
A defesa confirmou as impressões anteriores: Thiago Silva é dono da posição e Juan tem muito o que "rodar" para transmitir alguma confiança. Enquanto o primeiro parece estar sempre consciente de onde estar e o que fazer, o segundo passa aquela sensação de estar atrasado no lance, tentando preencher um espaço onde já deveria estar antes. O lance do pênalti é apenas um exemplo mais explícito disso. Os laterais Danilo e Marcelo atuaram bem. Lamento pelo fato de, com a bola nos pés, a seleção brasileira concentrar as jogadas naquele último, muitas das vezes ignorando a liberdade do lateral-direito, que avançava, pedia a bola e não recebia. No final do jogo, o individualismo exacerbado do lateral-esquerdo mostrou que seu temperamento não justificaria jamais o uso de uma braçadeira de capitão para um jogador com essas características. Antes um jovem com a cabeça no lugar do que um veterano assim para supostamente liderar a seleção.
No bem montado time do México, muito me chamou atenção a boa dupla de ataque composta por Giovani dos Santos (autor de um golaço, provavelmente desproposital) e Javier "Chicharito" Hernández, que marcou o segundo gol cobrando pênalti e, ao lado de Giovani, atormentou a defesa brasileira com investidas velozes e que esbanjavam uma técnica aprimorada. Pouco mais atrás, José Andrés Guardado Hernández era o elemento que mais conseguia fazer fluir cada avanço mexicano, dando coesão ao time e mostrando ser peça significativa no esquema de José Manuel de la Torre Menchaca. A linha de defesa estava tão bem posta e tão bem protegida, que sua harmonia fazia parecer haver uma unidade intransponível, dando uma aula na seleção brasileira de como inibir o talento individual oponente através da aplicação tática. E a cereja no topo do bolo é esse goleiro chamado José de Jesús Corona Rodríguez. Com 31 anos de idade, o arqueiro mexicano teve uma exibição maiúscula no sentido de sua segurança em cada movimento feito em direção à bola. Se o México tem como tradição ser associado a goleiros bons porém espalhafatosos, com Corona Rodríguez a equipe pode contar com alguém que em nada deve ao maiores goleiros do país e que tem esse diferencial absolutamente positivo: o de ser discreto em sua eficiência.
As viagens brasileiras por solo estadunidense terão sequência com o amistoso diante da Argentina, sábado próximo, em Nova Jersey. Um dia antes, na capital Cidade do México, a equipe da casa recebe a Guyana em compromisso pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014.
Soham
ResponderExcluirA derrota para o México foi como um banho de água fria no sonho dos torcedores de voltar a ver a seleção jogando o bom futebol tão peculiar de nossas tradições. Calma. Devagar que o santo é de barro.
O jogo foi fraco mesmo. Mas o México não é nem um bobo no futebol mundial. Temos ainda que entender que essa seleção é a olímpica. Tem muito nome que cabe lá e que não esta na lista olímpica.
Vamos esperar o jogo contra a Argentina. Ai sim poderemos ver o que realmente essa seleção(olímpica) tem para nos oferecer.
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