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O jogo
A iniciativa milanesa de partir ao ataque foi premiada precocemente: aos 3 minutos, Zlatan Ibrahimovic tabelou com Massimo Ambrosini e, da linha-de-fundo, passou atrás para Kevin-Prince Boateng finalizar rasteiro, marcando seu primeiro gol com a camisa "rossonera".
Já 3 minutos depois poderia pintar o segundo, mas foi inventado impedimento de Ignazio Abate em jogada que Robinho ficaria em plenas condições de marcar. Tomando sufoco lá atrás, o Brescia foi aos poucos desenvolvendo o seu jogo e equilibrando a partida. Em alguns momentos, apresentava um toque de bola tão interessante e articulado que ficava difícil entender o que a equipe fazia tão embaixo na tabela de classificação. Aos 16 minutos, fruto de uma dessas boas tramas da equipe visitante, pintou uma bela finalização de voleio que foi defendida brilhantemente por Cristian Abbiati. E se o gol de empate não saiu ali, não sairia nunca mais: o Milan conseguiu retomar o controle do jogo e não demorou a liquidar a parada ainda na primeira etapa. Aos 27 minutos, Robinho pedalou pelo lado esquerdo, fintou Gaetano Berardi e arrumou um chute que assustou Matteo Sereni, indo na rede externa. Não foi dessa vez, mas tava guardado o gol do brasileiro: ainda aos 27', a defesa do Brescia vacilou bisonhamente ao trocar passes perto da própria área e presenteou Robinho, que não desperdiçou: 2a0 Milan.
Com 30 minutos, veio o 3º: Andrea Pirlo passou para Ibrahimovic, o sueco prendeu a bola na área, encarou a marcação de Gilberto Martinez Vidal e encheu o pé para estufar a rede de Sereni. 3a0 no placar já na primeira terça parte de jogo.
Dois minutos depois, o Brescia conseguiu a proeza de cometer novo vacilo no campo defensivo, mas dessa vez o presente caiu nos pés de Boateng, que não teve competência para superar Sereni. No rebote, Robinho teve a chance mas pestanejou e permitiu a recuperação adversária. Tantos presentes seriam um indicativo de que os visitantes estavam contagiados pelo espírito natalino? Sabe-se lá... o fato é que Pirlo e Boateng ainda tiveram novas chances antes do intervalo: na primeira, Sereni defendeu a cobrança de falta, e na segunda, o ganês chutou sobre o travessão.
Com o jogo sob controle e contando com as ilustres presenças de Ronaldinho Gaúcho e Clarence Seedorf no banco de reservas, a substituição que Massimiliano Allegri fez no intervalo foi na zaga: saiu Alessandro Nesta para a entrada de Mario Yepes. O Milan voltou mantendo a bola nos pés, mas sem o mesmo entusiasmo visto na etapa inicial. Já o Brescia não conseguia emplacar novamente qualquer indício das algumas boas jogadas apresentadas quando o placar ainda era magro, mas por outro lado parou de cometer lambanças no setor defensivo. Resultado: a partida foi se arrastando sem oferecer novas emoções ao espectador.
Aos 19 minutos, mostrando não abrir mão do seu contingente de volantes, Allegri trocou Ambrosini por Mathieu Flamini. 5 minutos depois, foi a vez de Ronaldinho, finalmente, entrar em campo. No lugar de Gattuso? Pirlo? Boateng? Nada disso: quem saiu foi Ibrahimovic. Parece piada, mas é sério. Zagueiro por zagueiro, volante por volante e atacante por meia-atacante: essas foram as mexidas do treinador com a equipe vencendo por 3a0, esbanjando convicção na sua falta de ímpeto ofensivo.
Ronaldinho e Flamini ainda conseguiram jogadas interessantes, mas ambos acabaram finalizando para fora após receberem passes de Abate e Gattuso, respectivamente. De resto, foi aguardar o fim do jogo. Considerando a agitação dos últimos minutos de partida, o som do apito de Andrea Gervasoni teve efeito de despertador.
Outros resultados
Sexta-feira
Lazio 3a1 Internazionale
Sábado
Chievo 2a2 Roma
Demais jogos pela 15ª rodada
Domingo
Cesena e Bologna
Fiorentina e Cagliari
Lecce e Genoa
Parma e Udinese
Sampdoria e Bari
Catania e Juventus
Segunda-feira
Napoli e Palermo
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