
A seleção anfitriã encerrou sua série de amistosos preparativos para a Copa com 3 vitórias consecutivas: 2a1 na Colômbia, 5a0 na Guatemala e 1a0 na Dinamarca. Por sinal, terá pela frente exatamente uma nação sul-americana, uma da América Central e uma européia. O comandante Carlos Alberto Parreira anotará um recorde de presença em mundiais: será sua 6ª Copa, sendo a 5ª nação diferente do técnico campeão em 1994. O fato de ter cortado o astro Benny McCarthy, alguns quilos acima do peso, demonstra que Parreira aprendeu as lições de 2006, quando convocou jogadores que não estavam "em dia com a balança", como Ronaldo.
O grande resultado da equipe mexicana nessa preparação para a Copa foi justamente na mais recente partida disputada, quando venceram a Itália por 2a1 em partida onde obtiveram grande domínio - ficou barato para os italianos. Por falar em "condições físicas", o treinador Javier Aguirre ignorou o ponteiro da balança e chamou o astro Cuauhtémoc Blanco Bravo, de 37 anos, que vem exibindo uma silhueta dissonante daquela que imaginamos para um atleta, embora tenha talento incontestável. Será um novo "caso Ronaldo"?
O Uruguai conseguiu o interessante resultado de 3a1 sobre a Suíça, em território adversário, e depois aplicou um 4a1 em Israel, mostrando que o ataque celeste vai funcionando muito bem, obrigado. Por sinal, não são poucas as (boas) opções de Oscar Tabárez para o setor: Sebastian "El Loco" Abreu, Edison Cavani, Sebastian Fernández, Diego Forlán e Luís Suárez. Você que acompanha o blógui sabe que o momento de Forlán é especial, tendo sido decisivo nos 2 jogos semifinais diante do Liverpool e também na decisão da Liga Europa no jogo em Hamburgo com o Fulham, vencido pelo Atlético de Madrid por 2a1 e com 2 gols dele.
A França vem de 2 resultados preocupantes nos últimos amistosos realizados: empate em 1a1 com a Tunísia e derrota por 1a0 para a China. Sem um Zinedine Yazid Zidane para colocar ordem na casa e pedir a bola para criar algo, com um Thierry Henry bem abaixo do rendimento em que se encontrava em 2006 e pouca renovação nos setores (exceto o gol, defendido pelo magnífico Hugo Lloris), a França confia em Franck Ribèry para ir avançando na competição. Eu, particularmente, gostei muito do trabalho de Raymond Domenech no Mundial 2006, mas estranhei bastante a ausência de Karim Benzema entre os convocados (a de Patrick Vieira até se justifica em função do pouco número de jogos disputados pelo volante na atual temporada, mas a do jovem atacante do Real Madrid não pareceu muito lógica). Vamos ver se Domenech conseguirá tirar alguma carta da manga - o Ás de trunfo já se aposentou.
Pitacos
África do Sul e México. Parece que o maior orgulho de Parreira é o sistema defensivo arrumadinho que foi montado por ele, consolidado por Joel Santana e que ele trouxe de volta na sua segunda chegada à seleção. O time carece de grandes talentos, mas se Steven Pienaar estiver inspirado e a defesa efetivamente funcionar, pode rolar uma vitória ao som das vuvuzelas. Mas acredito que o placar de estréia será um empate e me atrevo a cravar um 1a1.
Uruguai e França. O favoritismo é francês mais em função de serem atuais vice-campeões mundiais do que pelo rendimento recente. Mas vejo força nessa seleção uruguaia o suficiente para não ser derrotada na estréia. Empate também.
Que comece a Copa!
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