Para fechar a primeira rodada na Copa do Mundo 2014, nada como um jogo que traga algo de diferente, não é verdade? Russos e sul-coreanos diferem-se entre si desde suas características físicas até a maneira de jogar. O estilo leve e veloz dos asiáticos contrasta com o jogo viril do maior país do mundo, que conta com um italiano de mão cheia no comando, o treinador Fábio Capello.
E o encontro em Cuiabá, com todos esses ingredientes, não poderia deixar de ser interessante. Principalmente no segundo tempo, quando a maior intensidade da Rússia obrigou o goleiro Jung Sung-Ryong a participar ativamente do jogo. Só que a Coréia do Sul também buscava a vitória, o que deixava o jogo lá e cá. Para infelicidade do ótimo arqueiro Igor Akinfeev, um chute de Lee Keun-Ho acabou escorregando em suas luvas e caracterizando uma falha bisonha. Acontece com os melhores do mundo, e para desolação do camisa um russo, aconteceu com ele em plena estréia de Copa.
A partir daí, a Rússia se lançou definitivamente ao ataque para buscar retomar a igualdade no marcador. Capello foi muito feliz nas substituições, trazendo Dzagoev, Kerzhakov e Denisov e aumentando o poder ofensivo da equipe. Em bate-rebate na área sul-coreana, Kerzhakov conseguiu concluir o lance mandando para a rede e reestabelecendo o empate no Mato Grosso.
Hong Myung-Bo, ex-jogador da Coréia do Sul e atual treinador da equipe, procurou alternativas para conter o ímpeto adversário e retomar a frente no placar. Mas os esforços de ambas as seleções acabaram anulando uma a outra e o 1a1 se manteve até o apito final. Está tudo aberto no grupo liderado pela Bélgica. Que venham as próximas rodadas!
terça-feira, 17 de junho de 2014
Banco Belga Quebra Argélia
Uma das seleções mais aguardadas para se assistir nesse Mundial (pelo menos por esse que vos digita) deu o ar da graça no Mineirão. Talvez seja a única equipe que dê para afirmar com convicção: trata-se da melhor geração da história do país.
Por um lado, a Bélgica decepcionou um pouco, pois faltou aquela autoridade para ganhar de um adversário menos qualificado. Por outro, a grande atuação do goleiro argelino M'Bolhi e a valente atuação da equipe do norte da África valorizaram a virada belga, que aconteceu somente no segundo tempo após o treinador Marc Wilmots efetuar as três substituições por direito.
O público brasileiro presente no estádio em Minas Gerais, que teve a chance privilegiada de testemunhar uma equipe que vem disposta a fazer história, preferiu vaiar a Bélgica como forma de "apoiar o mais fraco". Se isso é ser brasileiro com muito orgulho e com muito amor, faltou apoiar aquela parte fraca que foi removida de suas casas durante a preparação (leia-se usurpação) para a Copa da FIFA, que definitivamente não é de todo mundo.
De toda forma, o saldo da partida em Belo Horizonte foi de mais um belo jogo, definido nos detalhes, apesar da superioridade do time vermelho no tempo de posse de bola, na quantidade da troca de passes e no número de oportunidades criadas. A Argélia saiu na frente em jogada onde Feghouli foi acionado, sofreu pênalti de Vertonghen e o próprio camisa dez tratou de cobrar e converter, aos vinte e cinco.
Na etapa complementar, a Bélgica conseguiu começar a se impôr, embora sem apresentar um futebol dos mais vistosos. Vindos do banco de reservas, Mertens (que entrou no lugar de Chadli), Origi (que substituiu Lukaku) e Fellaini (que ocupou a vaga de Dembélé) ajudaram a transformar a equipe dentro de campo. Após cruzamento de De Bruyne, Fellaini cabeceou com precisão para empatar, aos vinte e cinco. Dez minutos depois, um contra-ataque avassalador: Hazard recebeu, conduziu e abriu na direita para Mertens concluir com força e colocação. É a virada vermelha e o que pode ser o início de uma arrancada histórica na Copa, independentemente de até onde a Bélgica consiga chegar - seus cruzamentos nas eventuais fases seguintes prometem ser complicadíssimos. Aos argelinos, cabe manter acesa a luz verde de sua bandeira. O verde da esperança de que, se foi possível medir forças com a seleção mais forte na chave, o sonho da classificação precisa continuar vivo.
Por um lado, a Bélgica decepcionou um pouco, pois faltou aquela autoridade para ganhar de um adversário menos qualificado. Por outro, a grande atuação do goleiro argelino M'Bolhi e a valente atuação da equipe do norte da África valorizaram a virada belga, que aconteceu somente no segundo tempo após o treinador Marc Wilmots efetuar as três substituições por direito.
O público brasileiro presente no estádio em Minas Gerais, que teve a chance privilegiada de testemunhar uma equipe que vem disposta a fazer história, preferiu vaiar a Bélgica como forma de "apoiar o mais fraco". Se isso é ser brasileiro com muito orgulho e com muito amor, faltou apoiar aquela parte fraca que foi removida de suas casas durante a preparação (leia-se usurpação) para a Copa da FIFA, que definitivamente não é de todo mundo.
De toda forma, o saldo da partida em Belo Horizonte foi de mais um belo jogo, definido nos detalhes, apesar da superioridade do time vermelho no tempo de posse de bola, na quantidade da troca de passes e no número de oportunidades criadas. A Argélia saiu na frente em jogada onde Feghouli foi acionado, sofreu pênalti de Vertonghen e o próprio camisa dez tratou de cobrar e converter, aos vinte e cinco.
Na etapa complementar, a Bélgica conseguiu começar a se impôr, embora sem apresentar um futebol dos mais vistosos. Vindos do banco de reservas, Mertens (que entrou no lugar de Chadli), Origi (que substituiu Lukaku) e Fellaini (que ocupou a vaga de Dembélé) ajudaram a transformar a equipe dentro de campo. Após cruzamento de De Bruyne, Fellaini cabeceou com precisão para empatar, aos vinte e cinco. Dez minutos depois, um contra-ataque avassalador: Hazard recebeu, conduziu e abriu na direita para Mertens concluir com força e colocação. É a virada vermelha e o que pode ser o início de uma arrancada histórica na Copa, independentemente de até onde a Bélgica consiga chegar - seus cruzamentos nas eventuais fases seguintes prometem ser complicadíssimos. Aos argelinos, cabe manter acesa a luz verde de sua bandeira. O verde da esperança de que, se foi possível medir forças com a seleção mais forte na chave, o sonho da classificação precisa continuar vivo.
Marcadores:
Argélia,
Bélgica,
Copa do Mundo,
Fase de Grupos
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Em Mais Um Jogaço No Mundial, EUA Vencem Gana Em Natal
Estados Unidos da América e Gana fizeram um jogaço em Natal. Perfilados para os hinos nacionais, já mostravam uniformes de muito bom gosto. Com bola rolando, marcaram o gol mais rápido nessa Copa (o quinto mais rápido na história das Copas). E o final foi... memorável. Uma das partidas mais emocionantes na rodada inaugural no Mundial.
Em linda jogada individual, Dempsey abriu o placar anotando um golaço com vinte e sete segundos. Segundos! Altidore teve também uma boa chance de marcar para os EUA, só que a defesa ganesa conseguiu bloquear. Mais ou menos a partir dali, a seleção africana passou a crescer no jogo. E no segundo tempo encontrou na referência de Asamoah Gyan o caminho mais seguro para finalizar com perigo. Em duas jogadas pelo alto, o atacante da camisa três assustou os estado-unidenses.
Mas foi pelo chão que pintou o empate. E não com Gyan, mas com Ayew. Ou melhor, com os dois: após tabelar com Gyan, Ayew descolou pelo remate para superar Howard e igualar o placar, aos trinta e seis minutos na etapa final. Justíssimo pela alta produtividade dos comandados de James Kwasi Appiah, que viu seu time dominar a partida principalmente após a entrada de Kevin-Prince Boateng.
Só que a alegria de Gana durou pouco: quatro minutos depois, em jogada de escanteio, Brooks, que entrou no intervalo, cabeceou de maneira inapelável para recolocar a seleção da América do Norte mais uma vez em vantagem, para delírio do mais norte-americano dos alemães: o treinador Jürgen Klinsmann. Foi linda a cena da comemoração de Brooks, que contrastava com a tristeza de Muntari. O futebol é o esporte das múltiplas sensações, talvez por isso seja uma modalidade sensacional.
O resultado aproxima os Estados Unidos da classificação. O próximo jogo, com Portugal em Manaus, pode selar a passagem para a próxima fase. Já Gana tem o desafio duríssimo de medir forças com os alemães. Pelo nível de jogo apresentado por essas duas seleções, é mais uma das partidas imperdíveis nessa Copa do Mundo. Coloque na agenda.
Em linda jogada individual, Dempsey abriu o placar anotando um golaço com vinte e sete segundos. Segundos! Altidore teve também uma boa chance de marcar para os EUA, só que a defesa ganesa conseguiu bloquear. Mais ou menos a partir dali, a seleção africana passou a crescer no jogo. E no segundo tempo encontrou na referência de Asamoah Gyan o caminho mais seguro para finalizar com perigo. Em duas jogadas pelo alto, o atacante da camisa três assustou os estado-unidenses.
Mas foi pelo chão que pintou o empate. E não com Gyan, mas com Ayew. Ou melhor, com os dois: após tabelar com Gyan, Ayew descolou pelo remate para superar Howard e igualar o placar, aos trinta e seis minutos na etapa final. Justíssimo pela alta produtividade dos comandados de James Kwasi Appiah, que viu seu time dominar a partida principalmente após a entrada de Kevin-Prince Boateng.
Só que a alegria de Gana durou pouco: quatro minutos depois, em jogada de escanteio, Brooks, que entrou no intervalo, cabeceou de maneira inapelável para recolocar a seleção da América do Norte mais uma vez em vantagem, para delírio do mais norte-americano dos alemães: o treinador Jürgen Klinsmann. Foi linda a cena da comemoração de Brooks, que contrastava com a tristeza de Muntari. O futebol é o esporte das múltiplas sensações, talvez por isso seja uma modalidade sensacional.
O resultado aproxima os Estados Unidos da classificação. O próximo jogo, com Portugal em Manaus, pode selar a passagem para a próxima fase. Já Gana tem o desafio duríssimo de medir forças com os alemães. Pelo nível de jogo apresentado por essas duas seleções, é mais uma das partidas imperdíveis nessa Copa do Mundo. Coloque na agenda.
Marcadores:
Copa do Mundo,
Estados Unidos,
Fase de Grupos,
Gana
O Caminho Do Tetra Começa Com Um 4a0
Gigante.
Esse foi o futebol apresentado pela Alemanha em sua estréia na Copa do Mundo 2014. Sorte dos torcedores que estiveram em Salvador para assistir o baile de Müller e companhia, que não tomaram conhecimento da seleção portuguesa e aplicaram um 4a0 incontestável.
Pepe perdeu a cabeça. Cristiano não se encontrou. Portugal sucumbiu. E a Alemanha deitou e rolou. Joachim Löw conseguiu conciliar a intensidade com a qualidade na posse de bola, mostrando que sua marca como técnico é exatamente essa: buscar o gol com o máximo de objetividade.
Para a qualidade do espetáculo, essa é uma combinação formidável. E de quebra, a fortíssima seleção alemã conserva uma característica do seu passado que já parece acoplada ao seu DNA: a eficiência no jogo aéreo. Isso sem falar na enorme disciplina tática. Não resta dúvidas de que estamos aqui falando de uma das mais sérias candidatas ao título nesse Mundial. O hat-trick de Müller foi a azeitona no topo da empada. Mas os maiores méritos ficam o cozinheiro desse deleite gastronômico: o técnico Joachim Löw.
Até onde irá a Alemanha? Só Deus sabe. Mas uma boa dica aos amantes do futebol arte é: vá com ela onde ela estiver. Boas chances de a última parada ser no Maracanã, dia 13 de julho.
Esse foi o futebol apresentado pela Alemanha em sua estréia na Copa do Mundo 2014. Sorte dos torcedores que estiveram em Salvador para assistir o baile de Müller e companhia, que não tomaram conhecimento da seleção portuguesa e aplicaram um 4a0 incontestável.
Pepe perdeu a cabeça. Cristiano não se encontrou. Portugal sucumbiu. E a Alemanha deitou e rolou. Joachim Löw conseguiu conciliar a intensidade com a qualidade na posse de bola, mostrando que sua marca como técnico é exatamente essa: buscar o gol com o máximo de objetividade.
Para a qualidade do espetáculo, essa é uma combinação formidável. E de quebra, a fortíssima seleção alemã conserva uma característica do seu passado que já parece acoplada ao seu DNA: a eficiência no jogo aéreo. Isso sem falar na enorme disciplina tática. Não resta dúvidas de que estamos aqui falando de uma das mais sérias candidatas ao título nesse Mundial. O hat-trick de Müller foi a azeitona no topo da empada. Mas os maiores méritos ficam o cozinheiro desse deleite gastronômico: o técnico Joachim Löw.
Até onde irá a Alemanha? Só Deus sabe. Mas uma boa dica aos amantes do futebol arte é: vá com ela onde ela estiver. Boas chances de a última parada ser no Maracanã, dia 13 de julho.
Marcadores:
Alemanha,
Copa do Mundo,
Fase de Grupos,
Portugal
domingo, 15 de junho de 2014
Maracanã, Messi. Messi, Maracanã.
O Maracanã recebeu na noite desse domingo seu primeiro jogo no Mundial. E foi um jogo com clima de clássico nas arquibancadas, com intensas manifestações de ambos os lados. De um lado, a paixão do torcedor argentino, que exaltava sua própria seleção e incentivava os comandados de Alejandro Sabella. De outro, o medo do torcedor brasileiro, que chegou a vaiar a seleção argentina numa total demonstração de "vocês são importantes para mim e eu não sei lidar com isso de maneira esportiva". Claro que entre argentinos e brasileiros anti-Argentina havia também um grupo de bósnios e de brasileiros pró-futebol. Todos eles devem ter se divertido com a partida: seja pelo bom nível do jogo, seja pela surpreendente atuação da Bósnia, que se mostrou um time sólido.
Foi um confronto que começou de maneira atípica, pois logo na primeira bola que a Argentina colocou na área bósnia, uma infelicidade do defensor Kolasinac abriu o placar em gol contra. Um baque grande para uma seleção que estreava em mundiais. Só que os europeus que se livraram de uma guerra sangrenta em nome da independência da nação são fortes o suficiente para administrar uma situação como essa. E o próprio Kolasinac mostrou-se elemento importante, com ótima atuação na linha de defesa. Ousada na proposta de pressionar a Argentina, a Bósnia & Herzegovina teve as maiores chances de gol no primeiro tempo, dando bastante trabalho para o argentino mais efetivo naquela altura do jogo - o goleiro Romero.
Na volta do intervalo, a Argentina veio com Gago e Higuaín nos lugares de Campagnaro e Máxi Rodríguez, conseguindo ganhar dinamismo no ataque e, o mais importante, dar relevo à atuação de Lionel Messi. Messi foi encontrando espaços em campo e gente com quem trabalhar a bola. Num dos seus momentos de genialidade, tabelou com Higuaín, limpou o lance e chutou sem qualquer chance de defesa para o bom goleiro Begovic: 2a0 no placar.
Foi então que os espaços apareceram ainda mais e as oportunidades, idem. Safet Susic mexeu três vezes na equipe européia e a tornou mais ofensiva do que nunca. O preço que isso cobra é um sistema defensivo exposto a um adversário que contra-atacava com jogadores da qualidade de Messi, Di María, Agüero e Higuaín. Só que a valente defesa da Bósnia & Herzegovina resistiu. Lá na frente, o camisa nove Ibisevic, que entrara no segundo tempo, aproveitou a oportunidade e descontou.
A partir dali, a Argentina viu sua vitória sendo colocada em risco a ponto de Sabella aumentar a marcação no meio-campo para garantir o resultado. Conseguiu garantir mais que isso: também estava assegurada a alegria de uma torcida apaixonada. Os modinhas ficaram aos gritos pseudo-patrióticos de que têm amor e orgulho de nascerem no país que nasceram, embora não estivessem se manifestando nas ruas - essa tarefa ficou com brasileiros que não precisam desse tipo de cântico para se auto-afirmarem cidadãos de uma nação. Talvez fosse bom aos brasileiros anti-Argentina que torceram pela Bósnia & Herzegovina conversar com argentinos e bósnios sobre o que é o patriotismo na opinião dessas pessoas. É possível que seja um passo na direção de começar a cantar alguma coisa diferente no interior de um estádio.
Imune a tudo isso, o talento de Messi foi exaltado de todos os lados. Em sua primeira aparição num dos estádios mais místicos do planeta, não houve quem não se rendesse à sua capacidade de encantar. Esse sim dá orgulho e amor de ver jogar. Que sua participação na Copa seja longa, gênio!
Foi um confronto que começou de maneira atípica, pois logo na primeira bola que a Argentina colocou na área bósnia, uma infelicidade do defensor Kolasinac abriu o placar em gol contra. Um baque grande para uma seleção que estreava em mundiais. Só que os europeus que se livraram de uma guerra sangrenta em nome da independência da nação são fortes o suficiente para administrar uma situação como essa. E o próprio Kolasinac mostrou-se elemento importante, com ótima atuação na linha de defesa. Ousada na proposta de pressionar a Argentina, a Bósnia & Herzegovina teve as maiores chances de gol no primeiro tempo, dando bastante trabalho para o argentino mais efetivo naquela altura do jogo - o goleiro Romero.
Na volta do intervalo, a Argentina veio com Gago e Higuaín nos lugares de Campagnaro e Máxi Rodríguez, conseguindo ganhar dinamismo no ataque e, o mais importante, dar relevo à atuação de Lionel Messi. Messi foi encontrando espaços em campo e gente com quem trabalhar a bola. Num dos seus momentos de genialidade, tabelou com Higuaín, limpou o lance e chutou sem qualquer chance de defesa para o bom goleiro Begovic: 2a0 no placar.
Foi então que os espaços apareceram ainda mais e as oportunidades, idem. Safet Susic mexeu três vezes na equipe européia e a tornou mais ofensiva do que nunca. O preço que isso cobra é um sistema defensivo exposto a um adversário que contra-atacava com jogadores da qualidade de Messi, Di María, Agüero e Higuaín. Só que a valente defesa da Bósnia & Herzegovina resistiu. Lá na frente, o camisa nove Ibisevic, que entrara no segundo tempo, aproveitou a oportunidade e descontou.
A partir dali, a Argentina viu sua vitória sendo colocada em risco a ponto de Sabella aumentar a marcação no meio-campo para garantir o resultado. Conseguiu garantir mais que isso: também estava assegurada a alegria de uma torcida apaixonada. Os modinhas ficaram aos gritos pseudo-patrióticos de que têm amor e orgulho de nascerem no país que nasceram, embora não estivessem se manifestando nas ruas - essa tarefa ficou com brasileiros que não precisam desse tipo de cântico para se auto-afirmarem cidadãos de uma nação. Talvez fosse bom aos brasileiros anti-Argentina que torceram pela Bósnia & Herzegovina conversar com argentinos e bósnios sobre o que é o patriotismo na opinião dessas pessoas. É possível que seja um passo na direção de começar a cantar alguma coisa diferente no interior de um estádio.
Imune a tudo isso, o talento de Messi foi exaltado de todos os lados. Em sua primeira aparição num dos estádios mais místicos do planeta, não houve quem não se rendesse à sua capacidade de encantar. Esse sim dá orgulho e amor de ver jogar. Que sua participação na Copa seja longa, gênio!
Marcadores:
Argentina,
Bósnia & Herzegovina,
Copa do Mundo,
Fase de Grupos,
Lionel Messi
França Mostra Força E FIFA Mostra O "Chip": Pobre Honduras...
A última vez que a França estreou numa Copa do Mundo com vitória havia sido em 1998, ano do título dos Bleus. Após derrota em 2002 e empates nas duas últimas edições, os franceses fizeram sua estréia no Brasil com um desempenho muito bom, obrigado. É bem verdade que dá para contestar a atuação do árbitro brasileiro e até mesmo a tecnologia da linha do gol, mas esses eventos não tiraram o brilho do consistente meio-campo francês (Pogba e Matuidi estiveram muito bem) e a atuação maiúcula de Benzema. É como se Ribèry não fizesse falta - é claro que faz, mas é como se não. Aplausos para o treinador Deschamps, que montou uma França forte e determinada.
Honduras começou o jogo pressionando. Os primeiros cinco minutos foram de domínio da seleção da América Central. Só que aos poucos a França foi fazendo a leitura de como conter o ímpeto hondurenho e se sobressair na partida. Parou em Valladares e no travessão. Até Sandro Meira Ricci ajudar em dose dupla, ao marcar pênalti longe de ser uma unanimidade (na opinião desse blogueiro o pênalti aconteceu) e aplicar um cartão amarelo que gerou uma expulsão numa decisão, no mínimo, contestável (na opinião desse blogueiro o árbitro jamais faria isso se a jogada fosse com os uniformes invertidos).
A partir daí, Benzema conduziu a França à vitória. Converteu o pênalti supracitado e estufou a rede para fechar o placar em 3a0. Entre um lance e outro, deu um chute cruzado que bateu na trave esquerda e retornou ao canto direito, sendo desviada pelo goleiro Valladares e supostamente atravessado a linha final. Será que atravessou? A tal tecnologia da linha do gol garantiu que sim. Mas, na opinião desse que vos digita, não foi mostrada nenhuma imagem que convença a legalidade do que foi apontado pela tecnologia e pelo árbitro. Quer dizer, não duvido que o chip-padrão-FIFA tenha ultrapassado a linha-de-fundo. Mas a bola? Ah, essa daí acho que não passou inteira, não...
Portanto, pela primeira vez na história, parece que tivemos uma seleção futebolística ser prejudicada pelo árbitro e pela tecnologia. A quem Honduras poderá recorrer?
Honduras começou o jogo pressionando. Os primeiros cinco minutos foram de domínio da seleção da América Central. Só que aos poucos a França foi fazendo a leitura de como conter o ímpeto hondurenho e se sobressair na partida. Parou em Valladares e no travessão. Até Sandro Meira Ricci ajudar em dose dupla, ao marcar pênalti longe de ser uma unanimidade (na opinião desse blogueiro o pênalti aconteceu) e aplicar um cartão amarelo que gerou uma expulsão numa decisão, no mínimo, contestável (na opinião desse blogueiro o árbitro jamais faria isso se a jogada fosse com os uniformes invertidos).
A partir daí, Benzema conduziu a França à vitória. Converteu o pênalti supracitado e estufou a rede para fechar o placar em 3a0. Entre um lance e outro, deu um chute cruzado que bateu na trave esquerda e retornou ao canto direito, sendo desviada pelo goleiro Valladares e supostamente atravessado a linha final. Será que atravessou? A tal tecnologia da linha do gol garantiu que sim. Mas, na opinião desse que vos digita, não foi mostrada nenhuma imagem que convença a legalidade do que foi apontado pela tecnologia e pelo árbitro. Quer dizer, não duvido que o chip-padrão-FIFA tenha ultrapassado a linha-de-fundo. Mas a bola? Ah, essa daí acho que não passou inteira, não...
Portanto, pela primeira vez na história, parece que tivemos uma seleção futebolística ser prejudicada pelo árbitro e pela tecnologia. A quem Honduras poderá recorrer?
Marcadores:
Copa do Mundo,
Fase de Grupos,
França,
Honduras
Suíça Vira Jogo Eletrizante Com Gol Nos Acréscimos
Hoje o blogueiro viveu uma experiência inesquecível, tendo feito sua estréia de corpo presente num jogo de Copa do Mundo. Suíça e Equador proporcionaram uma bela atmosfera no estádio Mané Garrincha, em Brasília. E se dentro de campo a partida foi pra lá de interessante, com direito a um desfecho emocionante, no entorno do estádio o que se viu foi uma tremenda desorganização para o acesso aos respectivos setores. Pouquíssimos funcionários para muitíssimos torcedores e o resultado foi uma fila que andava menos do que deveria pois muitos "espertinhos" encontravam "atalhos".
Infelizmente para milhares de pessoas, só foi possível adentrar nas arquibancadas já com bola rolando. Mas consegui assistir ao pontapé inicial e aos hinos nacionais. Em breve, serão adicionadas imagens e vídeos a essa postagem.
Se alguém imaginava uma Suíça retraída, armando o famoso ferrolho e assistindo os equatorianos jogarem, foi surpreendido por uma seleção européia que procurava fazer a transição ao ataque. Criou mais e melhores chances no primeiro tempo, mas quem alcançou a rede foi o Equador, que em lance de bola parada abriu o placar.
Hitzfeld trocou Shaqiri de posição, tirando-o do flanco direito e trazendo-o para o centro. Mexida simples e eficaz: a Suíça passou a ter mais volume de jogo no campo de ataque. O resultado prático disso só viria depois do intervalo e também em lance de bola parada, quando a equipe alcançou o empate.
A partida mudou de figura, com ambas as seleções querendo o resultado positivo. Se por um lado Inler comandava o meio-campo, por outro Behrami errava mais passes do que o aceitável. O Equador levava perigo principalmente em jogadas de velocidade. Até que... lá vamos nós falar de arbitragem, pela enésima vez nesse Mundial: foi anulado um gol legítimo da Suíça, em lance que a FIFA não teve coragem de mostrar a repetição nos telões, provavelmente ciente do erro da arbitragem.
E o que por um momento parecia rumar para o empate, transformou-se em justiça nos acréscimos: Seferovic, que entrara minutos antes, completou jogada cruzada rasteira da esquerda mostrando oportunismo e posicionamento dignos de um autêntico camisa nove, dando o gol e a vitória aos suíços. O blogueiro comemorou muito e ainda teve a sorte de tocar na bola do gol, que foi chutada para a arquibancada no momento da comemoração.
Essa é uma Suíça que toma gol mas que marca em dobro. Ótimo para quem quer ver bola na rede. Algo que, apesar da arbitragem, tem acontecido bastante nessa Copa do Mundo.
Galeria de imagens e vídeos (registros exclusivos, incorporados em 26.07.2014 - perdoem a demora)
Infelizmente para milhares de pessoas, só foi possível adentrar nas arquibancadas já com bola rolando. Mas consegui assistir ao pontapé inicial e aos hinos nacionais. Em breve, serão adicionadas imagens e vídeos a essa postagem.
Se alguém imaginava uma Suíça retraída, armando o famoso ferrolho e assistindo os equatorianos jogarem, foi surpreendido por uma seleção européia que procurava fazer a transição ao ataque. Criou mais e melhores chances no primeiro tempo, mas quem alcançou a rede foi o Equador, que em lance de bola parada abriu o placar.
Hitzfeld trocou Shaqiri de posição, tirando-o do flanco direito e trazendo-o para o centro. Mexida simples e eficaz: a Suíça passou a ter mais volume de jogo no campo de ataque. O resultado prático disso só viria depois do intervalo e também em lance de bola parada, quando a equipe alcançou o empate.
A partida mudou de figura, com ambas as seleções querendo o resultado positivo. Se por um lado Inler comandava o meio-campo, por outro Behrami errava mais passes do que o aceitável. O Equador levava perigo principalmente em jogadas de velocidade. Até que... lá vamos nós falar de arbitragem, pela enésima vez nesse Mundial: foi anulado um gol legítimo da Suíça, em lance que a FIFA não teve coragem de mostrar a repetição nos telões, provavelmente ciente do erro da arbitragem.
E o que por um momento parecia rumar para o empate, transformou-se em justiça nos acréscimos: Seferovic, que entrara minutos antes, completou jogada cruzada rasteira da esquerda mostrando oportunismo e posicionamento dignos de um autêntico camisa nove, dando o gol e a vitória aos suíços. O blogueiro comemorou muito e ainda teve a sorte de tocar na bola do gol, que foi chutada para a arquibancada no momento da comemoração.
Essa é uma Suíça que toma gol mas que marca em dobro. Ótimo para quem quer ver bola na rede. Algo que, apesar da arbitragem, tem acontecido bastante nessa Copa do Mundo.
Galeria de imagens e vídeos (registros exclusivos, incorporados em 26.07.2014 - perdoem a demora)
Clima muito agradável antes do início do jogo (o relógio da máquina fotográfica estava cerca de uma hora adiantado: era meio-dia e o jogo começava às 13h)
Linda tarde em Brasília: primeiros minutos de jogo no estádio Mané Garrincha.
Telão no intervalo, mostrando a superioridade suíça que não refletia no placar parcial.
Encontramos os queijos suíços
Marcadores:
Copa do Mundo,
Equador,
Fase de Grupos,
Suíça
Foi Tua Fé Que Te Curou!
Dois mil anos atrás, muito antes de qualquer registro catalogado de prática futebolística ou que possa se assemelhar a esta modalidade esportiva absolutamente apaixonante que é o futebol, passou por esse planeta aquele que pode ser apontado como o maior exemplo de ser humano. Humano pelo que é, por ser. Alguns o idolatram. Outros o veneram. Há quem busque inspiração nesse ícone (re)pensando o que ele faria se estivesse em seu lugar. Tem até os que chegam a duvidar se ele realmente existiu da forma como foi descrito. Fato é que está lá no livro sagrado cultuado pelos cristãos que aquele homem, após operar o que costumamos chamar de milagre, afirmou: "foi a tua fé que te curou".
Mas caro blogueiro, o que isso tem a ver com o jogo entre Costa do Marfim e Japão? Entrei aqui pra discutir a religião cujo templo é o estádio, onde está a relação? Estimadas leitoras e estimados leitores, a relação é completa e intrínseca. No templo de Recife, que recebeu sua primeira missa nessa Copa do Mundo 2014, marfinenses e japoneses - além, é claro, de brasileiros -, marcaram presença nas arquibancadas. Durante o ritual, viram-se danças, gritos, comemorações, lamentos. De tudo um tanto. E a celebração começou melhor para os asiáticos, que abriram o placar com um lindo chute de Honda. O transcorrer do primeiro tempo mostrou um universo de possibilidades para os dois lados. Yaya Touré aparecia pouco, de tão bem marcado que era. Mas o pouco que aparecia já criava boas situações para os africanos. Pelo lado nipônico, os avanços dos laterais Uchida e Nagatomo complicavam a defesa marfinense, já bastante ocupada para tentar deter Honda, Kagawa e Okazaki.
Foi então que veio o segundo tempo. A Costa do Marfim queria sair da situação de derrota na estréia mas não encontrava fórmulas para alcançar o objetivo. Naquela altura, seria tão simples como fazer um paralítico andar, um cego enxergar, um morto reviver. Foi então que o treinador francês Sabri Lamouchi chamou Didier Drogba para sair do banco e adentrar no altar. Aos dezessete minutos, Drogba colocou os pés no gramado. Aos dezenove, a Costa do Marfim empatou o jogo. Aos vinte e um, conseguiu a virada. Se foram dois gols de Drogba que resolveram a parada? Nada disso! Bony e Gervinho, atacantes que estavam em campo desde o apito inicial, marcaram para a seleção africana. Mas Drogba estava lá. A referência, a inspiração, o ídolo de uma nação. O que faz tudo ser diferente. Pois os marfinenses acreditam em Drogba. E, em verdade vos digo, foi a tua fé que te curou.
Mas caro blogueiro, o que isso tem a ver com o jogo entre Costa do Marfim e Japão? Entrei aqui pra discutir a religião cujo templo é o estádio, onde está a relação? Estimadas leitoras e estimados leitores, a relação é completa e intrínseca. No templo de Recife, que recebeu sua primeira missa nessa Copa do Mundo 2014, marfinenses e japoneses - além, é claro, de brasileiros -, marcaram presença nas arquibancadas. Durante o ritual, viram-se danças, gritos, comemorações, lamentos. De tudo um tanto. E a celebração começou melhor para os asiáticos, que abriram o placar com um lindo chute de Honda. O transcorrer do primeiro tempo mostrou um universo de possibilidades para os dois lados. Yaya Touré aparecia pouco, de tão bem marcado que era. Mas o pouco que aparecia já criava boas situações para os africanos. Pelo lado nipônico, os avanços dos laterais Uchida e Nagatomo complicavam a defesa marfinense, já bastante ocupada para tentar deter Honda, Kagawa e Okazaki.
Foi então que veio o segundo tempo. A Costa do Marfim queria sair da situação de derrota na estréia mas não encontrava fórmulas para alcançar o objetivo. Naquela altura, seria tão simples como fazer um paralítico andar, um cego enxergar, um morto reviver. Foi então que o treinador francês Sabri Lamouchi chamou Didier Drogba para sair do banco e adentrar no altar. Aos dezessete minutos, Drogba colocou os pés no gramado. Aos dezenove, a Costa do Marfim empatou o jogo. Aos vinte e um, conseguiu a virada. Se foram dois gols de Drogba que resolveram a parada? Nada disso! Bony e Gervinho, atacantes que estavam em campo desde o apito inicial, marcaram para a seleção africana. Mas Drogba estava lá. A referência, a inspiração, o ídolo de uma nação. O que faz tudo ser diferente. Pois os marfinenses acreditam em Drogba. E, em verdade vos digo, foi a tua fé que te curou.
Marcadores:
Copa do Mundo,
Costa do Marfim,
Fase de Grupos,
Japão
sábado, 14 de junho de 2014
Quando O Futebol Faz O Clima: Um Ótimo Itália E Inglaterra
Itália e Inglaterra sobreviveram a Manaus. O clima, como esperado, era severo - jogar a trinta graus Celsius quando se acostuma a jogar na metade dessa temperatura é praticamente um pesadelo, sobretudo levando-se em consideração a questão da umidade. Para piorar, o estado do gramado deixava em dúvida os rigores dos propagandeados "padrão FIFA". Quer dizer: parece que a entidade é mais exigente com as questões econômicas e financeiras do que com o espetáculo em si.
Mesmo com tudo isso, o confronto entre essas duas campeãs mundiais foi de ótimo nível. Muito, mas muito superior ao encontro entre elas em 2012, na fase quartas-de-final na Eurocopa. Conclusão: há mais fatores determinantes para a qualidade de um jogo do que todos aqueles citados no primeiro parágrafo. Talvez seja essa a magia da Copa do Mundo. Quem foi até a Arena da Amazônia testemunhou uma partida pra lá de interessante. Dinâmica, com domínios alternados, variação de jogadas e composições. Quando jogadores de talento reconhecido brilharam, as coisas ficaram ainda melhores. Por exemplo, o primeiro gol do jogo: Marchisio chutou bonito para superar Hart em jogada onde Pirlo mostrou genialidade ao tirar o corpo da bola para deixar o companheiro em condições de finalizar. A Inglaterra respondeu rapidamente para empatar, em cruzamento preciso do até então sumido Rooney para o participativo Sturridge. 1a1.
O desgaste físico era notório já no primeiro tempo. Gerrard, por exemplo, ofegava antes de cobrar escanteio. Um membro da comissão técnica inglesa deixou o entorno do gramado carregado na maca. Atletas mediam a corrida. Mas, no segundo tempo, ambos os elencos se superaram. A Itália chegou ao segundo gol com Balotelli, perfeito no tempo de bola para concluir de cabeça e recolocar a Azzurra em vantagem. Só que quem pensou que aquilo abateria os ingleses, enganou-se: foram criadas diversas ocasiões que quase recolocaram a igualdade no placar. E se a Itália lamentava a ausência de Buffon, lesionado em treinamento na véspera do jogo, pôde comemorar a atuação inspirada do também ótimo goleiro Sirigu. Suas defesas garantiram o triunfo no Amazonas. E, na próxima rodada, teremos duas situações pouco pensadas no passado recente: Inglaterra e Uruguai se enfrentam em nome da sobrevivência no torneio enquanto Itália e Costa Rica têm confronto direto para a liderança na chave, podendo inclusive render uma classificação antecipada.
Observação: destoando do padrão da competição, tivemos uma arbitragem correta. Parabéns, Kuipers. Mais uma goleada da Holanda.
Mesmo com tudo isso, o confronto entre essas duas campeãs mundiais foi de ótimo nível. Muito, mas muito superior ao encontro entre elas em 2012, na fase quartas-de-final na Eurocopa. Conclusão: há mais fatores determinantes para a qualidade de um jogo do que todos aqueles citados no primeiro parágrafo. Talvez seja essa a magia da Copa do Mundo. Quem foi até a Arena da Amazônia testemunhou uma partida pra lá de interessante. Dinâmica, com domínios alternados, variação de jogadas e composições. Quando jogadores de talento reconhecido brilharam, as coisas ficaram ainda melhores. Por exemplo, o primeiro gol do jogo: Marchisio chutou bonito para superar Hart em jogada onde Pirlo mostrou genialidade ao tirar o corpo da bola para deixar o companheiro em condições de finalizar. A Inglaterra respondeu rapidamente para empatar, em cruzamento preciso do até então sumido Rooney para o participativo Sturridge. 1a1.
O desgaste físico era notório já no primeiro tempo. Gerrard, por exemplo, ofegava antes de cobrar escanteio. Um membro da comissão técnica inglesa deixou o entorno do gramado carregado na maca. Atletas mediam a corrida. Mas, no segundo tempo, ambos os elencos se superaram. A Itália chegou ao segundo gol com Balotelli, perfeito no tempo de bola para concluir de cabeça e recolocar a Azzurra em vantagem. Só que quem pensou que aquilo abateria os ingleses, enganou-se: foram criadas diversas ocasiões que quase recolocaram a igualdade no placar. E se a Itália lamentava a ausência de Buffon, lesionado em treinamento na véspera do jogo, pôde comemorar a atuação inspirada do também ótimo goleiro Sirigu. Suas defesas garantiram o triunfo no Amazonas. E, na próxima rodada, teremos duas situações pouco pensadas no passado recente: Inglaterra e Uruguai se enfrentam em nome da sobrevivência no torneio enquanto Itália e Costa Rica têm confronto direto para a liderança na chave, podendo inclusive render uma classificação antecipada.
Observação: destoando do padrão da competição, tivemos uma arbitragem correta. Parabéns, Kuipers. Mais uma goleada da Holanda.
Marcadores:
Copa do Mundo,
Fase de Grupos,
Inglaterra,
Itália
Tem Zebra No Castelão: Costa Rica Esmaga O Uruguai
Pra quem gosta de zebra, há excepcionais filmagens de documentários abordando a vida selvagem na África. São animais astutos, que reconhecem a ameaça dos predadores e, estrategicamente, convivem em bando para defenderem-se uns aos outros. As próprias disposições das listras se comportam de maneira a confundir aqueles que podem tentar capturá-las.
No futebol, chamamos de zebra aquele resultado surpreendente. E a primeira aparição de uma zebra nos campos brasileiros nessa Copa do Mundo deu-se em Fortaleza, no estádio Castelão: a Costa Rica virou o jogo, se impôs e venceu o Uruguai por 3a1. Atuação fantástica coletivamente, com direito a performance sensacional de Campbell, autor do segundo gol e com participação efetiva no terceiro, dando ótima enfiada de bola para desmontar a defesa uruguaia.
Pra não dizer que não falei de árbitros (e preferia mesmo não falar), o alemão Félix Brych teve dois pesos, duas estaturas e duas caras para apitar. Deu pênalti quando um uruguaio foi agarrado na área e mandou o jogo seguir quando o uruguaio agarrava o adversário. Mas a Costa Rica foi maior que qualquer alemão nessa tarde de sábado. Maior que qualquer uruguaio. Maior que qualquer prognóstico. E largou na frente num grupo que tem três campeões mundiais. Uruguai, Itália e Inglaterra que se virem! A Costa Rica veio querendo ficar! E sabe rugir como um leão!
No futebol, chamamos de zebra aquele resultado surpreendente. E a primeira aparição de uma zebra nos campos brasileiros nessa Copa do Mundo deu-se em Fortaleza, no estádio Castelão: a Costa Rica virou o jogo, se impôs e venceu o Uruguai por 3a1. Atuação fantástica coletivamente, com direito a performance sensacional de Campbell, autor do segundo gol e com participação efetiva no terceiro, dando ótima enfiada de bola para desmontar a defesa uruguaia.
Pra não dizer que não falei de árbitros (e preferia mesmo não falar), o alemão Félix Brych teve dois pesos, duas estaturas e duas caras para apitar. Deu pênalti quando um uruguaio foi agarrado na área e mandou o jogo seguir quando o uruguaio agarrava o adversário. Mas a Costa Rica foi maior que qualquer alemão nessa tarde de sábado. Maior que qualquer uruguaio. Maior que qualquer prognóstico. E largou na frente num grupo que tem três campeões mundiais. Uruguai, Itália e Inglaterra que se virem! A Costa Rica veio querendo ficar! E sabe rugir como um leão!
Marcadores:
Copa do Mundo,
Costa Rica,
Fase de Grupos,
Uruguai
Colômbia 3a0 Grécia Em BH: Bogotá Horizonte
Nunca antes na história desse país vimos o estádio do Mineirão com o espanhol como idioma oficial. Até a tarde desse sábado. Desde o hino arrepiante, cantado a plenos pulmões, até os festejos pela vitória na estréia, passando pelos gritos de gol, as arquibancadas na capital de Minas Gerais foram mais colombianas do que jamais registrou-se. Lindo de ser ver e ouvir.
Dentro de campo, os seríssimos desfalques de Freddy Guarín (ausente por suspensão) e Falcao García (cortado por lesão) foram compensados por um jogo coletivo muito bem treinado pelo competente argentino José Pekerman. Cuadrado e Rodríguez foram dois dos destaques da equipe sul-americana - equipe na melhor acepção do termo, pois todos pareciam cumprir suas funções em campo.
Pelo fato da Grécia ter feito surpreendentemente um jogo aberto (ainda hoje essa seleção é estigmatizada como retranqueira, e olha que já se passaram dez anos daquela Eurocopa em Portugal), tivemos uma partida absolutamente franca. E o placar de 3a0 mascarou o que foi um confronto marcado por um equilíbrio nas chances de gol. Só que enquanto os gregos pararam no goleiro Ospina, no travessão e nos centímetros que separavam a bola da baliza, a Colômbia esbanjou eficiência. Para delírio de um público que fez do Brasil o seu país, de Minas Gerais o seu estado, de Belo Horizonte a sua cidade e do Mineirão a sua casa.
Parabéns, Colômbia e colombianos! Quinta-feira nos veremos em Brasília!
Dentro de campo, os seríssimos desfalques de Freddy Guarín (ausente por suspensão) e Falcao García (cortado por lesão) foram compensados por um jogo coletivo muito bem treinado pelo competente argentino José Pekerman. Cuadrado e Rodríguez foram dois dos destaques da equipe sul-americana - equipe na melhor acepção do termo, pois todos pareciam cumprir suas funções em campo.
Pelo fato da Grécia ter feito surpreendentemente um jogo aberto (ainda hoje essa seleção é estigmatizada como retranqueira, e olha que já se passaram dez anos daquela Eurocopa em Portugal), tivemos uma partida absolutamente franca. E o placar de 3a0 mascarou o que foi um confronto marcado por um equilíbrio nas chances de gol. Só que enquanto os gregos pararam no goleiro Ospina, no travessão e nos centímetros que separavam a bola da baliza, a Colômbia esbanjou eficiência. Para delírio de um público que fez do Brasil o seu país, de Minas Gerais o seu estado, de Belo Horizonte a sua cidade e do Mineirão a sua casa.
Parabéns, Colômbia e colombianos! Quinta-feira nos veremos em Brasília!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Jogando "Em Casa", Chile Passa Pela Austrália
Depois da chinelada da Holanda sobre a Espanha, chegou a vez dos chilenos estrearem no Mundial para completarem a rodada inaugural no grupo B.
E tudo começou maravilhosamente bem para o Chile. O hino nacional foi contagiante, fazendo crer que Cuiabá era Santiago por uma noite. Nos minutos iniciais, um ritmo alucinante por parte dos comandados de Jorge Sampaoli. Alexis Sánchez abriu o placar e serviu Valdívia para ampliar a contagem, jogando o fino em Mato Grosso. E isso em menos de quinze minutos.
Só que aos poucos o jogo foi equilibrando. E os australianos começaram a mostrar que não deram a volta ao mundo a passeio, podendo mostrar alguma resistência num grupo dificílimo, onde os Socceroos não têm qualquer obrigação de classificação. No estilo de jogo condizente à estatura e habilidade do time oceânico, veio o gol: cruzamento e conclusão de cabeça.
Até pintou o empate no segundo tempo, em lance parecido, mas dessa vez vimos algo pouco comum: a arbitragem acertou, anulando alegando impedimento. No final, o terceiro gol chileno (Beausejour) selou a vitória até então incerta e já trouxe uma certeza: a partida entre Espanha e Chile terá ares de confronto direto eliminatório. Ou seja: promessa de um jogaço de bola.
E tudo começou maravilhosamente bem para o Chile. O hino nacional foi contagiante, fazendo crer que Cuiabá era Santiago por uma noite. Nos minutos iniciais, um ritmo alucinante por parte dos comandados de Jorge Sampaoli. Alexis Sánchez abriu o placar e serviu Valdívia para ampliar a contagem, jogando o fino em Mato Grosso. E isso em menos de quinze minutos.
Só que aos poucos o jogo foi equilibrando. E os australianos começaram a mostrar que não deram a volta ao mundo a passeio, podendo mostrar alguma resistência num grupo dificílimo, onde os Socceroos não têm qualquer obrigação de classificação. No estilo de jogo condizente à estatura e habilidade do time oceânico, veio o gol: cruzamento e conclusão de cabeça.
Até pintou o empate no segundo tempo, em lance parecido, mas dessa vez vimos algo pouco comum: a arbitragem acertou, anulando alegando impedimento. No final, o terceiro gol chileno (Beausejour) selou a vitória até então incerta e já trouxe uma certeza: a partida entre Espanha e Chile terá ares de confronto direto eliminatório. Ou seja: promessa de um jogaço de bola.
Marcadores:
Austrália,
Chile,
Copa do Mundo,
Fase de Grupos
Assinar:
Postagens (Atom)










