniesta, com nenhum voto.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Antes Do Jogador, O Homem


Wesley Sneijder e Didier Drogba. O que eles têm em comum?

Talvez a resposta automática para essa pergunta seja que tratam-se de excelentes jogadores de futebol. Um, atuando na meiuca e liderando a Internazionale e a seleção holandesa, é forte candidato ao prêmio "Bola de Ouro". O outro, atacante eficiente e voluntarioso, é idolatrado no Chelsea e na Costa do Marfim (também candidato ao prêmio supracitado, embora com menores probabilidades).

Excelentes jogadores, sim, sem dúvidas. Mas não é essa a resposta que estava procurando para a pergunta inicial. Ricos? Também o são, afinal, com o prestígio que obtiveram, puderam acumular fortunas ao longo da bem-sucedida carreira. Mas também não é por aí que procuro aproximar Sneijder de Drogba.

A resposta é mais banal do que parece: tanto Wesley, 26 anos, quanto Didier, 32, são... seres humanos!

A questão ganha relevância quando olhamos para o calendário frenético proposto (leia-se imposto) pela FIFA e observamos que diversos jogadores acabam pagando com a própria saúde pelo desgaste gerado nesse acúmulo de jogos. O holandês e o marfinense que ilustram esse tópico são dois exemplos.

Nessa quarta-feira, Wesley Benjamin Sneijder revelou estar com anemia e solicitou descanso à Internazionale. "Cinco minutos antes do fim do primeiro tempo, comecei a tremer e a sentir dores em todo o corpo. Foi algo que nunca havia sentido antes", afirmou o jogador, referindo-se à partida passada, diante do Brescia, pela 10ª rodada no Campeonato Italiano. E revelou mais:
"Fui para o vestiário e fiquei assustado. Mediram minha pressão e meus batimentos cardíacos. Fui para a Holanda para fazer mais exames. A conclusão é de que estou com anemia e que meu corpo está muito cansado".
Didier Yves Drogba Tébily, que começou no banco de reservas a partida passada pelo Chelsea, diante do Liverpool, foi diagnosticado com malária nessa segunda-feira. O jogador, ou melhor, o ser humano, vinha estando ausente das últimas partidas de sua equipe por estar com febre, mas até então sem saber o que especificamente se tratava. "Quando você não sabe exatamente qual (doença) é e ela não é tratada, ela pode ir e voltar", disse Drogba. E mostrou-se esperançoso em sua recuperação:
"Você tem algumas semanas em que a febre pode ser alta, isso é o que eu tenho, mas agora vai melhorar. Infelizmente só descobrimos agora que era malária, mas já estou com isso há um mês. Agora que sabemos exatamente o que é podemos melhorar".
Fico admirando o fato de o atleta ter jogado mais de 45 minutos no domingo e, no dia seguinte, ter esse diagnóstico. Onde está o bom senso dos indivíduos que permitem que o jogador entre em campo? Aliás, será que o verbo a ser conjugado é "permissão" ou "imposição"? São jogadores de futebol, isso todos sabemos. Mas, antes disso, são também seres humanos. Que Deus abençoe os craques!

Por falar em bênçãos, hoje completa-se um ano desde o desencarne de Robert Enke, ser humano - e goleiro - que cometeu suicídio em 10 de novembro de 2009, aos 32 anos de idade. Nome certo para a Copa 2010 - Enke era rotineiramente convocado por Joachim Löw -, o jogador, que sofria de depressão, atirou-se em frente a um trem em movimento, dando fim à carreira e, o mais dramático, à própria vida. Hoje, Hannover, cidade do clube onde Enke atuou de 2004 até o fatídico 10 de novembro, pretende dar o nome do ex-goleiro para uma de suas ruas. Que Deus cuide dessa alma.
Theo Zwanziger, presidente da Federação Alemã de Futebol, e Joachim Löw, técnico da seleção, foram alguns dos que marcaram presença na cerimônia de um ano após a tragédia envolvendo o ex-goleiro Robert Enke.

domingo, 31 de outubro de 2010

Visitantes Festejam Na 9ª Rodada Italiana

O fator campo passou longe de ser decisivo na maioria das partidas válidas pela nona rodada do Campeonato Italiano 2010-1. Foram 6 vitórias dos visitantes, 2 empates e somente 2 triunfos das equipes que jogaram diante de seus torcedores.

Tudo começou na sexta-feira, quando a Internazionale foi até Gênova e conseguiu uma vitória por 1a0 no estádio Luigi Ferraris. Podemos colocar o resultado na conta do goleiro português Eduardo, que "aceitou" um chute de longa distância dado pelo ganês Sulleyman Ali Muntari. Foi um chute violento, que de alguma forma lembrou o gol de Gana nas quartas-de-final do Mundial 2010 (naquela oportunidade abrindo o placar diante do Uruguai, de Fernando Muslera), mas é a típica bola sob responsabilidade desses sujeitos que levam a ingrata vida de "guarda-redes"...

Com o resultado, a Inter retomou a vice-liderança do Calcio (18 pontos, 4 atrás da Lazio) enquanto o Genoa termina a rodada na 11ª posição, com 11 pontos.
Wesley Sneijder, autor da assistência, comemora com Sulley Ali Muntari o gol da vitória interista, em Gênova.

No sábado, a farra dos visitantes teve seu representante no estádio San Siro, em Milão. Lá rolou o clássico entre Milan e Juventus, onde a Vecchia Signora saboreou uma vitória por 2a1, que a coloca na zona de classificação para a Liga dos Campeões da Europa (em 4º lugar, com 15 pontos). Os milaneses, que vinham de uma vitória no San Paolo diante do Napoli, perderam não somente a partida, como também a vice-liderança, aparecendo em 3º lugar, com 17 pontos.
Alessandro Del Piero conduz a Juventus para o campo de ataque: o camisa 10, autor do 2º gol da equipe visitante, chegou à marca histórica de 179 gols pela Juve na Série A, tornando-se o maior goleador da história juventina na competição.

Hoje, mais quatro equipes triunfaram na condição de visitante.

A Lazio contou com um golaço de André Dias e com grandes defesas de Fernando Muslera para vencer o Palermo por 1a0 e chegar aos 22 pontos ganhos, liderando o torneio. O Palermo fica estacionado nos 11 pontos, aparecendo na 10ª posição.

A Udinese foi ao estádio San Nicola e venceu o Bari por 2a0, contando com os gols de dois jogadores chilenos: no primeiro tempo, Alexis Sánchez abriu o placar para a equipe alvinegra e, na etapa complementar, Mauricio Isla ratificou o triunfo visitante. Desta forma, a Udinese sobe para a 8ª colocação, com 13 pontos conquistados. Pior para o Bari, lanterna com 8 pontos e saldo de -8 gols.

No estádio Mario Rigamonti, o Napoli contou com o talento da dupla Marek Hamsik e Ezequiel Lavezzi para superar o Brescia por 1a0. No lance do gol, o eslovaco fez jogada individual pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro para conclusão do argentino. Os napolitanos vão para o 5º lugar na tabela de classificação, com 15 pontos ganhos, e só não entram na zona da Liga dos Campeões da Europa pois levam desvantagem no saldo de gols em relação à Juventus (8a4). O Brescia aparece em 16º lugar, com 9 pontos ganhos e com apenas um ponto a mais que os 4 últimos colocados (3 deles são despromovidos para a Série B).
Argentino Ezequiel Lavezzi, que jogou bem na derrota para o Milan na rodada passada, comemora o gol da vitória napolitana diante do Brescia.

Por fim, a Sampdoria conquistou três pontos fora de casa ao vencer o Cesena. Foi um resultado alcançado com bastante esforço: o gol da vitória visitante foi marcado nos instantes finais da partida, de autoria de Giampaolo Pazzini. Assim sendo, a Sampdoria vai ao 6º lugar, com 14 pontos, integrando a zona de classificação para a Liga Europa. O Cesena abre a zona de descenso, com 8 pontos e na 18ª posição.

Escaparam da derrota em casa apenas 4 equipes: a Roma e o Cagliari (que venceram por 2a0 Lecce e Bologna, respectivamente) e também o Parma e o Catania, que não saíram do 0a0 com Chievo e Fiorentina, respectivamente. Empate em casa costuma ser lamentado, mas numa rodada como essa, consolo é o que não vai faltar...

sábado, 30 de outubro de 2010

E A Bola De Ouro Vai Para...

Na terça-feira, dia 26, a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) divlugou a lista com os 23 nomes de candidatos ao prêmio Bola de Ouro, dado àquele que é considerado o melhor jogador do mundo na temporada. O prêmio foi criado pela revista francesa "France Football" e é conhecido mundialmente como "Futebolista Europeu do Ano".

Na lista constam somente jogadores que atuam no continente europeu, abrangendo nacionalidades européias, sul-americanas e africanas. Confira a relação.
7 espanhóis: Andrés Iniesta, Carles Puyol, David Villa, Francesc Fàbregas, Iker Casillas, Xabi Alonso e Xavi Hernández;
5 alemães: Bastian Schweinsteiger, Mesut Özil, Miroslav Klose (polonês de nascença), Philipp Lahm e Thomas Müller;
3 brasileiros: Daniel Alves, Júlio César e Maicon;
2 holandeses: Arjen Robben e Wesley Sneijder;
1 argentino: Lionel Messi;
1 camaronês: Samuel Eto'o;
1 ganense: Asamoah Gyan;
1 marfinense: Didier Drogba;
1 português: Cristiano Ronaldo;
1 uruguaio: Diego Forlán.
Favoritos

Considero que há cinco jogadores que merecem destaque na corrida pelo prêmio: os espanhóis Andrés Iniesta e Xavi Hernández, o holandês Wesley Sneijder, o argentino Lionel Messi e o uruguaio Diego Forlán.

Iniesta teve alguns problemas com lesões, inclusive durante a realização da Copa do Mundo 2010. Porém, quando prestou serviço ao Barcelona e à seleção espanhola, Iniesta foi de fundamental importância para o time e para a seleção. Foi o autor do último gol do Mundial, que deu a vitória por 1a0 da Espanha sobre a Holanda, no segundo tempo da prorrogação, garantindo um título inédito para o país.

Xavi é o ponto de equilíbrio no Barça de Guardiola e na Espanha de Del Bosque. Impressiona como o meio-campista consegue manter a regularidade ao longo de toda a temporada, exibindo um futebol de alto nível em todos os torneios que disputa. Badalação e produtividade são duas grandezas inversamente proporcionais quando estamos falando desse grande jogador.

Sneijder teve uma temporada praticamente perfeita. Foi o maestro interista na conquista da inédita Tríplice Coroa, conduzindo os "nerazzurri" aos três canecos possíveis na temporada 2009-10. Como se não bastasse, se destacou na bela campanha holandesa no Mundial: fez gols, deu assistências, foi combativo quando a Holanda não tinha a posse de bola. O quarto título do ano não veio, mas o camisa 10 foi figura marcante para a conquista do vice-campeonato.

Messi, mais uma vez, jogou muita bola. A Argentina acabou caindo nas quartas-de-final do Mundial e o jogador não marcou gol no torneio. Porém, quem acompanhou as partidas da seleção argentina certamente gostou do desempenho do atleta, que conduzia a equipe ao ataque esbanjando um talento incontestável. Pelo Barça, Messi só faltou fazer chover nas quartas-de-final diante do Arsenal quando, no Camp Nou, marcou 4 gols e foi chamado pelo técnico Arsène Wenger de "jogador de PlayStation".

Forlán foi absolutamente decisivo na triunfante campanha do Atlético de Madrid na Liga Europa. Quer ver? Jogo de ida na semifinal com o Liverpool: 1a0 Atlético, gol dele. Jogo de volta na semifinal com o Liverpool: 2a1 para os ingleses, sendo que o gol da classificação espanhola foi marcado na prorrogação, por ele novamente. Na final, diante do Fulham, o placar foi de 2a1 para o Atlético. E quem marcou ambos os gols da equipe? Pois é... Na Copa, o Uruguai foi a grande surpresa. Méritos para o treinador Oscar Tabárez que, entre outras coisas, encontrou um meia-de-ligação quase inusitado na delegação: o atacante Diego Forlán! Depois de desandar a fazer gols pelo clube campeão, o jogador desempenhou a função de articulador de jogadas na Celeste com grande competência, marcando gols decisivos e dando passes precisos. Inclusive, foi escolhido por esse blógui como jogador-destaque no Mundial.

Villa, Schweinsteiger e Müller também fizeram uma grande Copa. David Villa marcou gols importantes - alguns deles belíssimos; Schweinsteiger foi um jogador que parecia ocupar vários espaços ao mesmo tempo, implacável na marcação e avassalador quando com a bola nos pés; Müller exibia um futebol de uma elegância impressionante, em alguns momentos fazendo lembrar Zinedine Zidane (a Alemanha sentiu sua falta quando cumpriu suspensão na semifinal, diante da Espanha). Porém, mesmo assim, considero que aqueles outros cinco nomes fazem mais por merecer o prêmio. Resta aguardar: a cerimônia está marcada para 10 de janeiro de 2011.

E você, tem algum palpite ou alguma preferência?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Equipe E Jogada Da Semana

Dois jogos regionais. O primeiro, em Prudente: vitória por 3a2. O segundo, o clássico "SanSão", no Morumbi: vitória por 4a3. Duas vitórias que fazem o São Paulo Futebol Clube recolocar o tema "Libertadores da América" na pauta de discussão. Com 44 pontos ganhos, o Tricolor Paulista aparece em 9º lugar, a 2 pontos do 6º colocado Atlético Paranaense (atual último da zona de classificação para a competição continental 2011). Alimentando as expectativas, a CONMEBOL divulgou hoje que o G3 retornou à condição de G4 (embora um eventual título brasileiro na Copa Sul-Americana retire a 4ª vaga do Campeonato Brasileiro).

Regulamentos à parte, o SPFC tem boas chances de engrenar e subir posições. O trabalho de Paulo César Carpeggiani começa de forma positiva, resta saber se os resultados seguirão aparecendo. E as duas próximas rodadas podem ter caráter decisivo: primeiro, o Ceará no Castelão; na seqüência, o típico "jogo de seis pontos", dentro de casa com o Atlético Paranaense, time que Carpeggiani conhece bem. Outrora carta fora do baralho, será que hoje alguém descarta o São Paulo de uma vaga na Libertadores?

Jogada da semana

Holanda e Suécia duelaram na Arena de Amsterdã pelas Eliminatórias para a Euro-2012. Uma partida que não assisti - adoraria tê-la visto ao vivo, na íntegra - mas pude me encantar pelo simples fato de assistir aos gols do jogo. Que belas jogadas! Que envolvente a seleção comandada por Bert van Marwijk!

Logo aos 3 minutos, uma troca de passes rasteiros colocou Klaas-Jan Huntelaar em condições de abrir a contagem - e o camisa 9 não desperdiçou. O 2º gol do jogo aconteceu aos 36 minutos e nasceu após erro da equipe sueca: Wesley Sneijder recuperou a posse de bola e deu passe preciso, cabendo a Ibrahim Afellay finalizar para ampliar a vantagem.

Na segunda etapa, aconteceu a jogada que achei mais interessante: Afellay encarou a marcação adversária pelo lado esquerdo exibindo grande intimidade com a bola. Depois, o camisa 11 cruzou na medida para Huntelaar fazer 3a0, aos 9 minutos. 4 minutos depois, viria o 4º: em contra-ataque inapelável, Sneijder passou para Huntelaar, que colocou na área para Afellay dominar e chutar para estufar a rede sueca. Na marca de 23 minutos, a Suécia descontou com outro belo gol: o zagueiro Granqvist pegou de primeira após bonito giro, em feito raro para atacantes, que o diga para defensores.

Veja os gols do jogo e faça sua escolha. A concorrência é forte.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Inter Goleia Com Show De Sneijder E Eto'o

A Internazionale recebeu o Werder Bremen em San Siro e, contando com atuações do mais alto nível de Wesley Sneijder e Samuel Eto'o, aplicou um 4a0 pra cima do adversário. O atual campeão europeu salta para a liderança da chave, seguido pelo Tottenham (que, com o 4a1 pra cima do Twente, também chegou aos 4 pontos mas tem ligeira desvantagem no saldo de gols), que será justamente seu próximo adversário. A situação do clube alemão já pode ser considerada delicada. E nem digo pela pontuação (1 em 2 jogos, assim como a equipe holandesa) mas sobretudo pela forma como atuou na quarta-feira, pouco oferecendo perigo ao sistema defensivo interista.

O jogo

Demorou 20 minutos para brilhar a estrela de Eto'o: o camaronês estava no lugar certo para recolher um desarme parcial em Sneijder e dar um toque sutil por baixo do goleiro Wiese. 5 minutos depois, Eto'o recebeu passe com o selo de qualidade Sneijder e finalizou novamente por baixo de Wiese, dessa vez com um chute forte. A superioridade da Inter era convertida em gols com relativa tranqüilidade: aos 36', Eto'o retribuiu um dos presentes de Sneijder e serviu o holandês, que chutou bonito para superar o goleiro alemão.

Para a segunda etapa, os interistas diminuíram o ritmo, mas em nenhum momento tiveram a vitória ameaçada. Os brasileiros Júlio César e Lúcio saíram de campo poupados (Castellazzi entrou no intervalo enquanto o interessante lateral esquerdo Santon foi pro jogo com o segundo tempo em andamento). Houve ainda o 4º e último gol: Sneijder passou açucarado para Eto'o driblar o goleiro Wiese e chegar ao "hat-trick".

Sem Pandev e Milito, o brasileiro Philippe Coutinho atuou na condição de titular, alternando momentos positivos com sumiços da partida. Foi provavelmente o desempenho mais convincente dos comandados de Rafael Benítez na presente temporada, tudo isso sob a batuta de um holandês cerebral e de um camaronês que tem cheiro de gol.

Outros resultados

Grupo A: Tottenham 4a1 Twente;
Grupo B: Schalke 04 2a0 Benfica; Hapoel Tel-Aviv 1a3 Lyon;
Grupo C: Valência 0a1 Manchester United; Rangers 1a0 Bursaspor;
Grupo D: Rubin Kazan 1a1 Barcelona; Panathinaikos 0a2 Copenhagen.

terça-feira, 6 de julho de 2010

100% Holanda

Ditando o ritmo da partida, mostrando a grande força ofensiva no seu elenco e contando com a primeira boa atuação de Robin van Persie na Copa 2010, a Holanda mantém os 100% de aproveitamento, chega à sua 3ª final de Mundial e fica a um passo do inédito título.

Os uruguaios reagiram bravamente à série de desfalques (os machucados Diego Lugano e Nicolás Lodeiro, além dos suspensos Jorge Fucile e Luis Suárez) e conseguiram proporcionar um final de jogo eletrizante, partindo para o abafa nos últimos minutos de uma partida que aparentemente caiu nos gostos do senhor Ravshan Irmatov: o árbitro prometera 3 minutos de acréscimo mas não se incomodou em levar o jogo para bem além dos 49'.

Chutes de longe para mexer no placar na primeira etapa

Aos 3 minutos, Arjen Robben já resolveu variar seu característico drible para o lado esquerdo e se livrou da marcação individual com um drible para a direita: o cruzamento com a perna destra foi bloqueado, Wesley Sneijder pegou a sobra, cruzou, Fernando Muslera socou e, na nova sobra, Dirk Kuyt chutou por cima do travessão.

Com 5 minutos, Álvaro Pereira arriscou de longe - pouco a frente da linha que divide o campo - tentando encobrir um supostamente adiantado Maarten Stekelenburg e mandou por cima do gol.

Na marca de 9 minutos, Kuyt cruza da esquerda, Robben cabeceia, a bola bate em Diego Godín (que era dúvida para o jogo), sobe alto e Muslera toma conta.

Aos 12 minutos, José Martín Cáceres afasta mal, Sneijder recolhe, dribla e chuta - a bola passa por Walter Gargano mas acaba batendo em van Persie e não chega ao gol.

Variando a dinâmica do jogo, Kuyt e Robben inverteram posições nos flancos do campo e seguiam dando trabalho para o sistema defensivo adversário. Mas o primeiro gol holandês não saiu em jogada pelas pontas. Aos 17', Demy De Zeeuw rolou para Giovanni van Bronckhorst na esquerda e o lateral tratou de ajeitar para chutar ao gol. E que chute maravilhoso! A bola percorreu uma distância de 37 metros, chegando a uma velocidade de 109 quilômetros por hora no ângulo esquerdo de Muslera, que saltou e esticou-se o máximo que podia para tentar evitar o golaço. A bola ainda beijou a trave antes de adormecer na rede.

Muslera até tenta evitar, mas a Jabulani fez uma das suas mais belas viagens no estádio Green Point, após lindo chute de Giovanni van Bronckhorst.

Com 20 minutos, Maximiliano Pereira recebe cartão amarelo por abraçar e dar rasteira em Robben, próximo da linha lateral.

A Holanda detinha 63% do tempo da posse de bola e, com a vantagem de 1a0, diminuiu a intensidade de seu jogo.

Aos 26', José Cáceres levou a perna ao 3º andar na disputa de bola com De Zeeuw e acabou atingindo o holandês no rosto. Houve uma pequena confusão e Irmatov deu cartões amarelos para Cáceres e também para Sneijder, que foi tirar satisfação com o uruguaio.

Na marca de 30 minutos, van Persie carrega e enfia para Robben, que tenta o drible mas Cáceres faz o corte providencial. 5 minutos depois, Álvaro Pereira recebe de Edison Cavani, chuta de fora e Stekelenburg encaixa. Com 37', Maxi Pereira cruza da esquerda e Diego Forlán cabeceia para fora, à direita. Aos 39 minutos, a Holanda chegou ao ataque através de Kuyt, que recebeu na esquerda, trouxe pro centro, chutou no canto direito mas parou em defesa de Muslera.

Até dava pinta de que o placar se manteria até o intervalo. Mas, aos 40 minutos, Diego Forlán recebeu uma bola no comando de ataque, levou para a perna esquerda e decidiu chutar: John Heitinga, que acompanhava de perto, abaixou a cabeça e a Jabulani passou fazendo uma curva contrária ao movimento inicial, entrando no meio do gol, próximo ao travessão e surpreendendo Stekelenburg, que resvalou a mão esquerda na bola mas não pôde evitar que ela entrasse.

E ambas as equipes demonstraram-se interessadas em rumar para os vestiários com vantagem no placar. Aos 43', Forlán cobrou falta pela direita, a 32 metros da linha final, e Stekelenburg foi até o canto esquerdo para encaixar. Com 46 minutos, Sneijder lançou Kuyt na direita e o camisa 7 mandou de peixinho à esquerda do gol. Na marca de 47', Ravshan Irmatov não quis nem saber se Robben ficava no mano-a-mano com a marcação uruguaia ao receber lançamento na direita de ataque holandês e apitou para terminar a etapa inicial.

Ousadia de Bert van Marwijk é premiada com bom futebol, gols e classificação

A Holanda voltava do intervalo com uma cara nova: Rafael Ferdinand van der Vaart. Se alguém pensou que o técnico Bert van Marwijk iria tirar alguém da linha de ataque, enganou-se: quem saía era o volante De Zeeuw, e a Holanda passava a jogar com 2 meias-armadores imediatamente atrás da linha de 3 atacantes.

Com 50 segundos, Kuyt recebe na esquerda e estica para van Bronckhorst que, em posição de impedimento, cruza uma bola que atravessa toda a pequena área.

Na marca de 5 minutos, Khalid Boulahrouz recua na fogueira, Stekelenburg sai para dividir com Cavani e o uruguaio é derrubado por Boulahrouz - o Uruguai dá seqüência ao lance com um chute de fora da área para aproveitar a saída do goleiro, mas van Bronckhorst trata de afastar.

Os uruguaios passavam a chegar mais vezes ao campo de ataque, colocando em dúvida a eficiência do sistema ultra-ofensivo holandês. Mas a verdade é que a meta holandesa estava bem protegida, sendo raramente de fato assustada. E, aos poucos, as jogadas características da escola holandesa começariam a aparecer.

Aos 21', em cobrança de falta, Forlán chuta e Stekelenburg salta bem para espalmar no canto direito. No minuto seguinte, grande resposta holandesa. Van Persie consegue belo domínio após lançamento, faz o giro para escapar da defesa uruguaia ao seu encalço e rola atrás para Rafael van der Vaart, que chuta cruzado para defesa de Muslera. Robben chega no rebote chutando de primeira, mas o pé direito do canhotinho manda a bola para fora.

Com 23 minutos, Robben tenta passar por Cáceres em velocidade, mas o uruguaio consegue manter-se inteiro no lance para realizar o desarme.

Não tinha jeito: o(s) gol(s) da Holanda estava(m) guardado(s), e quando a fruta está madura ela cai do pé.

Na marca de 24 minutos, Sneijder tem a bola na entrada da área, chuta e o desvio na marcação uruguaia leva a redonda para o canto esquerdo - van Persie, em posição de impedimento, recolhe o pé e vê a bola seguir sua trajetória, tocando na trave esquerda antes de ir para o gol. É possível interpretar que o movimento de van Persie tenha caracterizado participação no lance, mas a jogada foi validada.

Sneijder na finalização que recolocou a Holanda na frente no placar.

3 minutos depois, Kuyt recebe na esquerda e pega bonito na bola, fazendo um cruzamento-lançamento-passe que vai ao encontro de Robben: o camisa 11 cabeceia preciso no canto direito, sem qualquer chance para Muslera, em novo gol onde a bola toca caprichosamente na trave antes de entrar.

Após bela assistência de Kuyt, Robben usa a cabeça para ampliar a vantagem.

Oscar Tabárez resolve substituir pela primeira vez e troca Álvaro Pereira por Sebastián "El Loco" Abreu, aos 32'. No mesmo minuto, Boulahrouz entra de carrinho para pegar a bola em dividida com Cáceres e, por medida de segurança, é punido com o cartão amarelo.

6 minutos após a primeira troca, nova mexida promovida por Tabárez: sai Forlán e entra Sebastián Fernández. No minuto seguinte, Boulahrouz quase apronta de novo, mas o perigoso recuo de cabeça que por pouco não foi interceptado por Fernández acaba sendo seguro por Stekelenburg.

Aos 40 minutos, van Persie recebe enfiada de bola e passa magistralmente - sem sequer olhar - para Robben, que avança, fica cara-a-cara com Muslera, mas a cavadinha sai fraca e o goleiro consegue a defesa.

Com 42 minutos, Robben dá passe para o centro na direção de van der Vaart, que chuta e Muslera segura. No minuto seguinte, Loco Abreu coloca na área com um suave cruzamento e Stekelenburg faz linda defesa, apesar do impedimento já ter sido apontado.

Na marca de 44 minutos, a 2ª substituição holandesa: Robben por Eljero Elia.

Aos 46', falta cometida por Mark van Bommel em Diego Pérez. Talvez todos os jogadores posicionados na barreira e na grande área esperassem um levantamento, mas Walter Gargano fez melhor e rolou de lado para Maxi Pereira: o camisa 16 recebeu e bateu firme, cruzado, fazendo o segundo gol uruguaio.

Eram prometidos 3 minutos como acréscimo, mas já depois dos 48', van Bommel recebeu amarelo por pedir o apito final. As dezenas de segundos além da conta serviram para ver como a Holanda se comportaria ao abafa uruguaio, e eles reagiram muito satisfatoriamente, conservando o resultado e avançando para o tão aguardado primeiro título mundial. Detalhe: com 100% de aproveitamento.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais Madura E Equilibrada, Laranja Despacha Time Do Dunga

Hoje, em Port Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay, os comandados de Bert van Marwijk fizeram um grande favor ao futebol mundial: a vitória holandesa por 2a1, de virada, colocou fim à "Era Dunga", um período onde a tradicional capacidade criativa do futebol brasileiro foi deteriorada para a promoção de um foco no combate.

A Holanda avança para as semifinais da Copa do Mundo 2010 e fica muito próxima de sua 3ª final, seguindo firme e forte na busca pelo inédito título mundial. O Brasil já pode pensar em 2014, quando sediará a competição. E é bom que pense com carinho, respeitando as tradições de uma nação pentacampeã, recheada de talentos que foram deixados fora da lista de convocados e que podem, perfeitamente, buscar o hexa diante de seus torcedores.

Esbravejando descabidamente e participando ativamente, Robinho traduz a atuação brasileira na primeira etapa

Com 54 segundos de jogo, Dirk Kuyt enfia para Robin van Persie, Juan joga o corpo sobre o holandês e o árbitro japonês Yuichi Nishimura manda seguir.

Aos 2 minutos, Daniel Alves dá entrada em Arjen Robben e Robinho se sente no direito de esbravejar com Mark van Bommel, xingando-o e dando amostras de um nervosismo descabido, que não foi coibido pela arbitragem. Logo no minuto seguinte, Felipe Melo derrubou van Bommel, que, embora atingido, valorizou a queda.

De Jong tenta acalmar um exaltado Robinho diante de um equilibrado van Bommel.

Na marca de 7 minutos, Daniel Alves recebe de Luís Fabiano em posição de impedimento e toca para Robinho mandar para as redes, mas a jogada foi corretamente invalidada.

2 minutos depois, Felipe Melo, da linha do meio-campo, dá grande enfiada de bola no espaço vazio entre os defensores John Heitinga e Andre Ooijer, Robinho se desloca para emendar dando um tapa de primeira e mandar pra rede, abrindo o placar em bonito lance. Gregory van der Wiel apontou para Robben acompanhar Robinho, quando o próprio lateral poderia ter feito isso.

A Holanda mandou uma resposta no minuto seguinte: Kuyt recebe na esquerda, chuta no canto e Júlio César espalma.

Com 13 minutos, Heitinga calça Luís Fabiano sem bola, a 39 metros do gol: na cobrança, Daniel Alves chuta direto, à direita.

Aos 15 minutos, Kuyt rouba de Lúcio, alça na área e a defesa brasileira afasta. Na seqüência, Robben é calçado por Michel Bastos em novo lance anti-jogo que mais uma vez fica sem cartão.

Nem com o Brasil na frente no placar Robinho se mostrava menos nervoso: aos 17 minutos, esbravejou com o árbitro em lance que sequer cabia argumentar contra a decisão de Nishimura. O mais estranho é ver que o japonês não repreendia o camisa 11 pela indisciplina explícita.

Na marca de 23 minutos, Michel Bastos voltou a parar Robben faltosamente. Nishimura apitou, mas insistiu em manter o cartão amarelo guardado no bolso. No minuto posterior, Nigel De Jong cortou lance de Kaká no lado direito da área - escanteio. Ainda aos 24', Daniel Alves cruza baixo do lado direito e Juan escora por cima do travessão.

Com 28 minutos, Daniel Alves cobra falta pela direita e Luís Fabiano cabeceia por cima. No minuto seguinte, Wesley Sneijder lança van Persie, que toca atrás para Robben mas o camisa 11 tem o chute bloqueado pela defesa brasileira. Aos 30', Robinho faz bela jogada pelo flanco esquerdo ao passar por De Jong e van der Wiel, passa para Luís Fabiano, que toca de calcanhar para Kaká: o camisa 10 chuta consciente e vê Maarten Stekelenburg fazer linda defesa, tapeando a bola para escanteio. Na marca de 31', Daniel Alves tentava de fora da área com chute rasteiro, novamente defendido por Stekelenburg.

Stekelenburg salta para fazer linda defesa após chute colocado de Kaká

Aos 35 minutos, Sneijder cobra falta da intermediária mandando um chute forte à meia-altura direto pro gol, mas Júlio César encaixa.

Demorou 36 minutos mas o cartão para Michel Bastos finalmente saiu: o lateral precisou dar uma joelhada nas nádegas de Robben para ser amarelado por Nishimura. 2 minutos depois, Maicon empurra Kuyt para fora do gramado e Nishimura flagra a falta - seguindo o (mau) exemplo de Robinho, o lateral esbraveja com o juíz, que tolera a conduta desequilibrada do brasileiro. Aos 39', Luís Fabiano sobe com van Bommel em disputa de bola e na queda estica o pé direito para tentar atingir o holandês. Não combina com o futebol brasileiro esse tipo de coisa.

Aos 45', Daniel Alves abre na direita com Maicon, que chuta firme para grande defesa de Stekelenburg. Dessa vez Maicon reclamou com razão, pois foi marcado tiro-de-meta em vez de escanteio.

Holanda cresce e Brasil sente: está desenhado o destino das seleções

Com 1 minuto, van der Wiel passa por Felipe Melo e salta para o gramado: Nishimura marca falta por simulação e dá cartão amarelo para o camisa 2, que cumprirá suspensão.

Aos 4 minutos, van Persie recebe na direita e centraliza com Sneijder: o camisa 10 levanta a bola e chuta à esquerda do gol. Na marca de 6 minutos, Robben corta Bastos com um drible e o brasileiro entra de carrinho quando a bola já tinha passado: lance sob medida para uma expulsão ou pelo menos cartão amarelo, mas Nishimura deu apenas a infração.

Na marca de 8 minutos, o gol de empate: Robben rola atrás para Sneijder, que levanta a bola para a área. Ooijer salta e não alcança, Júlio César e Felipe Melo sobem para a disputa, a bola bate no camisa 5 e segue seu rumo para a rede.

Com 14 minutos, uma jogada de efeito com o carimbo de quem entende: Robben recebeu e entortou o marcador com um toque sutil. Segue o jogo. No minuto seguinte, Daniel Alves recebe e chuta cruzado, à direita.

Provavelmente estimando que a expulsão seria questão de tempo, Dunga troca Bastos por Gilberto aos 16 minutos. No minuto posterior, Sneijder tenta toque pelo alto e a bola bate na mão de Lúcio, dentro da área. Segue o jogo. Aos 18', De Jong agarra Luís Fabiano em velocidade e é o segundo holandês a ter de cumprir suspensão pelo acúmulo de dois cartões amarelos.

Aos 20 minutos, grande chance para o Brasil desempatar: Kaká recebe a bola após passe de Maicon que conta com desvio de Ooijer e chuta buscando o ângulo, mas a Jabulani passa à esquerda da trave. No mesmo minuto, van Persie é acionado por Sneijder, entra na área pelo lado direito e Juan corta para escanteio dando carrinho.

E nasceu numa cobrança de escanteio o gol da virada holandesa. Na marca de 22 minutos, Robben cobra pelo lado direito, Kuyt desvia no primeiro pau e Sneijder completa para dentro. Na comemoração, tapas na testa que direcionou a redonda para a rede.

Na marca de 25 minutos, De Jong é obstruído por Daniel Alves com falta. A Holanda levaria vantagem no lance, mas Nishimura parou para indicar a infração e nem puniu o brasileiro. No minuto seguinte, Kaká, marcado por Ooijer, não alcança a bola e se joga dentro da área: Nishimura não vai na dele e manda o jogo seguir.

Com 27 minutos, Felipe Melo derruba Robben e, com o holandês caído no gramado, dá um pisão na coxa esquerda do camisa 11. Papelão coroado com expulsão.

Covardia e total descontrole emocional num único ato: felizmente, Robben seguiu jogando e Felipe Melo não.

2 minutos depois, como se não bastasse o lance anterior, Daniel Alves derruba Robben após ser driblado pela fera e Robinho resolve intimidar o jogador agredido. Comportamento de timinho em plena quartas-de-final de Copa do Mundo.

Aos 30', Ooijer acerta Kaká e Nishimura assusta ao carregar o cartão vermelho na mão: alarme falso e apenas amarelo para o zagueiro, que quase não levou um revide do brasileiro.

Na marca de 31 minutos, precisando correr atrás do prejuízo, Dunga promove uma substituição. Sai um atacante e entra outro: Luís Fabiano por Nilmar.

Com 33 minutos, contra-ataque para a Holanda: Sneijder recebe, avança, corta a marcação mas não consegue o chute, van Bommel enfia para Kuyt e Júlio César consegue chegar antes para recolher. No minuto seguinte, van Persie cobra falta pela direita e isola.

O jogo acelerava. Aos 35', Maicon cobra escanteio pela direita, van Persie afasta parcialmente, Lúcio pega a sobra de primeira e a bola sai à direita para novo escanteio. Na cobrança fechada vinda do lado esquerdo, ninguém completa, Stekelenburg dá um tapinha, van Persie recolhe a cabeça e Kuyt mergulha para ceder mais um escanteio. Na nova cobrança, dessa vez pelo lado direito, Stekelenburg recolheu após cabeceio de Gilberto Silva.

Na marca de 38', Sneijder passa para van Persie, recebe de volta, chuta e Júlio César defende. Reposta no mesmo minuto: Kaká avança pelo lado esquerdo, prepara o chute e Ooijer corta pela linha-de-fundo.

Com 40 minutos, primeira substituição promovida por Bert van Marwijk. Fechar o time? Que nada! Atacante por atacante: sai van Persie e entra Klaas-Jan Huntelaar.

No minuto seguinte, Kuyt arranca centralizado fazendo fila e é desarmado por Juan, o último homem antes que o camisa 7 ficasse cara-a-cara com o goleiro.

Aos 43 minutos, Lúcio arranca ao seu estilo, carrega a bola até passar para Nilmar e não recebe de volta pois sofre falta de van Bommel. Na cobrança, Daniel Alves fica na barreira.

Na marca de 44 minutos, Júlio sai da área com a bola dominada e entrega para Kuyt, mas a seleção holandesa não consegue uma finalização.

A última chance de gol veio aos 47 minutos. De empate? Que nada! Seria o 3º holandês, mas Dani Alves conseguiu desarme na última hora. Por falar em hora, a de Dunga chegou. Nas palavras do treinador, "o resgate da autoestima do jogador da seleção" foi o maior feito do ciclo de 4 anos.

Avante Holanda e toda sua aptidão ofensiva!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E Agora, Zlatan Ibrahimovic?

Após o término da temporada passada, uma das negociações mais bombásticas no futebol internacional se deu justamente entre Barcelona e Internazionale, equipes que mediram força na semifinal da atual edição da Liga dos Campeões da Europa. Claro, houve também as compras do Real Madrid, que tiraram Kaká do Milan e Cristiano Ronaldo do Manchester United, em duas transações caríssimas (65 milhões e 93 milhões de euros, respectivamente).


Cristiano Ronaldo e Kaká causaram polêmica devido aos valores astronômicos de suas contratações.

Caríssimas a ponto de o clube precisar abrir mão de jogadores como Arjen Robben (25 milhões de euros) e Wesley Sneijder (valores não revelados, mas em torno de 18 milhões de euros), a fim de atenuar o rombo orçamentário dos custos dos 2 badalados atletas que acabavam de chegar ao Santiago Bernabéu. Santiago Bernabéu, estádio do Real, palco da final da Liga dos Campeões que não contará com a presença do time local mas verá Robben e Sneijder desfilando seus talentos pelo tapete verde: são eles os camisas 10 dos finalistas Bayern de Munique e Inter de Milão, respectivamente. No futebol, o destino é muitas vezes irônico.

Robben e Sneijder: sub-aproveitados em Madrid, holandeses conduziram seus times à finalíssima, que será realizada no estádio do Real.

Veja você, abri o tópico para falar de Zlatan Ibrahimovic e sua ida para o Camp Nou, mas logo ficamos submersos na falta de visão do senhor Florentino Pérez que, no desejo de formar uma nova equipe de galácticos, abriu mão de duas peças importantíssimas e figuras de destaque nesse ano de 2010. Sneijder, inclusive, declarou em setembro "ter sido tratado como moleque" no Real. Mas vamos ao "caso Ibra".

O Barcelona, para contar com o atacante sueco, cedeu à Internazionale o camaronês Samuel Eto'o, ofereceu o meia bielo-russo Aliaksandr Hleb por empréstimo e ainda pagou a bagatela de 45 milhões de euros. De repente você poderia imaginar: "hum... isso provavelmente se deu pois o momento de Ibrahimovic era melhor que o de Eto'o na época da transferência". Nem era o caso: Eto'o foi vice-artilheiro no Campeonato Espanhol, com 30 gols anotados em 36 jogos (média de 0,83 gol/jogo) enquanto Ibrahimovic havia sido artilheiro no Campeonato Italiano, tendo marcado 25 vezes em 35 partidas (0,71 gol por jogo). Na Liga dos Campeões, vantagem de quem? Do camaronês: 4 gols em 12 partidas disputadas (o 4º deles na final da competição, diante do Manchester United). Ibra marcou uma única vez nas oito partidas que disputou.


Eto'o e Ibrahimovic trocaram de casa: camaronês, novamente, marcará presença na final da UCL.

Zlatan Ibrahimovic, badalado centroavante, disse em 2009 querer sair da Internazionale e ir para o futebol espanhol (sua primeira opção era o próprio Barcelona) por se declarar cansado de não conseguir títulos europeus na equipe. É bem verdade que a Inter tem uma final para jogar e terá de superar o Bayern para se sagrar campeã européia. Porém, no encontro entre Barcelona e Internazionale, no Camp Nou (onde Ibra atuou como titular até ser substituído aos 23' da segunda etapa), o sueco foi presa fácil para o sistema defensivo do adversário - seu ex-time. Por outro lado, Sammy Eto'o vai para sua segunda final de Liga dos Campeões em dois anos.

José Mourinho deu a seguinte declaração ao jornal espanhol "Marca", na época da negocição envolvendo os dois atletas e a quantia exorbitante: "Só um técnico estúpido ficaria feliz de perder Ibrahimovic. Mas só um treinador mais estúpido não ficaria feliz em poder contar com Eto'o. Pensei que só o Real Madrid poderia fazer um negócio deste tipo, porque, para mim, foi uma transação de 100 milhões de euros (cerca de R$ 270 milhões), porque o Eto'o não vale menos que o Ibrahimovic".

Muito antes disso, quando Ibra ainda vestia a camisa do Ajax, Johan Cruyff, presidente de honra do Barcelona, foi duro nas suas ponderações quanto ao futebol do sueco: “tem uma boa técnica para um jogador ruim, mas uma técnica ruim para um bom jogador”.

Embora não seja uma tarefa das mais fáceis lembrar de grandes atuações de Ibrahimovic com a camisa da Suécia - foi mal na Copa 2006 e na Euro 2008 -, não acho razoável dizer que seja um jogador ruim. Tem talento, consegue uma ou outra boa jogada, etc e tal. Mas, convenhamos, está muito longe de valer o que custou ao clube catalão. Parece que os 2 gigantes do futebol espanhol não foram muito felizes nas negociações que fizeram na última inter-temporada. Mas tudo bem, têm dois grandes elencos, grande poder de faturamento e estão aí disputando, pelo menos, o título na liga nacional. Porém, é prudente olhar para esse tipo de coisa e ter mais cautela quando grandes estrelas estiverem dando sopa no mercado da bola. Às vezes, a "solução dos nossos problemas" está mais perto do que imaginamos.

P.S.: para brindar essa postagem, recomendo o acesso ao vídeo "Malandro é apelido", de José Inácio Werneck. Golaço do comentarista da ESPN Brasil.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Robben, Novamente, Representa

O Bayern de Munique se despediu do estádio Allianz Arena na atual edição da Liga dos Campeões da Europa - jogará a partida de volta no estádio Gerland e, caso avance para a final, jogará no estádio Santiago Bernabéu - com uma vitória por 1a0.

A equipe fez-se valer do fator campo e se impôs diante do Lyon, criando 3 boas chances no primeiro tempo. Porém, todas as finalizações foram para fora. No 36º minuto o Bayern viu-se eu maus lençóis: Franck Ribéry entrou deslealmente em Lisandro López e foi expulso de campo pelo árbitro Roberto Rossetti.


Momento da entrada dura de Ribèry em López: jogador francês foi expulso pela jogada.

A partir daí o Lyon saiu um pouco mais para o jogo, obrigando o goleiro Häns-Jorg Butt a trabalhar, como na bela defesa que fez em chute de longa distância do sueco Kim Källström. No intervalo, Louis Van Gaal resolveu reforçar o meio-campo, trocando o atacante Ivica Olic por Anatoliy Tymoshchuk, adiantando Bastian Schweinsteiger para encostar em Thomas Müller.

Mas a desvantagem numérica não durou muito tempo: Jérémy Toulalan recebeu dois amarelos num intervalo de 5 minutos, e aos 7 da segunda etapa já estava rumando para o vestiário. De imediato, o treinador francês Claude Puel trocou Miralem Pjanic por Jean Makoun, colocando o camaronês para formar dupla de zaga com o brasileiro Cris. Van Gaal, por sua vez, trocou Daniel Pranjic por Mario Gómez, reforçando o ataque.

E a pressão do Bayern, conduzida basicamente pelos avanços de Philipp Lahm pela direita e pelos deslocamentos de Arjen Robben por todos os cantos do campo, foi coroada: o camisa 10 holandês pediu a bola na intermediária, tirou um adversário da jogada e chutou de fora da área. No meio do caminho, a redonda desviou no couro cabeludo de Müller para vencer o goleiro Hugo Lloris e tirar um zero do placar, aos 68'.


Robben comemorando gol: cena comum.

Mais tarde, Robben acertou outro bom chute que, sem desvios no meio do percurso, acabou sendo defendido pelo camisa 1 do Lyon. Aos 84', Van Gaal cometeu um atentado contra o futebol e contra sua equipe num único ato: tirou Robben para colocar Hamit Altintop. Nem Robben nem ninguém - talvez nem o próprio treinador - entenderam a lógica da substituição. Não por acaso, a melhor chance nos instantes finais da partida foi do Lyon, mas ninguém completou cruzamento que passou por toda a extensão da área da equipe do Bayern. Ao Lyon ficou a missão de vencer por mais que um gol de diferença, dentro de casa, para marcar presença no que seria uma inédita final de Liga dos Campeões.

Internazionale consegue importante resultado.


Sneijder marcou o gol de empate e deu o passe para o 3º gol, marcado por Milito.

Ontem, a Internazionale recebeu o Barcelona no estádio Giuseppe Meazza e conseguiu o que ninguém mais fez desde que Josep Guardiola tornou-se técnico da equipe catalã: vencer o Barça por 2 gols de diferença. A boa marcação em Messi e Xavi aliada aos contra-ataques velozes foram determinantes para a vitória interista. Porém, não devemos omitir que o 3º e último gol da equipe da casa foi irregular, pois Diego Milito estava em posição de impedimento.

Quarta-feira que vem, a disputa será no Camp Nou. Seriam os comandados de José Mourinho capazes de anular o poder-de-fogo da melhor equipe do mundo por duas vezes seguidas? Aguardemos. O encontro promete.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lionel Messi Faz A Diferença E Barcelona Sobra No Camp Nou

Com uma atuação de altíssimo nível do argentino Lionel Messi, o Barcelona virou o jogo e goleou o Arsenal na partida de volta pelas quartas-de-final da atual edição da Liga dos Campeões da Europa. Nicklas Bendtner abriu o placar para o clube londrino com 18 minutos de partida: Gabriel Milito perdeu a bola no meio-de-campo, Abou Diaby rapidamente deu grande enfiada de bola para Theo Walcott que enxergou Nicklas Bendtner e rolou para ele. O dinamarquês parou em defesa de Victor Valdés mas conseguiu pegar o rebote para estufar a rede do Barcelona e fazer 1a0. Mas, dois minutos mais tarde, Lionel Messi tratou de empatar o jogo, em chute certeiro da meia-lua. Aos 36', Messi deu bom passe para Eric Abidal, o francês mandou a bola pra área e, após rebater na zaga do Arsenal, Pedro Rodriguez ajeitou para o argentino que com um único toque conseguiu limpar o lance para colocar a redonda no fundo do gol de Manuel Almunia. O 3º gol da fera também foi lindo: ele pegou bola recuperada por Seydou Keita, avançou em velocidade e, na saída do goleiro, deu toque sutil por cobertura, com toda a categoria que só os craques sabem exibir com tamanha precisão, aos 41 minutos do 1º tempo.


Messi comemorando o 2º de seus 4 gols no jogo: atuação épica.

Na segunda etapa, o Barcelona ficou a maior parte do tempo trocando passes no campo de ataque, levando perigo em lances esporádicos. O Arsenal tinha dificuldades de se aproximar da meta de Valdés, sentindo a ausência de jogadores como Francesc Fàbregas e Andrey Arshavin. E, se alguém pensou que o show de Lionel Messi havia terminado, aos 42 minutos o argentino voltou a exibir seu vasto repertório de grandes jogadas. Ele tirou Emmanuel Eboué e Thomas Vermaelen da jogada, chutou para defesa de Almunia, pegou o próprio rebote para, aí sim, mandar a bola pra dentro. 4a1 Barcelona, numa classificação incontestável e numa atuação majestosa do melhor jogador do mundo.


Sneijder chuta para fazer o gol que deu tranqüilidade à Internazionale.

Na capital russa, a Internazionale repetiu o placar do jogo de ida e, com gol de Wesley Sneijder em cobrança de falta aos 6 minutos, venceu o CSKA Moscou. O holandês era dúvida para o jogo, mas não apenas foi titular como teve boa atuação. A equipe da casa até tentou buscar os gols, conseguindo alguns bons ataques no primeiro tempo. Porém, a expulsão do nigeriano Odiah no início da segunda etapa complicou ainda mais a situação dos mandantes. A Inter teve algumas chances de ampliar a diferença, mas Igor Akinfeev não permitiu. A equipe de Milão terá pela frente o Barcelona na fase semifinal: na fase de grupos, empate sem gols na Itália e vitória catalã no Camp Nou, 2a0.

Amanhã conheceremos os outros dois semifinalistas, que sairão das partidas entre Bordeaux e Lyon (3a1 Lyon na ida) e Manchester United e Bayern de Munique (vitória bávara na ida por 2a1).