A torcida polonesa se manifestou, o time começou o jogo no ataque e os esforços na busca pela classificação duraram até o apito final do árbitro escocês Craig Thomson. Mas aqueles que sorriram no estádio Miejski, em Wroclaw, foram os tchecos: com uma vitória por 1a0 (gol marcado por Petr Jiracek, aos vinte e seis minutos do segundo tempo), a seleção comandada por Michal Bílek alcançou não somente a classificação para a fase quartas-de-final na Eurocopa 2012 como também terminou na condição de líder no equilibrado grupo A. Quem imaginaria a República Tcheca avançando em primeiro lugar após estrear no torneio sendo goleada por 4a1 para os russos? E por falar na Rússia, a seleção comandada pelo holandês Dick Advocaat, que começou tão bem a competição, acabou recebendo um "presente de grego" na última rodada, sendo derrotada pela Grécia (1a0, gol de Giorgos Karagounis nos acréscimos do primeiro tempo) e dando adeus à Euro. A Polônia terminou na lanterna, com dois pontos ganhos. Os gregos mais supersticiosos devem estar eufóricos: em 2004, a Grécia se classificou como segunda colocada no grupo A, que também contava com a Rússia...
O jogo
A exemplo da partida entre a co-anfitriã Ucrânia diante da França (disputada ontem, em Donetsk), choveu no campo de jogo. Só que São Pedro foi menos intenso dessa vez e não houve necessidade de interromper a partida. Partida essa que começou sob um domínio polonês que durou cerca de vinte minutos.
Com um minuto, Ludovic Obraniak cobrou falta pela direita e a bola acabou sobrando para Dariusz Dudka, que pegou de bicicleta e mandou à esquerda, acertando a rede pelo lado externo. Aos três, a República Tcheca teve chance: Gebre Selassie tirou a bola de Sebastian Boenisch, cruzou da direita, a bola desviou na marcação e Vaclav Pilar não conseguiu acertar a tentativa de finalização. Aos cinco, Obraniak voltou a cobrar falta pela direita e dessa vez tratou de mandar direto, acertando a rede pelo lado de fora, com Petr Cech apenas olhando a bola à sua esquerda.
Obraniak não era somente o homem dos lances de bola parada pela direita: aos sete minutos, pelo lado esquerdo e com bola rolando, o camisa dez polonês acionou Jakub Blaszczykowski em liberdade, mas Cech fechou o ângulo e bloqueou o remate. Aos nove minutos foi a vez de Robert Lewandowski aparecer para finalizar: o camisa nove recebeu acompanhado pela marcação de Selassie, trouxe para a esquerda e chutou torto, à direita, após vacilo tcheco na saída de bola. Aos doze, Obraniak cobrou falta pela direita, Michal Kadlec rebateu e Boenisch mandou à esquerda. Com catorze, Eugen Polanski recebeu na direita e chutou forte da entrada da área, mandando por cima sem nem olhar para o gol antes de bater na bola. Na marca de vinte e um minutos, Boenisch mostrou qualidade no chute de fora da área, pegando na bola com força e mandando com efeito, no canto direito - mas qualidade é o que não falta ao goleiro Cech, que foi até lá e abafou.
A chuva apertava e o jogo tcheco finalmente encaixava. Não sei o quanto cada coisa influenciou no andamento da partida, mas o fato é que a Polônia já não mais se sobressaía em campo. Aos trinta e três minutos, Selassie avançou pela direita, cruzou rasteiro e a defesa polonesa afastou. Aos trinta e seis, Jaroslav Plasil lançou Milan Baros que, em posição legal (Boenisch dava condição), esticou a perna mas não alcançou a bola. A República Tcheca era melhor naquele momento e seguia pressionando: aos trinta e oito, Pilar avançou pela esquerda, tocou atrás, Plasil ajeitou pro chute e, no momento da finalização, escorregou o pé de apoio na grama molhada, com o remate desviando em Damien Perquis e sendo defendido por Przemyslaw Tyton. Aos quarenta, Tomás Hübschman passou para Pilar, que ajeitou e chutou uma bola que bateu em seu companheiro Petr Jiracek - a rebatida retornou em Pilar, que chutou novamente e dessa vez a bola chegou ao gol, sendo defendida por Tyton. No minuto seguinte, a Polônia respondeu em jogada onde Lewandowski avançou pela esquerda, tocou de lado, Rafal Murawski chutou da meia-lua e a bola desviou em Kadlec, saindo à esquerda.
O segundo tempo teve início e as duas equipes buscaram o ataque. Também pudera: com a vitória parcial da Grécia sobre a Rússia, o empate já não servia mais para os tchecos, que até então estariam se classificando com o 0a0. Portanto, o jogo estava naquela altura envolvendo duas seleções que necessitavam da vitória para avançar na Euro. Aos dez minutos, Franciszek Smuda realizou a primeira substituição na Polônia e na partida: saiu Polanski (que recebera cartão amarelo por carrinho em Pilar, no início da etapa complementar) e entrou Kamil Grosicki.
Os tchecos pareciam ter encontrado uma forma de jogar capaz de conciliar investidas ao ataque com proteção à defesa, fato que foi fazendo sumir do jogo elementos outrora muito participativos na Polônia, tais como Obraniak, Blaszczykowski e Lewandowski. Aos dezessete minutos, Plasil cobrou falta pela direita e Selassie cabeceou por cima. Dois minutos depois, Plasil voltou a cobrar falta (dessa vez pelo outro lado), Tomás Sivok cabeceou pro chão e Tyton teve a felicidade de estar posicionado no melhor lugar possível, conseguindo manter o corpo em frente à bola e, na seqüência, tendo o reflexo e a agilidade de afastar o rebote de soco. Aos vinte e dois, Baros recebeu de Jiracek pela esquerda em rápido contra-ataque, trouxe para dentro e chutou rasteiro de fora da área uma bola que foi defendida mais uma vez por Tyton. De tanto tentar e criar chances, a República Tcheca chegou ao gol. E em jogada que muito lembrou a anterior: aos vinte e seis minutos, Baros passou para Jiracek em rápido contra-ataque pela esquerda, e Jiracek trouxe para dentro, cortando Marcin Wasilewski e chutando rasteiro, cruzado, no canto esquerdo. Isto é, os mesmos atores tchecos do contra-ataque anterior, apenas com as funções alternadas. 1a0 República Tcheca.
Smuda tratou de imediatamente após o gol mexer em sua equipe: aos vinte e sete, saíram Murawski e Obraniak, entraram Adrian Mierzejevswi e Pavel Brozek. Mas a República Tcheca seguia melhor, com Baros conseguindo infiltrar na defesa polonesa seguidas vezes. Aos vinte e nove, o hábil atacante tcheco faria o segundo gol, mas foi marcado impedimento. Aos trinta e um, Cech fez ligação direta com o ataque e Baros estava prestes a chegar na bola de frente com o gol, mas Tyton foi astuto e ligeiro, abandonando a área para afastar o perigo.
Ia se aproximando o final do jogo e aí Bílek foi mexendo na equipe, em trocas para lá de esquisitas. Primeiro, aos trinta e oito minutos, o treinador trocou Jiracek por Frantisek Rajtoral. Depois, aos quarenta e dois, tirou Pilar para colocar Jan Rezek. A República Tcheca mal conseguia trocar passes no campo de ataque e, aos quarenta e cinco, Bílek colocou Toma Peckhart no lugar de Baros. Foram indicados quatro minutos como acréscimo e tudo que os tchecos queriam era fazer o cronômetro correr. Mas a ausência dos três jogadores substituídos reduziram a capacidade da equipe em manter a bola consigo. Aos quarenta e oito, um susto: após levantamento na área a partir do flanco direito, a bola parecia tomar o rumo do gol, sendo desviada por Kadlec quando Cech já estava fora do lance. Na seqüência, a defesa tcheca conseguiu afastar.
O apito derradeiro colocou um ponto final na participação polonesa nessa Euro 2012, que só não volta para casa pelo fato de já estar nela. Classificados em primeiro lugar, a República Tcheca mostrou que não é uma seleção dependente do talento de Tomás Rosický, que não jogou diante dos poloneses. Jogadores como Jiracek, Pilar e Baros, além do ótimo goleiro Cech, podem ajudar a conduzir a equipe novamente a uma semifinal de Eurocopa, seguindo o exemplo de 2004. E por falar em 2004, a outra seleção classificada no grupo A - a Grécia - sonha reviver aquele ano glorioso. E é bom não duvidar de um sonho que se sonha junto...
sábado, 16 de junho de 2012
Seleção Da Segunda Rodada Na Eurocopa 2012
Concluída a segunda rodada na Eurocopa 2012, cá estamos para mais um tópico abordando alguns destaques ao longo desses oito jogos disputados nos últimos quatro dias. Com satisfação, este blogueiro que vos digita teve a oportunidade de assistir todos os dezesseis encontros. Como na próxima rodada as partidas dentro de cada grupo serão jogadas de maneira simultânea, dificilmente continuaremos mantendo 100% de cobertura das partidas.
Vamos então a alguns comentários e à escalação da equipe da semana de acordo com o que foi visto nessa segunda rodada na fase de grupos na Euro 2012.
[1] No jogo em que a República Tcheca venceu a Grécia por 2a1, os tchecos estabeleceram um recorde histórico em Eurocopas, sendo a primeira seleção a marcar dois gols nos cinco primeiros minutos de partida - Jiracek e Pilar balançaram a rede, abrindo caminho para a primeira vitória da equipe nessa Euro.
[2] Na partida entre Dinamarca e Portugal, os dinamarqueses conseguiram o feito de se tornarem a primeira seleção nessa Euro a ir buscar o empate após estar perdendo por 2a0. Só que os dois gols de Bendtner não foram o bastante para a seleção pontuar, já que Portugal desempatou o jogo no final.
[3] Mario Gómez, que já havia marcado na partida de estréia, voltou a deixar sua marca pela Alemanha, anotando dois gols diante da Holanda. Com isso, todos os três gols alemães na Euro 2012 foram de autoria de Gómez, um dos goleadores na atual edição, igualado ao russo Dzagoev e ao croata Mandzukic.
[4] O espetáculo espanhol diante da Irlanda é a maior goleada na Euro 2012 até aqui: 4a0, fora o baile e o monte de defesas do goleiro Shay Given. Outro espetáculo à parte nesse jogo foi de autoria da torcida irlandesa, que fez ecoar lindos cânticos pelo estádio de Gdansk.
[5] O duelo entre Ucrânia e França, em Donetsk, foi o primeiro nessa Eurocopa que teve a chuva como personagem atuante. E choveu tanto, mas tanto, que o árbitro do jogo tratou de interromper a partida no quinto minuto do primeiro tempo. Quase uma hora depois, o encontro pelo grupo D foi reiniciado.
[6] Suécia e Inglaterra foi o primeiro jogo pelo grupo D nessa Eurocopa 2012 que foi para o intervalo com um vencedor parcial - a Inglaterra ganhava por 1a0, sendo que em todas as três partidas anteriores nessa chave, as equipes foram para o vestiário em igualdade no placar. E pensar que a partida teve duas viradas...
[7] Nada de pênaltis assinalados, nada de cartões vermelhos exibidos nessa segunda rodada. Por mais que estejamos vendo erros de arbitragem nas partidas e a necessidade da implementação do recurso tecnológico, é de se admirar a disciplina dos jogadores de um modo geral, engrandecendo o espetáculo.
Seleção da segunda rodada na Eurocopa 2012
(Formação 3-4-3)
Stipe Pletikosa (Croácia)
Olof Mellberg (Suécia)
Gerard Piqué (Espanha)
Mats Hummels (Alemanha)
Andrea Pirlo (Itália)
Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Xavi Hernández (Espanha)
Andrés Iniesta (Espanha)
Fernando Torres (Espanha)
Mario Gómez (Alemanha)
Karim Benzema (França)
Técnico: Vicente del Bosque (Espanha)
Destaque: Fernando Torres (Espanha)
Vamos então a alguns comentários e à escalação da equipe da semana de acordo com o que foi visto nessa segunda rodada na fase de grupos na Euro 2012.
[1] No jogo em que a República Tcheca venceu a Grécia por 2a1, os tchecos estabeleceram um recorde histórico em Eurocopas, sendo a primeira seleção a marcar dois gols nos cinco primeiros minutos de partida - Jiracek e Pilar balançaram a rede, abrindo caminho para a primeira vitória da equipe nessa Euro.
[2] Na partida entre Dinamarca e Portugal, os dinamarqueses conseguiram o feito de se tornarem a primeira seleção nessa Euro a ir buscar o empate após estar perdendo por 2a0. Só que os dois gols de Bendtner não foram o bastante para a seleção pontuar, já que Portugal desempatou o jogo no final.
[3] Mario Gómez, que já havia marcado na partida de estréia, voltou a deixar sua marca pela Alemanha, anotando dois gols diante da Holanda. Com isso, todos os três gols alemães na Euro 2012 foram de autoria de Gómez, um dos goleadores na atual edição, igualado ao russo Dzagoev e ao croata Mandzukic.
[4] O espetáculo espanhol diante da Irlanda é a maior goleada na Euro 2012 até aqui: 4a0, fora o baile e o monte de defesas do goleiro Shay Given. Outro espetáculo à parte nesse jogo foi de autoria da torcida irlandesa, que fez ecoar lindos cânticos pelo estádio de Gdansk.
[5] O duelo entre Ucrânia e França, em Donetsk, foi o primeiro nessa Eurocopa que teve a chuva como personagem atuante. E choveu tanto, mas tanto, que o árbitro do jogo tratou de interromper a partida no quinto minuto do primeiro tempo. Quase uma hora depois, o encontro pelo grupo D foi reiniciado.
[6] Suécia e Inglaterra foi o primeiro jogo pelo grupo D nessa Eurocopa 2012 que foi para o intervalo com um vencedor parcial - a Inglaterra ganhava por 1a0, sendo que em todas as três partidas anteriores nessa chave, as equipes foram para o vestiário em igualdade no placar. E pensar que a partida teve duas viradas...
[7] Nada de pênaltis assinalados, nada de cartões vermelhos exibidos nessa segunda rodada. Por mais que estejamos vendo erros de arbitragem nas partidas e a necessidade da implementação do recurso tecnológico, é de se admirar a disciplina dos jogadores de um modo geral, engrandecendo o espetáculo.
Seleção da segunda rodada na Eurocopa 2012
(Formação 3-4-3)
Stipe Pletikosa (Croácia)
Olof Mellberg (Suécia)
Gerard Piqué (Espanha)
Mats Hummels (Alemanha)
Andrea Pirlo (Itália)
Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Xavi Hernández (Espanha)
Andrés Iniesta (Espanha)
Fernando Torres (Espanha)
Mario Gómez (Alemanha)
Karim Benzema (França)
Técnico: Vicente del Bosque (Espanha)
Destaque: Fernando Torres (Espanha)
Intenso, participativo e preciso. Assim foi Fernando Torres, escalado como titular na goleada espanhola sobre a Irlanda e autor de dois belos gols no jogo (o primeiro deles, com 202 segundos de partida, é o mais rápido na história da Espanha em Eurocopas). Com qualidade para definir o lance e encontrar espaços onde parece não ser possível, o camisa nove espanhol mostra-se como peça importante nessa forte equipe que busca o bicampeonato continental, onde o gol do título na edição passada, diga-se de passagem, foi marcado por ele.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Em Jogo De Duas Viradas, Walcott Conduz Ingleses À Vitória Sobre Suecos
Ingleses e suecos protagonizaram uma partida bastante disputada, encerrando com estilo os jogos pela segunda rodada na fase de grupos nessa Eurocopa. Após irem para o intervalo com a vantagem de 1a0 no placar, os ingleses levaram a virada na segunda etapa. Mas, guiados pela ótima entrada de Theo Walcott, conseguiram devolver a virada, tirando da Suécia qualquer chance de classificação para a próxima fase.
O jogo
Modificada em relação ao jogo de estréia (Alex Oxlade-Chamberlain foi para o banco e Andrew Carroll assumiu a titularidade), a Inglaterra passou a jogar com uma referência no ataque que corresponde ao tradicional modelo de centroavante cultuado na Terra da Rainha. A Suécia também teve uma modificação no ataque, atuando com Johan Elmander entre os onze iniciais (Markus Rosenberg foi para a condição de suplente), numa alteração que não alterou significativamente o jeito da equipe nórdica de jogar.
Aos seis minutos, Scott Parker chutou de fora da área e Andreas Isaksson espalmou à direita, na primeira chance de gol do jogo. Aos dez, a Suécia chegou pela primeira vez: Zlatan Ibrahimovic deixou atrás, Sebastian Larsson pegou de primeira chutando firme e Joe Hart encaixou. Com catorze minutos, James Milner recebeu pela direita, cruzou e Danny Welbeck cabeceou à esquerda. Aos dezenove, Ibrahimovic chutou de fora da área e Hart defendeu no canto direito.
As equipes chegavam mais perigosamente basicamente ou chutando de longe ou mandando a bola para a área. E foi exatamente através do estilo tradicional inglês de jogar futebol que a equipe comandada por Roy Hodgson abriu o placar no estádio olímpico de Kiev. Aos vinte e dois minutos, Steven Gerrard realizou levantamento certeiro da altura da intermediária e, tão precisa quanto a assistência foi a finalização de Andy Carroll, que subiu bonito - fazendo Olof Mellberg parecer pequeno - e esbanjou competência no fundamento do cabeceio ao direcionar a bola ao canto direito, consciente. Se existe golaço de cabeça, esse foi um golaço. 1a0 Inglaterra na capital ucraniana.
Aos vinte e nove minutos, Rasmus Elm e John Terry disputaram no chão uma jogada onde a rispidez de Terry foi algo de causar revolta: mesmo com a bola presa entre a perna de Elm e o gramado, o defensor inglês tratou de chutar o que estivesse pela frente, o que no meu entendimento de práticas esportivas caracteriza, no mínimo, conduta violenta. O árbitro esloveno Damir Skomina (o mesmo que apitou Holanda e Dinamarca) até marcou falta no lance, mas sem dar qualquer cartão para o inglês. Felizmente, o jogo teve seqüência sendo mais jogado do que brigado.
Suecos e ingleses, querendo a primeira vitória na Euro 2012, alternaram chances de ataque. Aos trinta e dois minutos, Ibrahimovic cortou Parker, e chutou uma bola que foi amortecida na defesa e facilitou a intervenção de Hart, que pegou na esquerda. Três minutos depois, foi a vez da Inglaterra: Ashley Cole recebeu pela esquerda e descolou belíssimo passe de primeira, acionando Ashley Young por aquele mesmo lado do campo - o xará do autor do passe avançou, tinha a opção de Carroll mas optou por chutar ao gol, mandando na rede externa. No minuto seguinte, aos trinta e seis, Kim Källström carregou pela esquerda e chutou de fora, mandando por cima.
Pausa nas jogadas de ataque para um breve "castigo" ao árbitro: aos trinta e sete, o esloveno Skomina levou uma bolada de Carroll, que provavelmente não teve a intenção de acertar o árbitro, que seguiu em pé sem transparecer a ardência que devia estar sentindo naquele momento.
De volta às jogadas de ataque então. Aos quarenta minutos, um lançamento que foi ajeitado de cabeça no ataque sueco só não levou maior perigo aos ingleses porque Hart agiu bem ao ir com as mãos efetuar, no chão, o desarme em Elmander. Três minutos depois, aos quarenta e três, um contra-ataque inglês em velocidade foi frustrado no desarme de Mellberg sobre Welbeck. No mesmo minuto, Ibrahimovic tinha a bola pela direita e decidiu cruzar rasteiro, mas Hart mergulhou para pegar a bola, evitando qualquer possibilidade de remate. Aos quarenta e cinco, Källström lançou Larsson mas a bola voltou a ficar com Hart.
Depois de tanto tentar no primeiro tempo, a Suécia chegou ao gol na primeira investida pós-intervalo: aos três minutos, Ibrahimovic cobrou falta, a bola rebateu na barreira e o próprio Ibra voltou a chutar. Na seqüência, Mellberg mandou ao gol e a bola desviou em Glenn Johnson, que por poucou não conseguiu evitar que a redonda atravessasse a linha. 1a1 no placar e, a meu ver, gol de Mellberg (mas a UEFA creditou como gol contra de Johnson).
No minuto posterior ao gol sofrido, Johnson conseguiu cortar uma enfiada de bola que tinha o rumo de Elm. E a Suécia continuava a pressão: aos dez, Källström lançou e Larsson, talvez sem acreditar que a bola chegasse nele, acabou não conseguindo dar continuidade à jogada. Aos treze, saiu a virada sueca: Larsson cobrou falta pela esquerda (sofrida por Martin Olsson, em lance onde Milner recebeu cartão amarelo pelo carrinho) e o levantamento chegou até Mellberg do jeito que ele pediu a Deus, com o defensor usufruindo de liberdade para cabecear no canto direito. 2a1 no placar e comemoração efusiva de Ibrahimovic, que mostrou destemperamento emocional ao xingar Hart no festejo pelo gol.
Em desvantagem no placar e naquele momento como lanterna no grupo, Hodgson mexeu na Inglaterra. E talvez ele nem fizesse idéia do quanto aquela troca de Milner por Walcott, aos quinze minutos do segundo tempo, modificaria o jeito de jogar inglês.
Aos dezesseis minutos, Elmander avançou em contra-ataque e deu na esquerda para Ibrahimovic, que teve o chute defendido por Hart. No minuto seguinte, Mellberg cometeu falta e recebeu cartão amarelo. Ainda aos dezessete minutos, Johnson efetuou levantamento para a área e Terry, livre, cabeceou para o chão - parecia um gol certo, mas Isaksson foi fantástico para realizar a defesa. Dessa defesa salvadora pintou um escanteio pela esquerda, e quiseram os deuses do futebol que a bola afastada parcialmente pela defesa encontrasse Walcott. E, de fora da área, o chute do jogador recém saído do banco desviou sutilmente em Larsson e traiu Isaksson, entrando no contrapé do goleiro. 2a2 no placar.
Erik Hamrén mexeu na Suécia pela primeira vez pouco depois do gol: aos vinte minutos, saiu Andreas Granqvist e entrou Carl Mikael Lustig, que havia sido titular na partida de estréia. Os suecos até conseguiam atacar, mas esbarravam no individualismo de Ibrahimovic - como em lance aos vinte e três minutos, quando o camisa dez prendeu muito a bola na esquerda e retardou a aproximação ao gol adversário, permitindo a recomposição da defesa oponente. Mais objetivo, Carroll recebeu no minuto seguinte e tratou de chutar de fora da área, mandando por cima da meta. A Suécia insistia: as vinte e nove, Martin Olsson fez linda jogada pela esquerda, passou por dois adversários, rolou atrás e Källström pegou de primeira, mandando por cima. Aos trinta, Ibrahimovic chutou bem, mandando com força de fora da área, mas melhor ainda foi Hart, que espalmou o remate à meia-altura.
A Suécia muito atacava, mas não podemos esquecer que a Inglaterra tinha Walcott. Aos trinta e dois minutos, o veloz ponta-direita partiu em velocidade pelo seu flanco preferencial, deixou dois oponentes para trás, cruzou e Welbeck emendou um pouco de letra, um pouco de calcanhar, um pouco esquisito, não sei se querendo finalizar ou ajeitar para uma posterior finalização, mas mandando para a rede e recolocando a Inglaterra na frente no placar, na segunda virada do jogo.
Hamrén não demorou a realizar suas duas últimas mexidas na equipe. Aos trinta e quatro, Elmander deu lugar para Rosenberg (invertendo a troca feita na estréia). Aos trinta e cinco, Elm deu a vez para Wilhelmsson (que também havia entrado no segundo tempo diante da Ucrânia). Só que as jogadas de perigo eram aquelas que envolviam Walcott: aos trinta e seis, ele puxou contra-ataque que passou por Welbeck e chegou em Parker, que chutou por cima. Aos quarenta e quatro, Welbeck saiu para a entrada de Oxlade-Chamberlain, finalmente proporcionando aquilo que imagino como a melhor formação tática para a Inglaterra, isto é, usando pelos lados do campo dois jogadores de grande habilidade e velocidade. Aos quarenta e cinco, Gerrard cobrou falta por cima da meta. Aos quarenta e seis, na última chance do jogo, quase saiu o quarto gol inglês: Walcott avançou pela direita em velocidade, cruzou, Gerrard pegou de primeira e Isaksson interviu defendendo com o peito.
Foi um dos jogos mais interessantes da Eurocopa 2012 até o momento, onde as duas equipes não cessaram de buscar a vitória e conseguiram virar o jogo. Melhor para a Inglaterra, que virou por último e agora tem confronto direto com a anfitriã Ucrânia na busca por uma vaga nas quartas-de-final. A Suécia, segunda seleção eliminada (a Irlanda é a outra que não tem chances de classificação), apresentou um belo futebol diante dos ingleses e encerrarão sua participação no torneio continental diante da França.
Outro resultado
Sexta-feira (Grupo D)
Ucrânia 0a2 França
Situação no grupo
França (4 pontos) joga com a Suécia (0) precisando de um empate para garantir classificação. Se perder, torcerá para que a partida entre Inglaterra (4) e Ucrânia (3) tenha um vencedor - no caso de a Ucrânia vencer, precisará ficar atenta ao saldo de gols. Ingleses e ucranianos duelam em partida onde o vencedor avança e o empate beneficia a Inglaterra. A Suécia não tem qualquer possibilidade de avançar.
O jogo
Modificada em relação ao jogo de estréia (Alex Oxlade-Chamberlain foi para o banco e Andrew Carroll assumiu a titularidade), a Inglaterra passou a jogar com uma referência no ataque que corresponde ao tradicional modelo de centroavante cultuado na Terra da Rainha. A Suécia também teve uma modificação no ataque, atuando com Johan Elmander entre os onze iniciais (Markus Rosenberg foi para a condição de suplente), numa alteração que não alterou significativamente o jeito da equipe nórdica de jogar.
Aos seis minutos, Scott Parker chutou de fora da área e Andreas Isaksson espalmou à direita, na primeira chance de gol do jogo. Aos dez, a Suécia chegou pela primeira vez: Zlatan Ibrahimovic deixou atrás, Sebastian Larsson pegou de primeira chutando firme e Joe Hart encaixou. Com catorze minutos, James Milner recebeu pela direita, cruzou e Danny Welbeck cabeceou à esquerda. Aos dezenove, Ibrahimovic chutou de fora da área e Hart defendeu no canto direito.
As equipes chegavam mais perigosamente basicamente ou chutando de longe ou mandando a bola para a área. E foi exatamente através do estilo tradicional inglês de jogar futebol que a equipe comandada por Roy Hodgson abriu o placar no estádio olímpico de Kiev. Aos vinte e dois minutos, Steven Gerrard realizou levantamento certeiro da altura da intermediária e, tão precisa quanto a assistência foi a finalização de Andy Carroll, que subiu bonito - fazendo Olof Mellberg parecer pequeno - e esbanjou competência no fundamento do cabeceio ao direcionar a bola ao canto direito, consciente. Se existe golaço de cabeça, esse foi um golaço. 1a0 Inglaterra na capital ucraniana.
Aos vinte e nove minutos, Rasmus Elm e John Terry disputaram no chão uma jogada onde a rispidez de Terry foi algo de causar revolta: mesmo com a bola presa entre a perna de Elm e o gramado, o defensor inglês tratou de chutar o que estivesse pela frente, o que no meu entendimento de práticas esportivas caracteriza, no mínimo, conduta violenta. O árbitro esloveno Damir Skomina (o mesmo que apitou Holanda e Dinamarca) até marcou falta no lance, mas sem dar qualquer cartão para o inglês. Felizmente, o jogo teve seqüência sendo mais jogado do que brigado.
Suecos e ingleses, querendo a primeira vitória na Euro 2012, alternaram chances de ataque. Aos trinta e dois minutos, Ibrahimovic cortou Parker, e chutou uma bola que foi amortecida na defesa e facilitou a intervenção de Hart, que pegou na esquerda. Três minutos depois, foi a vez da Inglaterra: Ashley Cole recebeu pela esquerda e descolou belíssimo passe de primeira, acionando Ashley Young por aquele mesmo lado do campo - o xará do autor do passe avançou, tinha a opção de Carroll mas optou por chutar ao gol, mandando na rede externa. No minuto seguinte, aos trinta e seis, Kim Källström carregou pela esquerda e chutou de fora, mandando por cima.
Pausa nas jogadas de ataque para um breve "castigo" ao árbitro: aos trinta e sete, o esloveno Skomina levou uma bolada de Carroll, que provavelmente não teve a intenção de acertar o árbitro, que seguiu em pé sem transparecer a ardência que devia estar sentindo naquele momento.
De volta às jogadas de ataque então. Aos quarenta minutos, um lançamento que foi ajeitado de cabeça no ataque sueco só não levou maior perigo aos ingleses porque Hart agiu bem ao ir com as mãos efetuar, no chão, o desarme em Elmander. Três minutos depois, aos quarenta e três, um contra-ataque inglês em velocidade foi frustrado no desarme de Mellberg sobre Welbeck. No mesmo minuto, Ibrahimovic tinha a bola pela direita e decidiu cruzar rasteiro, mas Hart mergulhou para pegar a bola, evitando qualquer possibilidade de remate. Aos quarenta e cinco, Källström lançou Larsson mas a bola voltou a ficar com Hart.
Depois de tanto tentar no primeiro tempo, a Suécia chegou ao gol na primeira investida pós-intervalo: aos três minutos, Ibrahimovic cobrou falta, a bola rebateu na barreira e o próprio Ibra voltou a chutar. Na seqüência, Mellberg mandou ao gol e a bola desviou em Glenn Johnson, que por poucou não conseguiu evitar que a redonda atravessasse a linha. 1a1 no placar e, a meu ver, gol de Mellberg (mas a UEFA creditou como gol contra de Johnson).
No minuto posterior ao gol sofrido, Johnson conseguiu cortar uma enfiada de bola que tinha o rumo de Elm. E a Suécia continuava a pressão: aos dez, Källström lançou e Larsson, talvez sem acreditar que a bola chegasse nele, acabou não conseguindo dar continuidade à jogada. Aos treze, saiu a virada sueca: Larsson cobrou falta pela esquerda (sofrida por Martin Olsson, em lance onde Milner recebeu cartão amarelo pelo carrinho) e o levantamento chegou até Mellberg do jeito que ele pediu a Deus, com o defensor usufruindo de liberdade para cabecear no canto direito. 2a1 no placar e comemoração efusiva de Ibrahimovic, que mostrou destemperamento emocional ao xingar Hart no festejo pelo gol.
Em desvantagem no placar e naquele momento como lanterna no grupo, Hodgson mexeu na Inglaterra. E talvez ele nem fizesse idéia do quanto aquela troca de Milner por Walcott, aos quinze minutos do segundo tempo, modificaria o jeito de jogar inglês.
Aos dezesseis minutos, Elmander avançou em contra-ataque e deu na esquerda para Ibrahimovic, que teve o chute defendido por Hart. No minuto seguinte, Mellberg cometeu falta e recebeu cartão amarelo. Ainda aos dezessete minutos, Johnson efetuou levantamento para a área e Terry, livre, cabeceou para o chão - parecia um gol certo, mas Isaksson foi fantástico para realizar a defesa. Dessa defesa salvadora pintou um escanteio pela esquerda, e quiseram os deuses do futebol que a bola afastada parcialmente pela defesa encontrasse Walcott. E, de fora da área, o chute do jogador recém saído do banco desviou sutilmente em Larsson e traiu Isaksson, entrando no contrapé do goleiro. 2a2 no placar.
Erik Hamrén mexeu na Suécia pela primeira vez pouco depois do gol: aos vinte minutos, saiu Andreas Granqvist e entrou Carl Mikael Lustig, que havia sido titular na partida de estréia. Os suecos até conseguiam atacar, mas esbarravam no individualismo de Ibrahimovic - como em lance aos vinte e três minutos, quando o camisa dez prendeu muito a bola na esquerda e retardou a aproximação ao gol adversário, permitindo a recomposição da defesa oponente. Mais objetivo, Carroll recebeu no minuto seguinte e tratou de chutar de fora da área, mandando por cima da meta. A Suécia insistia: as vinte e nove, Martin Olsson fez linda jogada pela esquerda, passou por dois adversários, rolou atrás e Källström pegou de primeira, mandando por cima. Aos trinta, Ibrahimovic chutou bem, mandando com força de fora da área, mas melhor ainda foi Hart, que espalmou o remate à meia-altura.
A Suécia muito atacava, mas não podemos esquecer que a Inglaterra tinha Walcott. Aos trinta e dois minutos, o veloz ponta-direita partiu em velocidade pelo seu flanco preferencial, deixou dois oponentes para trás, cruzou e Welbeck emendou um pouco de letra, um pouco de calcanhar, um pouco esquisito, não sei se querendo finalizar ou ajeitar para uma posterior finalização, mas mandando para a rede e recolocando a Inglaterra na frente no placar, na segunda virada do jogo.
Hamrén não demorou a realizar suas duas últimas mexidas na equipe. Aos trinta e quatro, Elmander deu lugar para Rosenberg (invertendo a troca feita na estréia). Aos trinta e cinco, Elm deu a vez para Wilhelmsson (que também havia entrado no segundo tempo diante da Ucrânia). Só que as jogadas de perigo eram aquelas que envolviam Walcott: aos trinta e seis, ele puxou contra-ataque que passou por Welbeck e chegou em Parker, que chutou por cima. Aos quarenta e quatro, Welbeck saiu para a entrada de Oxlade-Chamberlain, finalmente proporcionando aquilo que imagino como a melhor formação tática para a Inglaterra, isto é, usando pelos lados do campo dois jogadores de grande habilidade e velocidade. Aos quarenta e cinco, Gerrard cobrou falta por cima da meta. Aos quarenta e seis, na última chance do jogo, quase saiu o quarto gol inglês: Walcott avançou pela direita em velocidade, cruzou, Gerrard pegou de primeira e Isaksson interviu defendendo com o peito.
Foi um dos jogos mais interessantes da Eurocopa 2012 até o momento, onde as duas equipes não cessaram de buscar a vitória e conseguiram virar o jogo. Melhor para a Inglaterra, que virou por último e agora tem confronto direto com a anfitriã Ucrânia na busca por uma vaga nas quartas-de-final. A Suécia, segunda seleção eliminada (a Irlanda é a outra que não tem chances de classificação), apresentou um belo futebol diante dos ingleses e encerrarão sua participação no torneio continental diante da França.
Outro resultado
Sexta-feira (Grupo D)
Ucrânia 0a2 França
Situação no grupo
França (4 pontos) joga com a Suécia (0) precisando de um empate para garantir classificação. Se perder, torcerá para que a partida entre Inglaterra (4) e Ucrânia (3) tenha um vencedor - no caso de a Ucrânia vencer, precisará ficar atenta ao saldo de gols. Ingleses e ucranianos duelam em partida onde o vencedor avança e o empate beneficia a Inglaterra. A Suécia não tem qualquer possibilidade de avançar.
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França Vence Ucrânia Com Futebol Para Lavar A Alma
Voltando a apresentar um bom toque de bola e atuando a maior parte do tempo no campo de ataque, a seleção francesa venceu a ucraniana pelo placar de 2a0, na Donbass Arena, em Donetsk. Os gols foram marcados por Jérémy Ménez e Yohan Cabaye, ambos após assistências de Karim Benzema, no segundo tempo de partida.
Esse foi o primeiro jogo na Eurocopa 2012 iniciado debaixo de chuva - o temporal foi tão intenso que o árbitro holandês Björn Kuipers (o mesmo que apitou Croácia e Irlanda) decidiu paralisar a partida quando o cronômetro apontava quatro minutos, o que foi uma escolha prudente e sensata. Após cerca de cinqüenta e quatro minutos de interrupção, o jogo foi reiniciado sem chuva e sob um gramado que apresentou excelente drenagem, permitindo que a bola rolasse naturalmente. Qualquer diferença em relação aos campos brasileiros não é mera coincidência...
O jogo
Se por um lado a equipe da Ucrânia contava com seis titulares que atuam juntos no Dynamo de Kiev, por outro era a França que parecia o conjunto melhor entrosado desde os minutos iniciais. Antes que o dilúvio que ocorria naquele momento levasse o holandês Björn Kuipers a interromper a partida, cada goleiro teve que agir rapidamente sob pressão do ataque adversário. Com um minuto, a marcação adiantada dos ucranianos complicou a saída de bola francesa e Philippe Mexès recuou "na fogueira" para o goleiro Hugo Lloris, que saiu jogando rapidamente ao ver a chegada de Andriy Shevchenko. Aos três, uma enfiada de bola de Samir Nasri para Ménez entre dois marcadores ia complicar a defesa ucraniana, mas o goleiro Andriy Pyatov saiu da área e afastou.
Passados cerca de 54 minutos de paralisação em função da chuva torrencial, a partida retornou com a França atuando de maneira ofensiva e dominando as ações. A equipe comandada por Laurent Blanc escolhia quase que exclusivamente o flanco esquerdo, explorando a velocidade de Franck Ribéry por aquele setor, que contava com o auxílio de Gaël Clichy, Benzema e, principalmente, Nasri, elemento mais acessado no meio-campo. Aos quinze minutos, Ribéry tabelou com Benzema, avançou de maneira rápida e enfiou para Ménez, que mandou para a rede - só que em posição de impedimento, detectada pela arbitragem.
Se as jogadas de ataque francesas aconteciam basicamente pela esquerda, então Ménez tratou de ir abandonando sua solidão no flanco direito e a se aproximar dos companheiros. Aos vinte e cinco minutos, Ribéry foi até a linha final pelo lado esquerdo, tocou atrás e Ménez aparecer, dominando a bola e chutando por cima. Aos vinte e sete, Benzema recebeu de Nasri na esquerda, trouxe para dentro e chutou de fora da área, com Pyatov defendendo. No minuto seguinte, Ribèry mostrou quem é que manda naquele canto do campo, ganhou na corrida da marcação que tentava acompanhá-lo, tocou rasteiro, a bola passou por Benzema e chegou até Ménez, que chutou para defesa salvadora de Pyatov.
Com trinta e três minutos, a Ucrânia finalmente conseguiu levar perigo. E, talvez inspirada no exemplo francês, avançando pelo lado esquerdo: Shevchenko foi lançado em velocidade, deu um toque de cabeça ajeitando para o chute e descolou remate forte, rebatido por Lloris. Aos trinta e oito minutos, quase saiu o primeiro gol da França: Nasri cobrou falta pela esquerda fazendo-a viajar até a direita e lá a redonda encontrou Mexès, que subiu mais que Yevhen Selin e cabeceou firme, com Pyatov realizando defesaça com a mão esquerda.
Como o jogo se concentrava no campo de ataque francês e no de defesa da seleção anfitriã, Oleg Blokhin achou por bem trocar Andrey Voronin (figura pouco acionada) e colocar Marko Devic, que ajudou a imprimir maior velocidade na transição ao ataque, participando bastante do jogo pelo lado esquerdo de ataque ucraniano. E o segundo tempo começou lá e cá. Aos três minutos, Ménez estava pelo lado esquerdo de ataque francês, chutou rasteiro e cruzado, e Pyatov rebateu. No mesmo minuto, Shevchenko avançou pela esquerda, fintou Adil Rami trazendo a bola pra direita e chutou mandando rente ao ângulo direito. No minuto posterior, Yevhen Konoplyanka avançou e deu na esquerda com Devic, que inverteu rasteiro, Anatoliy Tymoschuk pegou a bola sem dominar da maneira ideal e acabou finalizando com chute que saiu por cima.
E foi justamente no momento que a Ucrânia parecia melhor no jogo que a França chegou ao gol. Aos sete minutos, ma jogada que passou pelos pés de Ribéry pela esquerda (como de hábito) chegou até Benzema, que abriu na direita, Ménez dominou e chutou na paralela, mandando no canto direito para abrir o placar - o chute por pouco não desviou em Selin e em Ribéry, talvez dificultando ainda mais uma intervenção de Pyatov.
Três minutos após abrir a contagem, a França alcançou o segundo gol: Benzema deu bonito giro para sair da marcação e passou na medida para Cabeye, que escapou de Oleg Gusev e chutou rasteiro no canto esquerdo. 2a0 França.
Blokhin, que havia feito uma boa mexida no intervalo, tentou tirar mais uma carta da manga e, aos catorze minutos, trocou Sergey Nazarenko por Artem Milevskiy. Mas a aposta em colocar um homem mais fixo na área francesa não deu o efeito desejado, deixando o jogador que acabara de entrar isolado e pouco acionado no jogo. A França aproveitava seu bom momento e continuava criando chances. Aos dezesseis, Nasri carregou, tabelou com Ribéry, Benzema recebeu e chutou de fora da área, para mais uma defesa de Pyatov. Três minutos depois, aos dezenove, uma intensa troca de passes da seleção francesa terminou em chute forte de Cabaye, que bateu na trave esquerda.
Aos vinte e dois minutos, Blanc mexeu pela primeira vez enquanto Blokhin realizava sua última substituição por direito: na França, entrou Yann M'Vila no lugar de Cabaye, e, na Ucrânia, Andriy Yarmolenko deu lugar para Oleksandr Aliyev. O jogo foi diminuindo de ritmo, o que parecia mais interessante aos franceses do que os ucranianos, que não conseguiam repetir aquele poder de reação que culminou na virada diante dos suecos na estréia. Blanc ainda mexeu mais duas vezes. Aos vinte e sete minutos, trocou Ménez por Marvin Martin. Três minutos depois, aos trinta, colocou Oliver Giroud no lugar de Benzema. Daí para o final, a França teve relativa tranqüilidade na tarefa de administrar o resultado e conquistar uma vitória que quebrou um tabu histórico: em torneios de Eurocopa e Copa do Mundo, a última vez que os franceses venceram um jogo foi em 2006, na semifinal diante de Portugal, em solo alemão, com gol de Zinedine Zidane. E tem mais: essa foi a primeira vez que a França venceu um jogo de Euro sem contar com Michel Platini ou Zidane no elenco. Se esse futebol apresentado nessa sexta-feira se repetir, tudo indica que novas vitórias virão na competição. Já a Ucrânia terá a missão de reencontrar um futebol mais parecido com o visto no segundo tempo da estréia do que nessa partida válida pela segunda rodada, a fim de marcar presença na próxima fase da Euro 2012.
Esse foi o primeiro jogo na Eurocopa 2012 iniciado debaixo de chuva - o temporal foi tão intenso que o árbitro holandês Björn Kuipers (o mesmo que apitou Croácia e Irlanda) decidiu paralisar a partida quando o cronômetro apontava quatro minutos, o que foi uma escolha prudente e sensata. Após cerca de cinqüenta e quatro minutos de interrupção, o jogo foi reiniciado sem chuva e sob um gramado que apresentou excelente drenagem, permitindo que a bola rolasse naturalmente. Qualquer diferença em relação aos campos brasileiros não é mera coincidência...
O jogo
Se por um lado a equipe da Ucrânia contava com seis titulares que atuam juntos no Dynamo de Kiev, por outro era a França que parecia o conjunto melhor entrosado desde os minutos iniciais. Antes que o dilúvio que ocorria naquele momento levasse o holandês Björn Kuipers a interromper a partida, cada goleiro teve que agir rapidamente sob pressão do ataque adversário. Com um minuto, a marcação adiantada dos ucranianos complicou a saída de bola francesa e Philippe Mexès recuou "na fogueira" para o goleiro Hugo Lloris, que saiu jogando rapidamente ao ver a chegada de Andriy Shevchenko. Aos três, uma enfiada de bola de Samir Nasri para Ménez entre dois marcadores ia complicar a defesa ucraniana, mas o goleiro Andriy Pyatov saiu da área e afastou.
Passados cerca de 54 minutos de paralisação em função da chuva torrencial, a partida retornou com a França atuando de maneira ofensiva e dominando as ações. A equipe comandada por Laurent Blanc escolhia quase que exclusivamente o flanco esquerdo, explorando a velocidade de Franck Ribéry por aquele setor, que contava com o auxílio de Gaël Clichy, Benzema e, principalmente, Nasri, elemento mais acessado no meio-campo. Aos quinze minutos, Ribéry tabelou com Benzema, avançou de maneira rápida e enfiou para Ménez, que mandou para a rede - só que em posição de impedimento, detectada pela arbitragem.
Se as jogadas de ataque francesas aconteciam basicamente pela esquerda, então Ménez tratou de ir abandonando sua solidão no flanco direito e a se aproximar dos companheiros. Aos vinte e cinco minutos, Ribéry foi até a linha final pelo lado esquerdo, tocou atrás e Ménez aparecer, dominando a bola e chutando por cima. Aos vinte e sete, Benzema recebeu de Nasri na esquerda, trouxe para dentro e chutou de fora da área, com Pyatov defendendo. No minuto seguinte, Ribèry mostrou quem é que manda naquele canto do campo, ganhou na corrida da marcação que tentava acompanhá-lo, tocou rasteiro, a bola passou por Benzema e chegou até Ménez, que chutou para defesa salvadora de Pyatov.
Com trinta e três minutos, a Ucrânia finalmente conseguiu levar perigo. E, talvez inspirada no exemplo francês, avançando pelo lado esquerdo: Shevchenko foi lançado em velocidade, deu um toque de cabeça ajeitando para o chute e descolou remate forte, rebatido por Lloris. Aos trinta e oito minutos, quase saiu o primeiro gol da França: Nasri cobrou falta pela esquerda fazendo-a viajar até a direita e lá a redonda encontrou Mexès, que subiu mais que Yevhen Selin e cabeceou firme, com Pyatov realizando defesaça com a mão esquerda.
Como o jogo se concentrava no campo de ataque francês e no de defesa da seleção anfitriã, Oleg Blokhin achou por bem trocar Andrey Voronin (figura pouco acionada) e colocar Marko Devic, que ajudou a imprimir maior velocidade na transição ao ataque, participando bastante do jogo pelo lado esquerdo de ataque ucraniano. E o segundo tempo começou lá e cá. Aos três minutos, Ménez estava pelo lado esquerdo de ataque francês, chutou rasteiro e cruzado, e Pyatov rebateu. No mesmo minuto, Shevchenko avançou pela esquerda, fintou Adil Rami trazendo a bola pra direita e chutou mandando rente ao ângulo direito. No minuto posterior, Yevhen Konoplyanka avançou e deu na esquerda com Devic, que inverteu rasteiro, Anatoliy Tymoschuk pegou a bola sem dominar da maneira ideal e acabou finalizando com chute que saiu por cima.
E foi justamente no momento que a Ucrânia parecia melhor no jogo que a França chegou ao gol. Aos sete minutos, ma jogada que passou pelos pés de Ribéry pela esquerda (como de hábito) chegou até Benzema, que abriu na direita, Ménez dominou e chutou na paralela, mandando no canto direito para abrir o placar - o chute por pouco não desviou em Selin e em Ribéry, talvez dificultando ainda mais uma intervenção de Pyatov.
Três minutos após abrir a contagem, a França alcançou o segundo gol: Benzema deu bonito giro para sair da marcação e passou na medida para Cabeye, que escapou de Oleg Gusev e chutou rasteiro no canto esquerdo. 2a0 França.
Blokhin, que havia feito uma boa mexida no intervalo, tentou tirar mais uma carta da manga e, aos catorze minutos, trocou Sergey Nazarenko por Artem Milevskiy. Mas a aposta em colocar um homem mais fixo na área francesa não deu o efeito desejado, deixando o jogador que acabara de entrar isolado e pouco acionado no jogo. A França aproveitava seu bom momento e continuava criando chances. Aos dezesseis, Nasri carregou, tabelou com Ribéry, Benzema recebeu e chutou de fora da área, para mais uma defesa de Pyatov. Três minutos depois, aos dezenove, uma intensa troca de passes da seleção francesa terminou em chute forte de Cabaye, que bateu na trave esquerda.
Aos vinte e dois minutos, Blanc mexeu pela primeira vez enquanto Blokhin realizava sua última substituição por direito: na França, entrou Yann M'Vila no lugar de Cabaye, e, na Ucrânia, Andriy Yarmolenko deu lugar para Oleksandr Aliyev. O jogo foi diminuindo de ritmo, o que parecia mais interessante aos franceses do que os ucranianos, que não conseguiam repetir aquele poder de reação que culminou na virada diante dos suecos na estréia. Blanc ainda mexeu mais duas vezes. Aos vinte e sete minutos, trocou Ménez por Marvin Martin. Três minutos depois, aos trinta, colocou Oliver Giroud no lugar de Benzema. Daí para o final, a França teve relativa tranqüilidade na tarefa de administrar o resultado e conquistar uma vitória que quebrou um tabu histórico: em torneios de Eurocopa e Copa do Mundo, a última vez que os franceses venceram um jogo foi em 2006, na semifinal diante de Portugal, em solo alemão, com gol de Zinedine Zidane. E tem mais: essa foi a primeira vez que a França venceu um jogo de Euro sem contar com Michel Platini ou Zidane no elenco. Se esse futebol apresentado nessa sexta-feira se repetir, tudo indica que novas vitórias virão na competição. Já a Ucrânia terá a missão de reencontrar um futebol mais parecido com o visto no segundo tempo da estréia do que nessa partida válida pela segunda rodada, a fim de marcar presença na próxima fase da Euro 2012.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Espetáculo Espanhol Promove Maior Goleada Na Euro 2012 E Elimina Irlanda
É difícil saber por onde começar. Na verdade, nem sei. O fato é que a Espanha, jogo após jogo, confirma e aumenta a certeza de que se trata da seleção que melhor representa o bom futebol na atualidade. Nessa quinta-feira, diante de uma aplicada Irlanda, a equipe comandada por Vicente del Bosque voltou a encantar e, por esbarrar em diversas defesas do goleiro Shay Given, teve de se contentar com... uma goleada por 4a0.
O jogo
Mais uma vez, a cidade de Gdansk teve o privilégio de sediar um jogo da melhor seleção de futebol das últimas décadas. Uma seleção que começa com um bom goleiro, Iker Casillas, que com um minuto espalmou chute de Simon Cox no canto direito. Casillas trabalharia naquele momento para praticamente não mais ser visto em ação, tamanho o domínio que se estabeleceria.
Aos três minutos e vinte e dois segundos, o atacante Fernando Torres, um dos melhores do mundo na posição, marcou o gol mais rápido da Espanha na história das Eurocopas. Andrés Iniesta - que dispensa comentários, que jogador! - tocou para David Silva, que foi desarmado parcialmente pela parede irlandesa postada na grande área. Só que Torres estava presente e não titubeou: recuperou a bola tomando-a de Richard Dunne, passou por Stephen Ward e finalizou com firmeza, no alto, estufando a rede.
A contagem estava aberta, o que de certa maneira tira um peso diante de um adversário com preferência por se retrancar. Se isso facilitou ou não o jeito de jogar espanhol não saberei precisar, mas posso garantir que a Espanha seguiu focada em conservar seu estilo de jogo e a continuar criando ocasiões de gol. Aos seis minutos, Xabi Alonso perdeu a bola, recuperou e deu para Silva, que ajeitou pra perna esquerda e chutou - Given encaixou.
Se no lance anterior a jogada deu-se num perde-ganha de posse de bola protagonizado por Alonso, no minuto posterior a chegada foi de um jeito diferente: Xavi Hernández lançou com aquela precisão que o caracteriza, Álvaro Arbeloa escorou de cabeça próximo à linha final e Torres mandou à esquerda, quase marcando o segundo gol. Aos oito, Keith Andrews pegou sobra de bola afastada parcialmente por Gerard Piqué, dominou, chutou e a bola saiu à direita após desvio em Piqué.
E se Piqué naquele momento protegia a meta espanhola - tarefa que se espera de um zagueiro -, aos quinze minutos o defensor se apresentou no ataque, ganhou a disputa pela bola, chutou de fora e Given segurou. Aos vinte e dois minutos, Iniesta recebeu, avançou e chutou forte - Given espalmou.
Entre tantas trocas de passes, tantas aproximações do gol, tanto encantamento de uma seleção de técnica bem apurada, tática bem trabalhada e filosofia de jogo bem implementada, houve espaço também para o bizarro. Com vocês, o árbitro português Pedro Proença (o mesmo da final da Liga dos Campeões da Europa): aos trinta e quatro minutos, o cidadão do apito esteve posicionado em local impróprio e acabou derrubando Andrews, em lance onde a bola voltou à Espanha. Fosse Pedro Proença um jogador, era falta para cartão. No minuto seguinte, Robbie Keane derrubou Iniesta e recebeu cartão amarelo do outrora infrator árbitro do jogo.
A Irlanda teve mais uma jogada de ataque aos quarenta e quatro, quando Keane recebeu de Cox e teve o chute bloqueado em Piqué. Mas o irlandês que mais apareceria até o final do primeiro tempo seria aquele que veste luvas. Aos quarenta e um, Silva recebeu na meia-lua e entregou para Xavi, que ajeitou e buscou o canto esquerdo - Given defendeu. Dois minutos depois, a bola rolada na direita chegou até Arbeloa, que teve o chute desviado na marcação e rebatido por Given. Na seqüência, Xavi chutou e Dunne bloqueou. Aos quarenta e seis, no último ato pré-intervalo, Xavi cobrou uma falta sofrida por Silva (no lance, Glenn Whelan recebeu cartão amarelo) colocando a bola na área, Iniesta pegou a sobra e chutou bem, com Given espalmando por cima e salvando a pátria irlandesa mais uma vez.
No intervalo, Giovanni Trapattoni, o treinador italiano que comanda a Irlanda (mais velho treinador da história da Eurocopa), trocou Cox por Jonathan Walters. E se Given terminou o primeiro tempo tendo que mostrar serviço para evitar gols espanhóis, começou a etapa complementar da mesma forma. Aos dois minutos, a abertura na direita chegou até Arbeloa, que chutou à meia-altura e Given espalmou. Como não é toda hora que dá para realizar a defesa, aos três minutos saiu o segundo gol espanhol: Torres chutou da esquerda, Given rebateu pra frente, Silva recolheu a sobra, fintou Ward - que ficou estatelado na grama - e concluiu a jogada colocando a bola entre as pernas de Dunne, no rumo do canto direito. 2a0.
Aos oito minutos, Alonso recebeu cartão amarelo pela falta cometida em Walters, que fintara o volante. No minuto posterior, Xavi pegou bonito na bola e Given conseguiu dar ainda mais beleza ao lance ao levar os dedos da mão direta até o objeto esférico, impedindo o terceiro gol com uma linda intervenção. Aos doze, erro da arbitragem ao marcar impedimento de Torres em enfiada de bola onde Dunne dava condição ao atacante - de toda forma, Given realizaria a defesa (não que eu seja um vidente, até porque apostaria em gol de Torres, é que os dois deram continuidade ao lance mesmo).
É bom demais ver um atacante do nível de Fernando Torres esbanjando boa forma física. As jogadas acontecem com ainda mais naturalidade e o espetáculo fica mais bonito. Aos dezesseis, o camisa nove espanhol estava de costas para o gol e deu de calcanhar - a bola bateu em Sean St. Ledger e voltou em Torres, que rolou atrás e Sergio Busquets mandou perto da trave direita.
Pendurado com o cartão amarelo recebido aos oito minutos, Alonso saiu para a entrada de Javi Martínez, aos dezenove. Aos vinte e um, uma jogada de Aiden McGeady pela esquerda quase contou com a colaboração de dois companheiros de clube: é que Casillas e Sergio Ramos foram para a mesma bola no cruzamento pelo alto, com Casillas acertando a cabeça de Ramos e Ramos acertando a bola. No fim, todos a salvo. Aos vinte e quatro minutos, o terceiro gol da Espanha: Iniesta disputou a bola no meio, ela foi recolhida por Silva e de seus pés saiu ótima enfiada de bola para acionar Torres, que avançou e pôs no canto esquerdo de maneira arrebatadora e fulminante. 3a0, com a marca de El Niño.
Com uma atuação maiúscula, fazendo lembrar o auge na carreira - sabe-se lá quando foi, é ou será o auge na carreira de um atleta que parece sempre capaz de evoluir e surpreender -, Torres deixou o campo aos vinte e oito minutos, dando lugar ao camisa dez Francesc Fàbregas.
Aos vinte e nove, Casillas voltaria a entrar em contato com a bola e a aparecer na transmissão do jogo, espalmando chute cruzado de Keane à esquerda. No minuto seguinte, Martínez deu carrinho em direção à bola que estava sob controle de Whelan, recebendo o segundo cartão amarelo espanhol. Naquele mesmo minuto, Damien Duff saiu para a entrada de James McClean. Duff é um dos jogadores mais conhecidos internacionalmente entre os convocados irlandeses, mas praticamente não foi visto em campo. Dado o grande nível de exibição visto na seleção espanhola, prefiro não cravar aqui que Duff pouco apareceu por estar numa noite infeliz. Talvez tenha feito o possível.
O ritmo espanhol diminuiu, com as chances aparecendo com menor freqüência. Aos trinta e dois, Xavi cobrou falta por cima. Aos trinta e quatro, Iniesta deu lugar a Santiago Cazorla. Trapattoni também mexeu: tirou Whelan, colocou Paul Green. Talvez impulsionada pelo ânimo renovado pela entrada de um novo jogador, a Espanha chegou ao quarto gol. Cazorla recebeu, chutou no canto esquerdo e Given espalmou. Na cobrança de escanteio pela direita, Silva passou para Fàbregas, que fez o resto: dominou, ajeitou pro chute e soltou um remate forte e cruzado, que bateu na trave direita com extrema força e foi parar na rede.
Com 4a0 no placar e um baile de bola, a Espanha teve uma performance formidável em Gdansk. A última anotação feita por esse entusiasta do futebol arte foi uma entrada de carrinho de St. Ledger em Silva, que rendeu cartão amarelo ao irlandês. Mas poderia adicionar uma outra frase: hoje, tive o prazer de ver mais uma vez essa Espanha jogar.
Outro resultado
Quinta-feira (Grupo C)
Itália 1a1 Croácia
Situação no grupo
Espanha (4 pontos, saldo 4) e Croácia (4 pontos, saldo 2) fazem confronto direto pelo primeiro lugar no grupo, onde o empate dá a liderança aos espanhóis. Itália (2 pontos) precisa necessariamente vencer a já eliminada Irlanda (0) para ter chance de chegar ao segundo lugar. Como o primeiro critério de desempate é o confronto direto, um empate a partir de 2a2 classifica Espanha e Croácia, independentemente do que a Itália venha a fazer diante da Irlanda. O curioso é imaginar vitória italiana e empate por 1a1 entre espanhóis e croatas: haveria um tríplice empate nesse caso.
O jogo
Mais uma vez, a cidade de Gdansk teve o privilégio de sediar um jogo da melhor seleção de futebol das últimas décadas. Uma seleção que começa com um bom goleiro, Iker Casillas, que com um minuto espalmou chute de Simon Cox no canto direito. Casillas trabalharia naquele momento para praticamente não mais ser visto em ação, tamanho o domínio que se estabeleceria.
Aos três minutos e vinte e dois segundos, o atacante Fernando Torres, um dos melhores do mundo na posição, marcou o gol mais rápido da Espanha na história das Eurocopas. Andrés Iniesta - que dispensa comentários, que jogador! - tocou para David Silva, que foi desarmado parcialmente pela parede irlandesa postada na grande área. Só que Torres estava presente e não titubeou: recuperou a bola tomando-a de Richard Dunne, passou por Stephen Ward e finalizou com firmeza, no alto, estufando a rede.
A contagem estava aberta, o que de certa maneira tira um peso diante de um adversário com preferência por se retrancar. Se isso facilitou ou não o jeito de jogar espanhol não saberei precisar, mas posso garantir que a Espanha seguiu focada em conservar seu estilo de jogo e a continuar criando ocasiões de gol. Aos seis minutos, Xabi Alonso perdeu a bola, recuperou e deu para Silva, que ajeitou pra perna esquerda e chutou - Given encaixou.
Se no lance anterior a jogada deu-se num perde-ganha de posse de bola protagonizado por Alonso, no minuto posterior a chegada foi de um jeito diferente: Xavi Hernández lançou com aquela precisão que o caracteriza, Álvaro Arbeloa escorou de cabeça próximo à linha final e Torres mandou à esquerda, quase marcando o segundo gol. Aos oito, Keith Andrews pegou sobra de bola afastada parcialmente por Gerard Piqué, dominou, chutou e a bola saiu à direita após desvio em Piqué.
E se Piqué naquele momento protegia a meta espanhola - tarefa que se espera de um zagueiro -, aos quinze minutos o defensor se apresentou no ataque, ganhou a disputa pela bola, chutou de fora e Given segurou. Aos vinte e dois minutos, Iniesta recebeu, avançou e chutou forte - Given espalmou.
Entre tantas trocas de passes, tantas aproximações do gol, tanto encantamento de uma seleção de técnica bem apurada, tática bem trabalhada e filosofia de jogo bem implementada, houve espaço também para o bizarro. Com vocês, o árbitro português Pedro Proença (o mesmo da final da Liga dos Campeões da Europa): aos trinta e quatro minutos, o cidadão do apito esteve posicionado em local impróprio e acabou derrubando Andrews, em lance onde a bola voltou à Espanha. Fosse Pedro Proença um jogador, era falta para cartão. No minuto seguinte, Robbie Keane derrubou Iniesta e recebeu cartão amarelo do outrora infrator árbitro do jogo.
A Irlanda teve mais uma jogada de ataque aos quarenta e quatro, quando Keane recebeu de Cox e teve o chute bloqueado em Piqué. Mas o irlandês que mais apareceria até o final do primeiro tempo seria aquele que veste luvas. Aos quarenta e um, Silva recebeu na meia-lua e entregou para Xavi, que ajeitou e buscou o canto esquerdo - Given defendeu. Dois minutos depois, a bola rolada na direita chegou até Arbeloa, que teve o chute desviado na marcação e rebatido por Given. Na seqüência, Xavi chutou e Dunne bloqueou. Aos quarenta e seis, no último ato pré-intervalo, Xavi cobrou uma falta sofrida por Silva (no lance, Glenn Whelan recebeu cartão amarelo) colocando a bola na área, Iniesta pegou a sobra e chutou bem, com Given espalmando por cima e salvando a pátria irlandesa mais uma vez.
No intervalo, Giovanni Trapattoni, o treinador italiano que comanda a Irlanda (mais velho treinador da história da Eurocopa), trocou Cox por Jonathan Walters. E se Given terminou o primeiro tempo tendo que mostrar serviço para evitar gols espanhóis, começou a etapa complementar da mesma forma. Aos dois minutos, a abertura na direita chegou até Arbeloa, que chutou à meia-altura e Given espalmou. Como não é toda hora que dá para realizar a defesa, aos três minutos saiu o segundo gol espanhol: Torres chutou da esquerda, Given rebateu pra frente, Silva recolheu a sobra, fintou Ward - que ficou estatelado na grama - e concluiu a jogada colocando a bola entre as pernas de Dunne, no rumo do canto direito. 2a0.
Aos oito minutos, Alonso recebeu cartão amarelo pela falta cometida em Walters, que fintara o volante. No minuto posterior, Xavi pegou bonito na bola e Given conseguiu dar ainda mais beleza ao lance ao levar os dedos da mão direta até o objeto esférico, impedindo o terceiro gol com uma linda intervenção. Aos doze, erro da arbitragem ao marcar impedimento de Torres em enfiada de bola onde Dunne dava condição ao atacante - de toda forma, Given realizaria a defesa (não que eu seja um vidente, até porque apostaria em gol de Torres, é que os dois deram continuidade ao lance mesmo).
É bom demais ver um atacante do nível de Fernando Torres esbanjando boa forma física. As jogadas acontecem com ainda mais naturalidade e o espetáculo fica mais bonito. Aos dezesseis, o camisa nove espanhol estava de costas para o gol e deu de calcanhar - a bola bateu em Sean St. Ledger e voltou em Torres, que rolou atrás e Sergio Busquets mandou perto da trave direita.
Pendurado com o cartão amarelo recebido aos oito minutos, Alonso saiu para a entrada de Javi Martínez, aos dezenove. Aos vinte e um, uma jogada de Aiden McGeady pela esquerda quase contou com a colaboração de dois companheiros de clube: é que Casillas e Sergio Ramos foram para a mesma bola no cruzamento pelo alto, com Casillas acertando a cabeça de Ramos e Ramos acertando a bola. No fim, todos a salvo. Aos vinte e quatro minutos, o terceiro gol da Espanha: Iniesta disputou a bola no meio, ela foi recolhida por Silva e de seus pés saiu ótima enfiada de bola para acionar Torres, que avançou e pôs no canto esquerdo de maneira arrebatadora e fulminante. 3a0, com a marca de El Niño.
Com uma atuação maiúscula, fazendo lembrar o auge na carreira - sabe-se lá quando foi, é ou será o auge na carreira de um atleta que parece sempre capaz de evoluir e surpreender -, Torres deixou o campo aos vinte e oito minutos, dando lugar ao camisa dez Francesc Fàbregas.
Aos vinte e nove, Casillas voltaria a entrar em contato com a bola e a aparecer na transmissão do jogo, espalmando chute cruzado de Keane à esquerda. No minuto seguinte, Martínez deu carrinho em direção à bola que estava sob controle de Whelan, recebendo o segundo cartão amarelo espanhol. Naquele mesmo minuto, Damien Duff saiu para a entrada de James McClean. Duff é um dos jogadores mais conhecidos internacionalmente entre os convocados irlandeses, mas praticamente não foi visto em campo. Dado o grande nível de exibição visto na seleção espanhola, prefiro não cravar aqui que Duff pouco apareceu por estar numa noite infeliz. Talvez tenha feito o possível.
O ritmo espanhol diminuiu, com as chances aparecendo com menor freqüência. Aos trinta e dois, Xavi cobrou falta por cima. Aos trinta e quatro, Iniesta deu lugar a Santiago Cazorla. Trapattoni também mexeu: tirou Whelan, colocou Paul Green. Talvez impulsionada pelo ânimo renovado pela entrada de um novo jogador, a Espanha chegou ao quarto gol. Cazorla recebeu, chutou no canto esquerdo e Given espalmou. Na cobrança de escanteio pela direita, Silva passou para Fàbregas, que fez o resto: dominou, ajeitou pro chute e soltou um remate forte e cruzado, que bateu na trave direita com extrema força e foi parar na rede.
Com 4a0 no placar e um baile de bola, a Espanha teve uma performance formidável em Gdansk. A última anotação feita por esse entusiasta do futebol arte foi uma entrada de carrinho de St. Ledger em Silva, que rendeu cartão amarelo ao irlandês. Mas poderia adicionar uma outra frase: hoje, tive o prazer de ver mais uma vez essa Espanha jogar.
Outro resultado
Quinta-feira (Grupo C)
Itália 1a1 Croácia
Situação no grupo
Espanha (4 pontos, saldo 4) e Croácia (4 pontos, saldo 2) fazem confronto direto pelo primeiro lugar no grupo, onde o empate dá a liderança aos espanhóis. Itália (2 pontos) precisa necessariamente vencer a já eliminada Irlanda (0) para ter chance de chegar ao segundo lugar. Como o primeiro critério de desempate é o confronto direto, um empate a partir de 2a2 classifica Espanha e Croácia, independentemente do que a Itália venha a fazer diante da Irlanda. O curioso é imaginar vitória italiana e empate por 1a1 entre espanhóis e croatas: haveria um tríplice empate nesse caso.
Itália Faz Bom 1º Tempo, Mas Cede Campo E Empate À Croácia
Itália e Croácia fizeram jogo equilibrado no estádio Miejski, na
cidade polonesa de Poznan, e terminaram empatados no placar, mantendo o
grupo C na Eurocopa 2012 sem definições de equipes classificadas.
Apesar de ter feito um bom primeiro tempo, de ter aberto o placar com o primeiro gol de falta na Euro 2012 (cobrança certeira de Andrea Pirlo), de ter tido mais a bola consigo (52%) e de ter chutado mais vezes (15a10), a Itália por pouco não levou a virada no segundo tempo, tendo sido pressionada pelo forte ataque croata - Mario Mandzukic, atuor do gol de empate, igualou-se no topo da lista de goleadores com os mesmos três gols que o russo Dzagoev e o alemão Mario Gómez.
Na última rodada, italianos e croatas buscarão a classificação diante de irlandeses e espanhóis, respectivamente.
O jogo
Impulsionada pelas boas participações de Claudio Marchisio e Antonio Cassano, guiada pelo maestro Pirlo e protegida por um sistema defensivo sólido, a seleção italiana teve bom início de partida, se sobressaindo territorialmente. Aos dois minutos, Mario Balotelli recebeu de Emanuele Giaccherini, girou sendo vigiado por três adversários e chutou firme, mandando perto da trave direita, na primeira finalização do jogo. Aos seis minutos, Cassano cruzou da esquerda e a bola só não chegou até Marchisio porque Ivan Perisic cortou antes. Aos dez minutos, Balotelli recebeu e chutou em cima da marcação - na seqüência, Marchisio rematou bonito e a bola passou rente ao travessão. Com quinze minutos, Cassano recebeu pela direita e deu ótimo passe para Balotelli, que chutou da meia-lua e, no centro do gol, Stipe Pletikosa rebateu.
A Croácia tinha dificuldades de criar jogadas de ataque e a bola pouco chegava em boas condições para a dupla formada por Nikica Jelavic e Mandzukic, que muito haviam sido acionados na estréia diante da Irlanda. De toda forma, aos dezoito minutos pintou um cruzamento vindo da direita, Giorgio Chielini e Jelavic caíram na área em lance que muito me pareceu pênalti, mas o árbitro inglês Howard Webb acabou apitando falta para a Itália. No minuto seguinte, Darijo Srna cruzou da direita e Jelavic não alcançou no primeiro pau, com a bola sendo pega por Ginaluigi Buffon - um desvio ali provavelmente resultaria em gol.
Após aquelas duas chegadas croatas, a Itália demorou nove minutos para voltar a ter aproximação da meta adversária. Aos vinte e oito, Cassano fez bela jogada individual ao passar entre dois adversários mas demorou para decidir se chutava ou se passava a bola, sendo desarmado por Gordon Schildenfeld, que recuperou-se no lance. Aos trinta e dois, Pirlo passou para Marchisio e deste saiu passe espetacular, de primeira, acionando Cassano dentro da área pelo lado direito - o atacante chutou cruzado e a bola passou à direita. Aos trinta e três, Balotelli chutou de fora da área e mandou à direita.
A pressão italiana só fazia crescer, dando sinais de que a equipe se aproximava do gol inaugural. Aos trinta e seis, Marchisio recebeu na área ótimo passe de Cassano, chutou e Pletikosa rebateu - o rebote voltou em Marchisio, que fintou Srna para a esquerda e chutou novamente, parando em sensacional nova defesa de Pletikosa. Aos trinta e oito, saiu o gol. Tudo começou quando Ivan Rakitic cometeu falta em Balotelli a alguns passos da área, pelo lado esquerdo de ataque italiano. Terminou com uma cobrança certeira de Pirlo, colocando a bola entre as cabeças de Rakitic e de Ognjen Vukojevic, levando a bola até o canto direito do gol. 1a0 Itália, no primeiro gol de falta na Euro 2012, com o selo Pirlo de qualidade.
Aos quarenta e dois minutos, Pirlo esbanjou precisão em outro lance de bola parada, dessa vez cobrando escanteio pela direita sob medida para Cassano, que, posicionado no primeiro pau, cabeceou perto travessão. Em contra-ataque, a Croácia teve chance de alcançar o gol de empate antes do intervalo: aos quarenta e cinco, Rakitic carregou a bola em velocidade, deu para Mandzukic na direita e o chute do atacante foi defendido por Buffon.
As equipes voltaram para o segundo tempo com os mesmos jogadores, mas logo foi percebida uma mudança de atitude nos croatas, que rapidamente estabeleceram uma marcação mais adiantada e pressionaram os italianos. Com um minuto, Luka Modric passou por Daniele de Rossi e chutou rasteiro no canto direito - Buffon fez a defesa. Aos três, Modric chutou com força de fora da área e a bola passou por cima do travessão, levando perigo. Dois minutos depois, foi a vez de Leonardo Bonucci tentar de fora da área: o chute do defensor italiano desviou em Perisic e enganou Pletikosa, saindo à esquerda.
Os alas italianos Christian Maggio e Giaccherini pouco apareciam, e o volante Thiago Motta menos ainda, dando a entender que alguma coisa não ia bem no sistema tático proposto por Cesare Prandelli, talvez acomodado pelo fato de o resultado lhe satisfazer. Aos onze minutos, Motta agarrou Jelavic na área instantes antes de cobrança de escanteio para a Croácia e Webb deu cartão amarelo para o italiano - se o agarrão fosse cometido após a cobrança ter sido efetuada, será que o árbitro apitaria a infração? Aos catorze, Srna saltou distribuindo cotovelo na nuca de Motta, em lance de expulsão onde não foi visto nenhum cartão. Aos quinze, Balotelli chutou de fora da área com força e mandou por cima. Aos dezessete minutos, Prandelli trocou Motta por Riccardo Montolivo, naquela que era a primeira substituição no jogo e que dava maior qualidade na saída de bola italiana.
Aos vinte minutos, Modric usou o braço direito para dominar a bola e foi advertido verbalmente por Webb, que disse algo como 'essa é a segunda vez, chega' (foi possível ver o árbitro inglês mostrar o número dois e dizer "stop" ao jogador do Tottenham, lembrando Modric de que minutos atrás já tivera tocado a bola com o braço). Aos vinte e dois, Slaven Bilic mexeu pela primeira vez na Croácia, trocando Perisic por Danijel Pranjic. Naquele mesmo minuto, um cruzamento da direta de ataque croata chegou na pequena área italiana e Bonucci esbanjou frieza ao recuar de cabeça para Buffon, mostrando confiança e entrosamento com o companheiro de Juventus e de seleção.
Com cinco chutes no jogo (três deles para fora), Balotelli deixou o campo aos vinte e quatro minutos, dando lugar ao também atacante Antonio di Natale, autor do gol italiano na partida de estréia. E antes que pudéssemos detectar qualquer efeito na alteração de jogadores, saiu o gol de empate croata: aos vinte e seis, Ivan Strinic efetuou cruzamento certeiro a partir do flanco esquerdo, Chielini acompanhou a trajetória da bola sem conseguir alcançá-la na tentativa de cabeceio e a redonda encontrou Mandzukic livre na área, com o atacante ajeitando e chutando firme uma bola que ainda bateu na trave direita antes de estufar a rede, sem dar possibilidade de defesa para Buffon. 1a1 no placar.
Sem conseguir penetrar na área oponente, a Itália tentou retomar a vantagem no placar em chute de fora: aos trinta minutos, Montolivo mandou pro gol e Pletikosa rebateu com as duas mãos. No minuto seguinte, Pirlo tocou para Cassano, que deu enfiada de bola na corrida de Maggio, sendo marcado impedimento em lance difícil de atestar a legalidade na posição do ala-direito italiano - achei que o auxiliar acertou. Aos trinta e quatro, Montolivo saltou colocando o cotovelo nas costas de Mandzukic e recebeu cartão amarelo em agressão semelhante àquela de Srna em Motta, que na ocasião passou impune.
Costumo relatar por aqui informações como os esquemas táticos, os lances de ataque, jogadas violentas, decisões polêmicas da arbitragem, jogadas de efeito. Mas esse parágrafo dedico especialmente a carrinho sensacional, digno de marcar presença no texto que conta como foi a partida entre Itália e Croácia. Aos trinta e seis minutos, a Itália preparava saída em velocidade pelo lado esquerdo acionando Giaccherini mas teve sua empreitada frustrada quando Rakitic deslizou na superfície verde e desarmou o ala italiano, de forma limpa e na bola, mostrando um tempo perfeito na leitura do lance. Depois, o mesmo Rakitic não foi tão preciso no carrinho dado em Chielini e cometeu falta - Webb limitou-se a apitar a falta e sorrir para Rakitic, como quem diz: 'tudo bem, não vou te dar cartão porque você tem crédito quando o assunto é carrinho'.
Aos trinta e oito, teve vez a segunda substituição de Bilic e a terceira de Prandelli: na Croácia, Jelavic deu lugar ao carioca de nascimento Eduardo da Silva; na Itália, Sebastian Giovinco entrou no lugar de Cassano, que caiu de produção após fazer ótimo primeiro tempo. Dois minutos depois, o hábil Giovinco já mostrava disposição pelo lado direito, sendo parado com falta por Schindenfeld, que recebeu cartão amarelo após o empurrão no peito do camisa vinte italiano. Aos quarenta e dois, foi a vez de Eduardo aparecer: ele recebeu no comando de ataque, fez o pivô abrindo na direita, Srna cruzou e Chielini afastou de cabeça. No minuto posterior, o auxiliar, que tantas decisões corretas havia tomado ao longo do jogo, equivocou-se ao acusar impedimento em lance onde Di Natale receberia livre partindo em direção ao gol, com Schildenfeld dando condição. Inegável a dificuldade no lance, mas no dia que a FIFA fizer uso do recurso tecnológico, jogadas como essa terão o desfecho justo - o que não aconteceu na enfiada de bola para Di Natale, infelizmente.
A Croácia pareceu ter encontrado uma maneira de jogar capaz de manter a Itália em dificuldades e a pressão se intensificou. Aos quarenta e quatro, Eduardo abriu na esquerda e Strinic chutou por cima. Aos quarenta e seis, Rakitic puxou contra-ataque em velocidade, passou para Mandzukic e, no mano-a-mano com Chielini, o defensor italiano acabou conseguindo levar a melhor, ganhando tiro-de-meta na disputa de bola. Aos quarenta e sete, Mandzukic e Montolivo disputaram a bola em velocidade e Webb deu falta para a Itália. Aparentando esgotamento físico, Mandzukic deixou o campo aos quarenta e nove minutos, dando lugar a Niko Kranjcar. Como o árbitro havia prometido cinco minutos de acréscimo, pouca coisa podia ser feita a partir daquele momento. Mas Buffon teve que trabalhar mais uma vez, realizando defesa em dois tempos após chute de fora da área que tinha o canto direito do gol como endereço.
Os croatas adotam uma maneira de jogar rara no futebol de hoje em dia, fazendo uso de dois centroavantes de presença marcante na área - mas nem por isso perdem em mobilidade, notadamente pelos constantes deslocamentos de Mandzukic, jogador muito interessante. O desafio diante da Espanha, na rodada derradeira, será conseguir inibir as jogadas adversárias, o que me parece que deverá ser feito através de um fortalecimento na proteção à defesa - se jogadores como Srna, Modric, Perisic e Rakitic atuarem bem, as chances de surpreender a melhor seleção do mundo crescem significativamente, principalmente com a utlização de dois elementos de ataque que já demonstraram capacidade de colocar a bola na rede.
Já a Itália, embora com jogadores de boa técnica em todos os setores do campo, apresenta uma tendência em concentrar esforços na solidificação de um sistema defensivo em detrimento de uma maior fluidez ao ataque. Se jogar algo parecido com o visto na estréia e com o apresentado no primeiro tempo desse jogo, os italianos têm totais condições de passar pela Irlanda e avançar na competição, mas creio que há muito a ser melhorado na seleção italiana, que não ficou muito longe de sair derrotada nessas duas primeiras rodadas.
Apesar de ter feito um bom primeiro tempo, de ter aberto o placar com o primeiro gol de falta na Euro 2012 (cobrança certeira de Andrea Pirlo), de ter tido mais a bola consigo (52%) e de ter chutado mais vezes (15a10), a Itália por pouco não levou a virada no segundo tempo, tendo sido pressionada pelo forte ataque croata - Mario Mandzukic, atuor do gol de empate, igualou-se no topo da lista de goleadores com os mesmos três gols que o russo Dzagoev e o alemão Mario Gómez.
Na última rodada, italianos e croatas buscarão a classificação diante de irlandeses e espanhóis, respectivamente.
O jogo
Impulsionada pelas boas participações de Claudio Marchisio e Antonio Cassano, guiada pelo maestro Pirlo e protegida por um sistema defensivo sólido, a seleção italiana teve bom início de partida, se sobressaindo territorialmente. Aos dois minutos, Mario Balotelli recebeu de Emanuele Giaccherini, girou sendo vigiado por três adversários e chutou firme, mandando perto da trave direita, na primeira finalização do jogo. Aos seis minutos, Cassano cruzou da esquerda e a bola só não chegou até Marchisio porque Ivan Perisic cortou antes. Aos dez minutos, Balotelli recebeu e chutou em cima da marcação - na seqüência, Marchisio rematou bonito e a bola passou rente ao travessão. Com quinze minutos, Cassano recebeu pela direita e deu ótimo passe para Balotelli, que chutou da meia-lua e, no centro do gol, Stipe Pletikosa rebateu.
A Croácia tinha dificuldades de criar jogadas de ataque e a bola pouco chegava em boas condições para a dupla formada por Nikica Jelavic e Mandzukic, que muito haviam sido acionados na estréia diante da Irlanda. De toda forma, aos dezoito minutos pintou um cruzamento vindo da direita, Giorgio Chielini e Jelavic caíram na área em lance que muito me pareceu pênalti, mas o árbitro inglês Howard Webb acabou apitando falta para a Itália. No minuto seguinte, Darijo Srna cruzou da direita e Jelavic não alcançou no primeiro pau, com a bola sendo pega por Ginaluigi Buffon - um desvio ali provavelmente resultaria em gol.
Após aquelas duas chegadas croatas, a Itália demorou nove minutos para voltar a ter aproximação da meta adversária. Aos vinte e oito, Cassano fez bela jogada individual ao passar entre dois adversários mas demorou para decidir se chutava ou se passava a bola, sendo desarmado por Gordon Schildenfeld, que recuperou-se no lance. Aos trinta e dois, Pirlo passou para Marchisio e deste saiu passe espetacular, de primeira, acionando Cassano dentro da área pelo lado direito - o atacante chutou cruzado e a bola passou à direita. Aos trinta e três, Balotelli chutou de fora da área e mandou à direita.
A pressão italiana só fazia crescer, dando sinais de que a equipe se aproximava do gol inaugural. Aos trinta e seis, Marchisio recebeu na área ótimo passe de Cassano, chutou e Pletikosa rebateu - o rebote voltou em Marchisio, que fintou Srna para a esquerda e chutou novamente, parando em sensacional nova defesa de Pletikosa. Aos trinta e oito, saiu o gol. Tudo começou quando Ivan Rakitic cometeu falta em Balotelli a alguns passos da área, pelo lado esquerdo de ataque italiano. Terminou com uma cobrança certeira de Pirlo, colocando a bola entre as cabeças de Rakitic e de Ognjen Vukojevic, levando a bola até o canto direito do gol. 1a0 Itália, no primeiro gol de falta na Euro 2012, com o selo Pirlo de qualidade.
Aos quarenta e dois minutos, Pirlo esbanjou precisão em outro lance de bola parada, dessa vez cobrando escanteio pela direita sob medida para Cassano, que, posicionado no primeiro pau, cabeceou perto travessão. Em contra-ataque, a Croácia teve chance de alcançar o gol de empate antes do intervalo: aos quarenta e cinco, Rakitic carregou a bola em velocidade, deu para Mandzukic na direita e o chute do atacante foi defendido por Buffon.
As equipes voltaram para o segundo tempo com os mesmos jogadores, mas logo foi percebida uma mudança de atitude nos croatas, que rapidamente estabeleceram uma marcação mais adiantada e pressionaram os italianos. Com um minuto, Luka Modric passou por Daniele de Rossi e chutou rasteiro no canto direito - Buffon fez a defesa. Aos três, Modric chutou com força de fora da área e a bola passou por cima do travessão, levando perigo. Dois minutos depois, foi a vez de Leonardo Bonucci tentar de fora da área: o chute do defensor italiano desviou em Perisic e enganou Pletikosa, saindo à esquerda.
Os alas italianos Christian Maggio e Giaccherini pouco apareciam, e o volante Thiago Motta menos ainda, dando a entender que alguma coisa não ia bem no sistema tático proposto por Cesare Prandelli, talvez acomodado pelo fato de o resultado lhe satisfazer. Aos onze minutos, Motta agarrou Jelavic na área instantes antes de cobrança de escanteio para a Croácia e Webb deu cartão amarelo para o italiano - se o agarrão fosse cometido após a cobrança ter sido efetuada, será que o árbitro apitaria a infração? Aos catorze, Srna saltou distribuindo cotovelo na nuca de Motta, em lance de expulsão onde não foi visto nenhum cartão. Aos quinze, Balotelli chutou de fora da área com força e mandou por cima. Aos dezessete minutos, Prandelli trocou Motta por Riccardo Montolivo, naquela que era a primeira substituição no jogo e que dava maior qualidade na saída de bola italiana.
Aos vinte minutos, Modric usou o braço direito para dominar a bola e foi advertido verbalmente por Webb, que disse algo como 'essa é a segunda vez, chega' (foi possível ver o árbitro inglês mostrar o número dois e dizer "stop" ao jogador do Tottenham, lembrando Modric de que minutos atrás já tivera tocado a bola com o braço). Aos vinte e dois, Slaven Bilic mexeu pela primeira vez na Croácia, trocando Perisic por Danijel Pranjic. Naquele mesmo minuto, um cruzamento da direta de ataque croata chegou na pequena área italiana e Bonucci esbanjou frieza ao recuar de cabeça para Buffon, mostrando confiança e entrosamento com o companheiro de Juventus e de seleção.
Com cinco chutes no jogo (três deles para fora), Balotelli deixou o campo aos vinte e quatro minutos, dando lugar ao também atacante Antonio di Natale, autor do gol italiano na partida de estréia. E antes que pudéssemos detectar qualquer efeito na alteração de jogadores, saiu o gol de empate croata: aos vinte e seis, Ivan Strinic efetuou cruzamento certeiro a partir do flanco esquerdo, Chielini acompanhou a trajetória da bola sem conseguir alcançá-la na tentativa de cabeceio e a redonda encontrou Mandzukic livre na área, com o atacante ajeitando e chutando firme uma bola que ainda bateu na trave direita antes de estufar a rede, sem dar possibilidade de defesa para Buffon. 1a1 no placar.
Sem conseguir penetrar na área oponente, a Itália tentou retomar a vantagem no placar em chute de fora: aos trinta minutos, Montolivo mandou pro gol e Pletikosa rebateu com as duas mãos. No minuto seguinte, Pirlo tocou para Cassano, que deu enfiada de bola na corrida de Maggio, sendo marcado impedimento em lance difícil de atestar a legalidade na posição do ala-direito italiano - achei que o auxiliar acertou. Aos trinta e quatro, Montolivo saltou colocando o cotovelo nas costas de Mandzukic e recebeu cartão amarelo em agressão semelhante àquela de Srna em Motta, que na ocasião passou impune.
Costumo relatar por aqui informações como os esquemas táticos, os lances de ataque, jogadas violentas, decisões polêmicas da arbitragem, jogadas de efeito. Mas esse parágrafo dedico especialmente a carrinho sensacional, digno de marcar presença no texto que conta como foi a partida entre Itália e Croácia. Aos trinta e seis minutos, a Itália preparava saída em velocidade pelo lado esquerdo acionando Giaccherini mas teve sua empreitada frustrada quando Rakitic deslizou na superfície verde e desarmou o ala italiano, de forma limpa e na bola, mostrando um tempo perfeito na leitura do lance. Depois, o mesmo Rakitic não foi tão preciso no carrinho dado em Chielini e cometeu falta - Webb limitou-se a apitar a falta e sorrir para Rakitic, como quem diz: 'tudo bem, não vou te dar cartão porque você tem crédito quando o assunto é carrinho'.
Aos trinta e oito, teve vez a segunda substituição de Bilic e a terceira de Prandelli: na Croácia, Jelavic deu lugar ao carioca de nascimento Eduardo da Silva; na Itália, Sebastian Giovinco entrou no lugar de Cassano, que caiu de produção após fazer ótimo primeiro tempo. Dois minutos depois, o hábil Giovinco já mostrava disposição pelo lado direito, sendo parado com falta por Schindenfeld, que recebeu cartão amarelo após o empurrão no peito do camisa vinte italiano. Aos quarenta e dois, foi a vez de Eduardo aparecer: ele recebeu no comando de ataque, fez o pivô abrindo na direita, Srna cruzou e Chielini afastou de cabeça. No minuto posterior, o auxiliar, que tantas decisões corretas havia tomado ao longo do jogo, equivocou-se ao acusar impedimento em lance onde Di Natale receberia livre partindo em direção ao gol, com Schildenfeld dando condição. Inegável a dificuldade no lance, mas no dia que a FIFA fizer uso do recurso tecnológico, jogadas como essa terão o desfecho justo - o que não aconteceu na enfiada de bola para Di Natale, infelizmente.
A Croácia pareceu ter encontrado uma maneira de jogar capaz de manter a Itália em dificuldades e a pressão se intensificou. Aos quarenta e quatro, Eduardo abriu na esquerda e Strinic chutou por cima. Aos quarenta e seis, Rakitic puxou contra-ataque em velocidade, passou para Mandzukic e, no mano-a-mano com Chielini, o defensor italiano acabou conseguindo levar a melhor, ganhando tiro-de-meta na disputa de bola. Aos quarenta e sete, Mandzukic e Montolivo disputaram a bola em velocidade e Webb deu falta para a Itália. Aparentando esgotamento físico, Mandzukic deixou o campo aos quarenta e nove minutos, dando lugar a Niko Kranjcar. Como o árbitro havia prometido cinco minutos de acréscimo, pouca coisa podia ser feita a partir daquele momento. Mas Buffon teve que trabalhar mais uma vez, realizando defesa em dois tempos após chute de fora da área que tinha o canto direito do gol como endereço.
Os croatas adotam uma maneira de jogar rara no futebol de hoje em dia, fazendo uso de dois centroavantes de presença marcante na área - mas nem por isso perdem em mobilidade, notadamente pelos constantes deslocamentos de Mandzukic, jogador muito interessante. O desafio diante da Espanha, na rodada derradeira, será conseguir inibir as jogadas adversárias, o que me parece que deverá ser feito através de um fortalecimento na proteção à defesa - se jogadores como Srna, Modric, Perisic e Rakitic atuarem bem, as chances de surpreender a melhor seleção do mundo crescem significativamente, principalmente com a utlização de dois elementos de ataque que já demonstraram capacidade de colocar a bola na rede.
Já a Itália, embora com jogadores de boa técnica em todos os setores do campo, apresenta uma tendência em concentrar esforços na solidificação de um sistema defensivo em detrimento de uma maior fluidez ao ataque. Se jogar algo parecido com o visto na estréia e com o apresentado no primeiro tempo desse jogo, os italianos têm totais condições de passar pela Irlanda e avançar na competição, mas creio que há muito a ser melhorado na seleção italiana, que não ficou muito longe de sair derrotada nessas duas primeiras rodadas.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Com Vitória, Alemanha Se Aproxima De Vaga E Complica Holanda Na Eurocopa
Holanda e Alemanha é aquele jogo que faltou na Copa do Mundo 2010. Duas seleções que, de alguns anos para cá, conseguem apresentar uma maneira de jogar que une eficiência e beleza, mas que não cruzaram na África do Sul porque havia uma Espanha no meio do caminho.
Dessa vez, na fase de grupos pela Eurocopa 2012, quis o sorteio colocar essas duas potências mundiais em duelo na segunda rodada. E quem levou a melhor foram os alemães, que venceram o jogo por 2a1, se aproximaram da classificação e complicaram a situação dos holandeses, que precisão vencer Portugal por diferença superior a um gol e torcer por vitória alemã diante da Dinamarca. Para a Alemanha, basta um empate no duelo com os dinamarqueses para garantir a classificação e também a 1ª posição no grupo. Se a Holanda vencer, a Alemanha passa de fase independentemente do que aconteça em seu próprio jogo.
O jogo
1 minuto e 15 segundos de troca de passes. Foi assim que começou o jogo holandês, que passava a bola de pé em pé e por muito pouco não terminou a jogada coletiva abrindo o placar em Kharkiv, com o último passe - de Wesley Sneijder para Robin van Persie - sendo recolhido pelo goleiro Manuel Neuer, após o centroavante dar uma leve escorregada no lance.
Se naquele momento van Persie escorregou, aos seis minutos ele acertou a bola de primeira após ser lançado por Mark van Bommel, mas o remate foi seguro por Neuer. Aos sete, a Alemanha chegou pela primeira vez: Mesut Özil pegou a sobra de bola afastada por Van Bommel e mandou de primeira para gol - a bola bateu na trave esquerda e foi defendida por Maarten Stekelenburg. O jogo era dinâmico: aos oito, Sneijder passou para Ibrahim Afellay pela esquerda, o jovem camisa vinte cruzou rasteiro e Neuer defendeu. Aos dez, Arjen Robben recuperou a bola na altura do meio do campo pelo lado direito, trouxe para dentro e enfiou para Van Persie, que chutou à direita.
A Holanda era melhor e conseguia marcar presença no ataque a quase todo momento. Aos quinze minutos, um lançamento longo para Van Persie na esquerda foi dominado no peito, o camisa dezesseis avançou e a defesa alemã cortou pela linha-de-fundo. Aos dezessete minutos, Robben recebeu centralizado em jogada de contra-ataque e acionou Afellay, que cruzou rasteiro buscando Van Persie mas Mats Hummels cortou em escanteio. Com dezenove, Holger Badstuber subiu na jogada áerea e acabou cabeceando a bola mas também a cabeça de Robben, fazendo sangrar o companheiro de clube - os dois atuam juntos no Bayern de Munique.
No futebol, ser a equipe que chega mais vezes perto do gol não significa que a vitória esteja próxima. No caso da Holanda, que perdeu na estréia para a Dinamarca sendo amplamente superior ao adversário, isso parece ainda mais evidente: aos vinte e três minutos, Thomas Müller passou para Bastian Schweinsteiger e este alemão bisneto de holandeses descolou enfiada de bola para Mario Gómez, que dominou girando o corpo sobre o próprio eixo e concluiu rasteiro. 1a0 Alemanha, segundo gol do "Super Mario" na Eurocopa 2012.
A Alemanha passaria a se sobressair no jogo, mas não sem antes levar um susto: aos vinte e cinco minutos, Robben fintou Philipp Lahm na direita trazendo para dentro, chutou e Neuer foi pegar no canto esquerdo. Aos trinta e um, Müller recebeu na paralela pela direita, cruzou rasteiro e Gómez, acompanhado por Joris Mathijsen, não conseguiu chegar para completar. Aos trinta e cinco, Willems cedeu lateral e o arremesso foi cobrado às suas costas - o jovem holandês calçou Müller por trás, cometendo falta. Na cobrança, Özil colocou na cabeça de Badstuber, que estava livre de marcação e só não mandou na rede porque Stekelenburg interviu de forma salvadora.
A posse de bola era 61% do tempo pertencente aos holandeses, mas quem chegaria ao gol seriam novamente os alemães: aos trinta e sete, Schweinsteiger voltou a servir Gómez e o atacante voltou a aproveitar a chance, chutando cruzado e marcando belo gol no canto direito. A jogada teve início com um lançamento de Neuer, tendo sido bem trabalhada no campo de ataque. Principalmente quando passou pelos pés de Schweinsteiger e chegou no goleador Gómez, autor de todos os três gols alemães na competição.
Aos quarenta, um escanteio mal cobrado por Sneijder iniciou o contra-ataque alemão: Özil avançou, deu na esquerda para Jérôme Boateng e o chute do lateral saiu por cima. Aos quarenta e seis, Lukas Podolski, figura sumida dos lances de bola, cobrou uma falta pela esquerda de maneira surpreendente, mandando direto para o gol quando dava pinta de que sairia um cruzamento - Stekelenburg, atento e elástico, espalmou. Era o último ato na etapa inicial.
No intervalo, Bert van Marwijk trocou Van Bommel por Rafael van der Vaart e Afellay por Klaas-Jan Huntelaar. A dupla alteração naquele momento mostrava a disposição holandesa em atacar a Alemanha e aumentar sua presença de área, de maneira semelhante àquilo que foi visto na estréia da Laranja na Euro. A sólida atuação de Nigel de Jong deve ter servido para encorajar tais modificações, até porque não é qualquer equipe que ousaria atuar diante de um adversário tão qualificado de uma maneira tão ofensiva.
Com seis minutos, Hummels apareceu no ataque alemão como elemento surpresa, carregou, chutou da meia-lua, parou em defesa parcial de Stekelenburg, pegou o próprio rebote e chutou novamente, para nova intervenção do ótimo goleiro holandês, que defendeu no canto direito. Aos doze minutos, Robben avançou pela esquerda, cruzou atrás e Van Persie pegou de primeira, com estilo, parando em defesaça de Neuer, que foi buscar no canto direito.
A diferença no percentual de posse de bola diminuiu, mas a Holanda seguia preponderando, com 54%. Aos dezesseis, Sneijder trouxe a bola da esquerda para dentro fugindo da marcação de Boateng e chutou, mandando perto da trave esquerda. Aos vinte e três, Sneijder apareceu novamente: o camisa dez passou para Robben, que dominou no peito e chutou à esquerda. No minuto seguinte, Mario Gómez recebeu pela esquerda e chutou à esquerda. Mais um minuto corrido, mais uma chance de gol: aos vinte e cinco, Robben apareceu bem - dessa vez pelo lado direito -, rolou para a esquerda, Sneijder pegou de primeira e Boateng conseguiu bloquear. Após o escanteio, a Alemanha saiu em contra-ataque e quem estava ajudando a defesa para recuperar a posse de bola era Robben, incansável.
Com vinte e seis minutos, Gómez deixou o campo e deu lugar para Miroslav Klose, em alteração que também ocorreu na estréia alemã na competição. E, no minuto seguinte, a Holanda finalmente chegou ao seu primeiro gol no jogo e também no torneio: Van Persie recebeu de Sneijder, avançou e, na entrada da meia-lua, chutou cruzado no canto esquerdo para diminuir a desvantagem no placar.
O gol deu novo ânimo aos comandados de Van Marwijk e, já no minuto posterior, chegou novamente com perigo: Van Persie foi lançado na esquerda mas Hummels cortou o barato ao fazer o corte. Aos trinta, a Alemanha respondeu: Özil recebeu, ficou de frente pro gol, trouxe para a perna direita e acabou desarmado numa bela intervenção de De Jong. Aos trinta e dois, Sneijder passou para Van Persie em jogada de penetração mas o jogador estava cercado de alemães na área, caindo junto de Schweinsteiger em lance interpretado como normal pelo árbitro sueco Jonas Eriksson.
Com trinta e cinco, Joachim Löw trocou Özil por Toni Kroos. Dois minutos depois, Van Marwijk mexeu pela última vez: saiu Robben e entrou Dirk Kuyt. A entrada de Kuyt era uma opção interessante para explorar os cantos do gramado, a exemplo do que foi proposto diante da Dinamarca (naquela oportunidade quem saiu foi Gregory van der Wiel). Mas daí a tirar Robben, uma das figuras mais participativas, insinuantes e efetivas na equipe, foi difícil de entender.
Aos trinta e oito minutos do segundo tempo, uma jogada de efeito de Sneijder pra cima de Boateng merece um parágrafo à parte: o meia recebeu a bola e fez um lindo giro por cima da redonda, atravessando a linha que divide o campo e deixando o marcador para trás esbanjando habilidade e categoria.
Aos trinta e nove, Van der Vaart tentou de fora e mandou à esquerda. Aos quarenta e um, Boateng retardou cobrança de arremesso de lateral e foi punido com cartão amarelo - por ser o segundo no torneio, o lateral desfalcará a Alemanha na próxima partida, diante da Dinamarca. Aos quarenta e quatro, uma bola recuada para Stekelenburg quase terminou em gol de Klose, que dividiu com o goleiro e a redonda passou perto da trave esquerda. Aos quarenta e seis, Müller deu lugar a Lars Bender e, naquele momento a Holanda não incomodava a defesa alemã.
Agora o desafio holandês é resgatar a motivação. Não será nada fácil para um atual vice-campeão mundial entrar em campo dependendo de resultado alheio para ter chance de classificação. Mas, na pior das hipóteses, a equipe precisa jogar a última rodada pela fase de grupos buscando uma vitória que honre a campanha da seleção. O adversário não poderia ser mais apropriado: é Portugal, maior rival da Holanda nos últimos dez anos. Os alemães ainda não exibiram aquele futebol vistoso e empolgante visto na Copa do Mundo, mas a organização tática e a capacidade da equipe de ser consistente com e sem a bola a colocam entre as maiores favoritas ao título europeu esse ano. Mas a torcida que fica é para que aquele futebol reapareça o quanto antes - quem sabe diante da Dinamarca?
Outro resultado
Quarta-feira (Grupo B)
Dinamarca 2a3 Portugal
Situação no grupo
Na última rodada, a Holanda (0 ponto) enfrenta Portugal (3) precisando vencer por mais que um gol de diferença e ainda dependendo de uma vitória da Alemanha (6) diante da Dinamarca (3) para se classificar em segundo lugar no grupo. Com um empate, os alemães garantem o primeiro lugar - caso percam, só não se classificam se os portugueses vencerem os holandeses, tirando diferença no saldo. Para Portugal e Dinamarca, qualquer vitória serve para passar de fase (no caso dos portugueses, há que se observar a disputa no saldo de gols e no número de gols pró em relação aos alemães).
Dessa vez, na fase de grupos pela Eurocopa 2012, quis o sorteio colocar essas duas potências mundiais em duelo na segunda rodada. E quem levou a melhor foram os alemães, que venceram o jogo por 2a1, se aproximaram da classificação e complicaram a situação dos holandeses, que precisão vencer Portugal por diferença superior a um gol e torcer por vitória alemã diante da Dinamarca. Para a Alemanha, basta um empate no duelo com os dinamarqueses para garantir a classificação e também a 1ª posição no grupo. Se a Holanda vencer, a Alemanha passa de fase independentemente do que aconteça em seu próprio jogo.
O jogo
1 minuto e 15 segundos de troca de passes. Foi assim que começou o jogo holandês, que passava a bola de pé em pé e por muito pouco não terminou a jogada coletiva abrindo o placar em Kharkiv, com o último passe - de Wesley Sneijder para Robin van Persie - sendo recolhido pelo goleiro Manuel Neuer, após o centroavante dar uma leve escorregada no lance.
Se naquele momento van Persie escorregou, aos seis minutos ele acertou a bola de primeira após ser lançado por Mark van Bommel, mas o remate foi seguro por Neuer. Aos sete, a Alemanha chegou pela primeira vez: Mesut Özil pegou a sobra de bola afastada por Van Bommel e mandou de primeira para gol - a bola bateu na trave esquerda e foi defendida por Maarten Stekelenburg. O jogo era dinâmico: aos oito, Sneijder passou para Ibrahim Afellay pela esquerda, o jovem camisa vinte cruzou rasteiro e Neuer defendeu. Aos dez, Arjen Robben recuperou a bola na altura do meio do campo pelo lado direito, trouxe para dentro e enfiou para Van Persie, que chutou à direita.
A Holanda era melhor e conseguia marcar presença no ataque a quase todo momento. Aos quinze minutos, um lançamento longo para Van Persie na esquerda foi dominado no peito, o camisa dezesseis avançou e a defesa alemã cortou pela linha-de-fundo. Aos dezessete minutos, Robben recebeu centralizado em jogada de contra-ataque e acionou Afellay, que cruzou rasteiro buscando Van Persie mas Mats Hummels cortou em escanteio. Com dezenove, Holger Badstuber subiu na jogada áerea e acabou cabeceando a bola mas também a cabeça de Robben, fazendo sangrar o companheiro de clube - os dois atuam juntos no Bayern de Munique.
No futebol, ser a equipe que chega mais vezes perto do gol não significa que a vitória esteja próxima. No caso da Holanda, que perdeu na estréia para a Dinamarca sendo amplamente superior ao adversário, isso parece ainda mais evidente: aos vinte e três minutos, Thomas Müller passou para Bastian Schweinsteiger e este alemão bisneto de holandeses descolou enfiada de bola para Mario Gómez, que dominou girando o corpo sobre o próprio eixo e concluiu rasteiro. 1a0 Alemanha, segundo gol do "Super Mario" na Eurocopa 2012.
A Alemanha passaria a se sobressair no jogo, mas não sem antes levar um susto: aos vinte e cinco minutos, Robben fintou Philipp Lahm na direita trazendo para dentro, chutou e Neuer foi pegar no canto esquerdo. Aos trinta e um, Müller recebeu na paralela pela direita, cruzou rasteiro e Gómez, acompanhado por Joris Mathijsen, não conseguiu chegar para completar. Aos trinta e cinco, Willems cedeu lateral e o arremesso foi cobrado às suas costas - o jovem holandês calçou Müller por trás, cometendo falta. Na cobrança, Özil colocou na cabeça de Badstuber, que estava livre de marcação e só não mandou na rede porque Stekelenburg interviu de forma salvadora.
A posse de bola era 61% do tempo pertencente aos holandeses, mas quem chegaria ao gol seriam novamente os alemães: aos trinta e sete, Schweinsteiger voltou a servir Gómez e o atacante voltou a aproveitar a chance, chutando cruzado e marcando belo gol no canto direito. A jogada teve início com um lançamento de Neuer, tendo sido bem trabalhada no campo de ataque. Principalmente quando passou pelos pés de Schweinsteiger e chegou no goleador Gómez, autor de todos os três gols alemães na competição.
Aos quarenta, um escanteio mal cobrado por Sneijder iniciou o contra-ataque alemão: Özil avançou, deu na esquerda para Jérôme Boateng e o chute do lateral saiu por cima. Aos quarenta e seis, Lukas Podolski, figura sumida dos lances de bola, cobrou uma falta pela esquerda de maneira surpreendente, mandando direto para o gol quando dava pinta de que sairia um cruzamento - Stekelenburg, atento e elástico, espalmou. Era o último ato na etapa inicial.
No intervalo, Bert van Marwijk trocou Van Bommel por Rafael van der Vaart e Afellay por Klaas-Jan Huntelaar. A dupla alteração naquele momento mostrava a disposição holandesa em atacar a Alemanha e aumentar sua presença de área, de maneira semelhante àquilo que foi visto na estréia da Laranja na Euro. A sólida atuação de Nigel de Jong deve ter servido para encorajar tais modificações, até porque não é qualquer equipe que ousaria atuar diante de um adversário tão qualificado de uma maneira tão ofensiva.
Com seis minutos, Hummels apareceu no ataque alemão como elemento surpresa, carregou, chutou da meia-lua, parou em defesa parcial de Stekelenburg, pegou o próprio rebote e chutou novamente, para nova intervenção do ótimo goleiro holandês, que defendeu no canto direito. Aos doze minutos, Robben avançou pela esquerda, cruzou atrás e Van Persie pegou de primeira, com estilo, parando em defesaça de Neuer, que foi buscar no canto direito.
A diferença no percentual de posse de bola diminuiu, mas a Holanda seguia preponderando, com 54%. Aos dezesseis, Sneijder trouxe a bola da esquerda para dentro fugindo da marcação de Boateng e chutou, mandando perto da trave esquerda. Aos vinte e três, Sneijder apareceu novamente: o camisa dez passou para Robben, que dominou no peito e chutou à esquerda. No minuto seguinte, Mario Gómez recebeu pela esquerda e chutou à esquerda. Mais um minuto corrido, mais uma chance de gol: aos vinte e cinco, Robben apareceu bem - dessa vez pelo lado direito -, rolou para a esquerda, Sneijder pegou de primeira e Boateng conseguiu bloquear. Após o escanteio, a Alemanha saiu em contra-ataque e quem estava ajudando a defesa para recuperar a posse de bola era Robben, incansável.
Com vinte e seis minutos, Gómez deixou o campo e deu lugar para Miroslav Klose, em alteração que também ocorreu na estréia alemã na competição. E, no minuto seguinte, a Holanda finalmente chegou ao seu primeiro gol no jogo e também no torneio: Van Persie recebeu de Sneijder, avançou e, na entrada da meia-lua, chutou cruzado no canto esquerdo para diminuir a desvantagem no placar.
O gol deu novo ânimo aos comandados de Van Marwijk e, já no minuto posterior, chegou novamente com perigo: Van Persie foi lançado na esquerda mas Hummels cortou o barato ao fazer o corte. Aos trinta, a Alemanha respondeu: Özil recebeu, ficou de frente pro gol, trouxe para a perna direita e acabou desarmado numa bela intervenção de De Jong. Aos trinta e dois, Sneijder passou para Van Persie em jogada de penetração mas o jogador estava cercado de alemães na área, caindo junto de Schweinsteiger em lance interpretado como normal pelo árbitro sueco Jonas Eriksson.
Com trinta e cinco, Joachim Löw trocou Özil por Toni Kroos. Dois minutos depois, Van Marwijk mexeu pela última vez: saiu Robben e entrou Dirk Kuyt. A entrada de Kuyt era uma opção interessante para explorar os cantos do gramado, a exemplo do que foi proposto diante da Dinamarca (naquela oportunidade quem saiu foi Gregory van der Wiel). Mas daí a tirar Robben, uma das figuras mais participativas, insinuantes e efetivas na equipe, foi difícil de entender.
Aos trinta e oito minutos do segundo tempo, uma jogada de efeito de Sneijder pra cima de Boateng merece um parágrafo à parte: o meia recebeu a bola e fez um lindo giro por cima da redonda, atravessando a linha que divide o campo e deixando o marcador para trás esbanjando habilidade e categoria.
Aos trinta e nove, Van der Vaart tentou de fora e mandou à esquerda. Aos quarenta e um, Boateng retardou cobrança de arremesso de lateral e foi punido com cartão amarelo - por ser o segundo no torneio, o lateral desfalcará a Alemanha na próxima partida, diante da Dinamarca. Aos quarenta e quatro, uma bola recuada para Stekelenburg quase terminou em gol de Klose, que dividiu com o goleiro e a redonda passou perto da trave esquerda. Aos quarenta e seis, Müller deu lugar a Lars Bender e, naquele momento a Holanda não incomodava a defesa alemã.
Agora o desafio holandês é resgatar a motivação. Não será nada fácil para um atual vice-campeão mundial entrar em campo dependendo de resultado alheio para ter chance de classificação. Mas, na pior das hipóteses, a equipe precisa jogar a última rodada pela fase de grupos buscando uma vitória que honre a campanha da seleção. O adversário não poderia ser mais apropriado: é Portugal, maior rival da Holanda nos últimos dez anos. Os alemães ainda não exibiram aquele futebol vistoso e empolgante visto na Copa do Mundo, mas a organização tática e a capacidade da equipe de ser consistente com e sem a bola a colocam entre as maiores favoritas ao título europeu esse ano. Mas a torcida que fica é para que aquele futebol reapareça o quanto antes - quem sabe diante da Dinamarca?
Outro resultado
Quarta-feira (Grupo B)
Dinamarca 2a3 Portugal
Situação no grupo
Na última rodada, a Holanda (0 ponto) enfrenta Portugal (3) precisando vencer por mais que um gol de diferença e ainda dependendo de uma vitória da Alemanha (6) diante da Dinamarca (3) para se classificar em segundo lugar no grupo. Com um empate, os alemães garantem o primeiro lugar - caso percam, só não se classificam se os portugueses vencerem os holandeses, tirando diferença no saldo. Para Portugal e Dinamarca, qualquer vitória serve para passar de fase (no caso dos portugueses, há que se observar a disputa no saldo de gols e no número de gols pró em relação aos alemães).
Dinamarca Busca Empate Mas Portugal Consegue Vencer No Final
Para embolar de vez o grupo mais forte nessa edição de Eurocopa, Portugal venceu a Dinamarca por 3a2 na cidade de Lviv e igualou sua campanha a dos dinamarqueses: agora, ambas as seleções têm três pontos, três gols marcados e três sofridos. Esse foi o primeiro jogo na Euro 2012 onde duas seleções marcaram mais de um gol na mesma partida. Na rodada derradeira, Portugal buscará a classificação diante da Holanda, enquanto a Dinamarca medirá forças com a Alemanha.
O jogo
Embalada pela surpreendente vitória sobre os holandeses na estréia, a Dinamarca começou a partida no ataque e com três minutos de jogo já conquistava o terceiro escanteio consecutivo. Na aproximação mais perigosa, Eriksen teve o chute travado por Pepe.
Zimling fazia uma boa partida, protegendo a linha de defesa e mostrando qualidade na execução dos lançamentos tentados, como quando acionou Rommedahl no flanco direito. Só que aos catorze minutos o forte camisa vinte e um dinamarquês gesticulou pedindo substituição, provavelmente com alguma distensão muscular. Morten Olsen escolheu Jakob Poulsen para entrar em seu lugar, concretizando a mexida dois minutos depois.
Aos dezessete minutos, o badalado Cristiano Ronaldo teve sua primeira oportunidade de gol no jogo, mas não aproveitou a finalização após rebote do goleiro Andersen em chute de Raul Meireles, mandando à direita. Três minutos depois, Cristiano Ronaldo sofreu falta de Kjaer na esquerda e ele próprio cobrou, mandando por cima e frustrando aqueles companheiros de equipe que aguardavam um cruzamento na área. Aos vinte e três minutos, uma nova falta pela esquerda do ataque português foi dessa vez cobrada por Miguel Veloso, que colocou na área, Postiga dividiu com dois adversários e Portugal ganhou escanteio. Nascia ali o primeiro gol do jogo: João Moutinho cobrou o córner, Pepe se antecipou à marcação e também a Nani e subiu bem, cabeceando antes do primeiro poste para marcar o primeiro gol português na Eurocopa 2012.
Cristiano voltou a tentar em lance de bola parada, dessa vez com a cobrança de falta desviando na barreira e saindo por cima, aos trinta e três minutos. Dois minutos depois, aos trinta e cinco, saiu o segundo gol lusitano: Nani recebeu pela direita, deu o passe rasteiro e Hélder Postiga foi preciso na finalização, completando de primeira e mandando no alto, estufando a rede. 2a0 Portugal.
Atrás no placar e naquele momento com saldo negativo, a Dinamarca foi ao ataque. Aos trinta e sete, Eriksen chutou de fora no canto esquerdo e o goleiro Rui Patrício foi buscar, mantendo sua rede guardada. Mas aos quarenta minutos, nem Rui Patrício nem ninguém de Portugal pôde evitar que a bela jogada dinamarquesa tomasse o rumo do gol: Kjaer lançou da esquerda invertendo jogo na direita, Jacobsen cruzou aberto, Krohn-Dehli ajeitou de cabeça encobrindo Rui Patrício e quem apareceu para concluir, também com cabeceio, foi Bendtner.
Já no minuto seguinte ao gol que diminuía a diferença no placar, a Dinamarca quase empatou, mas Rui Patrício segurou o cabeceio de Kjaer. Aos quarenta e três, Kjaer apareceu bem para evitar o terceiro gol português: Nani cruzou da direita, Postiga dividiu com Andersen e o participativo defensor dinamarquês afastou tendo Cristiano no encalço.
O segundo tempo teve início e Portugal se apresentava buscando o ataque, não se acomodando com a vantagem no placar. Aos quatro minutos, um toque que passou por Kjaer chegou até Cristiano Ronaldo que, livre de marcação, só tinha o goleiro à sua frente. E o camisa sete chutou em cima de Andersen, desperdiçando grande chance. Na marca de sete minutos, Nani carregou diante de Simon Poulsen, tentou cruzar fechado e a bola foi recolhida por Andersen. Aos nove, Agger conseguiu efetuar lindo desarme em Postiga, dando um carrinho limpo para corrigir o erro de Poulsen.
A Dinamarca tinha dificuldades no setor de criação e parecia que a situação pioriaria: aos treze minutos, Rommedahl caiu no gramado após lance em que era lançado por Kjaer. Olsen não viu outra alternativa a não ser fazer sua segunda substituição forçada, trazendo para campo o habilidoso Mikkelsen, que atuaria também aberto pelo lado direito. Só que Mikkelsen entrou bem no jogo e melhorou a movimentação da equipe no ataque. Aos dezesseis minutos, Kvist recolheu sobra de bola após cruzamento da direita e, de primeira, emendou belo chute que passou perto do ângulo esquerdo, no que seria um golaço. Aos dezoito, o capitão Agger voltou a mostrar serviço na defesa, cortando tentativa de passe de Cristiano para Postiga - na seqüência, Andersen afastou. Logo depois, Postiga deu lugar a Nélson Oliveira, na primeira substituição de Paulo Bento na partida.
Com vinte e três minutos, a transmissão televisiva divulgou as informações de que a posse de bola era dinamaquesa em 59% do tempo, com a equipe nórdica tendo trocado 350 passes para 169 dos lusitanos, isto é, praticamente o dobro. Muito disso se deve ao fato de que Portugal fazia uma ligação direta onde o defensor Bruno Alves rifava a bola para a frente, enquanto os defensores dinamarqueses, muito mais apurados no passe, executavam lançamentos e inversões de jogo na maioria das vezes esbanjando precisão. Mesmo com esse diferencial, o jogo era equilibrado. Aos vinte e cinco minutos, Nélson Oliveira chutou de fora e Andersen pegou - Oliveira pediu desculpas por não ter optado pelo passe no lance. No minuto posterior, Bendtner dominou, trouxe para a esquerda e chutou cruzado à direita. Aos trinta e dois minutos, Nani entregou para Cristiano e o "jogador mais caro do mundo" ficou livre para fazer o que quisesse diante do goleiro Andersen. Um corte para a esquerda seguido do chute seria uma solução prática. Mas Cristiano, aparentemente tão desenvolto em lances no meio-campo e cheio de recursos técnicos, chutou para fora de maneira bisonha, mandando à esquerda. No ataque seguinte da Dinamarca, saiu o gol de empate: aos trinta e quatro, Jacobsen cruzou da direita, Pepe acompanhou a bola sem conseguir alcançá-la (reza a cartilha que quem tem que ser marcado é o adversário, e não a bola) e Bendtner, livre de marcação, cabeceou firme para a rede. Rui Patrício até conseguiu tocar na bola, mas sem evitar o gol. 2a2 no placar.
Portugal queria retomar a frente no marcador e teve chance aos trinta e oito, quando Cristiano Ronaldo, dessa vez bem marcado por Jacobsen e Agger, chutou fraco e parou em defesa de Andersen. Aos trinta e nove, Paulo Bento realizou a segunda substituição, trocando Raul Meireles por Silvestre Varela. Varela é aquele mesmo que entrou no segundo tempo de estréia e perdeu chance quando estava cara-a-cara com Neuer. Só que, dessa vez, a sorte lhe sorriu: aos quarenta e um, Fábio Coentrão cruzou da esquerda, Cristiano não foi na bola, Varela capou na tentativa com a perna esquerda mas teve a felicidade de contar com uma segunda oportunidade, dessa vez convertendo em chute de direita, estufando a rede no canto esquerdo.
Paulo Bento, então, tratou de convidar os portugueses a concentrarem as atenções na defesa, trocando Nani por Rolando, aos quarenta e três. Aos quarenta e cinco, Olsen fez a última alteração ao trocar Krohn-Dehli por Schone. Com quarenta e seis, Cristiano parou contra-ataque dinamarquês cometendo falta por trás em Kvist e recebendo cartão amarelo. Aos quarenta e oito, a última investida da Dinamarca na busca pelo empate: em jogada trabalhada de diversas trocas de passe, Mikkelsen recebeu de Jacobsen, deu para Schone na direita e o chute saiu por cima.
Dinamarca e Portugal jogarão a última rodada na fase de grupos dependendo de si para avançar. Resta saber como se comportarão diante de alemães e holandeses, adversários que também entrarão em campo buscando a classificação.
O jogo
Embalada pela surpreendente vitória sobre os holandeses na estréia, a Dinamarca começou a partida no ataque e com três minutos de jogo já conquistava o terceiro escanteio consecutivo. Na aproximação mais perigosa, Eriksen teve o chute travado por Pepe.
Zimling fazia uma boa partida, protegendo a linha de defesa e mostrando qualidade na execução dos lançamentos tentados, como quando acionou Rommedahl no flanco direito. Só que aos catorze minutos o forte camisa vinte e um dinamarquês gesticulou pedindo substituição, provavelmente com alguma distensão muscular. Morten Olsen escolheu Jakob Poulsen para entrar em seu lugar, concretizando a mexida dois minutos depois.
Aos dezessete minutos, o badalado Cristiano Ronaldo teve sua primeira oportunidade de gol no jogo, mas não aproveitou a finalização após rebote do goleiro Andersen em chute de Raul Meireles, mandando à direita. Três minutos depois, Cristiano Ronaldo sofreu falta de Kjaer na esquerda e ele próprio cobrou, mandando por cima e frustrando aqueles companheiros de equipe que aguardavam um cruzamento na área. Aos vinte e três minutos, uma nova falta pela esquerda do ataque português foi dessa vez cobrada por Miguel Veloso, que colocou na área, Postiga dividiu com dois adversários e Portugal ganhou escanteio. Nascia ali o primeiro gol do jogo: João Moutinho cobrou o córner, Pepe se antecipou à marcação e também a Nani e subiu bem, cabeceando antes do primeiro poste para marcar o primeiro gol português na Eurocopa 2012.
Cristiano voltou a tentar em lance de bola parada, dessa vez com a cobrança de falta desviando na barreira e saindo por cima, aos trinta e três minutos. Dois minutos depois, aos trinta e cinco, saiu o segundo gol lusitano: Nani recebeu pela direita, deu o passe rasteiro e Hélder Postiga foi preciso na finalização, completando de primeira e mandando no alto, estufando a rede. 2a0 Portugal.
Atrás no placar e naquele momento com saldo negativo, a Dinamarca foi ao ataque. Aos trinta e sete, Eriksen chutou de fora no canto esquerdo e o goleiro Rui Patrício foi buscar, mantendo sua rede guardada. Mas aos quarenta minutos, nem Rui Patrício nem ninguém de Portugal pôde evitar que a bela jogada dinamarquesa tomasse o rumo do gol: Kjaer lançou da esquerda invertendo jogo na direita, Jacobsen cruzou aberto, Krohn-Dehli ajeitou de cabeça encobrindo Rui Patrício e quem apareceu para concluir, também com cabeceio, foi Bendtner.
Já no minuto seguinte ao gol que diminuía a diferença no placar, a Dinamarca quase empatou, mas Rui Patrício segurou o cabeceio de Kjaer. Aos quarenta e três, Kjaer apareceu bem para evitar o terceiro gol português: Nani cruzou da direita, Postiga dividiu com Andersen e o participativo defensor dinamarquês afastou tendo Cristiano no encalço.
O segundo tempo teve início e Portugal se apresentava buscando o ataque, não se acomodando com a vantagem no placar. Aos quatro minutos, um toque que passou por Kjaer chegou até Cristiano Ronaldo que, livre de marcação, só tinha o goleiro à sua frente. E o camisa sete chutou em cima de Andersen, desperdiçando grande chance. Na marca de sete minutos, Nani carregou diante de Simon Poulsen, tentou cruzar fechado e a bola foi recolhida por Andersen. Aos nove, Agger conseguiu efetuar lindo desarme em Postiga, dando um carrinho limpo para corrigir o erro de Poulsen.
A Dinamarca tinha dificuldades no setor de criação e parecia que a situação pioriaria: aos treze minutos, Rommedahl caiu no gramado após lance em que era lançado por Kjaer. Olsen não viu outra alternativa a não ser fazer sua segunda substituição forçada, trazendo para campo o habilidoso Mikkelsen, que atuaria também aberto pelo lado direito. Só que Mikkelsen entrou bem no jogo e melhorou a movimentação da equipe no ataque. Aos dezesseis minutos, Kvist recolheu sobra de bola após cruzamento da direita e, de primeira, emendou belo chute que passou perto do ângulo esquerdo, no que seria um golaço. Aos dezoito, o capitão Agger voltou a mostrar serviço na defesa, cortando tentativa de passe de Cristiano para Postiga - na seqüência, Andersen afastou. Logo depois, Postiga deu lugar a Nélson Oliveira, na primeira substituição de Paulo Bento na partida.
Com vinte e três minutos, a transmissão televisiva divulgou as informações de que a posse de bola era dinamaquesa em 59% do tempo, com a equipe nórdica tendo trocado 350 passes para 169 dos lusitanos, isto é, praticamente o dobro. Muito disso se deve ao fato de que Portugal fazia uma ligação direta onde o defensor Bruno Alves rifava a bola para a frente, enquanto os defensores dinamarqueses, muito mais apurados no passe, executavam lançamentos e inversões de jogo na maioria das vezes esbanjando precisão. Mesmo com esse diferencial, o jogo era equilibrado. Aos vinte e cinco minutos, Nélson Oliveira chutou de fora e Andersen pegou - Oliveira pediu desculpas por não ter optado pelo passe no lance. No minuto posterior, Bendtner dominou, trouxe para a esquerda e chutou cruzado à direita. Aos trinta e dois minutos, Nani entregou para Cristiano e o "jogador mais caro do mundo" ficou livre para fazer o que quisesse diante do goleiro Andersen. Um corte para a esquerda seguido do chute seria uma solução prática. Mas Cristiano, aparentemente tão desenvolto em lances no meio-campo e cheio de recursos técnicos, chutou para fora de maneira bisonha, mandando à esquerda. No ataque seguinte da Dinamarca, saiu o gol de empate: aos trinta e quatro, Jacobsen cruzou da direita, Pepe acompanhou a bola sem conseguir alcançá-la (reza a cartilha que quem tem que ser marcado é o adversário, e não a bola) e Bendtner, livre de marcação, cabeceou firme para a rede. Rui Patrício até conseguiu tocar na bola, mas sem evitar o gol. 2a2 no placar.
Portugal queria retomar a frente no marcador e teve chance aos trinta e oito, quando Cristiano Ronaldo, dessa vez bem marcado por Jacobsen e Agger, chutou fraco e parou em defesa de Andersen. Aos trinta e nove, Paulo Bento realizou a segunda substituição, trocando Raul Meireles por Silvestre Varela. Varela é aquele mesmo que entrou no segundo tempo de estréia e perdeu chance quando estava cara-a-cara com Neuer. Só que, dessa vez, a sorte lhe sorriu: aos quarenta e um, Fábio Coentrão cruzou da esquerda, Cristiano não foi na bola, Varela capou na tentativa com a perna esquerda mas teve a felicidade de contar com uma segunda oportunidade, dessa vez convertendo em chute de direita, estufando a rede no canto esquerdo.
Paulo Bento, então, tratou de convidar os portugueses a concentrarem as atenções na defesa, trocando Nani por Rolando, aos quarenta e três. Aos quarenta e cinco, Olsen fez a última alteração ao trocar Krohn-Dehli por Schone. Com quarenta e seis, Cristiano parou contra-ataque dinamarquês cometendo falta por trás em Kvist e recebendo cartão amarelo. Aos quarenta e oito, a última investida da Dinamarca na busca pelo empate: em jogada trabalhada de diversas trocas de passe, Mikkelsen recebeu de Jacobsen, deu para Schone na direita e o chute saiu por cima.
Dinamarca e Portugal jogarão a última rodada na fase de grupos dependendo de si para avançar. Resta saber como se comportarão diante de alemães e holandeses, adversários que também entrarão em campo buscando a classificação.
A Eurocopa Ensina: Joguem Futebol, Não Façam Guerra
Poloneses, russos, alemães. Poucas coisas na vida seriam capazes de juntar indivíduos da espécie humana dessas três nacionalidades para uma atividade de fins pacíficos, afinal, as cicatrizes das Grandes Guerras permeiam o imaginários de muita gente, herdeiras ou não de pessoas que sofreram naquele lamentável período na história da humanidade. Fora do estádio, pelas ruas da capital polonesa Varsóvia, imagens flagraram confrontos entre russos e poloneses, mostrando que o embate transcendia o âmbito futebolista. E antes que você possa se perguntar onde entraria a Alemanha nesse negócio, o jogo foi apitado por Wolfgang Stark e auxiliado por dois compatriotas.
Felizmente, dentro de campo o que se viu foi uma boa partida, com vinte e cinco faltas assinaladas e apenas quatro cartões amarelos exibidos (dois para cada lado). Com a bola nos pés, os russos não chegaram a repetir a maravilhosa atuação vista na estréia, mas atuaram em bom nível mais uma vez. Já os poloneses, que oscilaram na partida diante dos gregos, dessa vez foram mais consistentes e mostraram um futebol que deve encher os torcedores de esperança na classificação para a próxima fase. O empate de 1a1 combinado à vitória tcheca sobre os gregos deixa o grupo A numa situação fantástica: todas as quatro seleções dependem de suas próprias forças para avançarem no torneio.
O jogo
Logo com seis minutos de jogo, o goleiro Malafeev teve que entrar em ação para impedir que a Polônia abrisse o placar no estádio Narodowy. E não foi uma ação qualquer: foi uma intervenção que esbanjou reflexo do camisa dezesseis russo: Obraniak cobrou falta pela direita, Piszczek desviou sutilmente com a cabeça e Malafeev salvou com a perna o remate frontal. No minuto seguinte, aos sete, Malafeev defendeu outro cabeceio, dessa vez após cruzamento pelo lado esquerdo de ataque polonês. Aos nove, Arshavin cobrou escanteio pela direita e mandou fechado, não marcando gol olímpico porque Tyton estava ligado e encaixou.
O jogo era bom e aos dez minutos Lewandowski recebeu uma bola escorada em cabeceio, ajeitou e chutou perto do ângulo direito. Aos onze, Kerzhakov recebeu enfiada de bola e Perquis deu carrinho certeiro, na bola, mas acabou sofrendo com as travas da chuteira do russo, que perfuraram sua canela quase na altura do joelho, colocando o sangue como novo ingrediente numa partida entre dois oponentes históricos na geopolítica de décadas atrás.
Aos dezessete minutos, uma linda troca de passes rápidos chegou até Lewandowski, que serviu Polanski e deste saiu um chute no canto direito, para abrir o placar. Só que foi flagrado impedimento, invalidando o lance. Aos dezoito, Perquis chutou rosto de Kerzhakov na área. A meu ver, nenhuma vingança tola daquele ocorrido na disputa entre os dois, mas mesmo que não tenha havido intenção, é inconcebível que a arbitragem alemã não tenha assinalado rigorosamente nada na jogada, deixando a partida seguir como se fosse natural algo como aquilo. Talvez as imagens de guerra estejam vivas na memória de alguns alemãs também... Jogo e vida que seguem. Aos vinte e quatro minutos, Arshavin cruzou da esquerda e Kerzhakov cabeceou à esquerda da meta. No minuto posterior, Wasilewski cabeceou e Malafeev defendeu. Com vinte e seis minutos, Kerzhakov cruzou rasteiro pela direita e bola passou Wasilewski, Arshavin e Piszczek. Talvez bastasse que uma dessa meia dúzia de pernas tocasse na redonda para que fosse marcado, contra ou a favor, o primeiro gol no jogo...
Kerzhakov era insistente: aos vinte e sete, avançou rapidamente pela esquerda e soltou chute que saiu por cima. E foi pela esquerda - mas não com Kerzhakov - que sairia o gol da Rússia. Aos vinte e sete minutos, os russos tinham uma falta para bater, sofrida por Zhirkov em lance onde preparava a ultrapassagem sobre Wasilewski. Arshavin colocou caprichosamente na área e quem foi ao encontra da bola quase na pequena área foi Dzagoev, que no momento da cobrança da falta estava na meia-lua. Uma estratégia interessante para se desvencilhar da marcação adversária (Piszczek não conseguiu acompanhar o atacante russo), premiada com um gol de ombro do goleador isolado na Euro 2012 - era o terceiro gol de Dzagoev no torneio.
A Polônia chegou ao ataque na busca pelo empate com Błaszczykowski, que chutou forte mas nem por isso conseguiu superar Malafeev, que rebateu aos trinta e oito minutos. Os russos não diminuíram a intensidade de seu jogo e seguiram criando chances. Aos quarenta e dois, Kerzhakov tabelou pela direita, cruzou rasteiro, mas foi feito o corte antes que a bola chegasse em Dzagoev. Ainda aos quarenta e dois, em conseqüência ao lance anterior, Arshavin cobrou escanteio pelo lado direito mandando aberto, na esquerda, no que caracteriza uma jogada ensaiada. Bem ensaiada: Zhirkov usufruiu de liberdade e pegou de primeira, mandando à direita da meta um chute difícil de direcionar ao gol, mas plausível enquanto tentativa. Aos quarenta e quatro, um levantamento da esquerda chegou até Dzagoev, que sofreu falta mas Wolfgang Stark resolveu inverter a infração e penalizar os russos no lance, apitando a favor dos poloneses.
O jogo foi para o intervalo com superioridade flagrante dos russos, que detinham 58% do tempo de posse de bola. Além disso, mostravam mais eficiência no uso dela, acertando 77% dos 254 passes trocados diante de 67% nos 156 toques poloneses. Dzagoev, goleador na partida e no torneio, era o atleta russo que mais havia corrido: 5,91 quilômetros. E estamos falando aqui de um atacante!
Com tudo isso e a lembrança de que a Polônia caiu de rendimento no segundo tempo na partida de estréia, parecia que o retorno dos vestiários seria para confirmar a vitória da Rússia. Mas futebol não é uma ciência exata e os poloneses cresceram na partida de modo tal modo que qualquer resultado não seria surpreendente. Já aos quarenta segundos, Lewandowski recebeu na esquerda, perdeu o ângulo e Malafeev bloqueou. Na seqüência, a Polônia teve dois escanteios consecutivos e no últimos deles Perquis subiu bem, cabeceando por cima. Aos quatro, Zhirkov escapou da marcação pela esquerda, chegou na linha-de-fundo, tocou atrás, mas a bola foi recuperada pela defesa polonesa. No minuto seguinte, Obraniak levantou a partir do lado direito e Malafeev mergulhou para impedir que a bola chegasse em Lewandowski, afastando a redonda dali. Aos seis, Arshavin era seguido por Piszczek e improvisou, chutando de bico e mandando à esquerda.
O jogo era lá e cá, e na marca de onze minutos o futebol mostrou o quanto é um esporte especial, onde num intervalo de alguns segundos, tudo pode mudar. Vamos ao(s) lance(s). A Rússia partiu em contra-ataque puxado por Arshavin pelo flanco esquerdo, atacando com quatro para três defensores oponentes. Arshavin viu um companheiro livre à sua direita e fez o passe, que acabou interceptado providencialmente por Boenisch. Se a bola passasse, provavelmente a Rússia marcaria dois a zero no placar. Mas nascia naquela interceptação um contra-ataque no qual Błaszczykowski recebeu de Obraniak, cortou para dentro fazendo a ultrapassagem na marcação e soltou um chute fantástico, com curva e velocidade estonteantes, estufando a rede no quadrante seis. O dois a zero potencial se transformou num um a um factual, deixando tudo igual no placar em Varsóvia.
A partida prosseguiu equilibrada, com duas seleções mostrando afinidade com a bola e nem tanta entre os jogadores de uniformes diferentes. Aos catorze, Denisov e Lewandowski se desentenderam e receberam cartão amarelo. Aos vinte e dois, Dzagoev tabelou e chutou cruzado, com Tyton conseguindo defender sem dar rebote e se mostrando um substituto e tanto para Szczesny, titular na posição que cumpria suspensão pela expulsão na estréia. No minuto posterior, Błaszczykowski chutou pelo lado direito e Malafeev rebateu. Naquele mesmo minuto, aos vinte e três, Kerzhakov partia em direção ao gol até cair com o último homem às suas costas. Lance de falta e expulsão, que Stark mandou seguir. Foi a última participação de Kerzhakov, que aos vinte e quatro minutos dava lugar a Roman Pavlyuchenko, em substituição que o holandês Dick Advocaat fizera diante dos tchecos e que deu resultado. Aos vinte e sete quem mexeu foi Franciszek Smuda: saiu Dudka, entrou Mierzejewski. E um minuto depois de entrar, Mierzejewski descolaria chute de fora, que saiu à esquerda. Aos vinte e nove, o alemão Wolfgang Stark voltou a aprontar contra os russos: Dzagoev sofreu falta por trás quando tinha a bola, sendo derrubado. Indignado com a não-marcação, protestou e recebeu cartão amarelo.
Aos trinta e um minutos, Boenisch, que muito ajudava na defesa, deu as caras no ataque e protagonizou bonito lance, quando recebeu na esquerda, passou por dois e chutou por cima. No minuto seguinte, o incansável Zhirkov partia em velocidade até ser parado em choque de joelhos com Polanski. Pior para o polonês, que ficou caído no gramado e recebeu cartão amarelo pela infração. Aos trinta e quatro, Advocaat trocou Dzagoev por Izmailov. Com trinta e oito, Stark ignorou pé alto em Perquis - tá vendo como é séria essa história sobre colocar alemão pra apitar duelo entre poloneses e russos? Aos trinta e nove, Polanski, que gesticulara pedindo para ser substituído após aquele choque de joelho com Zhirkov, deixou o campo e deu lugar a Matuszczyk. Aos quarenta e cinco, Arshavin avançou pela esquerda e passou para Zhirkov, que chegou mais uma vez na linha final e tocou atrás, com a defesa polonesa conseguindo recuperar a posse de bola, em lance que fez lembrar um ocorrido aos quatro minutos também no segundo tempo. Stark indicou três minutos como acréscimo e aos quarenta e sete Smuda trocou Obraniak por Brozek. O que mais chamou atenção foi a forma como Obraniak deixou o gramado, explicitando irritação. Talvez estivesse entusiasmado em cobrar a falta que a Polônia tinha para bater. O fato é que sua reação pareceu um tanto desproporcional. E o jogo terminou mesmo empatado.
Outro resultado
Terça-feira (Grupo A)
Grécia 1a2 República Tcheca
Situação no grupo
Na última rodada, a Polônia (2 pontos) enfrenta a República Tcheca (3) enquanto a Rússia (4) tem pela frente a Grécia (1). Sendo simples e direto: quem vencer, se classifica para a fase quartas-de-final (no caso da Grécia, há que se considerar o saldo de gols, questão que se resolve com uma vitória por três gols). Os russos têm a vantagem de garantirem a classificação com um empate sem depender de outro resultado.
Felizmente, dentro de campo o que se viu foi uma boa partida, com vinte e cinco faltas assinaladas e apenas quatro cartões amarelos exibidos (dois para cada lado). Com a bola nos pés, os russos não chegaram a repetir a maravilhosa atuação vista na estréia, mas atuaram em bom nível mais uma vez. Já os poloneses, que oscilaram na partida diante dos gregos, dessa vez foram mais consistentes e mostraram um futebol que deve encher os torcedores de esperança na classificação para a próxima fase. O empate de 1a1 combinado à vitória tcheca sobre os gregos deixa o grupo A numa situação fantástica: todas as quatro seleções dependem de suas próprias forças para avançarem no torneio.
O jogo
Logo com seis minutos de jogo, o goleiro Malafeev teve que entrar em ação para impedir que a Polônia abrisse o placar no estádio Narodowy. E não foi uma ação qualquer: foi uma intervenção que esbanjou reflexo do camisa dezesseis russo: Obraniak cobrou falta pela direita, Piszczek desviou sutilmente com a cabeça e Malafeev salvou com a perna o remate frontal. No minuto seguinte, aos sete, Malafeev defendeu outro cabeceio, dessa vez após cruzamento pelo lado esquerdo de ataque polonês. Aos nove, Arshavin cobrou escanteio pela direita e mandou fechado, não marcando gol olímpico porque Tyton estava ligado e encaixou.
O jogo era bom e aos dez minutos Lewandowski recebeu uma bola escorada em cabeceio, ajeitou e chutou perto do ângulo direito. Aos onze, Kerzhakov recebeu enfiada de bola e Perquis deu carrinho certeiro, na bola, mas acabou sofrendo com as travas da chuteira do russo, que perfuraram sua canela quase na altura do joelho, colocando o sangue como novo ingrediente numa partida entre dois oponentes históricos na geopolítica de décadas atrás.
Aos dezessete minutos, uma linda troca de passes rápidos chegou até Lewandowski, que serviu Polanski e deste saiu um chute no canto direito, para abrir o placar. Só que foi flagrado impedimento, invalidando o lance. Aos dezoito, Perquis chutou rosto de Kerzhakov na área. A meu ver, nenhuma vingança tola daquele ocorrido na disputa entre os dois, mas mesmo que não tenha havido intenção, é inconcebível que a arbitragem alemã não tenha assinalado rigorosamente nada na jogada, deixando a partida seguir como se fosse natural algo como aquilo. Talvez as imagens de guerra estejam vivas na memória de alguns alemãs também... Jogo e vida que seguem. Aos vinte e quatro minutos, Arshavin cruzou da esquerda e Kerzhakov cabeceou à esquerda da meta. No minuto posterior, Wasilewski cabeceou e Malafeev defendeu. Com vinte e seis minutos, Kerzhakov cruzou rasteiro pela direita e bola passou Wasilewski, Arshavin e Piszczek. Talvez bastasse que uma dessa meia dúzia de pernas tocasse na redonda para que fosse marcado, contra ou a favor, o primeiro gol no jogo...
Kerzhakov era insistente: aos vinte e sete, avançou rapidamente pela esquerda e soltou chute que saiu por cima. E foi pela esquerda - mas não com Kerzhakov - que sairia o gol da Rússia. Aos vinte e sete minutos, os russos tinham uma falta para bater, sofrida por Zhirkov em lance onde preparava a ultrapassagem sobre Wasilewski. Arshavin colocou caprichosamente na área e quem foi ao encontra da bola quase na pequena área foi Dzagoev, que no momento da cobrança da falta estava na meia-lua. Uma estratégia interessante para se desvencilhar da marcação adversária (Piszczek não conseguiu acompanhar o atacante russo), premiada com um gol de ombro do goleador isolado na Euro 2012 - era o terceiro gol de Dzagoev no torneio.
A Polônia chegou ao ataque na busca pelo empate com Błaszczykowski, que chutou forte mas nem por isso conseguiu superar Malafeev, que rebateu aos trinta e oito minutos. Os russos não diminuíram a intensidade de seu jogo e seguiram criando chances. Aos quarenta e dois, Kerzhakov tabelou pela direita, cruzou rasteiro, mas foi feito o corte antes que a bola chegasse em Dzagoev. Ainda aos quarenta e dois, em conseqüência ao lance anterior, Arshavin cobrou escanteio pelo lado direito mandando aberto, na esquerda, no que caracteriza uma jogada ensaiada. Bem ensaiada: Zhirkov usufruiu de liberdade e pegou de primeira, mandando à direita da meta um chute difícil de direcionar ao gol, mas plausível enquanto tentativa. Aos quarenta e quatro, um levantamento da esquerda chegou até Dzagoev, que sofreu falta mas Wolfgang Stark resolveu inverter a infração e penalizar os russos no lance, apitando a favor dos poloneses.
O jogo foi para o intervalo com superioridade flagrante dos russos, que detinham 58% do tempo de posse de bola. Além disso, mostravam mais eficiência no uso dela, acertando 77% dos 254 passes trocados diante de 67% nos 156 toques poloneses. Dzagoev, goleador na partida e no torneio, era o atleta russo que mais havia corrido: 5,91 quilômetros. E estamos falando aqui de um atacante!
Com tudo isso e a lembrança de que a Polônia caiu de rendimento no segundo tempo na partida de estréia, parecia que o retorno dos vestiários seria para confirmar a vitória da Rússia. Mas futebol não é uma ciência exata e os poloneses cresceram na partida de modo tal modo que qualquer resultado não seria surpreendente. Já aos quarenta segundos, Lewandowski recebeu na esquerda, perdeu o ângulo e Malafeev bloqueou. Na seqüência, a Polônia teve dois escanteios consecutivos e no últimos deles Perquis subiu bem, cabeceando por cima. Aos quatro, Zhirkov escapou da marcação pela esquerda, chegou na linha-de-fundo, tocou atrás, mas a bola foi recuperada pela defesa polonesa. No minuto seguinte, Obraniak levantou a partir do lado direito e Malafeev mergulhou para impedir que a bola chegasse em Lewandowski, afastando a redonda dali. Aos seis, Arshavin era seguido por Piszczek e improvisou, chutando de bico e mandando à esquerda.
O jogo era lá e cá, e na marca de onze minutos o futebol mostrou o quanto é um esporte especial, onde num intervalo de alguns segundos, tudo pode mudar. Vamos ao(s) lance(s). A Rússia partiu em contra-ataque puxado por Arshavin pelo flanco esquerdo, atacando com quatro para três defensores oponentes. Arshavin viu um companheiro livre à sua direita e fez o passe, que acabou interceptado providencialmente por Boenisch. Se a bola passasse, provavelmente a Rússia marcaria dois a zero no placar. Mas nascia naquela interceptação um contra-ataque no qual Błaszczykowski recebeu de Obraniak, cortou para dentro fazendo a ultrapassagem na marcação e soltou um chute fantástico, com curva e velocidade estonteantes, estufando a rede no quadrante seis. O dois a zero potencial se transformou num um a um factual, deixando tudo igual no placar em Varsóvia.
A partida prosseguiu equilibrada, com duas seleções mostrando afinidade com a bola e nem tanta entre os jogadores de uniformes diferentes. Aos catorze, Denisov e Lewandowski se desentenderam e receberam cartão amarelo. Aos vinte e dois, Dzagoev tabelou e chutou cruzado, com Tyton conseguindo defender sem dar rebote e se mostrando um substituto e tanto para Szczesny, titular na posição que cumpria suspensão pela expulsão na estréia. No minuto posterior, Błaszczykowski chutou pelo lado direito e Malafeev rebateu. Naquele mesmo minuto, aos vinte e três, Kerzhakov partia em direção ao gol até cair com o último homem às suas costas. Lance de falta e expulsão, que Stark mandou seguir. Foi a última participação de Kerzhakov, que aos vinte e quatro minutos dava lugar a Roman Pavlyuchenko, em substituição que o holandês Dick Advocaat fizera diante dos tchecos e que deu resultado. Aos vinte e sete quem mexeu foi Franciszek Smuda: saiu Dudka, entrou Mierzejewski. E um minuto depois de entrar, Mierzejewski descolaria chute de fora, que saiu à esquerda. Aos vinte e nove, o alemão Wolfgang Stark voltou a aprontar contra os russos: Dzagoev sofreu falta por trás quando tinha a bola, sendo derrubado. Indignado com a não-marcação, protestou e recebeu cartão amarelo.
Aos trinta e um minutos, Boenisch, que muito ajudava na defesa, deu as caras no ataque e protagonizou bonito lance, quando recebeu na esquerda, passou por dois e chutou por cima. No minuto seguinte, o incansável Zhirkov partia em velocidade até ser parado em choque de joelhos com Polanski. Pior para o polonês, que ficou caído no gramado e recebeu cartão amarelo pela infração. Aos trinta e quatro, Advocaat trocou Dzagoev por Izmailov. Com trinta e oito, Stark ignorou pé alto em Perquis - tá vendo como é séria essa história sobre colocar alemão pra apitar duelo entre poloneses e russos? Aos trinta e nove, Polanski, que gesticulara pedindo para ser substituído após aquele choque de joelho com Zhirkov, deixou o campo e deu lugar a Matuszczyk. Aos quarenta e cinco, Arshavin avançou pela esquerda e passou para Zhirkov, que chegou mais uma vez na linha final e tocou atrás, com a defesa polonesa conseguindo recuperar a posse de bola, em lance que fez lembrar um ocorrido aos quatro minutos também no segundo tempo. Stark indicou três minutos como acréscimo e aos quarenta e sete Smuda trocou Obraniak por Brozek. O que mais chamou atenção foi a forma como Obraniak deixou o gramado, explicitando irritação. Talvez estivesse entusiasmado em cobrar a falta que a Polônia tinha para bater. O fato é que sua reação pareceu um tanto desproporcional. E o jogo terminou mesmo empatado.
Outro resultado
Terça-feira (Grupo A)
Grécia 1a2 República Tcheca
Situação no grupo
Na última rodada, a Polônia (2 pontos) enfrenta a República Tcheca (3) enquanto a Rússia (4) tem pela frente a Grécia (1). Sendo simples e direto: quem vencer, se classifica para a fase quartas-de-final (no caso da Grécia, há que se considerar o saldo de gols, questão que se resolve com uma vitória por três gols). Os russos têm a vantagem de garantirem a classificação com um empate sem depender de outro resultado.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Após Início Arrebatador, República Tcheca Vence Grécia Na Euro 2012
Grécia e República Tcheca abriram a segunda rodada na Eurocopa 2012 com uma partida de três gols no estádio Miejski, em Wroclaw, Polônia. Melhor para os tchecos, que abriram dois a zero com cinco minutos de jogo (estabelencendo um recorde histórico na competição) e, mesmo depois de verem os gregos dominarem a partida territorialmente, saíram com uma vitória por dois a um.
O jogo
Desfalcada de Sokratis Papasthatopoulos (expulso injustamente na estréia diante da Polônia) e Avram Papadopoulos (que se lesionou naquele mesmo jogo), a Grécia foi uma presa fácil para o bem articulado sistema ofensivo tcheco nos minutos iniciais. Com dois minutos e quinze segundos, saiu o primeiro gol (o mais rápido nessa Euro 2012): a República Tcheca recuperou a posse de bola no campo de ataque, Hübschman enfiou caprichosamente para Jiracek e o camisa dezenove ajeitou e finalizou rasteiro uma bola que ainda foi tocada pelo goleiro Chalkias antes de entrar. E os gregos sequer tiveram tempo para assimilarem o golpe: aos cinco minutos, Petr Cech mandou a bola para a frente, Rosický recolheu e enfiou para Selassie. O primeiro jogador preto da história da seleção tcheca deu um passe rasteiro que foi desviado por Chalkias mas chegou até Pilar, que mesmo marcado por Katsouranis conseguiu dar um jeito de empurrar a bola para a rede. 2a0 República Tcheca em tempo recorde nas edições de Eurocopa.
Presente no campo de ataque e desenvolta com a posse de bola, a República Tcheca dava pinta de que poderia rapidamente zerar o saldo de gols no torneio (estreou com derrota por 4a1 para a Rússia). Mas a Grécia foi começando a equilibrar o jogo. Aos sete minutos, os gregos recuperaram a posse de bola após tabela mal-sucedida entre Rosický e Baros, e contra-ataque chegou até Salpingidis, que fez alguma coisa entra um chute e um cruzamento, colocando Cech para trabalhar - o arqueiro tcheco fez a defesa na bola rasteira. Aos dezoito minutos, Pilar recebeu na esquerda seguido por Maniatis, chutou marcado por Katsouranis e mandou a bola à direita da meta... Aos vinte minutos, Chalkias recebeu recuo de bola e a mandou para fora, dando sinais de que não permaneceria em campo. Conversou com o árbitro francês Stéphane Lannoy (em qual idioma não faço a menor idéia) e, aos vinte e dois minutos, deixou as quatro linhas e deu lugar ao goleiro reserva Sifakis. Seguindo os preceitos do "jogo limpo", os tchecos devolveram a posse de bola aos gregos.
Sifakis já seria convidado a trabalhar de maneira efetiva aos vinte e oito minutos, quando espalmou chutou de Rosický no canto direito. Aos quarenta, sairia o primeiro gol da Grécia: Torosidis cobrou falta pela direita colocando a bola na área, Fotakis cabeceou no canto direito, mas a comemoração grega foi frustrada pela correta marcação de impedimento, digna de elogios ao auxiliar, que teve olho clínio para perceber a pequena margem que deixava Fotakis em posição irregular no lance. No minuto seguinte, Jiracek recebeu na direita marcado por Holebas e chutou por cima.
No intervalo, Fernando Santos e Michal Bílek mexeram em seus times. Na Grécia, entrava Gekas no lugar de Fotakis, substituição compreensível, até porque Gekas foi titular na partida de estréia. Já Bílek tomou uma decisão esquisita, trocando Rosický por Kolar. E quando digo esquisito é porque não visualizei nada de ordem física no hábil capitão tcheco, o que me parece a única possibilidade de tirar de campo um jogador de sua qualidade e de sua importância no esquema tático da equipe - vide o lance do segundo gol.
No primeiro minuto de segundo tempo, uma boa investida de Selassie pela direita quase terminou na rede: o lateral filho de pai etíope apoiou com velocidade, invadiu a área, dividiu mas Baros não conseguiu fazer o domínio na seqüência. Aos sete minutos, uma infelicidade do ótimo goleiro Cech renovou o ânimo grego na partida: Samaras fez um passe que dava toda a pinta de ser recolhido tranqüilamente pelo arqueiro, mas Cech vacilou - talvez pela aproximação repentina de um defensor de sua equipe, que pode tê-lo causado preocupação acerca de um eventual desvio no curso da bola - e permitiu que a redonda escorregasse por suas luvas. Gekas, que não tinha nada com isso, aproveitou e mandou para dentro.
Se foi aquele lance específico que animou os gregos e que abateu os tchecos eu não posso afirmar, mas que o jogo passou a ser dominado pela Grécia, isso não resta a menor dúvida. Acontece que a opção da equipe foi a de colocar a bola na área pelo auto de maneira exaustiva. Samaras era a principal referência para esse jogo aéreo, mas a maioria das investidas eram sem sucesso. Aos quinze minutos, Karagounis cobrou falta levantando na área, Cech afastou, a bola voltou e a finalização foi bloqueada na defesa tcheca.
Aos dezoito minutos, Pekhart era colocado em campo no lugar de Baros, que naquele momento jogava muito isolado do restante de um time que parecia disposto a apenas se defender. Aos vinte e dois minutos, Muniatis recebeu pela direita e seu chute saiu à esquerda. Três minutos depois, o português Fernando Santos trocou Fortounis por Mitroglou. No minuto seguinte, Karagounis chutou de fora e Gekas buscou a sobra da rebatida, sendo marcado impedimento onde não havia.
O jogo seguiu de maneira arrastada, com a Grécia num deserto de criatividade, que mesmo com 55% do tempo de posse de bola, muito pouca coisa de interessante conseguia fazer com ela. Os tchecos, que tão bem haviam começado a partida, praticamente não passavam do meio-campo. E pareciam nem querer se opôr a isso, afinal, a bola nos pés da Grécia não incomodava a meta defendida por Cech. Aos quarenta e cinco, Kolar, que entrou no intervalo no lugar de Rosický, deixou o campo para dar a vez a Rajtoral. Foi o último evento digno de nota numa partida que, duas edições de Euro atrás, marcava uma das semifinais no torneio. Com esse futebol de hoje, um lugar nas quartas pode ser encarado como lucro.
O jogo
Desfalcada de Sokratis Papasthatopoulos (expulso injustamente na estréia diante da Polônia) e Avram Papadopoulos (que se lesionou naquele mesmo jogo), a Grécia foi uma presa fácil para o bem articulado sistema ofensivo tcheco nos minutos iniciais. Com dois minutos e quinze segundos, saiu o primeiro gol (o mais rápido nessa Euro 2012): a República Tcheca recuperou a posse de bola no campo de ataque, Hübschman enfiou caprichosamente para Jiracek e o camisa dezenove ajeitou e finalizou rasteiro uma bola que ainda foi tocada pelo goleiro Chalkias antes de entrar. E os gregos sequer tiveram tempo para assimilarem o golpe: aos cinco minutos, Petr Cech mandou a bola para a frente, Rosický recolheu e enfiou para Selassie. O primeiro jogador preto da história da seleção tcheca deu um passe rasteiro que foi desviado por Chalkias mas chegou até Pilar, que mesmo marcado por Katsouranis conseguiu dar um jeito de empurrar a bola para a rede. 2a0 República Tcheca em tempo recorde nas edições de Eurocopa.
Presente no campo de ataque e desenvolta com a posse de bola, a República Tcheca dava pinta de que poderia rapidamente zerar o saldo de gols no torneio (estreou com derrota por 4a1 para a Rússia). Mas a Grécia foi começando a equilibrar o jogo. Aos sete minutos, os gregos recuperaram a posse de bola após tabela mal-sucedida entre Rosický e Baros, e contra-ataque chegou até Salpingidis, que fez alguma coisa entra um chute e um cruzamento, colocando Cech para trabalhar - o arqueiro tcheco fez a defesa na bola rasteira. Aos dezoito minutos, Pilar recebeu na esquerda seguido por Maniatis, chutou marcado por Katsouranis e mandou a bola à direita da meta... Aos vinte minutos, Chalkias recebeu recuo de bola e a mandou para fora, dando sinais de que não permaneceria em campo. Conversou com o árbitro francês Stéphane Lannoy (em qual idioma não faço a menor idéia) e, aos vinte e dois minutos, deixou as quatro linhas e deu lugar ao goleiro reserva Sifakis. Seguindo os preceitos do "jogo limpo", os tchecos devolveram a posse de bola aos gregos.
Sifakis já seria convidado a trabalhar de maneira efetiva aos vinte e oito minutos, quando espalmou chutou de Rosický no canto direito. Aos quarenta, sairia o primeiro gol da Grécia: Torosidis cobrou falta pela direita colocando a bola na área, Fotakis cabeceou no canto direito, mas a comemoração grega foi frustrada pela correta marcação de impedimento, digna de elogios ao auxiliar, que teve olho clínio para perceber a pequena margem que deixava Fotakis em posição irregular no lance. No minuto seguinte, Jiracek recebeu na direita marcado por Holebas e chutou por cima.
No intervalo, Fernando Santos e Michal Bílek mexeram em seus times. Na Grécia, entrava Gekas no lugar de Fotakis, substituição compreensível, até porque Gekas foi titular na partida de estréia. Já Bílek tomou uma decisão esquisita, trocando Rosický por Kolar. E quando digo esquisito é porque não visualizei nada de ordem física no hábil capitão tcheco, o que me parece a única possibilidade de tirar de campo um jogador de sua qualidade e de sua importância no esquema tático da equipe - vide o lance do segundo gol.
No primeiro minuto de segundo tempo, uma boa investida de Selassie pela direita quase terminou na rede: o lateral filho de pai etíope apoiou com velocidade, invadiu a área, dividiu mas Baros não conseguiu fazer o domínio na seqüência. Aos sete minutos, uma infelicidade do ótimo goleiro Cech renovou o ânimo grego na partida: Samaras fez um passe que dava toda a pinta de ser recolhido tranqüilamente pelo arqueiro, mas Cech vacilou - talvez pela aproximação repentina de um defensor de sua equipe, que pode tê-lo causado preocupação acerca de um eventual desvio no curso da bola - e permitiu que a redonda escorregasse por suas luvas. Gekas, que não tinha nada com isso, aproveitou e mandou para dentro.
Se foi aquele lance específico que animou os gregos e que abateu os tchecos eu não posso afirmar, mas que o jogo passou a ser dominado pela Grécia, isso não resta a menor dúvida. Acontece que a opção da equipe foi a de colocar a bola na área pelo auto de maneira exaustiva. Samaras era a principal referência para esse jogo aéreo, mas a maioria das investidas eram sem sucesso. Aos quinze minutos, Karagounis cobrou falta levantando na área, Cech afastou, a bola voltou e a finalização foi bloqueada na defesa tcheca.
Aos dezoito minutos, Pekhart era colocado em campo no lugar de Baros, que naquele momento jogava muito isolado do restante de um time que parecia disposto a apenas se defender. Aos vinte e dois minutos, Muniatis recebeu pela direita e seu chute saiu à esquerda. Três minutos depois, o português Fernando Santos trocou Fortounis por Mitroglou. No minuto seguinte, Karagounis chutou de fora e Gekas buscou a sobra da rebatida, sendo marcado impedimento onde não havia.
O jogo seguiu de maneira arrastada, com a Grécia num deserto de criatividade, que mesmo com 55% do tempo de posse de bola, muito pouca coisa de interessante conseguia fazer com ela. Os tchecos, que tão bem haviam começado a partida, praticamente não passavam do meio-campo. E pareciam nem querer se opôr a isso, afinal, a bola nos pés da Grécia não incomodava a meta defendida por Cech. Aos quarenta e cinco, Kolar, que entrou no intervalo no lugar de Rosický, deixou o campo para dar a vez a Rajtoral. Foi o último evento digno de nota numa partida que, duas edições de Euro atrás, marcava uma das semifinais no torneio. Com esse futebol de hoje, um lugar nas quartas pode ser encarado como lucro.
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Seleção Da Primeira Rodada Na Eurocopa 2012
Vamos nesse espaço homenagear alguns dos destaques nesses primeiros oito jogos de Euro 2012. Com muita alegria, o blógui Jogada De (E)feito acompanhou todas as partidas que completaram a primeira rodada pelos grupos A, B, C e D.
Antes, vamos a algumas curiosidades nessa rodada inicial na mais forte competição continental de seleções.
[1] No jogo entre Polônia e Grécia tivemos o único pênalti assinalado na primeira rodada. No lance, Szczesny foi expulso e o goleiro Tyton entrou em campo para se consagrar, defendendo a cobrança de Karagounis.
[2] A partida em que a Rússia venceu a República Tcheca por 4a1 foi a maior goleada e também o jogo com maior número de gols na primeira rodada. A atuação brilhante de Arshavin e o golaço de Pavlyuchenko merecem destaque.
[3] Apesar de ter perdido o jogo por 1a0, a Holanda teve um volume de jogo impressionante, conseguindo um total de 28 finalizações na partida diante da Dinamarca. 20 desses remates acabaram indo para fora.
[4] O gol de Mandzukic no terceiro minuto de partida foi o mais rápido na primeira rodada, ajudando a Croácia a desmontar o ferrolho irlandês. No segundo tempo, Mandzukic voltou a marcar no terceiro minuto.
[5] França e Inglaterra foi o único duelo que chegou ao intervalo empatado com gols. Em todos os outros, alguém foi para o vestiário em vantagem (exceto os jogos entre Alemanha e Portugal, e Ucrânia e Suécia, que até então estavam zerados no placar).
[6] A Ucrânia foi a única equipe que conseguiu virar o jogo. Venceu a Suécia por 2a1, com dois de Shevchenko.
[7] Se alguém souber de alguma partida sem erros de arbitragem, favor avisar.
Seleção da primeira rodada na Eurocopa 2012
(Formação 4-1-4-1)
Gianluigi Buffon (Itália)
Darijo Srna (Croácia)
Daniele de Rossi (Itália)
Philippe Mexès (França)
Jetro Willems (Holanda)
Mark van Bommel (Holanda)
Andrey Arshavin (Rússia)
Wesley Sneijder (Holanda)
Samir Nasri (França)
Andrés Iniesta (Espanha)
Andriy Shevchenko (Ucrânia)
Técnico: Dick Advocaat (Rússia)
Destaque: Andrey Arshavin (Rússia)
Antes, vamos a algumas curiosidades nessa rodada inicial na mais forte competição continental de seleções.
[1] No jogo entre Polônia e Grécia tivemos o único pênalti assinalado na primeira rodada. No lance, Szczesny foi expulso e o goleiro Tyton entrou em campo para se consagrar, defendendo a cobrança de Karagounis.
[2] A partida em que a Rússia venceu a República Tcheca por 4a1 foi a maior goleada e também o jogo com maior número de gols na primeira rodada. A atuação brilhante de Arshavin e o golaço de Pavlyuchenko merecem destaque.
[3] Apesar de ter perdido o jogo por 1a0, a Holanda teve um volume de jogo impressionante, conseguindo um total de 28 finalizações na partida diante da Dinamarca. 20 desses remates acabaram indo para fora.
[4] O gol de Mandzukic no terceiro minuto de partida foi o mais rápido na primeira rodada, ajudando a Croácia a desmontar o ferrolho irlandês. No segundo tempo, Mandzukic voltou a marcar no terceiro minuto.
[5] França e Inglaterra foi o único duelo que chegou ao intervalo empatado com gols. Em todos os outros, alguém foi para o vestiário em vantagem (exceto os jogos entre Alemanha e Portugal, e Ucrânia e Suécia, que até então estavam zerados no placar).
[6] A Ucrânia foi a única equipe que conseguiu virar o jogo. Venceu a Suécia por 2a1, com dois de Shevchenko.
[7] Se alguém souber de alguma partida sem erros de arbitragem, favor avisar.
Seleção da primeira rodada na Eurocopa 2012
(Formação 4-1-4-1)
Gianluigi Buffon (Itália)
Darijo Srna (Croácia)
Daniele de Rossi (Itália)
Philippe Mexès (França)
Jetro Willems (Holanda)
Mark van Bommel (Holanda)
Andrey Arshavin (Rússia)
Wesley Sneijder (Holanda)
Samir Nasri (França)
Andrés Iniesta (Espanha)
Andriy Shevchenko (Ucrânia)
Técnico: Dick Advocaat (Rússia)
Com uma atuação brilhante na goleada russa sobre a República Tcheca, o capitão Andrey Arshavin se destacou na primeira rodada da Eurocopa 2012, lembrando seus ótimos momentos na Euro 2008, quando foi fundamental para conduzir a Rússia até a fase semifinal no torneio continental.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Para Felicidade Geral Da Nação, Saiu A Primeira Virada Da Eurocopa 2012
Quiseram os deuses do futebol guardar para o último jogo a partida mais emocionante na primeira rodada da Euro 2012. A Ucrânia de Shevchenko protagonizou a primeira virada na competição diante da Suécia de Ibrahimovic, brindando o público presente no estádio municipal de Kiev com um jogo para se guardar na memória.
O jogo
Começou sob o agradável contexto de uma temperatura de 25ºC, de ventos soprando a uma velocidade de 6km/h e de uma umidade relativa do ar em torno de 51% e terminou de maneira espetacular a partida realizada na capital ucraniana. Já com vinte e cinco segundos, aquele individualismo exacerbado que acompanha a carreira de Zlatan Ibrahimovic pôde ser visto, com o jogador prendendo demais a bola consigo e desperdiçando a posse, que ali passava ao adversário. Mas não vou aqui cravar que a partida de Ibrahimovic tenha sido ruim. Pelo contrário: no geral, o camisa 10 sueco conseguiu participar bem das jogadas de ataque da equipe. Na primeira delas, aos dezesseis minutos, Ibra fintou Mykhalyk pelo flanco esquerdo, colocou a bola na área, o goleiro Pyatov socou a redonda com os dois punhos e só na seqüência a defesa ucraniana conseguiu finalmente afastar o objeto esférico de sua área. Antes disso, porém, ambas as equipes já haviam chutado a gol. Aos três minutos, Konoplyanka recebeu de Selin, carregou e rematou à direita. No minuto seguinte, os suecos responderam com chute de longa distância de Källström, que passou por cima.
Das arquibancadas saía bastante barulho, mostrando que a torcida local estava disposta a participar do jogo e a empurrar seus compatriotas na direção da vitória. Quando Shevchenko tocava na bola, as manifestações pareciam se multiplicar. Aos vinte e dois minutos, o maior ídolo futebolista do país puxou contra-ataque em velocidade, tabelou, recebeu de volta em liberdade e decidiu chutar, mandando uma bola cruzada que acabou saindo à direita. É bem verdade que Shevchenko poderia rolar de lado para permitir a finalização a um de seus dois companheiros que acompanhavam o lance de frente para a baliza, mas o remate se justifica até pelo delírio coletivo de ver o craque partindo em velocidade com a possibilidade de abrir o placar em Kiev.
Três minutos depois, a Ucrânia chegou novamente: Voronin foi lançado nas costas de Granqvist e não alcançou a bola por pouco - talvez se alcançasse receberia o cartão amarelo, porque o camisa 10 ucraniano esticou o braço voluntariamente para um suposto toque irregular. Aos dezoito, Nazarenko cobrou falta na área e convidou Isaksson para trabalhar - o goleiro sueco segurou a bola com segurança. Tarefa mais complicada teria o arqueiro ucraniano, dois minutos depois, quando Rosenberg recebeu de Toivonen, girou e chutou, com Pyatov agindo bem ao abafar e pegar na esquerda. Aos trinta e dois minutos, Voronin puxaria contra-ataque perigoso, mas a arbitragem inventou uma falta no desarme feito sobre Olsson, invalidando o lance.
A Ucrânia detinha 56% do tempo de posse de bola e mostrava-se cada vez mais presente no campo de ataque. Aos trinta e quatro, Voronin chutou forte de fora da área e Isaksson, por medida de segurança, defendeu em dois tempos. No minuto seguinte, Ibrahimovic voltou a pecar pelo excesso de tempo carregando a bola, permitindo o desarme feito por Gusev. As maiores chances de gol na primeira etapa estavam por vir. Aos trinta e sete minutos, Voronin deixou com Shevchenko, que tabelou com Yarmolenko, conseguiu cruzar mesmo travado e o camisa 11 chutou firme - os suecos foram salvos pelas pernas de Granqvist, responsáveis pelo bloqueio na finalização que tinha a rede como endereço. Aos trinta e oito, um ótimo lançamento deixou Ibrahimovic na boa para cabecear, e o cabeceio carimbou caprichosamente a trave esquerda, com o goleiro Pyatov já batido no lance após ter sido pego no contrapé. Na última chance anterior ao intervalo, Gusev recebeu na direita e mandou para Konoplyanka, que mandou por cima com um voleio aos quarenta e um.
Oleg Blokhin e Erik Hamrén trouxeram os mesmos jogadores para o segundo tempo, e a Suécia teve a primeira chance aos três minutos, em lance que começou numa recuperação de bola de Larsson e terminou em finalização de Rosenberg, travada por Selin. Aos seis, a Suécia abriu o placar: Larsson cruzou, Yarmolenko desviou de cabeça sem conseguir afastar o perigo, Källström recolheu pela esquerda e serviu Ibrahimovic, que completou pra rede. O desagradável na construção da jogada é que Selin estava caído próximo à linha lateral esquerda, aguardando atendimento médico - e nem por isso os suecos mandaram a bola para fora, tratando de manter o espírito competitivo acima do esportivo.
A partir daquele momento, o jogo nunca mais seria o mesmo. A seleção ucraniana parece ter transformado aquela situação em energia propulsora para renovar suas forças dentro de campo. E a recompensa veio depressa: aos nove minutos, Gusev carregou e entregou para Yarmolenko, autor de um cruzamento tão caprichado que prefiro chamar de passe, com a bola seguindo seu curso passando por Mellberg e indo ao encontro de Shevchenko, que cabeceou no contrapé de Isaksson para empatar a parada. 1a1 e festa no estádio municipal da capital.
Se quando falei em 'energia propulsora para renovar as forças ucranianas no jogo' a frase pareceu de alguma forma abstrata, a figura de Selin correndo pelo mesmo setor onde minutos atrás estivera caído no gramado serve como exemplo concreto: o lateral-esquerdo deu um pique contagiante para desarmar um adversário e recuperar a posse de bola.
A Ucrânia já havia trocado 273 passes quando a Suécia não havia passado dos 166 e o ímpeto pela virada só fazia crescer. Aos quinze minutos, Voronin recebeu na área, fintou Granqvist e teve o chute bloqueado. Nascia ali um escanteio. Melhor dizendo: nascia ali o escanteio. Konoplyanka encarregou-se de efetuar a cobrança pelo lado esquerdo enquanto Shevchenko e os deuses do futebol cuidariam de todo o resto - com um drible de corpo em Ibrahimovic, Shevchenko escapou da marcação contornando o adversário e foi ao encontro da bola, cabeceando na altura do primeiro poste e direcionando o objeto esférico exatamente no espaço vazio que o levaria para a rede, isto é, entre Lustig e o ferro vertical situado logo ali. 2a1 Ucrânia, para enlouquecer o mais são dos torcedores locais.
A reação de Hamrén foi trocar Toivonen por Svensson, substituição realizada aos dezessete minutos. A reação de Ibrahimovic foi se atracar com Khacheridi em disputa de bola, em lance onde foi marcada falta do sueco em cima do ucraniano. Aos vinte e dois, a segunda mexida na Suécia: Larsson por Wilhelmsson. Naquele mesmo minuto, Elm chutou de fora da área e mandou à direita. Elm voltaria a aparecer dois minutos depois, quando foi lançado e pegou de primeira - a bola acabou sendo recolhida por Pyatov. Hamrén não queria saber de perder tempo e mexeu novamente, trocando Rosenberg por Elmander e mudando a referência no ataque. Os ucranianos até tiveram uma chance aos vinte e oito, depois que Selin cobrou lateral com força e Konoplyanka chutou de fora, à esquerda. Mas o que se via em campo era a Suécia atacando como nunca antes no jogo.
Aos trinta minutos, Ibra fez a tabela e bateu forte, com Pyatov defendendo na base do reflexo. No minuto seguinte, Pyatov interviu na base da coragem, mergulhando para desarmar Wilhelmsson. Aos trinta e quatro, Wilhelmsson recolheu a bola na esquerda, chutou e Pyatov defendeu novamente.
Com quatro chutes, três na direção do gol e dois estufando a rede, Shevchenko deixou o campo e a braçadeira de capitão aos trinta e seis minutos no segundo tempo, sendo ovacionado pelos ucranianos, que fizeram questão de aplaudí-lo de pé no estádio. Quem entrou em seu lugar foi Milevskiy.
Aos trinta e sete minutos, Voronin sofreu uma falta que rendeu cartão amarelo para Elm pela entrada. Na cobrança, Nazarenko mandou a bola perto do ângulo esquerdo. Dois minutos depois, aos trinta e nove, Voronin deu lugar a Rotan na seleção ucraniana. E a pressão sueca se intesificou depois disso. Aos quarenta, Wilhelmsson pôs na área mas a bola não chegou em Mellberg, que naquele momento era muito mais um centroavante do que qualquer outra coisa. Com quarenta e quatro minutos, uma bela tabela entre Ibrahimovic e Elmander terminou em chute de Elmander para fora. O mesmo Elmander que, no minuto seguinte, daria com o joelho nas costas de Mykhalyk, em lance onde vai entender como conseguiu sair sem qualquer cartão por parte do turco Cüneyt Çakir (o mesmo daquele Barcelona 2a2 Chelsea). Aos quarenta e seis, Konoplyanka saiu para a entrada de Devic, na última substituição do jogo. E a última oportunidade de gol deu-se no minuto posterior: Elm lançou Mellberg, que até mostrou um certo cacoete de atacante ao pegar de primeira na bola e encobrir o goleiro Pyatov, mas talvez naquele momento o vento tenha passado a soprar mais forte e a redonda passou por cima do travessão, estufando a rede pelo lado externo. Para felicidade geral da nação.
A seleção co-anfitriã, que vinha de duas derrotas antecedendo sua preparação para a Euro, certamente surpreendeu bastante gente com essa estréia maíúscula no torneio. E digo isso não apenas pela vitória de virada diante de uma adversária qualificada, mas sobretudo pela maneira como jogou, sabendo fazer fluir seu jogo e chegando por diversas vezes ao ataque, mantendo a posse de bola em 53% sob seus domínios e cometendo somente doze faltas (sofreu vinte). A Suécia, que vinha de quatro vitórias consecutivas na reta final de preparação, acabou derrotada diante daquela que talvez fosse considerada a adversária mais fácil na chave. As boas entradas de Svensson, Wilhelmsson e Elmander podem servir de alento para a equipe, que não pode, não deve e certamente não quer depender meramente do talento de Ibrahimovic para selar sua sorte na competição. Por mais que às vezes ele apareça bem.
Outros resultados
Sexta-feira (Grupo A)
Polônia 1a1 Grécia
Rússia 4a1 República Tcheca
Sábado (Grupo B)
Holanda 0a1 Dinamarca
Alemanha 1a0 Portugal
Domingo (Grupo C)
Espanha 1a1 Itália
Croácia 3a1 Irlanda
Hoje (Grupo D)
França 1a1 Inglaterra
O jogo
Começou sob o agradável contexto de uma temperatura de 25ºC, de ventos soprando a uma velocidade de 6km/h e de uma umidade relativa do ar em torno de 51% e terminou de maneira espetacular a partida realizada na capital ucraniana. Já com vinte e cinco segundos, aquele individualismo exacerbado que acompanha a carreira de Zlatan Ibrahimovic pôde ser visto, com o jogador prendendo demais a bola consigo e desperdiçando a posse, que ali passava ao adversário. Mas não vou aqui cravar que a partida de Ibrahimovic tenha sido ruim. Pelo contrário: no geral, o camisa 10 sueco conseguiu participar bem das jogadas de ataque da equipe. Na primeira delas, aos dezesseis minutos, Ibra fintou Mykhalyk pelo flanco esquerdo, colocou a bola na área, o goleiro Pyatov socou a redonda com os dois punhos e só na seqüência a defesa ucraniana conseguiu finalmente afastar o objeto esférico de sua área. Antes disso, porém, ambas as equipes já haviam chutado a gol. Aos três minutos, Konoplyanka recebeu de Selin, carregou e rematou à direita. No minuto seguinte, os suecos responderam com chute de longa distância de Källström, que passou por cima.
Das arquibancadas saía bastante barulho, mostrando que a torcida local estava disposta a participar do jogo e a empurrar seus compatriotas na direção da vitória. Quando Shevchenko tocava na bola, as manifestações pareciam se multiplicar. Aos vinte e dois minutos, o maior ídolo futebolista do país puxou contra-ataque em velocidade, tabelou, recebeu de volta em liberdade e decidiu chutar, mandando uma bola cruzada que acabou saindo à direita. É bem verdade que Shevchenko poderia rolar de lado para permitir a finalização a um de seus dois companheiros que acompanhavam o lance de frente para a baliza, mas o remate se justifica até pelo delírio coletivo de ver o craque partindo em velocidade com a possibilidade de abrir o placar em Kiev.
Três minutos depois, a Ucrânia chegou novamente: Voronin foi lançado nas costas de Granqvist e não alcançou a bola por pouco - talvez se alcançasse receberia o cartão amarelo, porque o camisa 10 ucraniano esticou o braço voluntariamente para um suposto toque irregular. Aos dezoito, Nazarenko cobrou falta na área e convidou Isaksson para trabalhar - o goleiro sueco segurou a bola com segurança. Tarefa mais complicada teria o arqueiro ucraniano, dois minutos depois, quando Rosenberg recebeu de Toivonen, girou e chutou, com Pyatov agindo bem ao abafar e pegar na esquerda. Aos trinta e dois minutos, Voronin puxaria contra-ataque perigoso, mas a arbitragem inventou uma falta no desarme feito sobre Olsson, invalidando o lance.
A Ucrânia detinha 56% do tempo de posse de bola e mostrava-se cada vez mais presente no campo de ataque. Aos trinta e quatro, Voronin chutou forte de fora da área e Isaksson, por medida de segurança, defendeu em dois tempos. No minuto seguinte, Ibrahimovic voltou a pecar pelo excesso de tempo carregando a bola, permitindo o desarme feito por Gusev. As maiores chances de gol na primeira etapa estavam por vir. Aos trinta e sete minutos, Voronin deixou com Shevchenko, que tabelou com Yarmolenko, conseguiu cruzar mesmo travado e o camisa 11 chutou firme - os suecos foram salvos pelas pernas de Granqvist, responsáveis pelo bloqueio na finalização que tinha a rede como endereço. Aos trinta e oito, um ótimo lançamento deixou Ibrahimovic na boa para cabecear, e o cabeceio carimbou caprichosamente a trave esquerda, com o goleiro Pyatov já batido no lance após ter sido pego no contrapé. Na última chance anterior ao intervalo, Gusev recebeu na direita e mandou para Konoplyanka, que mandou por cima com um voleio aos quarenta e um.
Oleg Blokhin e Erik Hamrén trouxeram os mesmos jogadores para o segundo tempo, e a Suécia teve a primeira chance aos três minutos, em lance que começou numa recuperação de bola de Larsson e terminou em finalização de Rosenberg, travada por Selin. Aos seis, a Suécia abriu o placar: Larsson cruzou, Yarmolenko desviou de cabeça sem conseguir afastar o perigo, Källström recolheu pela esquerda e serviu Ibrahimovic, que completou pra rede. O desagradável na construção da jogada é que Selin estava caído próximo à linha lateral esquerda, aguardando atendimento médico - e nem por isso os suecos mandaram a bola para fora, tratando de manter o espírito competitivo acima do esportivo.
A partir daquele momento, o jogo nunca mais seria o mesmo. A seleção ucraniana parece ter transformado aquela situação em energia propulsora para renovar suas forças dentro de campo. E a recompensa veio depressa: aos nove minutos, Gusev carregou e entregou para Yarmolenko, autor de um cruzamento tão caprichado que prefiro chamar de passe, com a bola seguindo seu curso passando por Mellberg e indo ao encontro de Shevchenko, que cabeceou no contrapé de Isaksson para empatar a parada. 1a1 e festa no estádio municipal da capital.
Se quando falei em 'energia propulsora para renovar as forças ucranianas no jogo' a frase pareceu de alguma forma abstrata, a figura de Selin correndo pelo mesmo setor onde minutos atrás estivera caído no gramado serve como exemplo concreto: o lateral-esquerdo deu um pique contagiante para desarmar um adversário e recuperar a posse de bola.
A Ucrânia já havia trocado 273 passes quando a Suécia não havia passado dos 166 e o ímpeto pela virada só fazia crescer. Aos quinze minutos, Voronin recebeu na área, fintou Granqvist e teve o chute bloqueado. Nascia ali um escanteio. Melhor dizendo: nascia ali o escanteio. Konoplyanka encarregou-se de efetuar a cobrança pelo lado esquerdo enquanto Shevchenko e os deuses do futebol cuidariam de todo o resto - com um drible de corpo em Ibrahimovic, Shevchenko escapou da marcação contornando o adversário e foi ao encontro da bola, cabeceando na altura do primeiro poste e direcionando o objeto esférico exatamente no espaço vazio que o levaria para a rede, isto é, entre Lustig e o ferro vertical situado logo ali. 2a1 Ucrânia, para enlouquecer o mais são dos torcedores locais.
A reação de Hamrén foi trocar Toivonen por Svensson, substituição realizada aos dezessete minutos. A reação de Ibrahimovic foi se atracar com Khacheridi em disputa de bola, em lance onde foi marcada falta do sueco em cima do ucraniano. Aos vinte e dois, a segunda mexida na Suécia: Larsson por Wilhelmsson. Naquele mesmo minuto, Elm chutou de fora da área e mandou à direita. Elm voltaria a aparecer dois minutos depois, quando foi lançado e pegou de primeira - a bola acabou sendo recolhida por Pyatov. Hamrén não queria saber de perder tempo e mexeu novamente, trocando Rosenberg por Elmander e mudando a referência no ataque. Os ucranianos até tiveram uma chance aos vinte e oito, depois que Selin cobrou lateral com força e Konoplyanka chutou de fora, à esquerda. Mas o que se via em campo era a Suécia atacando como nunca antes no jogo.
Aos trinta minutos, Ibra fez a tabela e bateu forte, com Pyatov defendendo na base do reflexo. No minuto seguinte, Pyatov interviu na base da coragem, mergulhando para desarmar Wilhelmsson. Aos trinta e quatro, Wilhelmsson recolheu a bola na esquerda, chutou e Pyatov defendeu novamente.
Com quatro chutes, três na direção do gol e dois estufando a rede, Shevchenko deixou o campo e a braçadeira de capitão aos trinta e seis minutos no segundo tempo, sendo ovacionado pelos ucranianos, que fizeram questão de aplaudí-lo de pé no estádio. Quem entrou em seu lugar foi Milevskiy.
Aos trinta e sete minutos, Voronin sofreu uma falta que rendeu cartão amarelo para Elm pela entrada. Na cobrança, Nazarenko mandou a bola perto do ângulo esquerdo. Dois minutos depois, aos trinta e nove, Voronin deu lugar a Rotan na seleção ucraniana. E a pressão sueca se intesificou depois disso. Aos quarenta, Wilhelmsson pôs na área mas a bola não chegou em Mellberg, que naquele momento era muito mais um centroavante do que qualquer outra coisa. Com quarenta e quatro minutos, uma bela tabela entre Ibrahimovic e Elmander terminou em chute de Elmander para fora. O mesmo Elmander que, no minuto seguinte, daria com o joelho nas costas de Mykhalyk, em lance onde vai entender como conseguiu sair sem qualquer cartão por parte do turco Cüneyt Çakir (o mesmo daquele Barcelona 2a2 Chelsea). Aos quarenta e seis, Konoplyanka saiu para a entrada de Devic, na última substituição do jogo. E a última oportunidade de gol deu-se no minuto posterior: Elm lançou Mellberg, que até mostrou um certo cacoete de atacante ao pegar de primeira na bola e encobrir o goleiro Pyatov, mas talvez naquele momento o vento tenha passado a soprar mais forte e a redonda passou por cima do travessão, estufando a rede pelo lado externo. Para felicidade geral da nação.
A seleção co-anfitriã, que vinha de duas derrotas antecedendo sua preparação para a Euro, certamente surpreendeu bastante gente com essa estréia maíúscula no torneio. E digo isso não apenas pela vitória de virada diante de uma adversária qualificada, mas sobretudo pela maneira como jogou, sabendo fazer fluir seu jogo e chegando por diversas vezes ao ataque, mantendo a posse de bola em 53% sob seus domínios e cometendo somente doze faltas (sofreu vinte). A Suécia, que vinha de quatro vitórias consecutivas na reta final de preparação, acabou derrotada diante daquela que talvez fosse considerada a adversária mais fácil na chave. As boas entradas de Svensson, Wilhelmsson e Elmander podem servir de alento para a equipe, que não pode, não deve e certamente não quer depender meramente do talento de Ibrahimovic para selar sua sorte na competição. Por mais que às vezes ele apareça bem.
Outros resultados
Sexta-feira (Grupo A)
Polônia 1a1 Grécia
Rússia 4a1 República Tcheca
Sábado (Grupo B)
Holanda 0a1 Dinamarca
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Domingo (Grupo C)
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