segunda-feira, 11 de abril de 2011

Equipe E Jogada Da Semana

De domingo a domingo, apenas vitórias. Esse é o Porto, que no dia 3 de abril garantiu o título nacional com 5 rodadas de antecipação (como se não bastasse, o feito foi conquistado através de uma vitória diante do Benfica, em pleno estádio da Luz). Na quinta-feira, dia 7, a equipe comandada por André Villas-Boas recebeu o Spartak de Moscou em compromisso pela fase quartas-de-final na Liga Europa, tratando de já deixar a classificação muito bem encaminhada: 5a1, com direito a "hat-trick" do atacante colombiano Falcão García. E 3 dias depois, no domingo, vitória por 3a2 sobre o Portimonense, pra mostrar que nem o título assegurado faz esse time portista deixar de buscar novas vitórias. Os brasileiros Hélton (goleiro), Maicon (defensor), Souza e Fernando (meio-campistas), Hulk e Walter (atacantes) devem estar rindo à toa.

Jogada da semana

Com menos de meio minuto de jogo em San Siro, a Internazionale abriu o placar com um gol antológico do sérvio Dejan Stankovic. Para tristeza dos interistas e alegria dos torcedores do Schalke 04, a partida de ida pela fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa terminou 5a2 para o clube alemão. Mas o "Nerazzurri" pode - e deve - guardar com carinho a recordação do golaço de seu camisa 5.

domingo, 10 de abril de 2011

Depois De Acordar, Fluminense Goleia Americano

O Fluminense começou mal a partida em Macaé, viu o Americano sair na frente no placar e não se encontrava em campo. Mas, após uma virada relâmpago com dois gols em dois minutos, o Tricolor das Laranjeiras abriu caminho para uma vitória tranqüila no estádio Cláudio Moacyr.

O jogo

Se o que foi visto antes da primeira parada técnica fosse estendido por todo o decorrer da partida, dificilmente o Fluminense escaparia de uma derrota para o Americano. A equipe de Campos dominava as ações, era mais organizada e mereceu abrir o placar aos 20 minutos, quando Carlos Alberto cruzou da esquerda e Gustavinho cabeceou para a rede. No lance, além do bom cruzamento de Carlos Alberto e da conclusão certeira de Gustavinho, também foram de chamar atenção o erro de posicionamento de Edinho e Gum, que estavam na grande área sem marcar rigorosamente ninguém - e olha que só havia um adversário naquele terreno.

O 1 poderia ter virado 2a0 aos 32 minutos, mas para sorte de Ricardo Berna a sobra de bola chutada por Carlos Alberto foi bloqueada por Valência. E eis que aos 34 minutos o Fluminense chegou ao empate: se com a bola rolando estava difícil, o argentino Darío Conca tratou de cobrar falta com categoria e colocar no canto esquerdo. 1a1.

No minuto seguinte, Conca passou para Júlio César que, da linha-de-fundo, tocou atrás para Araújo apenas completar pra dentro. 2a1 Flu. No final da primeira etapa, uma disputa entre Carlos Alberto e Mariano dentro da área gerou protestos de pênalti a favor do Americano, mas a arbitragem de Leonardo Garcia Cavalero achou lance de jogo e deixou seguir.

No intervalo, o treinador Ênderson Moreira trocou o inoperante Deco por Marquinho. E aos 5 minutos, Marquinho, após receber belo passe de Fred, rolaria para Mariano encher o pé e fazer 3a1 para o Fluminense. Passados mais 5 minutos, Conca tocou para Araújo, o atacante deu uma finta de corpo na marcação e tirou do goleiro Jéfferson (xará do arqueiro botafoguense e da seleção brasileira), marcado seu segundo gol na partida e o quarto tricolor.

Com o resultado em 4a1, o Fluminense pareceu se acomodar e o que se via era o Americano criando chances para diminuir essa desvantagem. Houve cabeceio no travessão, grande defesa do goleiro Ricardo Berna, chute passando perto da trave. Mas gol mesmo quem fez foi o Fluminense: aos 42 minutos, Jéfferson afastou apenas parcialmente uma bola dividida com Tartá e permitiu que Marquinho cabeceasse para o gol vazio, marcando 5a1 para o Fluminense.

Outros resultados

Sábado

Nova Iguaçu 1a1 Bangu
Volta Redonda 0a0 Olaria
Madureira 2a1 Boavista
Vasco 2a1 Cabofriense
Macaé 1a1 América

Domingo

Duque de Caxias 2a1 Resende
Botafogo 0a2 Flamengo

Com o fechamento da penúltima rodada na Taça Rio, Cabofriense e América estão despromovidos para a segunda divisão estadual fluminense. No grupo 1, Vasco (16 pontos ganhos) e Flamengo (15) garantiram vaga na fase semifinal, restando definir as posições. Fluminense (14 pontos), Olaria (14), Botafogo (11) e Duque de Caxias (11) disputam as duas vagas no grupo 2.

sábado, 9 de abril de 2011

Se Maltratar A Bola Fosse Crime...

Udinese e Roma atuaram no estádio Communale Friuli e, apesar da partida ter sido quase toda ela de pouquíssima criatividade e jogadas mais elaboradas, o final de jogo foi absolutamente emocionante. Com a vitória por 2a1, os romanos mantém acesa a chama da esperança de disputar a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa: a equipe é 6ª colocada com 53 pontos, ficando 3 pontos atrás da atual 4ª colocada, que é exatamente a Udinese.

O jogo

A grande arrancada que a Udinese conseguiu nas últimas rodadas do Campeonato Italiano aliada ao fato de o time alvinegro contar com alguns jogadores interessantes (como por exemplo o goleador Antonio Di Natale e o habilidoso chileno Alexis Sánchez) me despertaram vontade e curiosidade de ver como atua a equipe comandada por Francesco Guidolin. E o resultado (não do jogo, mas da satisfação daquela curiosidade), foi uma decepção. Talvez muito do (não) apresentado pela Udinese deva-se ao desfalque de Sánchez. Talvez pelo fato de Di Natale ter, aos 26 minutos, solicitado substituição (não foi atendido e permaneceu no campo até o apito final do árbitro Antonio Damato). O fato é que o primeiro tempo foi tão sofrível que o encerramento aos 44 minutos e 59 segundos poupou o telespectador de pelo menos mais um segundo de maus tratos à bola.

Veio a segunda etapa e nenhuma substituição foi realizada no intervalo. Será que Guidolin e Vincenzo Montella estavam gostando do que se passava no gramado? Bem, sem muita coisa sendo criada, a Roma teve a chance de abrir o placar em um pênalti que caiu do céu, pois dado o desenho do lance, o chileno David Pizarro não iria arrumar nada de especial na jogada pelo lado direito no interior da grande área, mas foi derrubado e o árbitro acertou em apontar a penalidade. Na cobrança, Francesco Totti fez valer tudo aquilo que cerca a sua personalidade polêmica e converteu com uma cavadinha no centro do gol. É a arte de fazer de uma simples cobrança de pênalti um belo gol. 1a0 no placar aos 11 minutos do segundo tempo.

A Udinese, que raramente incomodava o goleiro brasileiro Doni, passou a ter maior presença de ataque quando o treinador preparou duas substituições (principalmente após a segunda delas): aos 23 minutos saiu o suíço Almen Abdi (cidadão nascido no Kosovo) para a entrada do colombiano Juan Guillermo Cuadrado Bello e 3 minutos depois entrou o atacante Bernardo Corradi no lugar do argentino Germán Gustavo Denis. Olhando para os jogadores envolvidos nas duas mexidas, saíram um meio-campista e um atacante para a entrada de um defensor e de outro atacante. Mas a disposição e participação do experiente Bernardo Corradi foram determinantes para empurrar o time da casa para o campo ofensivo. E o empate aconteceu aos 42 minutos, quando Corradi ganhou na disputa aérea ajeitando de cabeça e encontrando Di Natale que, aproveitando o espaço concedido por Juan, mostrou oportunismo para empatar a partida.

E a Udinese alcançaria uma incrível virada aos 46 minutos: após bate-rebate, o ganês Kwadwo Asamoah empurrou para dentro. Mas, por ter usado o braço, o lance foi invalidado. Eram prometidos 4 minutos como acréscimo e, pra lá dos 48 minutos, a Roma avançou pela esquerda em cobrança rápida de lateral para o norueguês John Arne Semundseth Riise, que tocou atrás e o capitão Totti, da risca da pequena área, completou pra rede. Foi o último ato de um jogo que melhorou já perto do seu final e que acabou ficando com um gostinho de que, fossem dados mais alguns minutos, teríamos mais bola na rede.
Francesco Totti é abraçado por Daniele De Rossi após o 1º gol, cobrando pênalti com estilo. Camisa 10 romano também faria o 2º, decretando a vitória no finalzinho do jogo.

Outro resultado

Internazionale 2a0 Chievo

Nesse domingo, 8 jogos completam a 32ª rodada

Juventus (7º) e Genoa (12º)
Cagliari (10º) e Brescia (19º)
Bari (20º) e Catania (14º)
Palermo (8º) e Cesena (18º)
Sampdoria (15º) e Lecce (17º)
Bologna (11º) e Napoli (3º)
Lazio (5º) e Parma (16º)
Fiorentina (9º) e Milan (1º)

Com Maicon Decisivo, Inter Vence Chievo Por 2a0

A Internazionale recebeu o Chievo em San Siro e, com dois gols no segundo tempo, venceu uma partida que valia algo mais do que 3 pontos: tinha o aspecto moral de um time que vem de duas goleadas sofridas em seqüência, ambas nesse mesmo estádio (3a0 para o Milan e 5a2 para o Schalke 04).

O jogo

O número reduzido de oportunidades comentadas no intervalo de jogo serviram para comprovar duas coisas. A primeira é que Lúcio faz muita falta ao "Nerazzurri". A outra é que, sem Wesley Sneijder, o setor de criação interista fica deficitário. E foi com a segurança de Lúcio lá atrás aliada à entrada do camisa 10 no intervalo de jogo que a Internazionale construiu a vitória por 2a0.

Maicon e Yuto Nagatomo apoiavam constantemente o ataque por seus respectivos flancos, e suas apreciáveis mobilidades para fugir das marcações ajudavam a Inter a encontrar alternativas ofensivas. Isso é relevante de se dizer na medida em que Houssine Kharja, Samuel Eto'o e Giampaolo Pazzini não conseguiam algo de diferente para superar a bem montada marcação adversária.

Então, foi contando com as investidas de Maicon que aconteceu a vitória. Aos 19 minutos, o lateral-direito recebeu de Lúcio uma bola recolhida em cobrança de falta que sobrou pelo seu setor, tocou rasteiro para Esteban Cambiasso e o argentino definiu o lance com uma finalização de primeira, abrindo o placar no estádio Giuseppe Meazza.

Em momento algum se dando por entregue, a equipe visitante teve chances interessantes de chegar ao empate. Uma das mais agudas aconteceu quando o capitão Sergio Pellissier recebeu livre na proximidade da marca do pênalti mas chutou para fora, imediatamente lamentando a oportunidade desperdiçada.

Quem não tinha o que lamentar era o brasileiro Maicon: aos 38 minutos, ele se apresentou novamente pelo lado direito, recebeu de Javier Zanetti, avançou em diagonal em direção à grande área, passou para Sneijder, o holandês chutou prensado e a bola chegou em Diego Milito. O atacante argentino, que entrara no 2º tempo no lugar de Pazzini, não conseguiu a finalização mas foi fundamental no lance, pois atraiu uma marcação tripla na disputa pela bola e permitiu que Maicon ficasse livre dentro da área, pegando a sobra e chutando rasteiro para marcar 2a0.

As comemorações dos gols por parte do elenco interista indicam que a vitória tirou um peso das costas de cada um (talvez principalmente do treinador Leonardo). Resta saber o que eles serão capazes de aprontar em Gelsenkirchen diante do Schalke 04, pois irão a campo com a necessidade de marcar pelo menos 4 gols. Lúcio e Sneijder estarão presentes. Maicon também.
Maicon comemorando o seu gol: lateral-direito acabou tendo participação decisiva, dando o passe para o gol de Cambiasso e marcando ele próprio o segundo gol da equipe.

No Embalo De Valencia E Nani, United Vence Fulham

Atenção na defesa e velocidade no ataque. Foi basicamente apostando nesses ingredientes que o Manchester United passou pelo Fulham, em mais uma tarde de Old Trafford lotado (75.339 presentes). Os gols do jogo foram marcados pelo atacante búlgaro Dimitar Berbatov (goleador da competição com 21 gols anotados) e pelo meia equatoriano Antonio Valencia, um dos destaques da partida ao lado do português Nani (autor das duas assistências).

Com o resultado, o Manchester abre, pelo menos provisoriamente, 10 pontos de vantagem para o Arsenal, o vice-líder na "Premiership". Já o Fulham figura na 11ª colocação, com 6 pontos de margem para a zona de descenso e praticamente fora da disputa por vaga na Liga Europa, competição que o clube londrino é atual vice-campeão.

O jogo

Se o natural era esperar o United indo pra cima da equipe do Fulham, surpresa: com uma finalização aos 40 segundos e outra 5 minutos depois, o time visitante assustou os donos da casa em tentativas de fora da área. Mas, na primeira chegada mais trabalhada dos comandados de Alex Ferguson (que dava instruções ao seu auxiliar através de um telefone, pois estava impedido de acompanhar a partida no banco de suplentes), saiu o primeiro gol do jogo: Nani partiu pra jogada individual, tabelou com o brasileiro Ânderson e encontrou Berbatov livre (porém em impedimento, não assinalado pela arbitragem). O resto foi por conta do camisa 9, que chutou colocado no canto esquerdo e abriu o caminho para a vitória aos 11 minutos.

Não fossem as inspiradas atuações de Nani e Valencia, o jogo poderia até ser considerado fraco. Mas esses dois jogadores fizeram o suficiente para impedir tal análise da partida. E o segundo gol, merecidamente, envolveu exatamente eles: o francês Patrice Evra lançou do campo de defesa, Nani chegou na bola antes do goleiro australiano Mark Schwarzer, avançou em direção à baliza aberta e deu de cavadinha. Não sei se a intenção foi marcar um gol bonito ou cruzar para Valencia, mas o fato é que a bola desviou na marcação e chegou no equatoriano, que cabeceou para o fundo da rede. 2a0 Manchester United.

O estadunidense Clint Dempsey, o francês Gaël Kakuta, o belga Moussa Dembélé e o atacante Bobby Zamora até tentaram dar trabalho, em alguns momentos criando dificuldades ao sistema defensivo adversário. Mas quando a bola ia na direção do gol, lá estava o polonês Tomasz Kuszczak para defender. O Fulham ainda conseguiu crescer no jogo após a entrada do islandês Eidur Gudjohnsen no lugar de Dembélé, aos 10 minutos do segundo tempo. A troca do nigeriano Dickson Etuhu pelo húngaro Zoltan Gera também aumentou o poder de chegada dos comandados de Mark Hughes, mas a realidade é que o Manchester United, embora longe de fazer uma partida empolgante, dava sinais de estar consciente de fazer o necessário para conquistar os três pontos dentro de casa. E vieram os três pontos, o que mantém a tranqüilidade a uma equipe que lidera a "Premiership" com relativa folga. Na próxima terça-feira, com um empate qualquer nesse mesmo estádio e diante do Chelsea, o time avançará à fase semifinal na Liga dos Campeões da Europa. Uma temporada dos sonhos no Teatro dos Sonhos? Prefiro esperar o fechar das cortinas.

Outros resultados

Wolverhampton (19º) 0a3 (7º) Everton
Blackburn (14º) 1a1 (15º) Birmingham
Bolton (8º) 3a0 (18º) West Ham
Chelsea (3º) 1a0 (20º) Wigan
Sunderland (13º) 2a3 (10º) West Bromwich
Tottenham (5º) 3a2 (12º) Stoke City

Domingo jogam Blackpool (17º) e Arsenal (2º), além de Aston Villa (16º) e Newcastle (9º). Na segunda-feira, Liverpool (6º) e Manchester City (4º) fecham a rodada.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Com Show De Aimar, Benfica Ganha Na Boa Em Lisboa

A torcida benfiquista precisava festejar. Ainda mais levando-se em consideração que o Porto comemorou o título antecipado no Campeonato Português com uma vitória em pleno estádio da Luz. E, para brindar o público eufórico que tomava conta das arquibancadas, os comandados de Jorge Jesus contaram com atuação maiúscula do excelente meia argentino Pablo Aimar para conquistar um resultado que deixa a classificação para a fase semifinal muito bem encaminhada: o PSV só reverterá a situação com vitória por 3a0 ou por pelo menos 4 gols de diferença.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

O PSV foi a campo com uma proposta interessante, bem característica do futebol holandês: trabalhar a posse de bola com passes rasteiros e ir envolvendo o adversário. E isso aumenta os méritos do Benfica na partida: adiantando a marcação de forma a preencher a intermediária ofensiva com um número de jogadores que sufocava a saída de bola adversária e trazendo a própria linha de defesa para bem próximo da fronteira do meio-campo, o time da casa conseguia somar diversas recuperações na posse de bola, muitas delas já numa área perigosa. Foi assim que o goleiro sueco Andreas Isaksson teve de mostrar serviço mais como um líbero do que como um arqueiro, ajudando uma defesa que ficava muitas vezes em apuros.

Os argentinos Pablo Cesar Aimar, Javier Pedro Saviola e Eduardo Salvio finalizaram cada qual uma vez no início de partida, com a melhor delas sendo justamente a primeira: aos 6 minutos, Pablo Aimar recebeu na área, fez bonito movimento para enganar a marcação e chutou na trave direita. Após tamanha pressão sofrida nos minutos iniciais, a equipe visitante conseguiu escapolir e também levar perigo. O atalho era pelo flanco esquerdo, contando com o apoio do húngaro Balázs Dzsudzsák. Aos 19 minutos, Dzsudzsák cruzou da esquerda e o atacante sueco Marcus Berg se desvencilhou do zagueiro Jardel Vieira para cabecear, mandando perto da trave direita. Seis minutos depois, o mesmo Dzsudzsák voltou a realizar cruzamento a partir do lado esquerdo, a bola atravessou a área e ninguém conseguiu completar o lance.

Parece que o Benfica precisava daqueles sustos para retomar o controle da partida. Com o lateral-esquerdo Fábio Coentrão saindo mais para o jogo e se apresentando inclusive pela faixa central do gramado, a equipe foi criando chance atrás de chance. Até que aos 36 minutos o placar foi finalmente aberto: Coentrão passou para Nicolas Gaitán e o camisa 20 cruzou rasteiro. O atacante paraguaio Óscar Cardozo não acertou a finalização mas possibilitou uma sobra de bola que caiu nos pés da fera e Pablo Aimar não desperdiçou, chutando rasteiro e colocando pra dentro. 1a0.

Os cantos da torcida empurravam o time em direção ao 2º gol. Não veio aos 40 minutos por pouco: Eduardo Salvio recebeu na esquerda, cortou a marcação entrando na área mas chutou por cima. Mas veio aos 44, com o próprio Eduardo Salvio: Coentrão levou vantagem pela esquerda, tocou rasteiro e Salvio se virou bem para completar com um toque de letra. 2a0 no placar.

O primeiro tempo terminou com os gols de Aimar e Salvio e a segunda etapa iniciou com esses mesmos jogadores embalando o Benfica para ampliar a vantagem. Aos 3 minutos, Pablo Aimar distribiuiu jogo na esquerda com Nico Gaitán, veio o cruzamento e Cardozo chutou por cima. Dois minutos depois, saiu o 3º gol benfiquista: Eduardo Salvio escapou de Erik Pieters na base da sorte e do brasileiro Marcelo Guedes na basa de habilidade, chutou cruzado e colocou no canto direito. 3a0 no placar e tome festa na Luz.

O PSV já não sabia mais o que fazer para dar algum tipo de resposta eficaz à superioridade do Benfica na partida. Aos 7 minutos, Otman Bakkal tentou de longa distância, mas o goleiro espanhol Roberto Jiménez segurou. Aos 12, mais próximo da baliza, Berg preparava para a finalização mas teve a bola interceptada pelo zagueiro brasileiro Luisão, que agiu no tempo certo para evitar o remate. Com 19 minutos, o PSV ficou muito perto do seu 1º gol: Roberto Jiménez salvou finalização e, no rebote, Jeremain Lens pegou de bicicleta mandando pertinho do poste direito, quase marcando um golaço. No minuto seguinte, o Benfica respondeu com chute de Cardozo, espalmado por Isaksson em defesa difícil.

Fred Rutten não queria mais saber de esperar e convidou seu time a atacar: aos 26 minutos, trocou Pieters (que recebeu um cartão amarelo que o suspende do jogo em Eindhoven) pelo meio-campista belga Stijn Wuytens.

Aos 33, Jorge Jesus promoveu uma dupla troca: o argentino Gaitán pelo compatriota Franco Jara e o também "hermano" Aimar (o nome do jogo) por César Peixoto (opa, há portugueses no time lusitano). Também aos 33 minutos, Rutten mandou a campo Zakaria Labyad no lugar de Berg, que já deu (aliás, não deu) o que tinha que dar. E veja o que aprontou o jovem de 18 anos que acabara de entrar...
A força do destino! Gol do PSV! Labyad! Acabou de pisar no gramado!

Lens chuta cruzado da esquerda, Roberto solta pra zona perigosa e Labyad chega antes de Coentrão para empurrar a bola pra rede. PSV vivo!
Foi com essas "tuitadas" que transmitimos o gol do PSV, dando novo ânimo para a partida. Os benfiquistas pareceram sentir que a grandiosa vantagem de 3a0, de uma hora pra outra, tornou-se um perigoso placar de 3a1: mantido o resultado, "bastaria" ao PSV uma vitória por 2a0 na Holanda. Então, o time da casa tentou recolocar-se no ataque. Sem Aimar em campo, a tarefa ficou visivelmente dificultada. De quebra, Cardozo tinha atuação ruim. A solução do treinador foi trocar o paraguaio pelo meio-campista brasileiro Felipe Menezes, apostando na capacidade de definição de Saviola e ganhando mais uma opção no setor de criação. O prêmio veio no apagar das luzes: aos 48 minutos, o uruguaio Maximiliano Pereira se apresentou pela direita (cabe abrir um parêntese para dizer que estava em posição irregular, apesar de a arbitragem italiana chefiada pelo árbitro Paolo Tagliavento nada assinalar), fintou a marcação ganhando espaço, tocou em Saviola e o argentino, simples e rápido, girou e chutou firme, alto, estufando a rede. 4a1 Benfica e fim de papo em Lisboa.

Mesmo que o Benfica eventualmente caia de rendimento na partida de volta, o PSV Eindhoven terá de jogar muito mais do que o apresentado em Lisboa para ter alguma chance de avançar na competição.

Outros resultados

Porto 5a1 Spartak Moscou
Dynamo de Kiev 1a1 Braga
Villarreal 5a1 Twente

À Espera De Um Milagre

Em um jogo fraco, o Fluminense perdeu para o Nacional e está por um fio de ser eliminado na primeira fase da Libertadores. Na última rodada do grupo, o time das Laranjeiras precisará vencer o Argentino Juniors na Argentina e torcer para que, no outro jogo, o América do México vença o Nacional no Uruguai.

No primeiro tempo o Fluminense teve posse de bola e controle do jogo mas foi pouco incisivo e pouco ameaçou o adversário, que também não produziu muito. Por isso o placar zerado na primeira etapa.

No segundo tempo, quando o Fluminense iria para cima em busca de uma vitória importante, numa bola alçada na área Garcia cabeceou e encobriu Berna, abrindo o marcador. A partir daí o Nacional se empolgou e criou mais chances, até que Gallardo lançou Garcia que só empurrou a bola para o gol e abriu 2 gols de diferença. Pouco produtivo, o Fluminense não conseguiu reagir e sucumbiu perante o lotado estádio Centenário.

A situação do Tricolor Carioca se complicou na Libertadores e as expectativas futuras não são as melhores. Sem técnico, time limitado, Conca não recuperou o bom futebol - tudo isso contribui para o mau momento da equipe. Por enquanto, só um milagre (coisa que o fluminense é especialista) salvará o primeiro semestre tricolor.

(Por Lucas Peres)

Sem Sustos, Botafogo Avança Na Copa Do Brasil

O Paraná Clube não foi exatamente "uma prova-de-fogo" para os comandados de Caio Júnior, mas o encontro de caráter eliminatório numa competição que reserva alguns traumas aos botafoguenses (eliminações para o Americano e para o Santa Cruz, nessa mesma fase nas duas últimas edições) precisava ser encarado com atenção especial pelo Alvinegro. E, a julgar pela atuação principalmente no segundo tempo, o Botafogo de Caio Júnior passou com louvor no teste e conquistou com folgas a classificação, construindo um incontestável 3a0 (dois gols de Abreu e um de Caio). Na próxima fase, o Glorioso terá pela frente o Avaí, que eliminou o Ipatinga para alcançar as oitavas-de-final.

O jogo

O desfalque de Somália (suspenso automaticamente pela expulsão na partida de ida) possibilitou ao treinador uma escalação mais leve, com Bruno Tiago e Éverton à frente da dupla de volantes e encostando com freqüência na dupla de atacantes. Com a agilidade e disposição de Kelvin (que, pelo estilo de jogo, pela aparência física e pela camisa por ele trajada se assemelhava ao meia Maicosuel, ex-Paraná e que hoje recupera-se de contusão para voltar a jogar pelo Botafogo), o Paraná até causava um ou outro alvoroço na defesa botafoguense, mas o máximo que conseguiu em suas investidas foi defendido pelo ótimo goleiro Jéfferson, cada vez mais justificando a titularidade na seleção brasileira.

O comportamento botafoguense era melhor dentro das quatro linhas do que nas arquibancadas: o reduzido público de 6.014 espectadores mostrou desde os primeiros minutos que não estava lá para apoiar incondicionalmente, e sim para manifestar o que o agradava e o que o desagradava, muitas das vezes de forma precipitada e pouco razoável. Mesmo assim, o primeiro gol saiu: Germán Herrera, um dos que vinham sendo "exigidos" por parcela dos torcedores, cruzou da linha-de-fundo pela direita encontrando Sebastián "El Loco" Abreu em liberdade na área. E deixar o camisa 13 uruguaio nessas condições é pedir pra levar um gol: cabeceio certeiro e 1a0 no placar, com direito a uma comemoração de desabafo em defesa do companheiro argentino, que logo foi saudado pela massa alvinegra.

Com o clima entre jogadores e torcedores bem mais leve, as coisas passaram a fluir melhores para os donos da casa. A consciência tática de Abreu - que acumulava as funções de referência na área e de armador de jogadas - atrelada a funcional parceria entre o também uruguaio Arévalo Ríos e Marcelo Mattos eram a chave para o domínio botafoguense na partida. Domínio territorial que foi refletido no placar com mais dois gols na etapa complementar: Abreu marcou o 2º novamente aproveitando passe de Herrera (dessa vez pelo chão) e Caio fechou a conta cobrando pênalti sofrido por ele próprio. Entre um gol e outro, Éverton conseguiu a proeza de, após receber toque de Herrera, mandar no travessão um chute onde o goleiro já estava batido e a baliza escancarada alguns metros na frente. Tudo bem, com o placar resolvido, a classificação sob controle e o desempenho a contento, a alegria foi garantida. Os gritos de "Ô Urubu, pode esperar, a sua hora vai chegar" sugerem que teremos mais botafoguenses no Engenhão no próximo domingo diante do Flamengo do que tivemos nessa quarta-feira diante do Paraná. Melhor ainda para o Botafogo se o comportamento for de apoiar o elenco sem restrições, do apito inicial ao final.

Outros resultados

Caxias 3a1 Botafogo/PB (4a1 no agregado)
Santo André 1a0 Sampaio Corrêa (3a3 no agregado, Santo André avança)
Vasco 2a1 ABC (2a1 no agregado)
Bahia 2a1 Paysandu (2a1 no agregado)
São Paulo 2a0 Santa Cruz (2a1 no agregado)
Atlético/MG 0a0 Grêmio Prudente (1a2 no agregado)

Chelsea Tem Pênalti Negado Nos Acréscimos E Conhece A Primeira Derrota Para United Em Londres Na "Era Abramovich"

Coisa rara nos jogos de ida pela fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa: enquanto todos os outros três jogos terminaram em goleada (Real Madrid 4a0 Tottenham, Internazionale 2a5 Schalke 04 e Barcelona 5a1 Shakhtar Donetsk), Chelsea e Manchester United fizeram partida equilibrada em Stamford Bridge, que terminou em 1a0 para a equipe visitante. Foi a primeira vitória dos comandados de Alex Ferguson desde que o magnata russo Roman Abramovich tornou-se proprietário dos Azuis de Londres. Com o placar, o Chelsea passa a ter a obrigação de vencer em Old Trafford: o 1a0 leva a partida para a prorrogação e qualquer outro triunfo classifica o time de Carlo Ancelotti.

O jogo

Michael Essien, Ramires, Frank Lampard e Zhirkov; Michael Carrick, Ryan Giggs, Park Ji-Sung e Antonio Valência. Com dois quartetos de meio-campo na minha opinião muito bem escalados, ambos os times travaram interessante disputa entre as intermediárias. Carrick dava uma segurança estupenda à defesa visitante enquanto os laterais José Bosingwa e Ashley Cole apresentavam-se rotineiramente como opções pelos flancos do gramado, visando desafogar a parte central do terreno e proporcionar alternativas ao ataque do Chelsea. Fernando Torres aos 6 minutos e Dider Drogba aos 18 tiveram suas chances de abrirem o placar, mas em ambas as finalizações o goleiro Edwin van der Sar agiu bem para manter o zero a zero. E se no futebol "quem não faz, leva", então o United mandou-se ao ataque para inaugurar o marcador aos 23 minutos: Giggs foi lançado na esquerda, dominou com classe já se livrando da marcação de Bosingwa, levantou a cabeça próximo da linha-de-fundo e passou para Wayne Rooney, que chutou no canto esquerdo sem dar possibilidade de defesa para Petr Cech. Belo gol.

Os ânimos ficaram ligeiramente mais exaltados na seqüência do jogo, com direito a um lance aos 35 minutos em que Yuri Zhirkov ergueu demasiado o pé e atingiu Javier "Chicharito" Hernández, recebendo cartão amarelo de Alberto Undiano Mallenco. Antes disso, Fernando Torres entrou na área adversária, caiu sem necessariamente ter sido derrubado e foi erguido sem necessariamente ter sido solicitado: Rio Ferdinand levantou o atacante espanhol do chão em gesto que gerou um princípio de confusão, caracterizando uma insatisfação do zagueiro com "El Niño" (que teria simulado pênalti sofrido) e dos jogadores do Chelsea com o defensor, pois não haveria cabimento de chegar encostando daquela forma no camisa 9. Mas voltaríamos a ter futebol ainda no primeiro tempo: aos 44 minutos, uma bola alçada a partir do lado esquerdo viajou até a área, Torres movimentou a perna para tentar desviá-la ao gol, a bola passou por ele e também por van der Sar, tocando caprichosamente na trave esquerda. Quem pegou o rebote foi Lampard, mas não exatamente do jeito ideal: a bola ricocheteou na canela do meio-campista e acabou não entrando graças a uma intervenção de última hora de Patrice Evra, que estava praticamente em cima da linha final quando bloqueou a finalização, impedindo que a bola entrasse.

Iniciou-se o segundo tempo e era o Chelsea que seguia no ataque: aos 4 minutos, Drogba cruzou da direita e Ramires cabeceou à direita da meta. Com Rafael explicitamente sem condição de continuar em campo - parecia zonzo o brasileiro quando era atendido pelos médicos -, Ferguson teve a audácia de trocá-lo por Nani aos 6 minutos. E tal ousadia tática fez bem para o jogo, que passou a ter mais oportunidades claras de gol. Aos 9, Rooney tabelou com Javier Hernández e estufou a rede, mas o mexicano estava impedido quando recebeu o passe do companheiro. 2 minutos depois, Drogba quase marcou de bicicleta. Aos 21 minutos, Cech agiu bem ao dar um tapa na bola, evitando com isso que Hernández pudesse empurrá-la para dentro após cruzamento. 3 minutos depois, Zhirkov efetuou cruzamento, Nemanja Vidic afastou parcialmente e Essien pegou a sobra emendando bonito chute que passou à esquerda.

Ancelotti decidiu mexer no time e fez duas trocas de uma só vez aos 25 minutos: saíram Zhirkov e Drogba para as entradas de Malouda e Anelka. Não compreendi a saída do marfinense naquele momento, até porque Drogba não aparentava qualquer sinal de cansaço e desempenhava função tática interessante, se deslocando para criar os espaços na bem postada defesa adversária. De toda forma, 3 minutos depois o Chelsea quase empatou a partida: Bosingwa cruzou da direita, Torres cabeceou e van der Sar usou a mão esquerda para fazer plástica espalmada. Com 33 minutos, mais uma substituição para cada conjunto: "Chicharito" por Dimitar Berbatov de um lado e Bosingwa por John Obi Mikel de outro. O efeito das mexidas foi melhor para o Chelsea, que passou a controlar as ações ofensivas do jogo. Van der Sar defendeu chutes de Lampard (aos 36) e de Branislav Ivanovic (aos 39 minutos). Mas a grande chance que o Chelsea teria de empatar a partida foi negada pela arbitragem: na marca de 46 minutos, Ramires estava dentro da grande área com a bola dominada e, tentando arrancar com ela, teve ambos os joelhos prensados pela marcação de Evra. Se aquilo não era pênalti, eu não sei mais o que é. Mas nada foi marcado. Outra queda na área do United ocorreu no minuto seguinte, e dessa vez o árbitro não pestanejou em aplicar cartão amarelo para Torres, entendendo simulação do atacante.

Embora o confronto esteja totalmente em aberto, o Manchester United deu grande passo em direção à semifinal, haja visto a relevante vantagem de poder empatar em seus domínios e o efeito moral de vencer em pleno Stamford Bridge. Seja lá como for...

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Barcelona 5a1 Shakhtar Donetsk

Clássico A Vista Nas Semifinais

Mais um jogo com muitos gols e quase todos a favor do Barcelona, que praticamente garante vaga nas semifinais - onde provavelmente enfrentará o Real Madrid no que será uma grande seqüência de jogos entres esse gigantes da Espanha (1 pelo Campeonato Espanhol, 1 pela final da Copa do Rei da Espanha e 2 pelas prováveis semifinais da Liga dos Campeões).

O Barcelona tratou de começa o show cedo. Com 2 minutos, Iniesta, aproveitou o bate e rebate da zaga do Shakhtar para abrir o marcador. A equipe ucraniana não se abateu e criou 3 boas chances de marcar seu gol, mas no fim das contas deixou espaço para o lançamento espetacular de Iniesta para Daniel Alves sozinho tira do goleiro e fazer o segundo da partida. O primeiro tempo teve o Barcelona com a bola (como de costume) e a vantagem no marcador enquanto a equipe ucraniana criava ótimas chances mas as desperdiçava.

No segundo tempo veio o show de bola. Aos 8, após cobrança de escanteio rasteirinha para a área, Piqué emendou e fez 3a0. Na única falha do Barcelona no segundo tempo resultou no gol de Rakitiskiy, que desviou de canela cruzamento e diminuiu para os visitantes. Mas logo em seguida Messi tocou para Keita de fora da área acertar o ângulo e fazer o quarto gol catalão. A partir daí foram os toques de bola e controle de jogo de sempre da equipe de Gaurdiola, que chegou ao quinto gol já no fim do jogo, com Xavi após passe de Daniel Alves.

Barcelona jogou como sempre ao controlar o jogo e fazer o placar que lhe favorecia, já o time do Shakhtar não fugiu do jogo e tentou, mas pesou a grande diferença técnica entre as duas equipes. Destaque final para Daniel Alves, que foi muito bem e decisivo, provando ser mais uma das estrelas desse time espetacular.

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Chelsea 0a1 Manchester United

(Por Lucas Peres)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Anotaram A Placa?

Em um grande jogo, o Schalke 04 atropelou a Internazionale e está virtualmente classificado para as semifinais da UEFA Champions League.

O jogo começou muito bem para o time mandante. Sneijder lançou para Diego Milito no ataque e o goleiro Neuer saiu da área para afastar de cabeça: mas no rebote do meio de campo, Stankovic pegou de primeira e fez um golaço com apenas 25 segundos de jogo.

O time visitante foi para cima em busca do empate e conseguiu. Após cobrança pela esquerda, Papadopoulos cabeceou para ótima defesa de Júlio César mas no rebote, Matip chutou para fazer 1a1.

O jogo ficou equilibrado com lances de perigo para ambos os lados. Os italianos voltaram a frente do placar aos 33 minutos. Sneijder levantou a bola na área, Cambiasso ajeitou de cabeça para a pequena área e Milito só completou para o gol, colocando 2a1 no placar. Os alemães empataram ainda no primeiro tempo: aos 40 minutos, o brasileiro Edu recebeu passe de Baumjohann nas costas de Chivu, foi em direção da área e, no segundo chute após rebote de Júlio César, o brasileiro só teve o trabalho de empurrar para o gol e decretar a igualdade do placar.

No segundo tempo a Inter voltou bem e criou chances mas não aproveitou e acabou pagando o preço por isso. Aos 7 minutos, após tabela na entrada da área, Raúl chutou na saída de Júlio César e marcou seu 70º gol na história da Champions League, fazendo 3a2. Quatro minutos depois o Schalke aumentou o marcador com o cruzamento de Jurado - o zagueiro Ranocchia desviou e marcou contra. Já aos 27 minutos a derrota ficou praticamente decretada com a expulsão de Chivu e o iminente revés se tornou humilhante quando Edu fez mais um com um belo chute da entrada da área, assim decretando o placar de 5a2 para o time alemão.

O Schalke 04 fez uma partida quase perfeita, com grande atuação coletiva: provou que é mais do que um "azarão" e pode surpreender mais vezes. Já a Inter, sem Lúcio na zaga, apresentou muitos erros defensivos e comprovou que esse time já está encerrando seu ciclo e por isso necessita de renovação.

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Real Madrid 4a0 Tottenham


(Por Lucas Peres)

Fato Real: Madrid Goleia Tottenham E Fica Muito Perto Da Semifinal

Se o estádio Santiago Bernabéu já havia experimentado uma sensação magnífica quando o Real Madrid avançou às quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa com uma convincente goleada por 3a0 sobre o Lyon, o que dizer da experiência dos torcedores merengues que presenciaram um imponente 4a0 pra cima da qualificada equipe do Tottenham? Foi pra apagar a fatídica derrota para o Sporting Gijón no último sábado, pelo Campeonato Espanhol. Agora, os madridistas irão à Londres podendo perder por 3a0 e até mesmo por quatro gols de diferença (desde que marquem ao menos uma vez). Seria uma reviravolta histórica, nesse cenário, os Spurs conseguirem a classificação em White Hart Lane.

O jogo

Desde o início, o Real Madrid parecia ter a certeza de que uma grande vitória seria conquistada se a equipe seguisse a receita de atacar e chutar a gol. Foram 3 chutes nos primeiros 3 minutos (dois do português Cristiano Ronaldo e um do alemão Mesut Özil). A 4ª finalização veio aos 4 minutos: após cobrança de escanteio pelo lado direito, o togolês Emmanuel Adebayor aproveitou do espaço que lhe foi concedido e usou a cabeça para abrir o placar na capital espanhola.

O Tottenham reagiu e, 3 minutos depois, também descolou uma finalização de cabeça - o holandês Rafael van der Vaart cobrou escanteio pela direita, Peter Crouch apareceu no primeiro pau e cabeceou por cima do travessão. O grandalhão atacante de 198cm, embora apresente um biotipo fácil de ser notado em campo, acabou aparecendo de forma negativa: com um carrinho em Sergio Ramos aos 7 minutos e outro no brasileiro Marcelo aos 14, Crouch recebeu dois cartões amarelos do árbitro alemão Felix Brych e deixou seu time com um homem a menos dentro de campo.

Poderia ser o desenho de um cenário que facilitasse imediatamente as coisas para os donos da casa, mas o fato é que os Spurs passaram a explorar melhor os espaços vazios e a levar perigo nas jogadas de velocidade, sobretudo quando estas acionavam o galês Gareth Bale. Aos 29 minutos, o zagueiro e capitão Michael Dawson lançou com precisão admirável, Bale partiu em velocidade pela esquerda e chutou na rede externa, perto da trave direita. Aos 35, Bale deixou o zagueiro luso-brasileiro Pepe para trás mas um carrinho do camisa 3 merengue no camisa 3 "lilywhite" impediu o progresso do galês. Cartão amarelo que tira Pepe do próximo jogo (a intensidade da entrada poderia até tê-lo tirado dessa partida de ida).

Somente no final do primeiro o tempo que o Real voltou a acordar para o jogo, mas acabou esbarrando no ótimo tempo de bola de Dawson em dois lances ocorridos aos 41 minutos. Primeiro, o capitão travou no momento exato uma finalização de Adebayor, e depois usou o braço para unir o útil ao agradável: protegeu o rosto de uma bolada e impediu que a bola chutada pelo argentino Ángel Di María passasse por ele.

É bem verdade que Rafael van der Vaart trata-se de um jogador importante para o Tottenham. Mas seu desempenho aquém das capacidades aliado ao cartão amarelo recebido justificaram sua saída no intervalo, entrando em seu lugar o atacante Jermain Defoe. Não era o retorno que van der Vaart queria ter ao Santiago Bernabéu, ainda mais depois de declarar que o Tottenham venceria por 1a0 com um gol dele.

O Tottenham até teve um momento interessante aos 7 minutos, quando Defoe recebeu na direita, carregou em diagonal centralizando e passou para Bale, que chutou à direita. Mas, de resto, o que se viu foi um domínio madridista que acabou selando a goleada. Aos 11 minutos, Marcelo recebeu toque curto na cobrança de escanteio de Cristiano Ronaldo, cruzou na área e lá estava Adebayor para, novamente de cabeça, mandar pra dentro. 2a0 Real e muita comemoração do togolês, que pediu os gritos da torcida e apontou para a própria camisa, "tirando onda" em seu melhor momento desde que chegou ao clube por empréstimo na janela de janeiro.

Um outro cruzamento de Marcelo, dois minutos após o anterior, quase resultou em outro gol: o alemão Sami Khedira mergulhou para pegar de peixinho mas não alcançou a bola. Aos 15, Khedira deixaria o campo para a entrada do francês Lassana Diarra.

Só dava Real: aos 20 minutos, o goleiro brasileiro Gomes agiu bem para, próximo ao travessão, desviar um outro belo cabeceio de Adebayor. Aos 26, Gomes espalmou chute firme de Özil. E, de tanto insistir, veio o 3º gol: ainda aos 26 minutos, Di María recebeu na entrada da área, conduziu vigiado pelo camaronês Benoît Assou-Ekotto e chutou cruzado, no ângulo direito. Golaço.

José Mourinho decidiu gastar as duas últimas trocas tirando os autores dos gols: saíram Adebayor (aos 29 minutos) e Di María (aos 31) para as respectivas entradas do argentino Gonzalo Higuaín e do brasileiro Kaká, permitindo dar maior ritmo de jogo a esses dois importantes jogadores.

Pelo lado do Tottenham, Harry Redknapp não tinha muito o que fazer. As opções do croata Niko Kranjcar e do bielorrusso Roman Pavlyuchenko poderiam até ser interessantes, mas a impressão que dava era a de que "se correr o bicho pego, se ficar o bicho come". Redknapp optou por mantê-los no banco e, sem inventar nem ousar, mexeu aos 34 minutos trocando o bósnio-croata Vedran Corluka (que não teve atuação das melhores, raramente levando vantagem nas jogadas em que foi exigido) pelo camaronês Sébastien Bassong (que é natural de Paris, capital da França).

Se o que estava faltando para a festa dos donos da casa era uma participação decisiva de Kaká, então aos 42 minutos a festa ficou completa: o camisa 8 inverteu sob medida para o lado direito e Cristiano pegou de primeira, mandando entre as pernas de Bassong e superando Gomes, que vacilou na tentativa de desviar em escanteio. 4a0 e a sensação de que algo mais do que o dever de casa fora cumprido: o Real Madrid está com um pé e meio na próxima fase. Só não pode é colocar a cabeça nas semifinais, pois futebol é futebol. E vice-versa.

Outro resultado

Internazionale 2a5 Schalke 04